Por: José Gonçalves
Na última quinta-feira, 02/04, realizamos em nosso escritório de Gramado um evento para falar de investimentos e celebrar a vida. Foi um encontro mais voltado aos clientes da minha carteira. Sempre incentivei palestras na área de finanças, tanto em empresas nas quais trabalhei quanto em escolas para jovens do ensino médio. Agora começo a trazer esse projeto para dentro de casa, no Escritório Black, abrindo espaço para clientes e para pessoas interessadas em começar a investir, mas que ainda se sentem inseguras de alguma forma.
Acredito que, em um mundo cada vez mais digital, a melhor maneira de nos conectarmos ainda é criar momentos de troca de conhecimento “olho no olho”. São nesses encontros que conseguimos explicar melhor nossa forma de atuar aqui na Black Investimentos e, principalmente, ouvir e compreender as dúvidas e inquietações de cada investidor.
Para brindarmos a vida e aprendermos um pouco mais sobre vinhos, contamos com a presença da Grand Gru Gramado, que compartilhou seus conhecimentos sobre os rótulos apresentados durante o evento. Aqui cabe uma analogia interessante: investimentos e vinhos são muito parecidos. Ambos amadurecem e evoluem com o tempo. Agradeço ao enólogo João Chisté por dividir conosco seu vasto conhecimento.
Também tivemos a participação de Alexandre Fontenelle, Investor Offshore da XP Investimentos (XP Internacional), que, por meio de uma live, falou diretamente de São Paulo para nossos convidados.
Com sua experiência no mercado global, Alexandre trouxe temas extremamente atuais. Comentou sobre a guerra no Oriente Médio e de que forma esse cenário pode impactar a inflação mundial e a precificação do dólar. Mostrou, com dados sólidos, a importância de manter ao menos 20% do patrimônio investido em ativos fora do Brasil, apresentou a lógica do CDI “dolarizado” e explicou como as eleições, historicamente, influenciam a variação cambial entre real e dólar.
Encerramos o encontro com uma apresentação do nosso time, do Escritório Black, sobre o cenário brasileiro para 2026 e sobre como podemos nos preparar para diferentes desfechos em um momento de incerteza político-fiscal.
A mensagem central foi simples: alocação estratégica tende a ser mais eficiente do que concentrar aplicações em apenas uma estratégia. Antecipação costuma trazer mais previsibilidade do que reação aos mercados. E, acima de tudo, nosso trabalho não é tentar adivinhar para onde o mercado vai, mas ajudar os clientes a tomar decisões com mais segurança e clareza.
Algumas lições ficaram evidentes ao longo da noite:
- Diversificar globalmente é preservar poder de compra.
- Renda fixa hoje é instrumento de estratégia, não apenas conservadorismo.
- Política não define tudo, mas altera o caminho dos retornos.
- Nesse cenário, sobrevive não quem cresce mais, mas quem aloca melhor o capital.
- Estratégia importa mais do que tentar prever o futuro.
- O cenário não pede pressa, pede estratégia.
Se cada investidor gravasse essas seis frases em pedra, provavelmente viveríamos em um mundo onde as pessoas investiriam de forma mais racional e menos emocional.
De forma geral, foi muito gratificante poder reencontrar clientes antigos e conhecer pessoas novas que vieram entender melhor o trabalho que realizamos no Escritório Black. Tenho a impressão de que todos saímos dali satisfeitos com as trocas que aconteceram.
Não posso deixar de agradecer aos meus sócios, que apoiaram a construção desse projeto, e especialmente à Marilia Berti, que abraçou o evento comigo e ajudou a organizar a curadoria dos alimentos que harmonizaram com os vinhos servidos. Tenho certeza de que sozinho nada disso seria possível.
Encerramos esse primeiro encontro com a sensação de dever cumprido e já pensando nos próximos passos. Afinal, o universo dos investimentos é vasto e cada vez mais precisa ser desmistificado.









