Começa, muitas vezes, com poucos reais e uma promessa de ganho rápido. O celular está sempre à mão, as partidas acontecem durante todo o dia e uma nova aposta pode ser feita em segundos. Para a maioria, o jogo termina quando acaba o evento. Para outros, a aposta continua. Os valores aumentam, as perdas se acumulam e a tentativa de recuperar o dinheiro passa a comandar a rotina. QUANTO O SETOR FATURA Em 2025, mais de 25 milhões de brasileiros fizeram apostas nas plataformas digitais focadas em apostas online autorizadas pelo Governo Federal. Juntas, essas empresas registraram faturamento de R$ 37 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda. O valor coloca o setor entre os grandes negócios da economia brasileira e ajuda a dimensionar a velocidade com que as chamadas bets entraram na vida cotidiana. Os R$ 37 bilhões não representam todo o dinheiro movimentado pelo setor em 2025. O valor é o que permaneceu com as empresas depois do pagamento dos prêmios. Em outras palavras, quando se somam os ganhos e as perdas de todos os apostadores, estes deixaram R$ 37 bilhões nas plataformas. O Ministério da Fazenda não divulgou o total apostado nem o valor pago aos ganhadores, apenas essa diferença, chamada de receita bruta do jogo. Uma parte dessa receita tem destinação prevista em lei. O mesmo balanço do Ministério da Fazenda informa que aproximadamente R$ 4,5 bilhões foram repassados em 2025. Entre os principais destinos estão o esporte, com R$ 1,6 bilhão; o turismo, com R$ 1,26 bilhão; a segurança pública, com R$ 612 milhões; e a educação e a seguridade social, com cerca de R$ 450 milhões cada. O Ministério da Saúde recebeu aproximadamente R$ 45 milhões. Depois desses repasses, cerca de R$ 32,5 bilhões permaneceram com as operadoras, antes do pagamento dos demais impostos, despesas e custos de funcionamento. O Governo Federal também arrecadou R$ 2,5 bilhões com autorizações para a operação das empresas e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização. Os números mostram a dimensão econômica do setor. Também revelam a outra ponta dessa atividade: todo o faturamento das plataformas tem origem na diferença entre o que os apostadores colocam no jogo e o que conseguem retirar. UMA DOENÇA ANTIGA EM NOVA ESCALA O transtorno do jogo não surgiu com as apostas pela internet, é anterior a ela. A facilidade de acesso, porém, ampliou o risco. A plataforma funciona durante 24 horas, cabe no bolso e oferece resultados em poucos minutos. Não há necessidade de deslocamento, contato com dinheiro físico ou intervalo entre uma aposta e outra. Há indivíduos mais ou menos propensos a afundarem-se nesta prática por estarem mais suscetíveis a fatores sociais, culturais e emocionais (por exemplo, o isolamento social). Em algumas situações, a pessoa começa a apostar como forma de aliviar problemas e acaba ampliando o sofrimento que tentava evitar. O problema aparece quando a pessoa perde o controle. Ela passa a apostar valores maiores, tenta recuperar perdas, esconde dívidas, mente para familiares e compromete recursos destinados às despesas da casa. O jogo ocupa o espaço do trabalho, do convívio e do descanso. Em alguns casos, a família só percebe a gravidade quando as economias acabaram e os empréstimos já se acumularam. A Organização Mundial da Saúde estima que 1,2% da população adulta mundial tenha transtorno do jogo. A entidade também informa que, para cada pessoa que aposta em nível de alto risco, outras seis, em média, são afetadas. Em geral, são familiares ou pessoas próximas que não participam das apostas, mas convivem com as consequências financeiras e emocionais. No Brasil, os registros de atendimento começam a mostrar essa realidade. O Sistema Único de Saúde realizou 10.553 atendimentos relacionados ao jogo patológico e à compulsão por apostas entre janeiro de 2018 e maio de 2025. Houve crescimento de 104% no período. Do total, 6.237 atendimentos ocorreram na Atenção Primária