O futuro do mercado imobiliário e urbano em Canela e Gramado foi debatido durante o Planta Summit, evento realizado na quarta-feira (25), na Casa Nuvole em Gramado. O encontro reuniu profissionais do mercado imobiliário, empresários e lideranças. Com o tema “Desenhando o amanhã de Gramado e Canela”, a iniciativa abordou um ponto central para a região: como crescer sem perder as características que tornaram as duas cidades referências nacionais. A programação percorreu temas como hospitalidade, identidade urbana, expansão territorial, novas centralidades e tendências do setor. Mais do que uma vitrine de projetos, o encontro assumiu um caráter de alinhamento onde o mercado reconhece o momento de expansão, mas também a necessidade de organizar esse avanço. O presidente da Planta, Bernardo Tomazelli, sintetiza esse cenário como um ponto de equilíbrio ainda em construção. Para ele, o crescimento vivido hoje é resultado direto da consolidação de Gramado e Canela como destinos desejados, mas carrega consigo riscos claros. Foto: Izaque Santos “O momento é muito próspero, com muitas oportunidades. Gramado e Canela despertam interesse em todo o país. Mas isso não pode acontecer a qualquer custo. A especulação precisa ser controlada e o crescimento deve ser sustentável e ordenado”, afirma Tomazelli. Esse movimento, segundo ele, tem origem no turismo. É a experiência vivida nas cidades que inicia o ciclo econômico. “O turismo traz as pessoas. Elas conhecem, se encantam com a organização, com a segurança, com a qualidade de vida. A partir disso, surge o interesse em investir ou morar aqui. É um movimento natural”, diz Tomazelli. Nos últimos anos, esse ciclo ganhou velocidade. A pandemia alterou o comportamento do comprador e reposicionou a região no mapa de quem busca moradia. “Antes, muitas vezes era uma terceira residência. Hoje passou a ser primeira ou segunda opção. As pessoas passaram a valorizar mais a qualidade de vida, o espaço, a possibilidade de trabalhar remotamente. Isso trouxe um novo olhar para cidades como Gramado e Canela”, observa ele. IDENTIDADE E PLANEJAMENTO Foto: Katlin Fotografias A CEO do Grupo Brocker, Adriane Brocker Boeira Guimarães, avaliou no Planta Summit que o crescimento imobiliário em Canela precisa ser conduzido com critério, planejamento e responsabilidade para não comprometer aquilo que sustenta a força da cidade. Na visão dela, o desenvolvimento é necessário e passa, sim, por novos investimentos, mas não pode ocorrer de forma desordenada nem desconectada das características que fizeram a Serra Gaúcha se consolidar como destino turístico e lugar desejado para viver. Durante sua participação, Ane citou como referência positiva a cartilha urbanística desenvolvida em Gramado, voltada à orientação do padrão e do perfil dos projetos imobiliários. Para ela, esse tipo de instrumento ajuda a preservar elementos que identificam a arquitetura local, como o uso de pedra, madeira e telhados inclinados, além de reforçar um cuidado maior com a paisagem urbana e com a leitura estética das cidades. A empresária também destacou que os novos empreendimentos precisam dialogar com tendências atuais de mercado, incorporando infraestrutura ligada a bem-estar, saúde e qualidade de vida. Ainda assim, ponderou que inovação e sofisticação não podem significar perda de identidade. Segundo ela, Canela e Gramado precisam saber com clareza para onde querem crescer, sob risco de prejudicar justamente o seu maior patrimônio: a natureza, o charme urbano e a herança cultural que diferenciam a região. “Canela, a gente sabe que tem uma série de projetos com relação à sustentabilidade. Não podemos crescer de forma desordenada e não sabendo aonde a gente quer chegar, pois vamos prejudicar o nosso principal valor que é a natureza, que são na realidade as características que a gente tem de uma região”, avalia Ane. Com mais de 30 anos de atuação no turismo, ela defende que o futuro passa por equilíbrio entre expansão, sustentabilidade e preservação. DECISÕES URBANÍSTICAS Se a demanda cresceu, a estrutura urbana não acompanhou no mesmo ritmo. Esse é, na avaliação do presidente da Planta, o principal desafio atual. “As cidades não estavam