Para muita gente, o esporte aparece apenas quando a bola vai para o fundo da rede, a medalha é entregue ou o troféu muda de mãos. O que acontece antes disso costuma passar despercebido. Há campeonatos para organizar, espaços públicos para manter, crianças para atender, clubes para apoiar e uma rede inteira de pessoas que faz o esporte acontecer longe dos holofotes. Em Canela, esse cenário começou a mudar nos últimos meses. Depois de anos em que algumas competições deixaram de ser realizadas, projetos perderam continuidade e a infraestrutura esportiva ficou aquém da demanda da comunidade, a Prefeitura decidiu reorganizar o setor. A proposta passa pela retomada de campeonatos tradicionais, pela ampliação das modalidades, pela recuperação de espaços esportivos e por uma política de parcerias que busca envolver escolas, clubes, associações e iniciativa privada.Essa é a leitura apresentada pelo diretor do Departamento Municipal de Esporte e Lazer (DMEL), Marcelo Savi, em entrevista exclusiva ao Jornal Nova Época. Ao longo da conversa, ele alterna números, projetos e reflexões sobre o papel do esporte na cidade, sempre voltando a uma mesma convicção. “O esporte prepara pessoas. Quando uma criança encontra esse caminho, ela leva esse aprendizado para a vida inteira”, afirma Savi.A frase resume a visão que orienta o trabalho do Departamento. Para Savi, organizar campeonatos é apenas uma parte da missão. O objetivo é criar oportunidades para que mais pessoas tenham acesso ao esporte, fortalecer a formação das categorias de base e fazer com que a prática esportiva esteja presente no cotidiano das comunidades. PRIMEIRA RÚSTICA de Canela, em abril, reuniu mais de 400 corredoresFoto: Divulgação CALENDÁRIO GANHOU MOVIMENTO O exemplo mais simbólico dessa retomada foi a volta do Campeonato Municipal de Futebol de Campo, interrompido durante seis anos. A competição retornou reunindo 21 equipes, número que, segundo o diretor, demonstra que a procura pela modalidade permaneceu viva mesmo durante o período sem o certame. Mas o futebol de campo representa apenas uma parte do calendário.Neste ano, o município também realizou ou apoiou a Taça Bronze de Futsal, a Série Prata, o Campeonato Municipal de Veteranos, as competições das categorias de base, o campeonato de bocha, o futebol sete, o vôlei e eventos voltados ao público feminino, além de torneios organizados em parceria com projetos sociais e entidades esportivas. As categorias Sub-9, Sub-11, Sub-13 e Sub-15 mantêm atividades praticamente durante todo o ano. Segundo dados apresentados pelo Departamento, mais de 500 crianças participam atualmente das competições e projetos esportivos desenvolvidos pelo município e por instituições parceiras.Outro indicador do crescimento das atividades aparece na Taça Bronze, que reuniu aproximadamente 600 atletas, distribuídos em 42 equipes. Já o Campeonato Municipal de Veteranos registra 19 times, estabelecendo um dos maiores números de participantes da competição. Para Marcelo Savi, os números mostram que existe uma demanda reprimida pelo esporte em Canela.“Canela tem muita gente querendo praticar esporte. O nosso desafio é criar oportunidades para que essas pessoas encontrem espaço para jogar, competir e participar”, conta Savi. Além das competições, o esporte também passou a desempenhar um papel social importante. De acordo com o Departamento, somente neste ano os eventos esportivos organizados ou apoiados pelo município arrecadaram mais de cinco toneladas de alimentos, destinados posteriormente a famílias atendidas por ações sociais. Foto: Divulgação FAZER MAIS COM CRIATIVIDADE Praticamente durante toda a entrevista, Marcelo Savi evita atribuir os resultados apenas ao trabalho do poder público. Ao contrário, insiste que boa parte das iniciativas só foi possível porque diferentes segmentos passaram a atuar de forma integrada. Clubes, professores, associações esportivas, escolas, empresas e voluntários aparecem repetidamente em sua fala como peças fundamentais para ampliar o calendário esportivo. “Hoje a gente trabalha muito mais com criatividade e parcerias do que com recursos. O município sozinho não faz esporte. A gente precisa reunir quem acredita nisso e construir junto”, destaca Savi.Essa estratégia permitiu que modalidades que já existiam de forma independente passassem a integrar o calendário