à Saúde e 4.316 na rede ambulatorial, que inclui os Centros de Atenção Psicossocial. ONDE BUSCAR AJUDA É importante que a pessoa que percebe dificuldades para controlar as apostas procure uma Unidade Básica de Saúde ou um Centro de Atenção Psicossocial – CAPS-. O Meu SUS Digital oferece informações, um teste para avaliação de risco e acesso ao atendimento remoto. A Ouvidoria do SUS também presta orientações pelo telefone 136. Outro recurso é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do Governo Federal. Por meio dela, o apostador pode bloquear seu CPF em todos os sites autorizados e interromper o recebimento de publicidade dessas empresas. Até junho de 2026, mais de 600 mil pedidos haviam sido registrados. Em 41% dos casos, a perda de controle ou os impactos sobre a saúde mental foram apontados como motivo do bloqueio. A autoexclusão pode interromper o acesso às apostas, mas não substitui o tratamento. A recuperação pode exigir acompanhamento profissional, apoio da família e mudanças na forma como a pessoa lida com o dinheiro, a ansiedade e o desejo de voltar a jogar. A compulsão não se mede apenas pelo valor perdido. O sinal de alerta aparece quando a pessoa já não consegue controlar se vai apostar, quanto vai gastar ou quando deve parar. UM PROBLEMA QUE BATE À PORTA O atendimento a ludopatas – ou seja, indivíduos caracterizados pelo desejo compulsivo de apostar – é uma realidade em Canela e em número crescente, afirmam os agentes que atuam na área pública da saúde mental em nosso município. O Nova Época foi em busca de informações que retratem a extensão do problema do vício em jogos de azar. Conversamos com duas profissionais que, no dia a dia, veem chegar pessoas em situação aflitiva em busca de apoio para solucionar suas vidas: Janine Palodetti, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Prefeitura de Canela, e Tânia Aguiar, coordenadora da Saúde Mental de Canela. JANINE Palodetti e Tânia Aguiar, sempre ativas nas questões da saúde pública mental e do bem-estar em Canela.Foto: Divulgação Janine inicia afirmando que quantificar com exatidão o número de ludopatas diagnosticados e tratados é difícil devido a fatores como a forma como
O INVERNO SERVIDO À MESA
Por Ernani AzevedoInterino A Festa Colonial reúne receitas conhecidas, ingredientes da Serra e combinações que despertam curiosidade Em frente aos fornos coloniais da Praça João Corrêa, o vapor sobe antes mesmo de o pão sair do forno. É a cena que resume a 32ª Festa Colonial de Canela, que segue até domingo, 2 de agosto, com fila de gente esperando comida recém-feita, num inverno que pede exatamente isso. Os fornos coloniais continuam entre os pontos mais procurados. Deles saem pães caseiros, cucas e os tradicionais pãezinhos de linguiça. Nas tendas, o público encontra bolinhos de batata, massas, risotos, pastéis, embutidos, queijos, doces e geleias produzidos pelas famílias do interior. Um balanço divulgado pela Prefeitura de Canela em 28 de julho ajuda a revelar as preferências do público. Até o domingo, 26, as famílias vinculadas ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) venderam 29,5 mil pãezinhos de linguiça, 11 mil cucas e 9,5 mil pães caseiros. Os bolinhos de batata, feitos pela família Abreu e pela empresa Derivados da Serra, somaram 6 mil unidades. Os pastéis, das famílias Shein, Moraes, Faes e Pereira, chegaram a 6,1 mil. No mesmo período, as agroindústrias do PEAF comercializaram R$ 511 mil — não é o faturamento da festa inteira, e sim a soma das vendas desse grupo específico de produtores, que inclui também flores e artesanato, além da comida. A cozinha colonial tem preparos diretos e ingredientes conhecidos. Farinha, batata, carnes, frutas, leite e açúcar formam boa parte desse repertório. São receitas desenvolvidas dentro das propriedades, adaptadas ao que cada família produzia e preservadas pelo costume de cozinhar e comer em conjunto. Mas o cardápio não vive só de receitas