O grupo reunido na quadra e confraternizando pelos 30 anos.

Quanto mais a vida é atribulada, mais necessárias são as válvulas de escape. Uma destas é o esporte de diversão – aquele, que não pressupõe competição -, agregando pessoas de várias faixas etárias que cobram de si próprias um desempenho dentro de suas capacidades. Falando dos esportes mais populares, pesquisa recente apontou cerca de 13 milhões de corredores de rua no Brasil. Por quanto devemos multiplicar esse número para “adivinhar” o número de adeptos do futebol de fim de semana, no Brasil? Chamem o IBGE.
Outro esporte que se tornou quase de massa é o voleibol, que, leigamente falando, acredito ser tão praticado por mulheres quanto por homens. Uma pesquisa Sponsorlink, do Ibope Repucom junto ao público internauta (quem não é, hoje?) de quatro anos atrás já apontava o vôlei como um esporte de interesse, em diferentes graus, para 87% dos brasileiros conectados, cerca de 96 milhões, com 18 anos ou mais. Verdade é que o vôlei é um sucesso em qualquer lugar onde haja uma quadra e levantamos a bola, hoje, para um grupo de mulheres esportistas que surgiu em Canela e joga ininterruptamente há trinta anos. Se houve algumas semanas sem elas em quadra, foi na pandemia de covid 19.
Começaram jogando no então novo ginásio da Coopec, no Centro de Canela e com a restituição do prédio para a CNEC mudaram as partidas semanais para a AABB de Gramado. Silvia Regina Kichler, falando em nome do grupo surgido em maio de 1996, estampa na face o orgulho e o carinho por esta iniciativa que ela foi uma das fundadoras e é ainda a coordenadora. Aqui no Nova Época essas amigas já foram pauta quando completaram 17, 21 e 25 anos do grupo.
Hoje são 21 mulheres, algumas pertencem ao grupo original, algumas saíram e voltaram, outras são filhas que, depois de muito verem as mães jogando, engajaram-se no “Parceiras do vôlei”. Mais que sobre o entretenimento e suor, a existência de um grupo ativo por tanto tempo, desenvolvendo uma atividade física, fala sobre companheirismo e,sobre ajuda em momentos ruins. “Tivemos experiências boas e ruins, festas e momentos difíceis, vivemos o cotidiano, mas sempre com a expectativa pelo ‘dia do vôlei’ para relaxar e descontrair. Isso sempre deixou o nosso coração quentinho”, diz Silvia. Elas não cabem todas na quadra, portanto se revezam. Mas, se for para agir em defesa de uma causa e manter viva a chama da amizade, não fica nenhuma na reserva.

Silvia Kichner (esquerda) e Andréia Corrêa de Sá estão desde a fundação do grupo de vôlei

Bob Dylan completa 85 anos neste dia 24 e o fato será comemorado. Venha para sessão de cinema com o filme “Um Completo Desconhecido” (de 2024), estrelado por Timothée Chalamet, seguido de debate conduzido por Cagê Lisboa, fã confesso deste que é um dos artistas vivos que mais influenciaram os séculos XX e XI. Pedro Jules e Gui Ferrari vão tocar ao vivo, com gaita e violão, as clássicas composições de Dylan. No telão, clipes inesquecíveis e, na vitrola, discos de vinil originais anos 1960.
O local é o belo Estúdio Estoril, em Canela. A entrada para o evento, que inicia às 17h, no Domingo (24) e tem vagas limitadas, é de R$30, garantida através do pix para 35960264000171 (CNPJ). Informações pelo 54 99192.6187 e @canellacineclube. O evento é parceria entre a ADICUCA, Canella Cineclube, Estúdio Estoril e Bacanas Produções