preparadas para crescer como cresceram. Agora é preciso organizar isso. Estamos falando de infraestrutura como um todo: água, esgoto, drenagem, energia, mobilidade, vias. O crescimento veio antes, e agora precisa ser ajustado”, afirma. A discussão sobre expansão territorial também esteve presente no evento. Gramado já opera com um Plano Diretor atualizado, que ampliou o perímetro urbano e permitiu novas formas de ocupação. Entre os projetos em debate está a chamada nova centralidade Norte, que deve abrir uma nova frente de desenvolvimento. Canela, por sua vez, ainda passa por um processo de revisão do seu Plano Diretor. Com território mais amplo, a cidade cresce a partir do Centro em direção aos bairros e concentra, hoje, parte das oportunidades de expansão. Nesse cenário, o tema da identidade ganhou espaço relevante no encontro. O receio de descaracterização não é novo, mas volta ao centro do debate diante do ritmo atual de crescimento.Durante o Planta Summit, foi lembrado que decisões urbanísticas do passado foram determinantes para manter o perfil das cidades. A limitação de altura das edificações em Gramado, por exemplo, surgiu como resposta a movimentos de verticalização e segue influenciando diretamente o desenho urbano. Para Tomazelli, esse cuidado não é apenas estético, mas econômico. “Quem vem para Gramado e Canela não quer ver uma cidade grande. Quer ver uma cidade do interior que deu certo. Se perder essa identidade, perde valor”, resume o engenheiro. O desafio, portanto, não está em crescer, mas em como crescer. A equação envolve interesses do setor privado, diretrizes públicas e, principalmente, a preservação das características que sustentam a atratividade da região. PLANO DIRETOR EM REVISÃO Canela está revisando seu Plano Diretor, instrumento que orienta o crescimento urbano, define regras de uso do solo e estabelece diretrizes para o desenvolvimento da cidade. O processo teve início em agosto de 2023, com a contratação da Fundação Luiz Englert, por cerca de R$ 1,76 milhão, para a elaboração de estudos técnicos que embasam a proposta. Desde então, o trabalho avançou por etapas como diagnóstico territorial, levantamento de dados e realização de audiências públicas e oficinas com a comunidade. A revisão
Café Cultura Canela: uma pausa elegante entre história, aroma e contemplação
Bowl árabe: uma composição que equilibra sabor, textura e frescorFoto: Adriana silveira Há lugares que não pedem pressa. Eles simplesmente convidam. Foi assim que escolhi viver um dia de descanso no Café Cultura Canela, um endereço que, mais do que bem localizado, ocupa um dos pontos mais emblemáticos da cidade, ao lado da imponente Catedral de Pedra. Instalado no segundo andar da histórica Casa Auxiliadora – hoje parte do Mater Hotel -, o café carrega consigo uma atmosfera rara: aquela que une memória, arquitetura e experiência contemporânea com naturalidade. Como apreciadora de ambientes que combinam conforto, aconchego e boa gastronomia, encontrei ali exatamente o que procurava para aquele dia e, confesso, um pouco mais. UM CENÁRIO QUE ACOLHE E IMPRESSIONA Antes mesmo do primeiro pedido, o espaço já se revela. A arquitetura preserva a imponência do antigo colégio Auxiliadora, com suas linhas clássicas, pé-direito generoso e uma presença quase silenciosa que remete ao passado. Ao mesmo tempo, a ambientação atual traz leveza, acolhimento e um cuidado estético que valoriza cada detalhe. Sentar-se ali é, de certa forma, ocupar um lugar de contemplação. Do alto, a vista para a Catedral é privilegiada, quase cenográfica. Um daqueles enquadramentos que não precisam de filtros, apenas de tempo. O CAFÉ COMO EXPERIÊNCIA E NÃO APENAS BEBIDA Torta de maçã com amêndoas, acompanhada do saboroso café na french pressFoto: Adriana silveira O Café Cultura não trata o café como um item de cardápio, trata como protagonista. Com mais de 20 anos de experiência, a marca construiu uma cultura sólida em torno do café especial e isso se percebe em cada etapa. Os grãos são 100% arábica, de origem controlada, cultivados em altitudes acima de 1000 metros, com torrefação própria e pontuação superior a 80 pontos na metodologia de avaliação sensorial. O