Mais do que uma programação religiosa, a Romaria de Caravaggio se tornou um ritual coletivo que atravessa gerações, movimenta a cidade e continua deixando marcas concretas no Santuário e na comunidade. Todos os anos, milhares de pessoas percorrem os sete quilômetros entre a Catedral de Pedra e o Santuário de Caravaggio. Mas, em Canela, a romaria começa antes da caminhada. Ela aparece na rotina das comunidades, nos grupos que organizam a saída ainda de madrugada, nos bancos ocupados durante a novena e nos rostos que retornam ao mesmo percurso ano após ano. A Romaria e Festa em honra a Nossa Senhora de Caravaggio chega agora ao momento principal da programação, depois da retomada da Cavalgada da Fé, da novena e das primeiras atividades religiosas do mês. FESTEJOS em homenagem irão mobilizar milhares de fiéis até terça-feira, dia 26Foto: Diego Santos Até o dia 26 de maio, a estimativa da organização é que mais de 50 mil pessoas passem pelo Santuário, no Saiqui. Mas olhar para Caravaggio apenas pela programação deixa de lado aquilo que sustenta a romaria há mais de seis décadas. Ao longo desse período, a Romaria de Caravaggio se firmou como uma tradição religiosa de Canela. A cada ano, famílias retornam ao Santuário, antigos romeiros reencontram o percurso e novos participantes passam a fazer parte de uma história que segue sendo renovada pela comunidade. A história da romaria começou antes mesmo da criação da festa. Em 1959, a primeira imagem de Nossa Senhora de Caravaggio chegou ao Saiqui, doada pela devota Ângela Rigotto para uma pequena capela de madeira que atendia a comunidade local. Dois anos depois aconteceria a primeira Romaria e Festa. Ao longo das décadas, o que nasceu como uma celebração ligada à comunidade cresceu junto com a cidade. O Santuário se estruturou para receber um público cada vez maior e a romaria passou a integrar o calendário religioso e comunitário de Canela, recebendo também visitantes de outras regiões. O próprio lugar ajuda a entender parte dessa permanência. Localizado a sete quilômetros do Centro, o Santuário mantém uma relação diferente com quem chega. O percurso leva o romeiro para uma área menos urbanizada e cria uma mudança gradual no ambiente e no ritmo da experiência. Quando chegam ao local, muitos seguem diretamente para as celebrações. Outros param diante do Monumento da Prece, inaugurado em 1976 e transformado em um dos símbolos de Caravaggio. Há quem permaneça alguns minutos em silêncio, quem faça uma oração e quem apenas observe o movimento ao redor antes de seguir o percurso. OBRA CRESCE JUNTO COM A ROMARIA Entre os sinais mais concretos dessa permanência está a construção do novo templo. Iniciada oficialmente em 2013, a obra entrou agora em uma etapa considerada decisiva. Segundo Lauro Drechsler, coordenador do Conselho Econômico do Santuário, a estrutura principal está próxima da conclusão e o foco passa a ser a colocação da cúpula, uma das etapas mais importantes do projeto. Com essa fase encaminhada, o próximo passo será avançar para os acabamentos, telhado, aberturas e demais intervenções internas. CONSTRUÇÃO da Igreja de Caravaggio está sendo feita por etapasFoto: Divulgação Sem prazo definido para conclusão, a nova igreja segue sendo construída por etapas. Parte dos recursos vem das doações dos devotos e parte da renda da própria Romaria e Festa é destinada à continuidade da obra.Mais do que ampliar espaço físico, o templo passou a representar um projeto coletivo construído ao longo do tempo pela própria comunidade. Para o padre Lucimar Braga Macedo, coordenador espiritual desta edição, talvez esteja aí uma das explicações para a permanência da romaria. Segundo ele, assumir essa função significa lidar com milhares de histórias pessoais que chegam ao Santuário todos os anos. “Existe uma responsabilidade de cuidar dessas histórias,” comenta Lucimar. Na visão do sacerdote, o evento mudou em aspectos visíveis, como organização, estrutura e acolhimento. Mas aquilo que sustenta a caminhada permanece. “A estrutura mudou. O que permanece é a fé das pessoas,” afirma o padre.Padre Lucimar afirma que a romaria reúne pessoas de diferentes idades, trajetórias e motivações e que ninguém conhece completamente aquilo que cada romeiro leva consigo. “O que nós sabemos é que esse é um encontro de pessoas que acreditam,” destaca ele. ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE Na visão do padre, maio tem esse peso porque é o mês dedicado a Maria na Igreja Católica e, em Canela, concentra a preparação e os principais momentos da Romaria de Caravaggio. É nesse período que a comunidade se envolve mais diretamente com a festa e transforma a fé em compromisso, serviço e alegria. Para quem participa pela primeira vez, o convite não está apenas na chegada ao Santuário, mas também na experiência do percurso, na oração e na disposição de viver o momento com atenção ao que ele representa. Foto: Diego Santos A mensagem que o padre deixa para esta edição passa por transformação e paz. Em um tempo marcado por conflitos e incertezas, ele entende que a romaria continua sendo um espaço de reencontro, oração e cuidado com o outro. E talvez seja justamente por isso que o caminho continue sendo repetido. ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que jamais se tem ouvido que deixásseis de socorrer e de consolar a quem vos invocou, implorando a vossa proteção e assistência; assim, pois, animado com igual confiança, como a Mãe amantíssima, ó Virgem das Virgens, a Vós recorro; de Vós me valho, gemendo sob o peso de meus pecados, humildemente me prostro a vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Virgem de Caravaggio, mas dignai-vos de ouvi-las propícia e de me alcançar a graça que Vos peço. Amém. Organização Coordenadores Comissão festeira
MARQUE UM ENCONTRO COM VOCÊ NA PANNI
Café da ManhãFoto: Adriana Silveira Quando foi a última vez que você se deu um presente? Não daqueles embrulhados em um papel bonito, mas um presente real: uma pausa. Um momento capaz de tirá-lo da rotina, desacelerar os pensamentos e permitir que você simplesmente esteja ali, em silêncio, apreciando a própria companhia. Em tempos em que estamos sempre disponíveis para tudo e todos, talvez um dos maiores atos de gentileza seja aprender a nos priorizar. Sentar sozinho à mesa, comer sem pressa, ouvir os próprios pensamentos, sentir conforto no silêncio. Existe algo profundamente elegante em quem consegue transformar a própria companhia em prioridade. Foi exatamente isso que eu fiz ao escolher viver uma manhã na Panni Padaria & Brunch, em Canela. Escolhi uma confortável poltrona de couro e, sobre o encosto dela, havia um delicado crochê de flores com aquela inconfundível atmosfera de “casa de vó”, um detalhe simples, mas carregado de afeto. E talvez seja justamente isso que faz a Panni ser tão especial, ela conquista pelo acolhimento. CAFÉ DA MANHÃ Cheguei cedo. O silêncio da manhã ainda pairava no ambiente e tudo parecia convidar à calma. Escolhi um croissant com ovo estrelado e flor de sal, iogurte natural com granola feitos na casa, frutas da estação e mel. Para beber, optei pelo incomparável gostinho do café coado, aquele que não precisa de nenhum artifício para ser delicioso. Degustei sem pressa, inebriada pelo ambiente com a música certa, no volume certo. Aliás, comida de verdade e atenção plena jamais combinarão com som alto. Felizmente ainda existem lugares que entendem isso perfeitamente. E a Panni é um deles. Fui sozinha, porque era a minha companhia que eu queria. Aproveitei a manhã para trabalhar um pouco, mas também reservei 30 minutos para ler um livro. Afinal, a proposta daquele encontro era justamente fazer algo para me acarinhar. PADARIA ARTESANAL, BRUNCH E ACONCHEGO Aconchego no ambienteFoto: Adriana Silveira A Panni é assim: um lugar aconchegante, que exala aromas de pães recém-saídos do forno, tortas brilhantes, cafés quentinhos e uma sensação genuína de conforto. O fato de concentrarem no