Calendário histórico
O próximo dia 15 marca o 49º ano do falecimento do cônego João Marchesi (1903/1977), pároco da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes por mais de três décadas, idealizador e construtor da Catedral de Pedra, em cuja cripta está sepultado.
No dia 22 de junho de 1981, a Festa Nacional do Disco realizou-se pela primeira vez em Canela, no Hotel Laje de Pedra. A iniciativa do jornalista e empresário Fernando Vieira (1948/2020) tornou Canela a capital nacional da música, trazendo para a cidade nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Vanusa, Wanderley Cardoso, Chico Buarque, Nara Leão, Ivan Lins, Lucinha Lins, Jorge Ben Jor, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Lulu Santos, entre outros.
Festas juninas
Em vez do traje caipira, a pilcha. No lugar do casamento na roça, o casamento no campo. E à diferença do forró, entram o bugio, a vanera, o pau-de-fitas, o chamamé. Assim costumam ser as festas juninas no Rio Grande do Sul, em evidente adaptação entre a herança portuguesa de devoção a Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo e as influências espanholas e platinas. Essa fusão constitui o modo de viver do gaúcho (e do gaucho), nas planuras deste extremo sul brasileiro e latino-americano.
Origens
As festas juninas chegaram ao Brasil no século XVI, trazidas pelos portugueses, e originalmente tinham conotação religiosa e referência à transição da Primavera ao Verão (em junho, na Europa) e às expectativas por boas safras. Com o tempo, alcançaram enorme popularidade e passaram a incorporar características da gente do campo. Essa incorporação assume peculiaridades no Rio Grande do Sul, a tal ponto que em muitos municípios sua organização cabe ao Centro de Tradições Gaúchas.
Santos das festas
Na versão original, vinda com os ibéricos, as festas de junho eram dedicadas a Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24), São Pedro e São Paulo (ambos em 29). Talvez pelo vínculo do Rio Grande do Sul com o seu santo padroeiro, por aqui se costuma referir o dia 29 (e a eventual festividade popular) apenas a São Pedro.
Em Canela
Embora de memória hoje menos presente no imaginário coletivo, Canela também teve sua origem na colonização portuguesa, depois ampliada. Dessa fusão de influências resulta o que chamamos cultura local. As festas juninas, incorporadas ao modo de ser da população, foram absorvidas pelos novos colonizadores e por eles influenciadas, resultando no seu modelo atual, de natural, compreensível e rico hibridismo.
Antigamente
O Memorial considera importante propor essa reflexão sobre elementos de nossa cultura, conduzindo-a ao “olhar local”, buscando uma visão panorâmica que vem da memória ao presente e, assim, constitui a “nossa” história. Nessa fusão religiosa/leiga; ibérica/ africana/alemã/italiana; brasileira/gaúcha/serrana há lugar para recordar hábitos hoje revogados, como o das fogueiras; e enfatizar os que permanecem, como a religiosidade e a mesa farta por uma culinária criativa e generosa.
Vácuo
Na atualidade, não se tem conhecimento de programação junina em Canela. Em outros tempos, chegaram a ser tradição, muito por iniciativa escolar e, em particular, por parte dos irmãos maristas.
“Canela na História”
Esta edição teve por fontes diversas publicações sobre Canela e região, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.