antigas. Nesta edição, algumas criações fogem do script. O pastel ganhou recheio de paçoca de pinhão. A massa de cuca passou a ocupar o lugar do pão em um hambúrguer artesanal. E o arroz doce virou inspiração para um risoto de chocolate.A Cuca Burger reúne massa levemente adocicada, hambúrguer, queijo, bacon, picles e abacaxi caramelizado. O risoto de chocolate é preparado com arroz arbóreo, leite, açúcar, chocolate, creme de leite e manteiga. São combinações capazes de gerar alguma dúvida antes da primeira garfada, mas é exatamente disso que se alimenta quem trabalha com gastronomia. Os clássicos seguem líderes de vendas, e não é à toa: pãozinho de linguiça recém-saído do forno não perde disputa fácil. Mas as novidades mostram que, na Serra, tradição não é jaula — é ponto de partida. Entre um bolinho crocante e um risoto de chocolate que ninguém pediu mas todo mundo experimenta, fica claro do que se trata a Festa Colonial: gente que cozinha o que aprendeu e não tem medo de misturar o que ainda não existia. CINCO CLÁSSICOS DA FESTA COLONIAL Pastel de massa caseiraPreparado pelas famílias expositoras, com opções paçoca de pinhão, carne, queijo e frango. Bolinho de batataFrito na hora, com exterior dourado e massa macia por dentro. Pão caseiroPode ser consumido puro ou acompanhado por queijo, salame, nata, manteiga e geleias coloniais. Pãozinho de linguiça Massa assada com recheio de linguiça, preparada nos fornos coloniais. Foi o produto mais vendido nos primeiros dez dias da Festa. CucaMassa doce coberta com farofa e encontrada em diferentes sabores e recheios.
Social da Luísa Rodrigues
Entre sorrisos, abraços e olhares cheios de amor, Sabrina Gross viveu um momento especial ao lado das filhas Maria e Aninha. Um ensaio que eterniza a beleza da maternidade e o vínculo único entre mãe e filhas. Foto: Dani Batti Kátia Souza, que acaba de assumir a gestão da área de A&B do Grande Hotel Canela; e Rafael Carvalho, Chef executivo e Gerente geral de gastronomia da Gramado Parks, na Feijoada Centenária, no dia 25 de julho, no Grande Hotel Canela. Foto: Carol Moura O eterno Dedé Santana celebrou seus 90 anos no tradicional Circo Abracadabra, na Mooca, em São Paulo, reunindo amigos e convidados para uma noite especial. Entre os presentes, Bernardo Guedes prestigiou a comemoração, celebrando a trajetória de um dos maiores ícones do humor brasileiro. Foto: Divulgação A espera de um dos momentos mais especiais da vida, Dueyni Bastos Severgnini e Ronaldo Severgnini vivem a doce expectativa da chegada da Alice! Foto: Divulgação Durante o tradicional Baile de 72 Anos do CTG Querência, o diretor de patrimônio Luiz Fernando Drechsler realizou a entrega da pala do patrão a Marcelo Fogaça Rodrigues. Foto: Thiago kerller Rafael Correa Ghisi, João Richa, Guilherme Benchimol e Marcos Dallarosa na Expert 2026 em São Paulo. Foto: Divulgação
Social da Samanta
As primeiras prendas do CTG Querência: Pietra Zanatta, Melissa dartora da Silva e Adlis Laurem Dartora. Foto: Thiago Keller No baile de aniversário de 72 anos do CTG Querência ocorreu a posse oficial da nova patronagem. Na foto o diretor de patrimônio Luiz Fernando Drechsler entrega o “Pala do Patrão” a Marcelo Fogaça Rodrigues. Foto: Thiago Keller Graziela Hoffmann festejou recentemente mais um ano de vida e celebra o último mês de gestação! Ela está linda e em breve será mamãe de um menino mais lindo ainda! Foto: Divulgação Cássia Adamski e Efson Barbosa fazem parte da equipe de Marketing e Comercial do Alpen Park! Foto: Divulgação Registro lindo em Família! Fabiano Cailon, Maia Bertolucci de Castilhos e os pequenos Maria Cecília e Joaquim. Foto: Divulgação
DESEMPENHO POSITIVO