conceito “Farm to Cup” (da colheita à xícara) não aparece como discurso, mas como prática, e isso se traduz em uma experiência mais rica, complexa e, ao mesmo tempo, surpreendentemente acessível. Quem aprecia café de verdade, sabe do que estou falando. UM CONVITE À PAUSA NO RITMO CERTO O Café Cultura Canela cumpre algo que poucos lugares conseguem com consistência: cria um espaço onde o tempo desacelera. Seja para começar o dia, fazer uma pausa estratégica ou simplesmente se desconectar, o ambiente acolhe diferentes intenções, todas elas atravessadas por uma mesma essência: qualidade com leveza. E talvez seja esse o seu maior valor.Para canelenses, gramadenses e visitantes, fica a oportunidade e o convite de subir alguns degraus e, lá do alto contemplar a beleza da Catedral, escolher uma boa companhia ou apenas a própria, e permitir-se viver os sabores e sensações do lugar. Coffee shop tem sugestões lindas para presentear ou se presentearFoto: Adriana silveira UM ALMOÇO LEVE, COM IDENTIDADE E SABOR Decidi conduzir minha experiência sem pressa, respeitando o ritmo que o próprio lugar sugere. Minha escolha para o almoço foi o bowl árabe, uma composição que equilibra sabor, textura e frescor: arroz cateto, lentilha, falafel, homus, tomate cereja, rúcula, pepino, cebola roxa e molho de tahine. Um prato que conversa com a proposta contemporânea do café: leve, nutritivo e bem executado. Para a sobremesa, optei pela torta de maçã com amêndoas, servida com sorvete de creme e calda de caramelo salgado. Uma combinação clássica, reconfortante e com aquele toque de indulgência que transforma o momento. O café na french press encerrou a experiência com precisão. Um método clássico, simples na execução, mas profundamente eficiente na entrega: preserva os óleos naturais do grão e extrai o café em sua totalidade, resultando em uma bebida mais encorpada, densa e aromática. Foi, sem dúvida, o fechamento ideal. Café Cultura Canela Local: Praça Matriz, 40 – loja 08 – CanelaFone: (54) 996 767 868Site: www.cafeculturabrasil.com
APLICATIVO NECESSÁRIO
O canelense Igor Cunha teve a ideia do aplicativo em 2022. Três anos depois, o Fornece Aí entrou em operação para aproximar distribuidores de alimentos de restaurantes, bares e hotéis.Hoje a empresa possui 120 clientes, dos quais 80 estão em Canela e Gramado.Além de diminuir o tempo que o empresário gasta para cotar suas compras diárias, o aplicativo gera uma economia entre 15% e 18%, cruzando valores, logística e crédito disponível, entre outros itens.Foto: Divulgação ÁREA PARA HOSPITAL O início das obras do complexo imobiliário Sirena Gramado vai muito além do Club Med. E tem pelo menos dois pontos que serão importantes para Gramado: um centro de convenções, que já estará funcionando no segundo semestre de 2027, e uma área de oito hectares doada pelos empreendedores para o Município de Gramado, exclusivamente para a construção de um hospital.Caberá ao município definir que tipo de hospital será construído na área, de média ou alta complexidade. A primeira hipótese é a mais provável, e o negócio funcionaria da seguinte forma: a empresa interessada na construção poderia fazer uma permuta com a atual área do Hospital Arcanjo São Miguel. Neste caso, a entrega da área no final da rua Madre Verônica só aconteceria quando o novo hospital entrasse em operação.Caso o projeto se concretize, o hospital ficará a poucos metros da divisa com Canela. NOVO CENTRO O projeto de lei mais importante para Gramado na próxima década já está na Câmara de Vereadores. Na última sexta-feira (20), o Executivo encaminhou o projeto que cria a Nova Centralidade, a expansão urbana de Gramado em direção à Zona Norte. A entrega do projeto ocorreu no mesmo dia em que os empreendedores do Sirena Gramado – uma das âncoras do projeto, anunciavam o início das obras do Club Med. OLHA O TREM Mais um avanço no projeto que pretende ligar Gramado a Porto Alegre via ferroviária. O projeto de uma nova ferrovia recebeu autorização da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para fazer o levantamento detalhado dos animais que habitam os 83 quilômetros de trilhos no trajeto.A previsão é de que a operação inicia em 2032. OCUPAÇÃO