A memória como vocação
Uma organização como o Memorial Canela existe para cultuar a nossa história, preservar nossas raízes, contribuir para o desenvolvimento nos âmbitos cultural, social, econômico. Lembrar os fatos passados, portanto, faz parte de nossas vocações, como temos feito neste março de tão relevante sentido para Canela.
Preservação
Da mesma forma, se insere entre nossas intenções chamar a atenção dos canelenses e das autoridades para espaços físicos que silenciosamente retratam a trajetória de nossa comunidade.
Casa de Pedra
A Casa de Pedra, que se impõe na paisagem urbana como uma construção significativa, é um desses prédios que clamam por providências. Como este, outros se espalham da cidade às colônias, alguns pedindo socorro para que a memória não se perca, para que a história possa chegar às diferentes gerações. O Memorial Canela tem levado o assunto às suas discussões internas e às instâncias públicas municipais. Com o seu capital de conhecimento, vem se disponibilizando em busca de uma solução que reintegre o edifício ao uso coletivo. Hoje desocupado, deteriorando-se em duas décadas de inatividade, a construção que já foi até Prefeitura não merece o descaso ao qual foi relegada.
Casarão Oppitz
Nos arredores da cidade, essa ampla e significativa construção, já centenária e exemplo vivo do ciclo econômico da madeira, é outro próprio do Município que carece de atenção. O Memorial abordou esse caso em reuniões internas, audiências com autoridades municipais e levou-o a público em painel no 2º Encontro da Memória de Canela, em agosto do ano passado.
Outras construções
Os dois exemplos acima referidos são propriedade do Município, a quem cabe, portanto, buscar soluções de preservação e de uso. Mas deve-se lembrar também de construções representativas, pertencentes a particulares, que igualmente merecem nossa atenção histórica. Uma delas é a antiga residência do ex-prefeito Bertholdo Oppitz, na Avenida João Pessoa, em frente à praça Luiz Wender – esta também em estado precário. Outra, a antiga residência de Danton Corrêa, na Rua Nagibe Galdino da Rosa, felizmente se mantém conservada.
Gerações
Entendemos que, tão relevante quanto trazer ao debate temas como esses, também é necessário levar a história de Canela às novas gerações, objetivando a fixação de uma cultura local e de uma identidade própria. Canela dispõe de um canal formidável, capilarizado e, portanto, bastante apropriado para tanto: a rede de ensino municipal.
Agenda definida
O Memorial definiu as datas dos Encontros com a Memória e do 3º Encontro da Memória de Canela. No primeiro caso: 22 de maio, 19 de junho, 17 de julho, 17 de setembro, 22 de outubro, 12 de novembro e 10 de dezembro. No segundo, nos dias 19, 20 e 21 de agosto. Os Encontros com a Memória incluem um tema por vez e ocorrem durante uma noite, enquanto o Encontro da Memória é multitemático e se estende por três noites consecutivas. Todos se realizam no Espaço Sicredi João Pessoa, iniciando às 19h.
“Canela na História”
Esta edição teve por fonte publicações de Márcio Cavalli, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.
O Memorial Canela
É uma sociedade civil independente e sem fins lucrativos, criada em 2022, voltada para o desenvolvimento e a valorização da cultura local e aberta ao público, mantida pelas contribuições de seus associados. Participe!









