Só quem tem ou teve um Volkswagen antigo sabe o quanto são bons e úteis. Seja “fuca” (pronúncia de gaúcho), Brasília, Variant ou Kombi, a simplicidade sempre foi o segredo do sucesso. Como aprendiz de motorista em Kombi da família – a décima delas, do nosso ex-comércio e de passeio do meu pai ainda está estacionada em frente à minha casa -, andando em um Volkswagen “mais moderno” e silencioso não deixo de lembrar das bateções de porta, do frio e dos cuidados que tínhamos que ter para, andando com elas vazias em terrenos acidentados, cuidar para não “acavalar” as Kombis. Que bons tempos!
Gosto de compartilhar momentos vividos (ainda a uso) dentro de Kombi com os viajantes que estacionam no Parque do Lago ou em outros lugares de Canela e Gramado, coletando os relatos que publico aqui, na seção “De Kombi no mundo”. Já são, com esse de hoje, quase trinta em cerca de três anos. Gente vinda de tudo quanto é parte do Brasil, de tudo quanto é país, os kombeiros são um estilo de vida.
E os fuscas? Em Canela, divulgando o empreendimento, chama a atenção dos saudosistas o fusca do Parque Big Land. O veículo colorido, que começou participando da “paradinha” ao lado de carros de outros atrativos, tornou-se figurante obrigatório nas celebrações do município. Já foi o carro oficial das soberanas da Festa Colonial e também do Sr. Coelho na Páscoa do município.
No Sonho de Natal, o fusca do Big Land virou o carro do Papai Noel nos cortejos diurnos e noturnos, reforçando a parceria ativa do parque com a cultura, o turismo e a vida comunitária da cidade.
DE KOMBI NO MUNDO – XXIX

Enquanto em vida, o que aconteceu até dezembro de 2025, a paranaense Mallu Ponce constituiu, com o filho Rafael, a única dupla de viajantes mãe e filho, viajando pelo Brasil de Kombihome, de que se tem notícia. Ela foi uma entusiasta do viver na estrada que abraçou com o filho a ideia de desapegar do que tinham e passar a morar na Kombi para conhecer lugares. Hoje sem Mallu (com ele na foto à direita), Rafael Ponce segue esse plano de vida na companhia de Charlotte, uma golden retriever.
Ex-jogador profissional de basquete que morou em Florianópolis e na Espanha, ele próprio fez muitas das adaptações que estão deixando Malluzinha, a Kombi 1995 com pintura “saia e blusa” (duas cores), cada vez mais bem equipada. Ela ainda era só branca quando, no final da pandemia, este londrinense e a mãe foram até São Luiz, Maranhão. Na segunda grande jornada que está empreendendo, Rafael partiu de Curitiba em abril, passa uns dias em Canela e está indo rumo a Ushuaia. Sem pressa, sem prazos.