RECORDE Os Hotéis Fioreze registraram em 2025 o melhor resultado da sua história, com crescimento em relação a 2024, ano marcado pela enchente histórica no Rio Grande do Sul e os impactos da tragédia climática, totalizando 160 mil hóspedes em seus hotéis. O avanço no desempenho do conjunto dos meios de hospedagem, composto por seis endereços em Gramado, foi impulsionado pelo aumento consistente da diária média, pela inauguração da casa de eventos Família Fioreze, por um Natal excepcional e um calendário de eventos de lazer e turismo corporativo, além de negócios.Dos seis endereços em Gramado, a unidade no centro da cidade liderou o ranking de performance em 2025, reforçando a importância da sua localização geográfica estratégica para os hóspedes e a sua notoriedade on-line. “O resultado também se refletiu na reputação digital, com a unidade alcançando a quarta posição no TripAdvisor e consolidando-se como o hotel central mais bem avaliado do município”, comemorou o CEO da rede de hotéis, Felipe Fioreze.De acordo com Felipe, outro destaque do ano foi o fortalecimento do canal direto de vendas, que representou 47% do total comercializado, com crescimento expressivo do site oficial, que avançou 52% em relação a 2023. FÉRIAS PAGAS Entre os projetos que deram entrada, esta semana, na Câmara de Vereadores, estão dois que preveem a conversão de parte das férias dos secretários municipais em pagamento. Um deles altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026, prevendo a possibilidade de conversão de férias em abono pecuniário para Secretários Municipais. O outro, estabelece que a conversão poderá ocorrer até um terço do período de férias. MAIS DE 200 VAGAS Chama a atenção o concurso público que Canela fará, com mais 212 vagas para cargos na área da educação. Desde 2023 não promovia esse tipo de seleção, quando realizou concurso para outros cargos, das áreas administrativa e obras. BOA AÇÃO O NBA Park Gramado realizou, no início de março, a campanha Morador Solidário, voltada à arrecadação de donativos para assistência social. A iniciativa mobilizou moradores da região e visitantes, resultando na coleta de 8.280 itens, com foco em produtos de higiene pessoal e cuidados básicos.Em Canela, as doações beneficiaram a Casa Vitória, o Centro Social Padre Franco e a Casa Lar. RECICLAGEM Atualmente em fase de estruturação e validação do seu modelo de negócio, a Cooperativa de Gestão Integrada de Resíduos e Economia Circular (ReCCiclo) – primeira do gênero em Gramado – deu mais um passo importante em direção à sua criação. Na última quarta-feira (25), uma comitiva de profissionais que vai atuar na instituição participaram de uma imersão na Braskem, uma das seis empresas que compõem o Polo Petroquímico gaúcho, em Triunfo.
Social da Samanta – 720
O padre Lucimar Macedo ladeado por André e Cristine Debastiani e Dionatas e Mônica Cristofolli, coordenadores da Romaria e Festa de Nossa Senhora de Caravaggio, que organizam a programação da celebração religiosa. O ponto alto dos festejos ocorre de 23 a 26 de maio, com atividades que iniciam ainda no mês de março Foto: Diego Santos Juliano Cristofolli, gerente de marketing da Brocker Turismo, prestigiou a abertura do Fabuloso Restaurante Caracol, em Gramado. Na foto, ao lado do gerente de marketing do Chocolate Caracol, Wagner Souza Foto: Divulgação Em 7 anos junto à H Maria, 7 premiações para Greice Herman que mais uma vez foi Consultora Destaque! Foto: Divulgação No mês de março a Vivaz celebra seus 16 anos e este registro no Alpen Park, cliente mais antigo da agência, Jessica Ramisch, Fabi Kasper Jahn, Vanessa Rottmann e Monoela Thiesen comemoram! Foto: Divulgação Belíssimos Fernanda Chies e Denis Mioli no casamento do ano, que aconteceu no Magnólia! Destaque para o vestido da noiva, assinado por Natália Negri. Felicidades ao casal! Foto: Paula Vinhas Jessica Piffer e Juliano Mazzucco, inaugurando a nova unidade da Panni, agora em Gramado! Foto: Divulgação A elegância da RP Aline Viezzer em Valência, na Espanha Foto: Divulgação Maria Claro Coletto comemorou 21 anos e na foto está com a mãe cheia de orgulho, Andréia Coletto! Felicidades Foto: Divulgação
