DO MARACANAZO AO NASCIMENTO DO BRASIL CAMPEÃO

Em 1950, o Brasil acreditava que conquistaria sua primeira Copa do Mundo diante de um Maracanã lotado. O país havia construído o maior estádio do planeta para receber o torneio e via no futebol um símbolo de modernidade e afirmação nacional. Bastava um empate contra o Uruguai para levantar a taça.

Mas a derrota por 2 a 1 transformou aquela tarde em uma das maiores frustrações da história do esporte brasileiro. O silêncio no Maracanã virou símbolo do trauma. O goleiro Barbosa acabou marcado injustamente como um dos responsáveis pela derrota e carregou esse peso por décadas.

Depois do choque de 1950, a Seleção passou por um processo de reconstrução. O uniforme branco foi abandonado, surgiram mudanças na organização da equipe e o futebol brasileiro começou a buscar uma identidade própria.

O resultado apareceu oito anos depois. Na Copa de 1958, na Suécia, um jovem Pelé, então com 17 anos, ajudou o Brasil a conquistar seu primeiro título mundial. Garrincha encantou o mundo, e a Seleção transformou definitivamente a imagem do futebol brasileiro no cenário internacional.

Em 1962, no Chile, veio o bicampeonato. Mesmo com Pelé lesionado durante a competição, Garrincha assumiu o protagonismo e conduziu o Brasil a mais uma conquista. O país deixava para trás o trauma do Maracanã e iniciava sua trajetória como potência mundial do futebol.


HISTÓRIAS DA COPA II

A VOLTA DA COPA E UM FORMATO DIFERENTE

Quando a Copa do Mundo retornou, em 1950, no Brasil, não houve final em jogo único. O campeão foi definido em um quadrangular decisivo. Brasil e Uruguai fizeram a partida que acabou entrando para a história como a “final” da Copa.

POR QUE A TAÇA SE CHAMAVA JULES RIMET?

A primeira taça da Copa do Mundo recebeu o nome de Jules Rimet em homenagem ao dirigente francês que presidiu a FIFA e liderou a criação do torneio em 1930. O troféu permaneceu com o Brasil após o tricampeonato de 1970.

O ANJO DAS PERNAS TORTAS

Garrincha foi o grande nome do Brasil em 1962, após a lesão de Pelé. Conhecido pela habilidade incomum e pelo drible desconcertante, virou símbolo daquela conquista no Chile. Sua atuação ajudou a manter o Brasil no topo do futebol mundial.

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