(Com o pé que é um leque!…)
Cuidado! Agosto chegou!!!
Por outro lado, lembramos que agosto é o mês do Folclore (22.08, Dia Internacional do Folclore), com muitas homenagens e celebrações alusivas à cultura de todos os povos com suas lendas e tradições.
Na tradição e folclore de muitos povos há um cuidado todo especial com o mês de agosto, tanto por acontecimentos ocorridos, quanto por crenças populares sobre o período.
Na política, por exemplo, em termos de Brasil, em agosto temos o suicídio de Getúlio Vargas, o acidente fatal de Juscelino Kubitschek e a renúncia de Jânio Quadros…
Mas é a crença popular que dá “vida” e destaque ao agosto…
– Segundo uma tradição portuguesa (trazida para cá), não se deve casar no mês de agosto, pois “traz desgosto”;
– Também é o chamado mês do cachorro louco e das bruxas;
– É o mês considerado “azarado” e, mais ainda, se houver uma sexta-feira 13 (meu Deus!).
Assim, pelo sim e pelo não, eis algumas proteções e cuidados…
– Trate de rezar e usar água benta;
– Use raminhos de arruda atrás da orelha (esquerda!);
– Ou ramos de Guiné ou Espada de São Jorge, atrás da porta da frente;
– Pregue uma ferradura no marco superior da porta;
– Não casar, não fazer mudança, nem fechar negócio, não cortar o cabelo, e sempre levantar da cama com o pé direito;
– E uma lembrança importante: 24 de agosto é o dia da sogra!!!
Como bem diz o poeta Luiz Menezes, em sua poesia “A morte de Pedro Ninguém”:
“…lá fora, o céu era negro,
assim como um campo grande
que fora queimado a pouco.
Mas oigatê, como é brabo esse tal de mês de agosto”…
Conforme o pensamento do folclorista Luís da Câmara Cascudo, “folclore é a memória viva e a identidade de um povo…”… assim, a cultura popular celebrada no mês de agosto lança um olhar todo especial sobre a expressão autêntica da alma brasileira!
Com certeza, hoje não vemos o agosto como o mês de desgosto… Haja vista tanta comemoração em torno das mais puras tradições, crendices e lendas de todos os povos, como acontece aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!