UM LUGAR PARA DESACELERAR, VIVENCIAR E PARTILHAR
Durante muito tempo ela criou soluções de bem-estar de acordo com sua formação acadêmica. Projetou e repaginou ambientes, lecionou por anos em universidade e, com a chegada das duas filhas – depois de duas fertilizações – Juliana Tessari Cruz (foto à direita) repensou a sua vida. A arquitetura era um ciclo encerrado para essa porto-alegrense que reside em Canela desde 2012. O espaço que precisava ser repaginado era o seu próprio interior, alguns problemas de saúde refletiam angústias, coisas do íntimo que tinham que ser descobertas e entendidas. E Juliana percebeu que eram questões que não afetavam somente a ela, mas a muitas mulheres. Estudou artes, tornou-se instrutora de Yoga e organizou um lugar de acolhimento para pessoas com demandas que exigiam reconexão com suas próprias sabedorias. Juliana Cruz criou o Espaço Quatro Luas. Depois de um período em outro local, desde novembro de 2025 o endereço é o casarão centenário do Grande Hotel Canela. Reduto de muitas passagens da história do município, a muito bem conservada construção de madeira é o habitat que parece ter estado reservado pelo destino para abrigar todas as atividades do Quatro Luas. Nas dependências onde viveu Anita Corrêa muita gente passou, muito afeto foi distribuído. Há uma carga positiva e de paz que se sente ao cruzar a porta. O primeiro acolhimento feminino, então, Juliana Cruz sentiu, ela própria, partindo de Priscila e Paula, netas de Anita, ao lhe oferecerem o espaço. “Filho” que surgiu de dentro de Juliana, o Espaço Quatro Luas oferece vivências que unem arte, meditação, presença e partilha. Ela é facilitadora de vivências de Yoga; de vivências de reconexão feminina (limpeza uterina, purificação do útero, consciência cíclica, divórcio energético); acompanha gestantes e puerpéras e realiza os rituais de chás. Para atender a um grande número de frequentadoras com buscas e expectativas diversas, a Juliana se uniram “madrinhas” que promovem encontros de Medicina Tradicional Chinesa, Desperta e Massagem Tui Ná (com Vanessa Cocco), Meditação e Constelação Familiar (com Cecilia Lamas), Tapeçaria e Cerâmica (com Ste Dionisi), Dança Circular (com Patricia Picoli), Retratoterapia (com Ana Nase), Massagem relaxante nos pés (com Ana Júlia), Hatha Yoga e Massagem Abhyanga (com Cris Cristofolli), Clube de Leitura (com Úrsula), Massagem Thai (com Morgana), Yoga Dance (com Milena Aleli), Mindful Eating (com Heladi Lirio) e Fluxoterapia (com Roberta Manea). Também são organizadas vivências especiais para grupos fechados, como o Entre Luas. Na grande área do Grande Hotel, não somente entre as quatro paredes do casarão tudo isso pode acontecer. A natureza do local também é cenário para atividades ao ar livre. Da arquitetura, Juliana Cruz traz os ensinamentos de Jaime Lerner sobre acupuntura urbana, ou a ideia de que as intervenções no espaço público não precisam ser amplas e caras para produzir transformação. Levou-os para as vivências do Espaço Quatro Luas, que são semelhantes: depois de localizados seus pontos a estimular, modificam cada frequentador(a). Saiba mais no Instagram @espaço.quatro_luas. No espaço que evoca as Luas, madrinhas e frequentadoras em busca das suas melhores fases. LEONID ENCANTA NOVAMENTE Cada novo livro de Gramado com imagens captadas por Leonid Streliaev é uma prova de que talento e superação andam juntos. Depois de três edições de puro encantamento dessa obra, mostrando a beleza plástica da cidade, sua natureza e a expressividade dos protagonistas dessa história de sucesso, quem ver a quarta edição notará que Leonid (abaixo) sempre tem nuances novas a mostrar, com técnica perfeita. A quarta edição de Gramado, com tiragem recorde de 10.000 exemplares, tem lançamento programado para junho e contará com textos de Luis Fernando Veríssimo, além de depoimentos de nomes importantes ligados à cidade. “Os vínculos com a ancestralidade, a natureza, as montanhas, os empreendedores e a consciência ambiental são atributos que estarão presentes na obra. Gramado é a maior pequena cidade do Brasil”, afirma o muitas vezes aclamado Streliaev, com uma trajetória premiada em mais de cinquenta anos na fotografia brasileira.