próprio local a produção do que servem faz toda a diferença. Há verdade no sabor. Há cuidado no processo. Há intenção. A casa, que nasceu em Canela com a proposta de unir padaria artesanal e brunch servido ao longo do dia, aposta na fermentação natural e em uma produção cuidadosa de pães e receitas autorais. CARDÁPIO Além dos croissants, que merecem toda a fama que carregam, o cardápio também contempla clássicos irresistíveis de padaria, como pão na chapa e misto quente. Para quem prefere doces, há muitas tentações: panquecas, tortas, rabanadas e outras escolhas capazes de transformar qualquer manhã comum em um pequeno acontecimento feliz. Se a visita acontecer perto do almoço, vale apostar nos brioches ou na panelinha de cogumelos, uma das sugestões que reforçam a proposta do brunch all day da casa. Veganos e celíacos também encontram opções pensadas para atendê-los com sabor e atenção. No capítulo das bebidas, a Panni acompanha cada momento do dia com naturalidade: cafés especiais, sucos, chás, drinks, cervejas, vinhos e espumantes convivem harmonicamente em um cardápio que entende que o prazer de saborear algo muda ao longo do dia. CONVITE Então fica aqui o meu convite: reserve um dia para viver e saborear a Panni e suas delícias. Vá sozinho. Abra espaço para “encontrar com você”. Jamais deixe de se priorizar e buscar o conforto da própria companhia. SERVIÇO O QUÊ: Panni Padaria & BrunchONDE: Av. José Luiz Correa Pinto, 299 – CanelaHORÁRIO: Quarta a segunda – 9h às 19hInstagram: @pannipadaria_
TURISMO SEGURO
A Brigada Militar implantou oficialmente a Patrulha Turística, iniciativa voltada à qualificação do policiamento ostensivo em áreas de grande circulação de visitantes, fortalecendo a segurança, a hospitalidade e a aproximação com o trade turístico da Região das Hortênsias.A Patrulha atuará em parques, corredores turísticos, eventos e pontos estratégicos de grande fluxo, priorizando ações preventivas, orientação ao turista e integração com a comunidade local.Foto: Divulgação CANELA EM RANKING Canela ocupa o 171° lugar no RS Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado quarta-feira (20). A nota de Canela é 63,59, de um total de 100. O levantamento avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice considera três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Entre os pontos positivos, está o acesso à informação (90,8) e água e saneamento (90). Jás as notas baixas vão para o item direitos do indivíduo (22,2) e acesso à educação superior (37,2)O PIB per capita de Canela é de R$ 38.641,80. FUNDO SOCIAL Anualmente, a Sicredi Pioneira destina recursos de seu Fundo Social para entidades de sua área de atuação, que envolve 21 municípios entre a Serra e o Vale do Sinos. Na semana passada, a cooperativa anunciou os contemplados em 2026: mais de R$ 5 milhões serão distribuídos entre 425 projetos. As propostas, selecionadas vão fortalecer entidades ligadas à educação, cultura e esporte inclusivo. Cada entidade selecionada nesta edição vai receber entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, conforme critérios do regulamento. 20 entidades de Canela receberão um total de R$ 262,5 mil do Fundo Social do Sicredi. É DE CANELA! Gustavo Buske está, de novo, no topo da sommellerie gaúcha. Nascido em Canela, o profissional de 34 anos conquistou pela terceira vez o título de Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul, repetindo os feitos de 2022 e 2023 e confirmando, agora em 2026, sua posição entre os maiores especialistas em vinhos do país. A competição foi realizada em Bento Gonçalves, durante a programação paralela da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS) na Wine South America. A conquista ganha ainda mais relevância diante do alto nível técnico da disputa. Os candidatos enfrentaram provas intensas, com desafios teóricos e práticos que exigiram domínio absoluto sobre vinhos, harmonizações, métodos de produção, degustação às cegas e excelência no serviço. A