Uma inquieta que, aos 27 anos, já trilhou muitos caminhos da arte mas tem outros tantos a descobrir, Taine Dufau é uma mulher que se agiganta ao cantar. Essa porto-alegrense, por enquanto residindo em Canela, tem potência na voz e afinação que brotam da alma, bom gosto nos repertórios que vem da convivência com a família e os grandes profissionais com quem se cercou e cerca. Privilegiada por ter nome real tão bonito e sonoro que parece, desde o batismo, lhe destinar aos palcos, a cantora, atriz e performer Taine herdou da mãe o sobrenome Dufau (se você não sabe, peça a algum conhecido que domina o francês para lhe ensinar a pronúncia). O destino em ação, Taine só poderia mesmo cantar com muito charme na língua de Voltaire. Mas o jazz e a soul music do mundo, o pop e os standards americanos acabam prevalecendo no seu repertório, incluindo a MPB.

Opção de uma legião de meninas, Taine Dufau sentiu o que é um palco ao ingressar no balé de Neusa Martinotto. Quando descobriram seu timbre vocal de pré-adolescente, surgiu o convite para brilhar, mesmo sem aparecer, em um grande evento. Era a Fantástica Fábrica de Natal, espetáculo do Natal Luz de Gramado, em 2007. Precisavam de uma voz infantil afinadíssima e ela emprestou a dela, aos oito anos de idade. Detalhe: foi dublada por um protagonista menino. Dali em diante, muita música e teatro nunca pararam de rolar na vida desta cantora autodidata no francês (agora estuda), que aperfeiçoou o inglês na Austrália e cruzou com garra as portas que se abriram.

O currículo de Taine enumera participações cantando ao vivo, além de no Natal Luz, no Sonho de Natal de Canela, nos espetáculos Korvatunturi e Belle Époque, em apresentações contratadas da D’Arte Multiarte em diversas cidades e em eventos festivos e corporativos. Alguns convites de Lisi Berti foram muito bem aceitos pela Taine que também quis ver como é ser atriz – ela atuou nos espetáculos Auto da Barca do Inferno, As Bruxas de Salém e Cabeças Autônomas, de Lisi.

Apresentar-se na noite é outra escola onde nossa entrevistada é bem formada. Começou integrando o show da pizzaria Cara de Mau, em Gramado, cujos proprietários investiram na classuda Gatzz, casa noturna à la grandes metrópoles, convidaram Taine e onde ela integra o elenco até hoje. Nas terças e quartas, ela canta no não menos prestigiado Hard Rock Cafe (sem acento) de Gramado, interpretando magistralmente Amy Winehouse.
O Instagram @tainedufau mostra um panorama dessa artista que, tendo gente boa para dar o tom, manda ver com muito talento e versatilidade. E tem também um link oculto (procure-o) chamado
@tocandoviagem. Ali entra em cena a Aline Dufau mochileira, viajante mais feliz que nunca com seu marido Lucas. Não é à toa que ela canta o mundo, pois já rodou bastante.
Lá no início escrevi que ela mora por enquanto em Canela porque, a partir deste maio, o Brasil espera ela, Lucas e as duas calopsitas. Vão percorrê-lo a bordo de uma Kombi-home onde depositaram boas economias para torná-la perfeita para viver na estrada, sem prazo de retorno. Serena, a Kombi, também servirá de cenário móvel para Taine cantar. Imaginaram a cena… você se deparar, à noitinha, em uma beira-mar, com uma Kombi iluminada de onde se ouvirá uma voz encantadora interpretando Valerie ou Non, Je Ne Regrette Rien ?
Boa jornada, Taine!
Se a vida voa, corra também
Nunca é tarde pra nada, se o corpo continuar obedecendo bravamente o que a mente mandar. Às vezes ele reclama, a gente se restabelece mas segue em frente. E como a cabeça gosta! De quando em vez, traremos aqui alguns depoimentos.
“Não é sobre velocidade, é sobre constância. Iniciei sem comparação, entendendo o que eu posso entregar e o que o meu corpo consegue aceitar. Entendi que minha corrida é outra. Aos 59, quase 60 anos, comecei do zero. Tive incentivo, apoio e orientação dos profissionais da academia On Fit e isso foi fundamental para minha experiência com corrida. Hoje, corro e caminho devagar, mas sem parar.
O mais importante é que me sinto mais forte e feliz a cada momento. Participei pela primeira vez de uma corrida aos 59 anos, neste mês, a Corrida do Coelho em Gramado e já estou inscrita em outras duas. Correr é terapêutico, sem falar da saúde física que melhora e a saúde social fica potencializada pela oportunidade de conhecer e conviver com outras pessoas!”

Maude Celuppi Piva