A economia de Canela gerou 57 empregos com carteira assinada em junho. O dado é do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e mostra que no período houve 709 admissões e 652 demissões.No acumulado do primeiro semestre, Canela criou 134 novas vagas de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo está positivo, com a criação de 194 empregos formais.Foto: Divulgação DESEMPENHO NEGATIVO A boa movimentação turística de junho não foi capaz de reverter o panorama negativo do emprego no primeiro semestre do ano em Gramado. Em junho, o saldo ficou positivo em 173 vagas de trabalho com carteira assinada. No acumulado do ano, porém, o saldo é negativo em 113 vagas formais, aponta o Caged. VERTIPORTO Não é só Gramado que terá um vertiporto para receber operações comerciais de eVTOLs, popularmente chamados de “carros voadores”. Canela também está no radar da FlyBis, empresa que começa a operar o serviço em 2028.Uma viagem entre o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e Canela terá duração de 25 minutos.A aeronave pode transportar quatro passageiros. NOVA FASE Novos ônibus, novas linhas e passagens mais baratas. Este é o resumo da nova fase do transporte público de Gramado, que inicia neste sábado, dia 1º de agosto.Ao todo serão 12 novas rotas – de um total de 26 linhas, contemplando Centro, bairros e localidades do interior, com ampliação de horários, inclusive no turno da noite.A meta é passar de 3,3 mil passageiros/dia para de 7,5 mil passageiros diários, tornando a operação autossuficiente. P APLICATIVO O trabalho de cadastramento dos usuários do transporte público de Gramado iniciou neste mês de julho e até a última quarta-feira (22) cerca de 2,5 mil pessoas já haviam sido cadastradas. Vale ressaltar que as passagens impressas continuarão válidas por 60 dias após o início da operação.O secretário Tiago Procópio (Podemos) destaca que o aplicativo ‘Nosso Transporte Público’ deve entrar em funcionamento a partir de setembro. Através do aplicativo os passageiros poderão acompanhar em tempo real a localização dos ônibus. “Precisamos iniciar a operação para fazer esse mapeamento pela cidade. É uma ferramenta que proporcionará mais precisão, facilitando o acesso dos passageiros aos ônibus”, avalia Procópio. 27 MIL INGRESSOS O Natal Luz alcançou a marca de 27 mil ingressos vendidos em apenas quatro semanas, superando o mesmo período das cinco últimas edições. Em seu segundo lote, os ingressos podem ser adquiridos com 20% de desconto até dia 31 de julho. SONHO DE NATAL Não será surpresa se o Sonho de Natal anunciar espetáculos pagos na edição deste ano. GRAMADENSE Campeão da Copa FGF, o Gramadense está reforçando o elenco para a sequência da temporada e confirmou a chegada de mais quatro atletas visando a disputa do Campeonato Gaúcho Série A2, a popular Segundona.Os reforços já vestiram a camisa do Gramadense em temporadas anteriores. O lateral-direito William Lemos, de 23 anos, retorna ao clube após um período de empréstimo ao São Luiz, de Ijuí. Já o meia Maurício, de 24 anos, chega por empréstimo junto ao XV de Piracicaba (SP). O atacante Ruan, de 25 anos, foi emprestado pela Anapolina, de Goiás, enquanto o lateral-esquerdo Itaqui, de 23 anos, reforça o Trem da Serra por empréstimo da Inter de Limeira (SP).O quarteto já participa da preparação para a estreia do Gramadense na Série A2, marcada para este sábado (1º) às 15h, diante do Veranópolis, na Vila Olímpica. FLORYBAL A Florybal não para de inovar. Na primeira semana de agosto a marca de chocolates abre as portas da sua mais nova loja temática dentro de um Hércules C-130. Conhecido como um dos aviões de transporte mais importantes da Força Aérea Brasileira (FAB), o modelo está instalado no Parque Jardim Secreto do Capitão, em Canela.No Brasil, exemplares do Hércules C-130 operaram por quase 60 anos em missões de logística e apoio, tornando-se referência pela capacidade de pousar em locais de difícil acesso. HELLO KITTY Os personagens que marcaram a infância de milhões de pessoas em todo o mundo voltarão a fazer parte do dia a dia das famílias nas lojas da Criamigos. A partir de 6 de agosto, a marca relança a coleção Hello Kitty and Friends, reunindo as pelúcias da Hello Kitty