GRÉCIA E PELOPONESO

Nossa viagem à Grécia começou por quatro de suas cerca de 200 ilhas habitadas. Passamos pela festiva Mykonos e pela sofisticada Santorini, que, salvo pela experiência de estar lá, são muito parecidas com as imagens que costumamos ver. Rodes surpreende pela capital, uma cidade medieval muito bem preservada, que foi sede dos Cavaleiros Hospitalários. Em Creta, a maior das ilhas gregas, nos encantamos com a praia de Plaka, de águas cristalinas, boa infraestrutura e poucos turistas.

Mas foi o giro pela Península do Peloponeso que nos mostrou uma Grécia mais autêntica, simpática e receptiva. Encontramos um povo gentil, alegre e sempre disposto a se comunicar, mesmo com a barreira do idioma. O inglês é bastante comum, inclusive no interior.

Procuramos rodar sempre por vias alternativas, evitando, quando possível, as autoestradas. Tivemos verdadeiras aulas de história ao passar por Delfos, Olímpia e Náuplia, que foi capital da Grécia moderna até 1834.

A Grécia tem cerca de 80% do território formado por relevo montanhoso, e o Peloponeso segue essa característica. Cruzamos estradas sinuosas, que sobem e descem montanhas, chegando a 1.300 metros de altitude, sempre com paisagens impressionantes. Também passamos por pequenas vilas onde, por volta do meio-dia, quase não se via ninguém nas ruas, talvez por causa do calor.

No interior, predominam os cultivos de oliveiras. Algumas são visivelmente centenárias, ao lado de plantações modernas e irrigadas. Outro detalhe nos chamou a atenção: milhares de caixas de abelhas espalhadas ao longo das estradas e em descampados próximos. Depois descobrimos que a Grécia é uma grande produtora de mel, reconhecido pela qualidade e pelo sabor, algo que pudemos comprovar sempre que o provamos.

O litoral do Peloponeso também impressiona, com praias de águas límpidas, típicas do mar Mediterrâneo. Passamos por Methoni, Kalamata, Kyparissi, Fokianos, entre outras.

A Península do Peloponeso é uma joia ainda pouco explorada pelo turismo. E justamente por isso se torna ainda mais interessante.

Por fim, Atenas. Uma metrópole de trânsito pesado, mas visita obrigatória por sua história, pela Acrópole com o Partenon, pelos sítios arqueológicos e pelo bairro de Plaka, turístico, descolado e vibrante.

A Grécia deixou saudades pela diversidade, pelo povo alegre, gentil e receptivo, e por seu interior bucólico, onde a vida perde a pressa e a paisagem enche os olhos.

Até a próxima, amigos.

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