esportivo municipal, além de fortalecer projetos desenvolvidos nos bairros e ampliar o apoio às equipes que representam Canela em competições estaduais.Segundo o diretor, o Departamento procura atuar como articulador dessas iniciativas, oferecendo estrutura, apoio institucional e organização, enquanto clubes e entidades colaboram na realização das atividades.Foi assim que competições de vôlei passaram a fazer parte do calendário oficial do município. O mesmo modelo também vem sendo utilizado em projetos ligados aos esportes de areia, escolinhas esportivas e outras modalidades que ganharam espaço ao longo deste ano.Pela primeira vez, o município também passou a colaborar diretamente com equipes locais que disputam campeonatos estaduais de futsal, disponibilizando espaços para treinamentos e oferecendo apoio logístico sempre que necessário. Foto: Divulgação DAS ESCOLINHAS PARA A VIDA Embora os campeonatos chamem mais atenção, Marcelo Savi afirma que o principal investimento precisa acontecer antes da competição. Na avaliação do diretor, o esporte deve começar nas escolas, chegar aos bairros e criar oportunidades permanentes para crianças e adolescentes. Por isso, uma das prioridades do Departamento é ampliar as atividades esportivas realizadas no período em que os estudantes não estão em sala de aula, utilizando a estrutura das escolas municipais para oferecer treinamento e competições durante todo o ano. A proposta prevê a criação de um calendário permanente envolvendo futsal, vôlei, handebol e basquete. Em vez de concentrar todas as disputas em poucos dias, como ocorre em muitas olimpíadas escolares, a intenção é organizar rodadas sucessivas entre as escolas, permitindo que os estudantes convivam com o esporte durante todo o ano letivo. “O esporte não é só colocar uma bola na quadra. É ensinar convivência, disciplina e responsabilidade. Esses valores acompanham a criança para o resto da vida”, ressalta Savi.Segundo ele, essa aproximação também pode facilitar a identificação de talentos pelas equipes que representam Canela em competições estaduais, oferecendo novas oportunidades para jovens atletas desenvolverem seu potencial. Se a participação da comunidade cresce, a infraestrutura esportiva ainda representa o principal desafio apontado pelo Departamento. Canela conta hoje com ginásios instalados junto a cinco escolas municipais e mantém parcerias para utilização de outros espaços esportivos. Ainda assim, segundo Marcelo Savi, a estrutura
Grande Hotel Canela apresenta a Feijoada Centenária
Sabor que combina com o frioFoto: Daniela Battastini Há programas que só fazem sentido em determinadas épocas do ano. Uma feijoada em pleno inverno da Serra Gaúcha é um deles. Mas confesso que desta vez o que mais me marcou não foi apenas o sabor, foi a atmosfera. Em um daqueles dias em que o céu azul iluminado pelo sol traz ainda mais beleza ao frio, atravessei os jardins do Grande Hotel Canela para conhecer a Feijoada Centenária, tradição que o hotel resgata e transforma em um convite para desacelerar. Como um dos marcos da história viva da cidade, o empreendimento atravessa gerações e conserva algo cada vez mais raro na hotelaria: a capacidade de fazer o tempo correr a seu favor. Revisitar o hotel despertou em mim uma lembrança imediata das viagens que fiz pela Patagônia argentina. Existe uma linguagem comum entre esses lugares. A madeira aquecida pelo sol de inverno, as grandes áreas verdes, o silêncio interrompido apenas pelos sons da natureza, os ambientes voltados para a contemplação e a presença constante da lareira criam aquela atmosfera acolhedora dos charmosos lodges patagônicos, onde permanecer é tão prazeroso quanto explorar o destino, ainda mais quando nos deparamos com uma gastronomia tão saborosa e acolhedora. Tradição de sábadoFoto: Adriana Silveira É justamente nesse cenário que acontece a Feijoada Centenária. Servida no Gastrô 105 e estendida à tradicional sala da lareira, ela reúne elementos que respeitam a tradição sem deixar de dialogar com diferentes perfis de público. A feijoada clássica, preparada com costela suína, paio e charque, divide espaço com uma versão vegetariana igualmente cuidadosa. Ao redor dela surgem acompanhamentos que valorizam a mesa brasileira: arroz branco, couve refogada, aipim frito, torresmo crocante, legumes grelhados, farofas especiais, moranga