Branca, Hello Kitty Rosa, My Melody e Kuromi, além dos tradicionais Abraçadinhos. A grande novidade é a chegada do Abraçadinho da Hello Kitty Branca, que passa a integrar oficialmente a coleção.Criada pela Sanrio em 1974, a Hello Kitty tornou-se um fenômeno mundial, presente em mais de 130 países, conquistando diferentes gerações com mensagens de amizade, gentileza e felicidade. MAGISTÉRIO A Secretaria de Educação, Esporte e Lazer de Canela vai realizar um novo concurso para o magistério. As inscrições estarão abertas exclusivamente pela internet, a partir de segunda-feira (3).A Prova Teórica Objetiva está prevista para o dia 13 de setembro. HARMONIZADO O inverno em Gramado será celebrado à mesa no dia 6 de agosto, quando o incensado restaurante Catherine recebe a Zanotto Vinhos e Espumantes – marca do Grupo Vinícola Campestre, para uma noite especial de gastronomia e vinhos. A partir das 18h, o chef Nícolas Heckel apresenta um menu harmonizado em cinco etapas (R$ 400 por pessoa), criado para valorizar ingredientes regionais e dialogar com as bebidas produzidas em Campos de Cima da Serra. VIVA O TEATRO! Canela está retomando a sua vocvação teatral. Com a assinatura de Tiago Melo, entre os dias 23 e 27 de setembro, no Clube Serrano, teremos a oportunidade de assistir a peça “O Perfume”, clássico de Nelson Rodrigues.
O autocuidado financeiro
Um assunto em alta e extremamente importante é o autocuidado, em diversas áreas, os especialistas são categóricos em afirmar que este, evita muitas situações indesejadas, como doenças e preocupações. E essas afirmações é claro que são baseadas em pesquisas e estudos, e constatações em nossos próprio meio, como por exemplo, uma pessoa que tem o autocuidado com o seu físico, tem uma boa alimentação e fazer exercícios físicos regulares evita uma série de doenças, como também as pessoas que evitam o stress e controlam a ansiedade, buscam ter um autocuidado com o seu psicológico, evitando assim taquicardia, pressão alta, entre outros. Vocês já ouviram falar de como e o quanto o autocuidado nos preserva em vários aspectos, físico, psicológico, emocional e espiritual. Vocês sabiam que existe o autocuidado financeiro? E que este interfere em todos os outros, pois ele é responsável pelo o êxito ou não das outras áreas da nossa vida. Na saúde física por exemplo, se eu me endividar, posso não ter mais condições de manter uma rotina com hábitos saudáveis, de pagar uma academia, e o lado emocional, problemas financeiros afetam diretamente o meu nível de ansiedade, irritabilidade e as minhas relações com as pessoas. Devemos buscar um equilíbrio em todas as áreas da nossa vida, quando falamos de autocuidado com a beleza, por exemplo, com a minha aparência, esse autocuidado ajuda muito para eu ter um autoestima bom, e isso é bem semelhante com o que acontece com o dinheiro. Muitas vezes não me acho bom o suficiente para cuidar do meu dinheiro, e acabo deixando de lado esta área, e isso tem a ver com o seu auto estima também. Vocês podem estar se perguntando, mas o que é o autocuidado com o dinheiro? O autocuidado financeiro é termos uma boa relação com o dinheiro, saber administrar com sabedoria o dinheiro que gero, e não desperdiçar, saber com clareza quais são as minhas receitas e as minhas despesas fixas e variáveis, fazer reservas, controlar as minhas emoções na hora de consumir e saber dizer não. Pois eu só consigo gerenciar, aquilo que eu domino, aquilo que eu desconheço me foge pelas mãos, para podermos administrar com consciência e responsabilidade a nossa vida financeira, temos que conhecer os números. Como também para poder ter métricas, traçar objetivos e fazer planejamentos. Investir no autocuidado financeiro vai te trazer paz, a sensação de dever cumprido, e com certeza um crescimento e estabilidade financeira. “A inteligência mais o conhecimento resolve problemas e gera dinheiro, mas dinheiro sem inteligência financeira desaparece depressa.”