apresentação prática, transmitida ao vivo pela ABS-RS, colocou os participantes sob pressão diante do público e de avaliadores especializados. Atualmente, Gustavo atua como head sommelier do grupo Casa Hotéis e gerente de alimentos e bebidas do Hotel Casa da Montanha. O currículo do campeão também inclui outro reconhecimento de peso: em 2025, foi eleito o Melhor Sommelier de Águas do Brasil. LUTO NO NATAL Morreu, segunda-feira (18), Júlio Rodrigues, o Papai Noel oficial do Natal Luz há 26 anos. Ele residia em Porto Alegre.Em nota, a Prefeitura de Gramado e a GramadoTur lamentaram a morte de Júlio. “Com sua dedicação, alegria e sensibilidade, seu Júlio marcou gerações no Natal Luz de Gramado. Conhecido com carinho por interpretar o Papai Noel, seu Júlio levou encanto e emoção a moradores e visitantes ao longo de duas décadas”, dia a nota conjunta. “Mais do que vestir o personagem, ele representava o verdadeiro espírito natalino, sempre com atenção, carinho e comprometimento em cada encontro”, encerra a nota.A Prefeitura de Gramado decretou luto oficial de três dias pela morte de Júlio Rodrigues. VORCARO EM GRAMADO Quem procura na internet por imagens de Henrique Vorcaro, preso preventivamente na esteira do escândalo do Banco Master, pouco encontra. De perfil discreto publicamente, o homem que estava por trás da compra do Hospital Arcanjo São Miguel, em 2021, é um empresário de sucesso na área imobiliária, desde que fundou o Grupo Multipar há cerca de 35 anos, em Minas Gerais. Como empresário da construção civil, Vorcaro mirava a área do São Miguel para um grande projeto, embora houvesse as limitações estabelecidas pelo Plano Diretor de Gramado. A área do hospital possui um índice construtivo (com a compra permitida de 10% de índice) de mais de 17 mil metros quadrados de área construída. Tirando cinco mil metros quadrados para o hall de entrada, lojas, piscina coberta, academia, salão de jogos e corredores, o potencial seria de cerca de 12 mil metros quadrados de área construída. Com a limitação de 150 apartamentos do Plano Diretor, se chegaria a unidades de 80 metros quadrados de área privativa. Resumindo: quanto custaria um apartamento de duas suítes nesse resort no centro de Gramado? Se fosse pelo sistema de multipropriedade, com 25 cotas por unidade, a R$ 200 mil cada, se chegaria a um total de R$ 750 milhões. Sem contar os ganhos com lojas, taxa de administração de condomínio, adesões de clubes de viagens e exploração de estacionamento. (Detalhe: tem operadoras que vendem 52 cotas de um único apartamento).Ou seja, a questão hospitalar era secundária. O negócio só não saiu pela firme fiscalização do Ministério Público, como o leitor verá em outra postagem. TRANSFORMERS Gramado, receberá ainda este ano uma atração temática da franquia Transformers ainda neste ano. A informação foi divulgada pela revista norte-americana Variety, segunda-feira (18).A experiência está sendo desenvolvida em parceria com a o Grupo Dreams, que já possui vários atrativos entre Gramado e Canela, entre as quais a Super Carros. As imagens da atração disponibilizadas à Variety, mostram que a experiência terá jogos temáticos e um ambiente imersivo.
Social da Samanta – 728
Diego Veeck recebeu o prêmio da Revista Sabores do Sul que elegeu a Cantina Pastasciutta como um dos 30 melhores restaurantes do Rio Grande do Sul! Foto: Divulgação Ronaldo Santos, Aline Silveira e Flaverson Santos no Palco Geek da Gramado Summit, onde palestraram sobre a trajetória das lojas da Zona DGeek! Foto: Divulgação Cristiano Costa será um dos speakers no evento Oracle Deep Dive que está acontecendo em SP Foto: Divulgação Jean Michelon e sua arte de fazer doces em alta confeitaria está atuando agora em Gramado! Foto: Divulgação Monica Cardoso e Desiree Soares reuniram um grupo exclusivo em tarde de lançamento da nova coleção de inverno da Monica Cardoso Couro e a linha de skincare Desiree Care Foto: Divulgação Juliana Alano da Central de Negócios recebeu empresários e suas equipes no Esquenta Agregar com Ricardo Cattani que ocorreu no Parque Tomasini em Gramado no dia 12/06 Foto: Divulgação O Sincor RS promoveu, no dia 5 de maio o Fórum Regional de Seguros / Edição Serra, reunindo corretores, lideranças do setor e executivos de seguradoras na CIC Caxias do Sul, onde Pedro Gois foi homenageado, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao mercado de seguros do Rio Grande do Sul. Na foto com o Presidente do Sincor RS André Thozeski e o neto José Pedro que está dando sequencia ao legado do avó Foto: Divulgação