caramelizada, molhos preparados pela casa e um saboroso carreteiro. Para encerrar, sobremesas que despertam memórias afetivas, como a ambrosia, dividem atenções com delicadas minimousses. Enquanto os aromas ocupam o ambiente, a trilha sonora conduz a tarde sem disputar protagonismo. A dupla Margarida & Cris apresenteu um setlist nostálgico e adorável, interpretando clássicos da música brasileira, do jazz, do blues, do rock e do pop internacional em versões acústicas que parecem ter sido pensadas para acompanhar o ritmo tranquilo de um almoço prolongado. Terminada a refeição, o convite natural é permanecer. Os jardins, os fire pits e os espaços externos transformam o pós-almoço em parte da programação. Não existe pressa para ir embora quando o próprio lugar convida a estender a conversa, pedir mais um café e simplesmente observar a beleza de um inverno ensolarado na Serra. Delicadezas para adoçarFoto: Daniela Battastini Em tempos em que muitos restaurantes disputam a atenção pela novidade, o Grande Hotel Canela faz um movimento diferente. Resgata uma tradição de sua própria história e mostra que algumas receitas permanecem atuais justamente porque carregam identidade, memória e a capacidade de reunir pessoas ao redor da mesa. Saí dali com a sensação de que a Feijoada Centenária que ocorre todos os sábados de inverno é muito mais do que um almoço. É uma forma elegante de celebrar essa charmosa estação, a delicadeza da hospitalidade e uma maneira de viver a Serra que privilegia o tempo, a boa gastronomia e os encontros que merecem durar um pouco mais. SERVIÇO O QUÊ: Feijoada Centenária – Grande Hotel Canela QUANDO: 11 de julho (sábado), das 12h às 16h ONDE: Gastrô 105 – Grande Hotel Canela ENDEREÇO: Rua Getúlio Vargas, 300 – Centro – Canela (estacionamento gratuito) INGRESSOS: R$ 79,90 + taxa Crianças: * Até 5 anos não pagam * De 6 a 12 anos: meia-entrada (R$ 39,50 + taxa) VENDAS: www.sympla.com.br/evento/feijoada-centenaria-do-grande-hotel-canela ou pelo Whatsapp (54) 3282-1285
Social da Luísa Rodrigues
Marcelo e Vinicius Barros receberam o querido Martim Gil na La Casa de Pão, em um momento marcado por boa conversa, acolhimento e os sabores que fazem do espaço uma referência na região Foto: Luísa Rodrigues Os amigos Samuel Kaster, Flávio Prestes, Daiana Schmidt e Vitor Accorsi prestigiaram a tradicional Feijoada Centenária, realizada no Grande Hotel Canela Foto: Luísa Rodrigues Um momento de reconhecimento e prestígio. Sandro Schmidt foi empossado como diretor do Sistema Fecomércio, recebendo os cumprimentos do presidente Luiz Carlos Bohn. A cerimônia marcou uma nova etapa em sua trajetória, reforçando seu compromisso com o fortalecimento do setor empresarial e do comércio gaúcho Foto: Carlos Macedo Um dia especial no cenário deslumbrante do Parque do Caracol, em Canela. Dainã Rabello, Naira Cordeiro, Patrícia Poeta, Cristiane Mörs e Carina Santos prestigiaram a gravação do programa Encontro, em um momento que destacou as belezas da Serra Gaúcha para todo o Brasil Foto: Luísa Rodrigues André Severo e Paula Krause recebendo imprensa e convidados para a Feijoada Centenária no Grande Hotel Canela Foto: Daniela Battastini
Social da Samanta
Júlio César e Grace Kelly Garcia e Ana Rangel e Paulo Silveira em Livorno na Itália Foto: Divulgação Na Feijoada Centenária do Grande Hotel Canela, prestigiou o evento Gabriela Grespan Foto: Daniela Battastini Natan Izaias e Laura de Medeiros festejando os quatro anos na pequena Virgínia na Disney! Foto: Divulgação Laura Andrade e Augusto Rech celebraram o aniver da Helena no Castelo Kids do Alpen Park! Foto: Divulgação Belíssima, Vanessa Bressan passou dias incríveis num destino incrível – Ushuaia Foto: Divulgação
OBRA DENTRO DO CRONOGRAMA