Armadilhas no consumo
Você já caiu ou costuma cair em armadilhas na hora de consumir? Quem nunca? Eu mesma costumava cair em algumas armadilhas, mas depois que comecei a me conhecer melhor e identificar meus pontos fracos, tenho vigiado e as minhas atitudes em relação a isto estão bem melhores, mas mesmo assim escorrego as vezes, pois é um processo. Muitas pessoas não levam muito a sério a importância de se conhecer e identificar quais as armadilhas que costumam cair, pois geralmente são as mesmas. Se eu não tomarmos uma atitude diante disso, a nossa vida financeira será como se estivéssemos caminhando em uma areia movediça, quanto mais nos movimentamos, mais afundamos em dívidas. Vou citar algumas armadilhas aqui para que vocês possam ver se estão na sua lista: E é claro que as nossas emoções influenciam as vezes que cedemos e caímos em armadilhas, o nosso nível de ansiedade, se estou muito triste ou muito feliz. Mas o mais incrível que as pesquisas confirmam é que outro fator determinante para cairmos em armadilhas de consumo automaticamente, sem pensar é a nossa pressa, estamos sempre correndo, e acabamos dizendo sim para os apelos dos vendedores e dos sites de venda; Aqui deixei alguns exemplos, mas é claro que existem muitos outros, devemos treinar nosso cérebro para evitarmos repetir ações no consumo das quais nos arrependemos e ou prejudicam o nosso equilíbrio financeiro e consequentemente os nossos planos.
CANELA NA HISTÓRIA – 3
A memória como vocação Uma organização como o Memorial Canela existe para cultuar a nossa história, preservar nossas raízes, contribuir para o desenvolvimento nos âmbitos cultural, social, econômico. Lembrar os fatos passados, portanto, faz parte de nossas vocações, como temos feito neste março de tão relevante sentido para Canela. Preservação Da mesma forma, se insere entre nossas intenções chamar a atenção dos canelenses e das autoridades para espaços físicos que silenciosamente retratam a trajetória de nossa comunidade. Casa de Pedra A Casa de Pedra, que se impõe na paisagem urbana como uma construção significativa, é um desses prédios que clamam por providências. Como este, outros se espalham da cidade às colônias, alguns pedindo socorro para que a memória não se perca, para que a história possa chegar às diferentes gerações. O Memorial Canela tem levado o assunto às suas discussões internas e às instâncias públicas municipais. Com o seu capital de conhecimento, vem se disponibilizando em busca de uma solução que reintegre o edifício ao uso coletivo. Hoje desocupado, deteriorando-se em duas décadas de inatividade, a construção que já foi até Prefeitura não merece o descaso ao qual foi relegada. Casarão Oppitz Nos arredores da cidade, essa ampla e significativa construção, já centenária e exemplo vivo do ciclo econômico da madeira, é outro próprio do Município que carece de atenção. O Memorial abordou esse caso em reuniões internas, audiências com autoridades municipais e levou-o a público em painel no 2º Encontro da Memória de Canela, em agosto do ano passado. Outras construções Os dois exemplos acima referidos são propriedade do Município, a quem cabe, portanto, buscar soluções de preservação e de uso. Mas deve-se lembrar também de construções representativas, pertencentes a particulares, que igualmente merecem nossa atenção histórica. Uma delas é a antiga residência do ex-prefeito Bertholdo Oppitz, na Avenida João Pessoa, em frente à praça Luiz Wender – esta também em estado precário. Outra, a antiga residência de Danton Corrêa, na Rua Nagibe Galdino da Rosa, felizmente se mantém conservada. Gerações Entendemos que, tão relevante quanto trazer ao debate temas como esses, também é necessário levar a história de Canela às novas gerações, objetivando a fixação de uma cultura local e de uma identidade própria. Canela dispõe de um canal formidável, capilarizado e, portanto, bastante apropriado para tanto: a rede de ensino municipal. Agenda definida O Memorial definiu as datas dos Encontros com a Memória e do 3º Encontro da Memória de Canela. No primeiro caso: 22 de maio, 19 de junho, 17 de julho, 17 de setembro, 22 de outubro, 12 de novembro e 10 de dezembro. No segundo, nos dias 19, 20 e 21 de agosto. Os Encontros com a Memória incluem um tema por vez e ocorrem durante uma noite, enquanto o Encontro da Memória é multitemático e se estende por três noites consecutivas. Todos se realizam no Espaço Sicredi João Pessoa, iniciando às 19h. “Canela na História” Esta edição teve por fonte publicações de Márcio Cavalli, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte. O Memorial Canela É uma sociedade civil independente e sem fins lucrativos, criada em 2022, voltada para o desenvolvimento e a valorização da cultura local e aberta ao público, mantida pelas contribuições de seus associados. Participe!