30 ANOS DE AMIZADE NA QUADRA
O grupo reunido na quadra e confraternizando pelos 30 anos. Quanto mais a vida é atribulada, mais necessárias são as válvulas de escape. Uma destas é o esporte de diversão – aquele, que não pressupõe competição -, agregando pessoas de várias faixas etárias que cobram de si próprias um desempenho dentro de suas capacidades. Falando dos esportes mais populares, pesquisa recente apontou cerca de 13 milhões de corredores de rua no Brasil. Por quanto devemos multiplicar esse número para “adivinhar” o número de adeptos do futebol de fim de semana, no Brasil? Chamem o IBGE. Outro esporte que se tornou quase de massa é o voleibol, que, leigamente falando, acredito ser tão praticado por mulheres quanto por homens. Uma pesquisa Sponsorlink, do Ibope Repucom junto ao público internauta (quem não é, hoje?) de quatro anos atrás já apontava o vôlei como um esporte de interesse, em diferentes graus, para 87% dos brasileiros conectados, cerca de 96 milhões, com 18 anos ou mais. Verdade é que o vôlei é um sucesso em qualquer lugar onde haja uma quadra e levantamos a bola, hoje, para um grupo de mulheres esportistas que surgiu em Canela e joga ininterruptamente há trinta anos. Se houve algumas semanas sem elas em quadra, foi na pandemia de covid 19.Começaram jogando no então novo ginásio da Coopec, no Centro de Canela e com a restituição do prédio para a CNEC mudaram as partidas semanais para a AABB de Gramado. Silvia Regina Kichler, falando em nome do grupo surgido em maio de 1996, estampa na face o orgulho e o carinho por esta iniciativa que ela foi uma das fundadoras e é ainda a coordenadora. Aqui no Nova Época essas amigas já foram pauta quando completaram 17, 21 e 25 anos do grupo. Hoje são 21 mulheres, algumas pertencem ao grupo original, algumas saíram e voltaram, outras são filhas que, depois de muito verem as mães jogando, engajaram-se no “Parceiras do vôlei”. Mais que sobre o entretenimento e suor, a existência de um grupo ativo por tanto tempo, desenvolvendo uma atividade física, fala sobre companheirismo e,sobre ajuda em momentos ruins. “Tivemos experiências boas e ruins, festas e momentos difíceis, vivemos o cotidiano, mas sempre com a expectativa pelo ‘dia do vôlei’ para relaxar e descontrair. Isso sempre deixou o nosso coração quentinho”, diz Silvia. Elas não cabem todas na quadra, portanto se revezam. Mas, se for para agir em defesa de uma causa e manter viva a chama da amizade, não fica nenhuma na reserva. Silvia Kichner (esquerda) e Andréia Corrêa de Sá estão desde a fundação do grupo de vôlei Bob Dylan completa 85 anos neste dia 24 e o fato será comemorado. Venha para sessão de cinema com o filme “Um Completo Desconhecido” (de 2024), estrelado por Timothée Chalamet, seguido de debate conduzido por Cagê Lisboa, fã confesso deste que é um dos artistas vivos que mais influenciaram os séculos XX e XI. Pedro Jules e Gui Ferrari vão tocar ao vivo, com gaita e violão, as clássicas composições de Dylan. No telão, clipes inesquecíveis e, na vitrola, discos de vinil originais anos 1960. O local é o belo Estúdio Estoril, em Canela. A entrada para o evento, que inicia às 17h, no Domingo (24) e tem vagas limitadas, é de R$30, garantida através do pix para 35960264000171 (CNPJ). Informações pelo 54 99192.6187 e @canellacineclube. O evento é parceria entre a ADICUCA, Canella Cineclube, Estúdio Estoril e Bacanas Produções
Porque ficamos endividados?