CANELA NA HISTÓRIA 12
Achado centenário O aparecimento de uma antiga caderneta instiga a uma breve pesquisa. O livreto, com registros a partir de julho de 1926 e estendidos a março de 1938, contém os “deveres” e os “haveres” do movimento comunitário pró-construção da igreja católica, poucos meses depois da instalação de Canela como 6º distrito de Taquara. A breve pesquisa decorrente dessa descoberta revela ser aquele o passo inicial do que hoje se conhece como Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, apelidada “Catedral de Pedra”, um dos principais cartões postais de Canela e do Rio Grande do Sul. A importância dos acervos Um achado como esse ressalta a importância dos acervos particulares, constituídos a partir do interesse e da dedicação de colecionadores. Ainda que de usufruto mais reservado do que os de uma instituição pública, são a essas iniciativas que recorrem a própria Municipalidade, as empresas, os meios escolares e acadêmicos e a imprensa local, sempre que necessários – e nem sempre com os devidos créditos. Coleções São objetos, fotografias e documentos que narram, mesmo que às vezes silenciosamente, a história de Canela, cuja existência se alonga de seus 100 anos como distrito e de 82 como município. Esse formidável conjunto de valor histórico, cultural e patrimonial, que poderia estar à disposição da sociedade se houvesse um museu histórico municipal, só existe, resiste e permanece pela dedicação de pessoas como José Domingos Prates Batista (in memoriam) e seus familiares; e de Antonio Olmiro dos Reis (a quem devemos a descoberta da caderneta centenária), de Ana Glenda Viezzer, de Dida Bertoluci, de Marcelo Wasem Veeck e de Pedro Oliveira. Garimpo cultural Poderiam (ou deveriam) ser as instituições públicas as gestoras de espaços que mostrem a história dos lugares. Este ainda não é o caso de Canela. Aqui, são as coleções particulares que proporcionam essas importantes revelações, essas relevantes descobertas, esses imprescindíveis registros. O Memorial Canela existe para contribuir com a missão da preservação da cultura local e tem a honra de ter entre seus integrantes os mais dedicados guardiões de nossa memória, que permitem que os canelenses evitem o esquecimento e transmitam conhecimento às novas gerações. 3º Encontro da Memória Trazer questões como essa é dever do Memorial Canela, que se expressa por meio de iniciativas como este próprio espaço jornalístico e dos eventos que promove regularmente. Assim será, mais uma vez, nos dias 5, 6 e 7 de agosto, com a realização do 3º Encontro da Memória de Canela. Nessas três noites, a partir das 18h30, ocorrerão palestras, painéis, apresentações e mostras, sempre no Espaço Sicredi João Pessoa (ver notícia nesta edição). Conselho de Política Cultural O jornalista, professor, advogado e escritor Márcio Cavalli passa a integrar o Conselho Municipal de Política Cultural. Ele foi eleito durante a Conferência Municipal de Cultura, no último dia 18 de julho, em sucessão a uma série de reuniões setoriais preparatórias, das quais o Memorial Canela, que o indicou, marcou presença e participação. Cavalli torna-se conselheiro pela segunda vez, agora na área de Museologia, Acervos e Patrimônio, com mandato de dois anos. “Canela na História” Esta edição teve por base materiais do acervo de Antônio Olmiro dos Reis, acrescidos de pesquisa e cobertura jornalística, com redação do jornalista Nikão Duarte.