A Guerra das Narrativas
Vivemos tempos de edição. Não falo apenas do corte preciso em um vídeo de gastronomia ou do ajuste de saturação em uma foto de pôr do sol. Falo da edição da vida, da história e, principalmente, do erro. Entramos, sem pedir licença, na era da Guerra das Narrativas, onde a verdade não é mais um fato sólido, mas uma argila moldável, pronta para ser esculpida conforme a conveniência do algoritmo. O campo de batalha é digital, mas as baixas são morais. O fenômeno é quase coreográfico, alguém comete um deslize, uma distorção ou uma injustiça clara. Minutos depois, as engrenagens começam a girar. O post polêmico desaparece e o famoso “delete” que tenta apagar o rastro de uma intenção e o vídeo original é substituído por uma versão cuidadosamente fragmentada. Nessa guerra, a borracha é mais importante que o lápis. Inverte-se a lógica dos fatos com uma velocidade estonteante. Onde havia um erro, cria-se uma “interpretação equivocada do público”, o conteúdo que gerou o desconforto some no éter, como se a memória coletiva fosse um HD formatável a qualquer instante. O agressor, percebendo que o vento mudou de direção, rapidamente veste a armadura da incompreensão ou como está na moda, de um “surto psicótico” ou uma “desorientação”. O ápice dessa dramaturgia moderna é, sem dúvida, o “storie de desculpas”. Você conhece a estética, o semblante cansado, a falta de maquiagem (para simular humanidade), o fundo neutro e a frase clássica: “Quem me conhece, sabe”. É a institucionalização do perdão instantâneo. O problema desse formato é que ele não busca a reparação, mas o encerramento de um ciclo de crise de imagem. O storie de quinze segundos é o túmulo do fato. Ele serve para que, em 24 horas, tudo se expire com a culpa, a prova e a vergonha. Na guerra das narrativas, a primeira vítima não é apenas a verdade, mas a responsabilidade. O perigo de resumir conflitos éticos a um vídeo efêmero é a criação de uma sociedade sem lastro. Se tudo pode ser apagado, se toda narrativa pode ser invertida com um bom roteiro de relações públicas, o que sobra de real? Estamos trocando o peso da consciência pela leveza da tela touch. Inovamos na forma de nos redimir, mas esquecemos o que significa, de fato, assumir o que se diz. No fim, entre um post deletado e um pedido de desculpas ensaiado, a verdade fica ali, esquecida em algum lugar entre o que foi feito e o que convém dizer que aconteceu. Se Sartre dizia que estamos condenados à liberdade, talvez essa condenação doa mais do que o ruído das versões prontas. É que, quando os discursos rasos silenciam, sobra o peso de uma escolha que ninguém mais pode fazer por nós. No fim das contas, a verdade é a única bagagem que não se pode despachar.
As Trovas Populares
(Rimando por esse Brasilzão de Deus…) A trova, segundo alguns autores é a máxima expressão da “vocação poética”. Em vários povos e culturas pelo mundo a fora, encontramos essas preciosidades da literatura. A maioria delas, sem pretensão maior que falar de seus sentimentos, dores e amores, ou simplesmente “dar um recado”, elas tem um lugar garantido no gosto de muitos apreciadores dessas maravilhas… O livro “Coleção Trovadores Brasileiros”, nos traz uma infinidade delas, fruto de um concurso nacional no Rio de Janeiro… Sobre o ciúme: Quanto mais teu corpo enlaço / mais padeço o meu tormento, por saber que o meu abraço / não prende o teu pensamento. Sobre saudade: Que importa a fatalidade / que te deixou sem carinho? Enquanto existir saudade / ninguém viverá sozinho. Sobre a amizade: Cada um de nós traz consigo, /sua própria salvação; em cada ser – um amigo, / em cada amigo – um irmão. Sobre a sabedoria popular: Muito vence quem se vence, / muito diz quem não diz tudo; porque ao discreto pertence / o tempo fazer-se mudo. Sobre a vida: Estranho comboio é a vida / que sempre passa a correr; – ninguém o toma por gosto, / ninguém desce por prazer. Sobre o amor: Oh, meu amor! Oh, saudade! / – E eu não sabia que o amor era uma felicidade / disfarçada numa dor. As trovas, nas suas mais diversas variações, comum a cada região do Brasil, são uma das maiores expressões da cultura dos povos, inclusive aqui do Rio Grande do Sul… a nossa terra!