Você já se fez essa pergunta? As respostas mais lógicas que devem vir a nossa cabeça: Porque gastamos mais do que geramos, ou porque ganhamos pouco e as coisas estão muito caras. Eu antigamente também tinha essas respostas bem claras como as “minhas verdades”. Mas foi quando realmente parei para fazer uma auto analise de por que eu ficava endividada, que a chave virou e pude ver o quanto as respostas para essa pergunta vão muito além do que essas acima citadas. Estamos vivendo dias em que tudo acontece muito rápido, e a tecnologia colabora muito para nisso, as informações chegam de qualquer lugar no mundo com extrema velocidade até nós, estamos sempre com pressa, ansiosos, e cada vez mais imediatistas, devido as armadilhas de um sistema capitalista que no induz a termos tudo nas mãos a tempo e a hora. E acabamos muitas vezes ligando o automático, trabalhamos para pagar as contas, e fizemos mais contas, e assim sucessivamente, e neste ritmo acelerado muitas vezes esquecemos quem somos de verdade e o que queremos. Não paramos para reavaliar a nossa vida, se o que estou adquirindo no impulso faz realmente sentido para mim e minha família. Como por exemplo: por que vou esperar para comprar um carro se posso financiá-lo agora, afinal a parcela “cabe no meu bolso”. Assim vivemos sempre no limite e desconsideramos imprevistos que podem acontecer e acontecem sempre, acabamos não fazendo uma reserva de emergência, e quando ela, a emergência acontece, recorremos para empréstimos e fizemos novas parcelas, e agora aquela parcela do carro já compromete a minha renda. A facilidade de parcelar compras no cartão de crédito aliada a esse imediatismo nos torna irracionais na hora das compras, pois aquela parcela que parece inofensiva, na hora de soma-la a outras tantas parcelas da minha fatura do cartão, e extrapola o meu orçamento. Então aqui nos deparamos com a segunda resposta: fazer compras parceladas sem planejamento e pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito, são outros motivos pelo quais ficamos endividados. Quem de vocês ainda não aprendeu a dizer não, tem que descobrir o quanto antes o poder libertador dessas três letras, pois muitas pessoas acabam se endividando por não saberem dizer não e também não colocar limites para o conjugue, para os filhos, parentes e amigos. Procure saber em primeiro lugar quem você é, e o que você realmente quer e porque quer. Ser primeiro para depois ter, vai evitar caminhos errados, gastos desnecessários e fora da sua realidade, como várias situações citadas acima pelas quais acabamos nos endividamos. Dívidas nos aprisionam e o conhecimento nos traz liberdade de escolhas, podemos escolher nos liberta, através da mentoria financeira com Inteligência emocional.
DA QUEDA NA INGLATERRA AO TRI NO MÉXICO
Depois dos títulos de 1958 e 1962, o Brasil chegou à Copa de 1966 cercado de expectativa. Mas a campanha terminou cedo. A Seleção sofreu com mudanças no time, desorganização e viu Pelé deixar o torneio machucado após sofrer faltas duras dos adversários. A eliminação levou a uma reformulação no futebol brasileiro. A preparação física ganhou força e a Seleção passou a trabalhar de forma mais estruturada para a Copa seguinte. O resultado apareceu em 1970, no México. Com Pelé, Tostão, Rivellino, Jairzinho, Gérson e Carlos Alberto, o Brasil montou uma das equipes mais admiradas da história do futebol. Na final contra a Itália, vitória por 4 a 1 e o tricampeonato mundial. O último gol, marcado por Carlos Alberto após troca de passes do ataque brasileiro, virou símbolo do futebol-arte. Com o terceiro título, o Brasil ficou em definitivo com a Taça Jules Rimet. HISTÓRIAS DA COPA III QUANDO A 10 VIROU CAMISA DE CRAQUE Antes de 1958, a numeração ainda não tinha o peso simbólico de hoje. Na Suécia, Pelé vestiu a 10, decidiu jogos aos 17 anos e ajudou o Brasil a conquistar seu primeiro título mundial. A partir dali, o número passou a ser associado ao craque do time. QUANDO A BOLA GANHOU DONO Antes de 1970, a Copa não tinha uma bola oficial padronizada. Em algumas edições, a escolha passava pela organização local ou pelas próprias seleções. No México, a Adidas entrou como fornecedora oficial e lançou a Telstar, modelo que virou ícone das Copas. A TAÇA MUDOU PARA SEMPRE Com o tricampeonato de 1970, o Brasil ficou em definitivo com a Taça Jules Rimet. Em 1974, surgiu o troféu atual da Copa. QUANDO OS CARTÕES ENTRARAM EM CAMPO Os cartões amarelo e vermelho estrearam na Copa de 1970 para facilitar a comunicação entre árbitros e jogadores de diferentes idiomas.