Investimento de R$ 1 bilhão, que tem como principal âncora o futuro Club Med Gramado, o Sirena Gramado avança. O projeto é construído no Mato Queimado, a quatro quilômetros da Cascata do Caracol.O resort ocupará uma área de 200 mil m² dentro do complexo e contará com 250 acomodações, além de 20 villas, centro de convenções, estrutura de bem-estar, gastronomia internacional e experiências imersivas inspiradas na Serra Gaúcha. A inauguração está prevista para 2027.Foto: Divulgação BAITA AÇÃO! Foi uma baita ação de marketing a vinda para Canela do programa Encontro com Patrícia Poeta.Que venham outras ações semelhantes, como é o caso do Estúdio de Inverno da Record. CENTRO DE FEIRAS A grande notícia para Canela, neste início de julho, é a confirmação dos recursos para a revitalização do Centro de Feiras e Eventos. O Estado garantiu R$ 12,3 milhões para a recuperação e ampliação do espaço, um dos principais equipamentos turísticos e de eventos do município.O turismo de negócios ganhará força por aqui. E é bom lembrar que o turista que vem para uma feira, costuma gastar três vezes mais do que aquele que vem passear. PASSARELA O ExpoGramado está recebendo investimentos em sua infraestrutura, com o objetivo de oferecer mais conforto, segurança e eficiência para expositores, organizadores e visitantes.Entre as principais intervenções está a construção da Passarela de Eventos Turísticos, em uma ação conjunta com a Prefeitura de Gramado, no qual foi firmado um investimento histórico de R$ 2 milhões para a construção de uma estrutura coberta. Com 140 metros de comprimento por 11 metros de largura, a nova passarela conectará a entrada principal até os tradicionais Fornos Coloniais. COOPERATIVAS Cooperativas da região faturaram R$ 2,7 bilhões no ano passadoCom cinco cooperativas, a região das Hortênsias registrou faturamento de R$ 2,7 bilhões em 2025. Segundo levantamento do Sistema Ocergs, a base de associados da região cresceu 34,2% em relação a 2024, chegando a mais de 367 mil cooperados. Os dados estão no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho, levantamento anual que consolida o desempenho do setor no ano anterior.O crescimento de 32,7% no resultado do exercício do ramo de crédito é o principal destaque: com uma cooperativa e mais de 347 mil associados — 94% do total da região —, o segmento registrou faturamento de R$ 2 bilhões, um avanço de 29% frente a 2024.Já o ramo de trabalho, produção de bens e serviços, com três cooperativas, chegou a R$ 546,4 milhões em faturamento. MAIS SEGURANÇA A região passa a contar com mais 50 policiais militares até o dia 5 de agosto. É a Operação Inverno, da Brigada Militar.As ações de policiamento serão coordenadas pelo 41º Batalhão de Polícia Militar (41º BPM) e contarão com o suporte de 50 policiais militares vindos de diferentes comandos regionais e do DI PAOLO Sem alarde, o grupo Di Paolo abriu, sexta-feira (3), o seu segundo restaurante em Gramado. A nova casa, chamada de Dipa, foi aberta na avenida das Hortênsias, onde durante vários anos funcionou o restaurante Tarantino. O prédio foi reformado e passou a ter uma arquitetura mais contemporânea.O restaurante tem uma proposta mais informal do que seu precursor Di Paolo, com pratos para o dia a dia, como destaca o proprietário, Paulo Geremia. Além de pratos típicos com galeto e massa, o Dipa oferece também opções com carne de gado e até mesmo pizzas. Estas são individualizadas e vem servida em um prato para uma pessoa. Todos os pratos, no entanto, têm valores mais acessíveis do que no tradicional rodízio de galetos.Com a abertura, o Dipa chega a 30 casas entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. Até o fim do ano, a marca deve chegar ao Rio de Janeiro. GRAMADENSE Impressionante o salto que deu o Centro Esportivo Gramadense desde que se profissionalizou, há cinco anos. Está na final da Copa FGF, com a participação garantida na Copa Sul Sudeste de 2027.Se vencer o Brasil de Pelotas na disputa pelo título, garante vaga na Série D do Brasileirão do ano que vem.A Gramado TV transmite a primeira partida, do Estádio Francisco Noveletto Neto, domingo (12), a partir das 15 horas. CATARATA O deputado federal Giovani Cherini (PL) destinou R$ 500 mil ao Município de Gramado para o custeio da Atenção Primária em Saúde.O recurso, já creditado ao Fundo Municipal de Saúde, será aplicado no fortalecimento da Atenção Primária, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal de saúde. Entre os principais objetivos está a redução da fila de espera para cirurgias de catarata, que atualmente supera 200 pessoas, além de reforçar a realização de exames como endoscopias e colonoscopias. TEATRÃO Durante visita a Canela, quinta-feira (9), a deputada federal Denise Pessôa (PT) oficializou a destinação de R$ 473,3 mil para a reforma e melhorias do Teatro Municipal de Canela.Após visitar o Teatro Municipal, a deputada se reuniu com integrantes da área cultural do município.
