(Contrito…)
Abordando sempre um assunto de interesse público, em seu espaço diário no jornal Pioneiro, o Frei Jaime Bettega nos leva sempre a uma reflexão. Uma reflexão – que, apesar de destoar do assunto comum a este espaço – tem valia, por falar da vida, da morte, da fé, do amor…
O maior “Eu te amo”
A vida é por excelência comunicação. No ser humano tudo fala, tudo é expressão, tudo inspira. Porém, o silêncio, além de ser excelente forma de comunicação, é simplesmente benéfico, pois consegue alcançar a cura, através da serenidade e da harmonia do corpo e do espírito.
Sim, há dois mil anos continua ecoando um silêncio que grita, que fala por si só, que se faz ouvir em todos Os recantos do universo. O silêncio da cruz continua confirmando o maior e mais profundo “Eu te amo”, que o mundo conheceu. Até então, ninguém havia conseguido expressar tanto amor como Jesus proferiu com a doação da própria vida.
A ciência busca, em diferentes fontes, uma explicação para a pessoa e a obra de Jesus. É de conhecimento de todos que é comum dizer “Eu te amo”, sem a necessidade do respectivo sentimento. Se todas as pessoas que dizem amar realmente amassem, a história seria bem diferente.
Mesmo sentindo a maior de todas as dores, Ele conseguiu resumir tudo no sensível, sonoro e verdadeiro “Eu te amo”. É interessante perceber como o gesto de Jesus preenche as profundezas humanas e responde aos insistentes questionamentos, que surgem de todos os lados. Ao invés de buscar culpados, Jesus escolhe perdoar.
Quando a dor é horrível, somente que carrega um grande amor é capaz de perdoar e, mais ainda, confirmar o desejo de continuar amando. A crua não é somente dor, é muito mais amor do que sofrimento. Até porque a cruz não fica definitivamente no palco da vida. No Calvário, a cruz, no terceiro dia, deu lugar à Luz. Jesus ressuscitou e continua presente nos corações que sabem amar.
Toda a vez que eu olho para a cruz, agradeço pela pequena parte do “Eu te amo”, que me faz viver e acreditar na vida eterna.
“O maior ‘Eu te amo’ da história foi dito em silêncio numa cruz”.
(Pe. Fábio de Melo)
A Páscoa, como sabemos, é fonte inesgotável de reflexões, rituais, usos e costumes tão caros a muitos povos e, em especial, ao povo do Rio Grande do Sul… a nossa terra!