CANELA NA HISTÓRIA 7
“Mundos de sonoridade… … em cada tecla”. Esse foi o tema do primeiro dos Encontros com a Memória de 2026, realizado na noite da sexta-feira, dia 22, pelo Memorial Canela, no Espaço Sicredi João Pessoa, abordando a trajetória da Sonelli. Importante empreendimento implantado pela família Oppitz em 1953, funcionou até a década de 1980, como fábrica de gaitas, guitarras, violões e amplificadores e de móveis. Participaram Airton e Leandro Bohrer Oppitz, Ary Nelso Santini e o diplomata e músico Jean-Pierre Bianchi. O historiador Marcelo Wasem Veeck coordenou os debates. Participantes Airton e Leandro Bohrer Oppitz são descendentes dos empreendedores da Sonelli, onde iniciaram suas atividades profissionais. Ary Nelso Santini trabalhou na empresa a partir de 1960, na afinação e reparos de instrumentos. Jean-Pierre Bianchi, além de servidor do Ministério das Relações Exteriores, atualmente servindo em Brasília, é pesquisador reconhecido por seu profundo conhecimento sobre música, particularmente instrumentos de fole. É o criador do Museu do Acordeon, abrigado virtualmente no Instagram e no YouTube e curador do acervo musical da Sonelli. Próximos Encontros Encontros com a Memória são iniciativas temáticas que o Memorial realiza desde 2024, com pelo menos seis eventos por ano, centrados na história de Canela e de sua gente. Os próximos ocorrerão em 19 de junho, 17 de julho, 17 de setembro, 22 de outubro, 12 de novembro e 10 de dezembro. 3º Encontro da Memória O Memorial também promove anualmente o Encontro da Memória de Canela, multitemático e estendido por três dias, com painéis, palestras, mostras e lançamentos literários. A edição deste ano ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de agosto, no Espaço Sicredi João Pessoa, sempre entre 19h e 21h30, aberto ao público e gratuito. De Canela para a Copa do Mundo O Memorial junta-se à comunidade, na satisfação por ter um canelense a representar o município na Copa do Mundo de Futebol. Roger Ibañez da Silva, de 27 anos, zagueiro atualmente no Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita, chega, assim, ao ápice de sua carreira, desenvolvida a partir das brincadeiras de infância e, a seguir, em clubes do Litoral Norte, de Garibaldi, do Nordeste Brasileiro e no Fluminense do Rio de Janeiro, até seguir para a Itália, com passagens pelo Atalanta e pelo Roma. Outro canelense na Seleção Nos preparativos para a Copa do Mundo de 1970, no México, em que o Brasil conquistaria o tricampeonato, outro canelense esteve muito próximo de integrar a equipe vencedora: Ronei Paulo Travi, goleiro conhecido no mundo futebolístico como Picasso, de carreira esportiva iniciada no Serrano, de onde seguiu para o Cruzeiro, de Porto Alegre e, a seguir, para o futebol paulista, consagrando-se no São Paulo. Vestiu a camisa brasileira em cinco jogos, mas um acidente de trabalho acabou por lhe tirar a oportunidade da Copa, ao quebrar um dedo de um dos pés. Nascido em 1939, Picasso encerrou a carreira de jogador em Pernambuco, depois de passar pelo Bahia, Atlético Paranaense e Grêmio. Em 1978 foi treinador do Caxias, tendo entre seus comandados o então zagueiro Luiz Felipe Scolari. “Canela na História” Esta edição teve por fontes diversas publicações sobre Canela e região, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.
