“Mundos de sonoridade…
… em cada tecla”. Esse foi o tema do primeiro dos Encontros com a Memória de 2026, realizado na noite da sexta-feira, dia 22, pelo Memorial Canela, no Espaço Sicredi João Pessoa, abordando a trajetória da Sonelli. Importante empreendimento implantado pela família Oppitz em 1953, funcionou até a década de 1980, como fábrica de gaitas, guitarras, violões e amplificadores e de móveis. Participaram Airton e Leandro Bohrer Oppitz, Ary Nelso Santini e o diplomata e músico Jean-Pierre Bianchi. O historiador Marcelo Wasem Veeck coordenou os debates.
Participantes
Airton e Leandro Bohrer Oppitz são descendentes dos empreendedores da Sonelli, onde iniciaram suas atividades profissionais. Ary Nelso Santini trabalhou na empresa a partir de 1960, na afinação e reparos de instrumentos. Jean-Pierre Bianchi, além de servidor do Ministério das Relações Exteriores, atualmente servindo em Brasília, é pesquisador reconhecido por seu profundo conhecimento sobre música, particularmente instrumentos de fole. É o criador do Museu do Acordeon, abrigado virtualmente no Instagram e no YouTube e curador do acervo musical da Sonelli.
Próximos Encontros
Encontros com a Memória são iniciativas temáticas que o Memorial realiza desde 2024, com pelo menos seis eventos por ano, centrados na história de Canela e de sua gente. Os próximos ocorrerão em 19 de junho, 17 de julho, 17 de setembro, 22 de outubro, 12 de novembro e 10 de dezembro.
3º Encontro da Memória
O Memorial também promove anualmente o Encontro da Memória de Canela, multitemático e estendido por três dias, com painéis, palestras, mostras e lançamentos literários. A edição deste ano ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de agosto, no Espaço Sicredi João Pessoa, sempre entre 19h e 21h30, aberto ao público e gratuito.
De Canela para a Copa do Mundo
O Memorial junta-se à comunidade, na satisfação por ter um canelense a representar o município na Copa do Mundo de Futebol. Roger Ibañez da Silva, de 27 anos, zagueiro atualmente no Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita, chega, assim, ao ápice de sua carreira, desenvolvida a partir das brincadeiras de infância e, a seguir, em clubes do Litoral Norte, de Garibaldi, do Nordeste Brasileiro e no Fluminense do Rio de Janeiro, até seguir para a Itália, com passagens pelo Atalanta e pelo Roma.
Outro canelense na Seleção
Nos preparativos para a Copa do Mundo de 1970, no México, em que o Brasil conquistaria o tricampeonato, outro canelense esteve muito próximo de integrar a equipe vencedora: Ronei Paulo Travi, goleiro conhecido no mundo futebolístico como Picasso, de carreira esportiva iniciada no Serrano, de onde seguiu para o Cruzeiro, de Porto Alegre e, a seguir, para o futebol paulista, consagrando-se no São Paulo. Vestiu a camisa brasileira em cinco jogos, mas um acidente de trabalho acabou por lhe tirar a oportunidade da Copa, ao quebrar um dedo de um dos pés. Nascido em 1939, Picasso encerrou a carreira de jogador em Pernambuco, depois de passar pelo Bahia, Atlético Paranaense e Grêmio. Em 1978 foi treinador do Caxias, tendo entre seus comandados o então zagueiro Luiz Felipe Scolari.
“Canela na História”
Esta edição teve por fontes diversas publicações sobre Canela e região, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.