Trabalhando pelo bem duradouro
Vinícius Rocha na noite da posse, com a representante do Colégio dos Governadores, Ana Glenda ViezzerFoto: Divulgação Sabem aquela verdade que diz que as pessoas mais ocupadas geralmente são as mais solícitas? E que se você precisa recorrer a alguém, é aquele de agenda cheia que vai encontrar um tempo pra lhe ajudar? Pois é sobre pessoa assim que escrevo. O Rotary Clube de Canela empossou nova presidência na segunda-feira, 6 de julho, passando a contar, para o período 2026/2027, com a liderança de Vinícius da Rocha Carvalho, que sucedeu a Miguel Oliveira de Souza. Já tivemos oportunidade, aqui no NE, de focar no trabalho de Vini quando este canelense se destacou em nível nacional na Seicho-No-Ie — a filosofia que ensina que todas as religiões emanam de um único Deus. Seu antigo envolvimento com esse movimento suprareligioso em âmbito local e suas habilidades o levaram a um patamar bem alto, chegando a coordenador de comunicação da Seicho-No-Ie durante os seis anos em que residiu em São Paulo. Foram anos também de muitas viagens. De volta a Canela em 2016, já publicitário formado, Vinícius continuou vivendo e aprendendo, sempre. Atuou na Trix Comunicação, no Nova Época, na Prefeitura de Canela, no marketing do Parque Terra Mágica Florybal e deu asas ao sonho de criar uma empresa própria de comunicação, abrindo a Agência Veranno. Para o Vinícius sempre às voltas com jovens, assumir a presidência do clube de Rotary mais longevo de Canela é sinal de que procura aprender com a experiência dos mais maduros.”Gosto de ouvir histórias”, ele diz. Reforçando o que afirmamos lá no início, estar no Rotary não significa abdicar do seu trabalho junto à Seicho-No-Ie. Frequenta semanalmente a unidade de Gramado e contribui como presidente dos preletores, palestrando em outras cidades do Estado e coordenando a atividade doutrinária de 45 colegas na região (um deles é a sua esposa Nathaly). Mas sobrará o tempo necessário para se dedicar ao Rotary com intensidade, de outro modo não aceitaria ocupar o cargo mais importante. Acima, no Seicho-No-IeFoto: Divulgação O melhor dos aprendizados na vida é saber aplicá-los, Vini conciliará o que a convivência na doutrina criada por Masaharu Taniguchi lhe ensinou com a maneira secular do Rotary de Paul Harris agir nas causas assistenciais. São a profundidade japonesa e o pragmatismo americano inspirando Vinícius Rocha. Afirmou que sua grande meta na gestão é fazer com que cada pessoa sinta orgulho da própria vida e do seu trabalho — independentemente de classe social ou condição — e tenha dignidade como ser humano. Vini já sentiu muitas vezes que fazer as pessoas sentirem-se melhores é uma via de mão dupla: praticar o bem reverte, recompensa e completa quem o pratica. É uma forma também de retribuir à sociedade o que ela nos proporciona. Algumas ideias que o presidente quer colocar em prática no Rotary em Canela é tentar voltar a promover bailes e atividades sociais que arrecadem algum dinheiro e criar, em cooperação com Lions Clube, profissionais e organismos municipais, um sábado “com tudo de graça, na praça”, diz Vini. Seria um dia de plena cidadania para toda a população aproveitar, de um corte de cabelo a um aconselhamento jurídico. Poderá aproveitar a experiência de acompanhar a organização de encontros da Seich-No-Ie para, de poucas dezenas, a mais de 10.000 seguidores.Uma questão que preocupa o Rotary de Canela é a situação da nossa Apae, que, apesar das boas instalações atuais, está sofrendo com a diminuição da ajuda financeira. “Gosto de contexto, de mergulhar fundo no que faço”, afirma o publicitário, que para ter conhecimento de causa já tratou de conhecer todos os estatutos do Rotary Clube. Fez o mesmo, em outras atividades, em relação à Constituição Federal e à Lei Orgânica do Município de Canela. Cada presidente mundial do Rotary Club, para seu Ano Rotário, introduz um slogan. O atual, do presidente Olayinka Hakeem Babalola (nigeriano), é Crie Impacto Duradouro. Coincidência ou não, a frase tem a ver com as ações que Vinícius Rocha, desde cedo e sem alarde, tem praticado na vida. Parabéns ao Rotary de Canela, sempre em boas mãos. Ô Balonê, Balonê, quero dançar com você O Magnólia, casa referência na Região das Hortênsias pela variedade de eventos que abriga, além da boa gastronomia, traz para Canela neste sábado (11), a partir das 21h, a nona edição canelense da cult Festa Balonê. “A Balonê tem uma energia muito própria. É uma festa que desperta lembranças, reúne diferentes gerações e convida as pessoas a simplesmente se divertirem muito”, comenta Fernanda Chies, proprietária do Magnólia. A festa foi criada há 22 anos e faz parte do cenário cultural de Porto Alegre. Nostálgica e contemporânea ao mesmo tempo, a noitada contará com duas pistas de dança comandadas pelos DJs Roger Lerina, Tais Scherer, Feijão e Adriana Banana, que prometem embalar o público com sucessos nacionais e internacionais das décadas de 1980, 1990 e dos anos 2000. A playlist inclui artistas como Madonna, Depeche Mode, Cyndi Lauper, Pet Shop Boys, Roxette, Paralamas do Sucesso e Legião Urbana. Um food truck estará estacionado em frente à mansão durante toda a noite. O bar da casa oferecerá cerveja Heineken, Aperol Spritz, vinhos e espumantes da Voga Itália. Os ingressos custam a partir de R$ 82,49 e podem ser adquiridos pela Eventbrite. A classificação é para maiores de 18 anos.