A ESLOVÁQUIA E O PARAFUSO
O plano era perfeito: sair de Munique de trem até Viena, alugar um carro na estação central e seguir por autoestrada até Bratislava, para conhecer a cidade e almoçar. Depois, continuar por estradas secundárias até Visegrád e ter uma noite romântica, com jantar no deck de um navio ancorado no Rio Danúbio. A viagem até Viena foi perfeita. Trem confortável, quatro horas de contemplação. No aluguel do carro começaram os problemas. O veículo reservado não estava disponível. Depois de muita conversa, consegui um upgrade, com custo reduzido, para uma Volvo XC40 híbrida. Seguimos para Bratislava. A cidade é linda, com um boulevard exclusivo para pedestres, arborizado e cheio de bares e restaurantes com mesas ao ar livre. Passeamos pelo centro histórico e almoçamos de frente para a Catedral de São Martinho. Ao sair do estacionamento, notei um ruído, como se houvesse uma pedra presa nas ranhuras do pneu. Como o sensor de pressão não acusava vazamento, seguimos por uma estrada estreita, sem acostamento, à beira do Rio Danúbio. Na primeira oportunidade, parei para verificar. E veio o susto: um tremendo parafuso, com apenas a cabeça para fora. Pensei: “Dá para seguir até encontrar um posto”. Alguns quilômetros depois, o sensor acusou perda de pressão. Parei, e o pneu já estava murcho. O parafuso havia caído. Com o carro meio na grama, meio na estrada, procurei o sobressalente. Não havia. Achei apenas um pequeno compressor e uma lata de spray para estancar o vazamento. Instalei tudo e nada. O pneu não inflava. Tentei socorro com a locadora, mas meu telefone não completava ligações para a Áustria. Falei até com a filial dos Estados Unidos, sem solução. Estávamos numa estrada secundária, com pouquíssimo movimento. Pelo Google Maps, vi uma vila a 9 km. Dirigi a 30 km/h até lá, esperando encontrar um posto ou uma borracharia. Posto havia. Borracharia, não. A atendente, muito atenciosa, falava um pouco de inglês. Pedi o bico de calibragem para tentar localizar o furo. Foi quando vi que o estrago era grande. O spray não resolveria. Por sorte, o posto vendia um kit de reparo rápido, tipo espaguete. Consegui fechar o furo e encher o pneu. Seguimos viagem. Poucos quilômetros depois, o sensor voltou a acusar perda de pressão. Retornamos ao posto, recalibrei o pneu e seguimos. Sem novos contratempos, chegamos ao navio ancorado no Danúbio por volta das 21h30. O navio nada tinha de romântico. Era velho e malconservado. Perguntamos pelo restaurante. A resposta: já havia fechado e não havia nada para servir. Lá se foi o jantar romântico sobre o Rio Danúbio. Consegui duas cervejas e uma Coca-Cola. Com os petiscos que sempre levamos nas viagens, tivemos uma ceia improvisada. Para completar, ao me levantar pela manhã, uma das ripas do estrado da cama se quebrou. Saímos do barco-hotel e seguimos para Budapeste, vibrante e acolhedora. Mas essa é outra história. Até a próxima, amigos!
As Romarias de Caravaggio em Canela
Em Canela, com uma imagem oriunda de Farroupilha – pelas mãos da devota Ângela Rigotto, a devoção começou ainda na década de 1950. Este ano, Canela festeja sua 66a Romaria. Um pouco dessa história: As Romarias e Festas em Honra de Nossa Senhora de Caravaggio em Canela, vão da Igreja Nossa Senhora de Lourdes – a Catedral de Pedra – ao Santuário de Caravaggio, no Parque do Saiqui, distante 7 km.São 66 anos de Romarias – mais dois anos (1959 e 1960) que não foram contabilizados como oficiais – alusivas à Virgem de Caravaggio. Em 2012, lançamos o livro abaixo, em comemoração aos 50 anos, onde abordamos, entre outros aspectos: A devoção do imigrante italiano; a fé que fez uma canelense comprar uma Imagem da Virgem e trazê-la para Canela; a aceitação popular, apesar da resistência inicial do pároco; os festeiros; a capela dos ex-votos; a tenda dos pobres; a espiritualidade; os festejos populares; a gastronomia… Enfim, a consagração e a devoção falando mais alto, traduzem a grandiosidade do Evento. Caminhos de Caravaggio Comum em muitos países da Europa, o Turismo Religioso já é uma realidade em Canela e Região.O roteiro “Caminhos de Caravaggio” com a extensão de 200km – ligando os Santuários de Canela e Farroupilha – passa pelo interior e zona urbana Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Caxias do Sul e Farroupilha. A Romaria e Festa em Honra a Nossa da Senhora de Caravaggio, há muito transcendeu o símbolo de fé, louvor, ação de graças e peregrinação de devotos. Ela fixou-se solidamente no turismo religioso, histórico e cultural de Canela e, por extensão, de toda a Região das Hortênsias e os chamados Campos de Cima da Serra. Hoje, o Evento é o segundo mais antigo de Canela… a nossa terra!