Não sou meteorologista, mas estudei meteorologia na formação em agronomia e continuo a ler muito sobre o assunto. O que segue não é previsão nem análise científica, apenas divulgação do que já se sabe.
Para tanto, vou utilizar os dados do Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia projetado para monitorar o planeta e o meio ambiente, um dos mais respeitados do mundo.
As previsões até janeiro de 2027, emitidas em setembro, estão nas figuras abaixo:

As imagens mostram se a chuva prevista fica acima ou abaixo da média mensal. Aqui, acima.
Este tipo de previsão retrata o cenário mais provável para cada mês. Os volumes e a distribuição geográfica podem variar, mas tudo indica que teremos chuvas acima da média que podem atingir até mais de 100 mm a cada mês.
Esses volumes podem se distribuir ao longo do mês ou se concentrar em poucos dias, o que muda radicalmente os efeitos.
Minha preocupação é que pouco se fala no assunto. À primeira vista, não há o que fazer. Há.
Na minha opinião, os tomadores de decisão, privados ou públicos, podem adotar algumas medidas:
- Plano de prevenção: Verificar as áreas mais suscetíveis aos efeitos de chuvas intensas e tomar medidas de contenção;
- Plano de contingência: Preparar equipes, Defesa Civil e outros órgãos de socorro para que, se algo mais grave ocorrer, as ações já estejam definidas e a resposta seja rápida e eficaz;
- Reforço de caixa: Preparar-se com recursos financeiros para enfrentar custos de reparos, fechamentos e, inclusive, contribuições para os mais necessitados.
Fica minha contribuição para que todos estejamos mais preparados caso as previsões se confirmem e permaneço na torcida de que tudo corra de forma mais branda do que está sendo previsto.
Este artigo foi escrito em 14/09/2026.
Até a próxima, amigos.