Nem só de Haaland vive uma carteira
Poucas vezes na história o investidor brasileiro encontrou um cenário tão desafiador. Enquanto os juros reais atingem níveis raramente vistos e ultrapassam 8% ao ano em alguns títulos indexados à inflação, a Bolsa atravessa mais um período de desconfiança e volatilidade. É justamente nesses momentos que surge a dúvida inevitável: será que vale abandonar a renda variável e colocar tudo em renda fixa? A Copa do Mundo oferece uma boa analogia. Durante o torneio, muitos apontavam o Brasil como um dos candidatos ao título. Um elenco talentoso, enorme expectativa e muita confiança baseada no tradicional “peso da camisa”. Mas, assim como acontece com a Bolsa brasileira, já faz algum tempo que a seleção não entrega as alegrias que entregou no passado. No futebol, assim como nos investimentos, favoritismo não garante resultado. Do outro lado apareceu a Noruega. Sem o mesmo brilho, sem tanta badalação, mas extremamente organizada, consistente e eficiente. Lembra uma carteira focada em renda fixa: pode não despertar tanta emoção, mas em períodos turbulentos costuma mostrar toda sua força. Avançou enquanto muita gente ficou pelo caminho. A pergunta é: será que continuará avançando? No mercado financeiro acontece algo semelhante. A Bolsa costuma ser o “craque” da carteira. Quando a economia melhora, ela é capaz de entregar retornos extraordinários. Mas também oscila bastante e exige sangue-frio para atravessar os momentos difíceis. Já a renda fixa lembra aquela seleção disciplinada: talvez não encante, dificilmente vire manchete, mas, quando encontra um ambiente favorável, faz seu trabalho com enorme competência. E o ambiente atual é extremamente favorável. Com juros próximos de 15% ao ano em títulos prefixados e remunerações reais superiores a 8% acima da inflação em alguns papéis, a renda fixa vive um dos melhores momentos das últimas décadas. Ignorar esse cenário seria um erro. Títulos pagando algo próximo de 1,20% ao mês pelos próximos três, quatro ou cinco anos são como ter o Haaland no time: quando a bola chega, a chance de gol é enorme. Dá até vontade de escalar um time inteiro de Haalands. Mas existe um erro igualmente perigoso: acreditar que esse será o campeão definitivo. Na Copa, ainda permanecem seleções como Argentina, França, Espanha e Inglaterra. Todas continuam fortes candidatas ao título porque combinam talento, organização e profundidade de elenco. Nenhuma depende exclusivamente de um único jogador. Uma carteira de investimentos deveria funcionar exatamente da mesma forma. Em alguns momentos, a renda fixa será a protagonista. Em outros, a Bolsa retomará seu espaço. Também haverá oportunidades em ativos internacionais, dólar, fundos imobiliários e investimentos atrelados à inflação. O investidor que monta um time completo não precisa adivinhar quem será o campeão de cada temporada. A maior armadilha dos mercados é acreditar que o vencedor de hoje continuará vencendo para sempre. Foi assim quando parecia impossível perder dinheiro na Bolsa. Foi assim quando a Selic caiu para 2% ao ano e muitos decretaram o fim da renda fixa. E provavelmente será assim novamente quando o próximo ciclo começar. O papel do investidor não é descobrir quem levantará a taça antes de todos. É montar uma equipe capaz de competir em qualquer campeonato. Porque, assim como no futebol, patrimônio sólido não se constrói apostando em um único craque. Constrói-se com um elenco equilibrado, um treinador paciente e uma estratégia capaz de sobreviver aos noventa minutos, às prorrogações e, se necessário, até aos pênaltis.
