(De Jayme Caetano Braun…)
Neste final de setembro (o chamado mês do gaúcho!), finalizamos com estes versos…
Venho do fundo da história, que foi escrita por mim…
No repicar do clarim, da luta emancipatória,
reprisando a trajetória dos velhos tebas guerreiros,
de romances galponeiros, com legendas e amarguras,
de dia bebo lonjuras, de noite apago o luzeiro.
Sem nunca ter pouso certo, parador, patrão nem dona,
me estendo sobre a carona o pingo pastando perto;
Que a atração do campo aberto, não há ninguém que resista
e o pajador nativista que o céu inspira e acalma,
a querência dentro da alma e o mundo a perder de vista.
É a própria estrela boieira, que me guia e me desperta,
e quando a saudade aperta, a guitarra companheira
faz da milonga campeira o mundo ficar pequeno,
e, como contraveneno da mágoa que me acompanha
bebo graxa de picanha com salmoura de sereno.
Às vezes, quem nada tem é aquele que melhor vive.
Quantas fortunas eu tive sem nunca ter um vintém;
Amando e querendo bem, sempre no maior empenho
e de nada me abstenho, quando a incerteza me assalta,
e até mesmo o que me falta, faço de conta que tenho.
Pajador que traz da infância, esta bárbara tendência
de ir de querência em querência, e andar de estância em estância,
sempre olfateando a distância, os mil sonhos que extraviei.
Por onde andarão, não sei, no sem-fim de céu e pasto,
mas hei de encontrar o rastro dos versos que não cantei.
Um dia, quando eu me for, rumbeando a querência eterna,
onde bolearei a perna, diante do meu criador,
não chorem ao pajador do velho pago florido,
que há de cantar comovido, até o último repuxo,
porque só em nascer gaúcho, vale a pena ter nascido!
Finalizamos,dia 12/09 último, um longo tempo… o jornal Nova Época impresso.
Foram 42 anos (completados em julho) somando em torno de 2.200 textos impressos sobre as coisas do Rio Grande do Sul… a nossa terra!
Agora, é Folcloreando na versão digital.
Obs.: Vou tentar me acostumar… não reparem, se colocar luto!!!