Buracos
Com tantas obras espalhadas pela cidade surgem muitos buracos em todas as ruas. Empresas prestadoras de serviços de água, esgoto, energia elétrica, gás, obras de construção civil ou mesmo a própria Prefeitura executam obras que ficam mal acabadas, gerando desníveis e buracos. As ruas e estradas são vias públicas instituídas por lei. Cabe à Prefeitura conceder as licenças para execução de obras e, principalmente, fiscalizar o andamento dos trabalhos. A execução de obras que demandam mais tempo, precisam ser devidamente sinalizadas de acordo com as normas de trânsito. A ocorrência de acidentes ou de danos decorrentes de obras mal sinalizadas, gera dever de indenizar pelo Município. E a responsabilidade é objetiva, ou seja, independente de demonstração de culpa. Se alguém tiver acidente ou dano pode cobrar o prejuízo do Município. Isso já aconteceu comigo alguns anos atrás. Fiz um requerimento administrativo mostrando o local da ocorrência, o dano e três orçamentos para os reparos. Demorou um pouco mas o valor do prejuízo acabou sendo pago pela Corsan que foi acionada pela Prefeitura, pois a ocorrência foi numa obra de saneamento sem a devida sinalização. Também há possibilidade de buscar o ressarcimento pela via judicial. Já pagamos muitos impostos, taxas e contribuições. Não podemos ficar com prejuízo decorrente de uma obra mal sinalizada ou de buracos que não são fechados. Também as estradas do interior sempre foram ruins. Não é de agora. Trabalhei entre os anos de 2008 e 2014, nas localidades de Chapadão, São João, Passo do Louro, Canastra Baixa e Alta, Amoreiras e Morro Alegre. Estradas que só eram patroladas na época de campanha eleitoral. A nossa cidadania não se resume a participar das eleições escolhendo nossos representantes. Também precisamos cobrar a prestação de serviços eficientes e, no caso de prejuízo, buscar nosso direito de ressarcimento.
Agosto, mês do desgosto?…
(Com o pé que é um leque!…) Cuidado! Agosto chegou!!! Por outro lado, lembramos que agosto é o mês do Folclore (22.08, Dia Internacional do Folclore), com muitas homenagens e celebrações alusivas à cultura de todos os povos com suas lendas e tradições. Na tradição e folclore de muitos povos há um cuidado todo especial com o mês de agosto, tanto por acontecimentos ocorridos, quanto por crenças populares sobre o período. Na política, por exemplo, em termos de Brasil, em agosto temos o suicídio de Getúlio Vargas, o acidente fatal de Juscelino Kubitschek e a renúncia de Jânio Quadros… Mas é a crença popular que dá “vida” e destaque ao agosto… – Segundo uma tradição portuguesa (trazida para cá), não se deve casar no mês de agosto, pois “traz desgosto”; – Também é o chamado mês do cachorro louco e das bruxas; – É o mês considerado “azarado” e, mais ainda, se houver uma sexta-feira 13 (meu Deus!). Assim, pelo sim e pelo não, eis algumas proteções e cuidados… – Trate de rezar e usar água benta; – Use raminhos de arruda atrás da orelha (esquerda!); – Ou ramos de Guiné ou Espada de São Jorge, atrás da porta da frente; – Pregue uma ferradura no marco superior da porta; – Não casar, não fazer mudança, nem fechar negócio, não cortar o cabelo, e sempre levantar da cama com o pé direito; – E uma lembrança importante: 24 de agosto é o dia da sogra!!! Como bem diz o poeta Luiz Menezes, em sua poesia “A morte de Pedro Ninguém”: “…lá fora, o céu era negro, assim como um campo grande que fora queimado a pouco. Mas oigatê, como é brabo esse tal de mês de agosto”… Conforme o pensamento do folclorista Luís da Câmara Cascudo, “folclore é a memória viva e a identidade de um povo…”… assim, a cultura popular celebrada no mês de agosto lança um olhar todo especial sobre a expressão autêntica da alma brasileira! Com certeza, hoje não vemos o agosto como o mês de desgosto… Haja vista tanta comemoração em torno das mais puras tradições, crendices e lendas de todos os povos, como acontece aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!