O GIGANTE SEM SANGUE
Para muitos, a eliminação do Brasil para a Noruega foi surpresa. Para outros tantos, onde me incluo, foi apenas a confirmação de um diagnóstico ignorado há anos. O futebol brasileiro perdeu o medo que impunha aos adversários e parece ter perdido, também, a vergonha de perder sempre do mesmo jeito. A Noruega não é boba. Aliás, Felipão virou meme quando disse que não existia mais time bobo. Durante anos rimos da frase. Hoje ela parece uma profecia. O Brasil caiu para uma seleção que muitos ainda tratam como coadjuvante. A camisa já não vence sozinha. O Brasil ainda entra em campo como se vencesse. As seleções médias cresceram. Africanas, asiáticas e até europeias sem tradição de título mundial jogam com força, organização e confiança. Já não entram em campo para respeitar a camisa amarela. Entram para enfrentá-la. O problema não é perder para a Noruega. É perder caminhando. É assistir ao adversário jogar como se a obrigação fosse dele. É ver a Seleção Brasileira sem urgência, sem incômodo, sem alguém disposto a transformar a derrota em afronta pessoal. Trouxeram um técnico multicampeão como se ele fosse resolver uma crise que não é de currículo. A questão talvez não esteja na pessoa, mas na ideia. O Brasil tentou vestir um modelo que nunca foi seu: organizado, científico e excessivamente preso ao esquema. Nada disso é errado. Errado foi confundir modernização com renúncia. Durante décadas, o mundo tentou copiar o Brasil. Hoje, é o Brasil que tenta copiar o mundo. E, nessa troca, perdeu justamente aquilo que tinha de mais raro: a capacidade de decidir no improviso, no drible e na coragem. Antes, o Brasil formava jogadores que queriam a bola da vida. Romário, cara a cara com o goleiro, era quase sentença. Ronaldo Nazário, lançado em velocidade, parecia uma notícia ruim para qualquer zagueiro. Hoje, um atacante brasileiro sai na frente do goleiro e a torcida prende a respiração. O erro de Endrick não explica a eliminação, mas acabou simbolizando uma geração mais ansiosa do que fria. E isso não é apenas nostalgia de quem não aceita que o jogo mudou. O futebol mudou: a preparação física evoluiu, a tática avançou e os espaços diminuíram. Mas uma coisa não mudou: Copa do Mundo exige personalidade. O Paraguai perdeu para a França por 1 a 0 e saiu de pé. A Argentina, gostemos ou não, mantém a faca entre os dentes mesmo contra rivais sem expressão. Pode faltar talento. Competir nunca falta. O Brasil perdeu para a Noruega e saiu menor do que o placar. Perder faz parte. O que não dá é perder sempre, prometer mudança e voltar igual. O que incomoda não é a derrota. É a apatia. É ninguém disputando a última bola. É a falta de indignação. A Amarelinha ainda veste jogadores famosos. Mas fama não ganha dividida. Valor de mercado não decide Copa. E camisa histórica, sem sangue, vira apenas uniforme bonito. O Brasil não precisa escolher entre organização e talento. Precisa parar de tratar sua alma como defeito. Ao tentar ser uma Europa sem sotaque, deixou de ser Brasil. E Copa do Mundo não perdoa time sem identidade.
Produto x identidade
Durante muito tempo, o conceito de luxo esteve associado à raridade. Quanto mais difícil de encontrar, maior o valor. Hoje, essa lógica começa a se inverter. Em um mercado inundado por referências, tendências e soluções aparentemente inovadoras, o bem mais escasso deixou de ser o produto. Passou a ser a identidade. Mais do mesmo Basta caminhar pelas principais ruas comerciais de qualquer cidade turística para perceber um fenômeno curioso. Ambientes seguem a mesma estética, cardápios repetem conceitos semelhantes, campanhas utilizam as mesmas palavras e empreendimentos apresentam propostas que poderiam trocar de nome sem alterar a percepção do público. Nunca foi tão fácil produzir algo bonito. Nunca foi tão difícil construir algo reconhecível. Copiar não funciona Esse movimento não acontece por falta de criatividade. Ele é consequência da velocidade com que informações, inspirações e modelos de sucesso circulam. O problema surge quando a referência deixa de inspirar e passa a substituir o pensamento estratégico. Aos poucos, marcas deixam de revelar quem são para reproduzir aquilo que acreditam que o mercado espera delas. Coerência e memória É justamente por isso que identidade se tornou um ativo competitivo. Ela organiza decisões, orienta investimentos, dá coerência à comunicação e, sobretudo, produz reconhecimento. Marcas consistentes reduzem o esforço para serem lembradas porque deixam rastros claros na memória das pessoas. Não dependem exclusivamente de campanhas para existir; constroem presença por meio da coerência. Concorrência veloz Esse desafio se torna ainda mais relevante em destinos como Canela, Gramado e a nossa região como um todo, onde novos empreendimentos surgem em ritmo acelerado e a concorrência se sofisticou. O crescimento amplia oportunidades, mas também aumenta o risco da homogeneização. Em mercados maduros, destacar-se exige muito mais do que qualidade. Exige clareza sobre aquilo que somente aquela marca é capaz de representar. Comunicação x gestão Vejo que o maior equívoco da atualidade é acreditar que identidade pertence ao universo da comunicação. Na prática, ela é uma decisão de negócios. Está presente na arquitetura, na cultura organizacional, na forma de atender, na seleção de fornecedores, na definição de portfólio e em cada escolha que constrói percepção de valor – branding – ao longo do tempo. Reconhecimento O verdadeiro valor de uma marca não está na placa da estrada ou na foto bonita do Instagram. em parecer sofisticadas. Está em ser imediatamente reconhecida, mesmo quando seu logotipo não aparece. Sua vez Os temas que trago aqui são fruto de muitas conversas que tenho com clientes, amigos e com o mercado como um todo. Então não deixe de enviar a sua sugestão ou reflexão também. adriana@ateraz.com.br
GRÉCIA E PELOPONESO
Nossa viagem à Grécia começou por quatro de suas cerca de 200 ilhas habitadas. Passamos pela festiva Mykonos e pela sofisticada Santorini, que, salvo pela experiência de estar lá, são muito parecidas com as imagens que costumamos ver. Rodes surpreende pela capital, uma cidade medieval muito bem preservada, que foi sede dos Cavaleiros Hospitalários. Em Creta, a maior das ilhas gregas, nos encantamos com a praia de Plaka, de águas cristalinas, boa infraestrutura e poucos turistas. Mas foi o giro pela Península do Peloponeso que nos mostrou uma Grécia mais autêntica, simpática e receptiva. Encontramos um povo gentil, alegre e sempre disposto a se comunicar, mesmo com a barreira do idioma. O inglês é bastante comum, inclusive no interior. Procuramos rodar sempre por vias alternativas, evitando, quando possível, as autoestradas. Tivemos verdadeiras aulas de história ao passar por Delfos, Olímpia e Náuplia, que foi capital da Grécia moderna até 1834. A Grécia tem cerca de 80% do território formado por relevo montanhoso, e o Peloponeso segue essa característica. Cruzamos estradas sinuosas, que sobem e descem montanhas, chegando a 1.300 metros de altitude, sempre com paisagens impressionantes. Também passamos por pequenas vilas onde, por volta do meio-dia, quase não se via ninguém nas ruas, talvez por causa do calor. No interior, predominam os cultivos de oliveiras. Algumas são visivelmente centenárias, ao lado de plantações modernas e irrigadas. Outro detalhe nos chamou a atenção: milhares de caixas de abelhas espalhadas ao longo das estradas e em descampados próximos. Depois descobrimos que a Grécia é uma grande produtora de mel, reconhecido pela qualidade e pelo sabor, algo que pudemos comprovar sempre que o provamos. O litoral do Peloponeso também impressiona, com praias de águas límpidas, típicas do mar Mediterrâneo. Passamos por Methoni, Kalamata, Kyparissi, Fokianos, entre outras. A Península do Peloponeso é uma joia ainda pouco explorada pelo turismo. E justamente por isso se torna ainda mais interessante. Por fim, Atenas. Uma metrópole de trânsito pesado, mas visita obrigatória por sua história, pela Acrópole com o Partenon, pelos sítios arqueológicos e pelo bairro de Plaka, turístico, descolado e vibrante. A Grécia deixou saudades pela diversidade, pelo povo alegre, gentil e receptivo, e por seu interior bucólico, onde a vida perde a pressa e a paisagem enche os olhos. Até a próxima, amigos.