Enquanto as atenções do mundo se voltam para os gramados dos Estados Unidos, Canadá e México, uma outra disputa se espalha por escolas, bancas, papelarias, mercados, grupos de WhatsApp e rodas de amigos: a corrida para completar o álbum oficial de figurinhas da Copa do Mundo 2026. Em Canela, a mobilização já alcança diferentes gerações. Crianças, adolescentes e adultos passaram a comparar listas, separar figurinhas repetidas e participar de trocas para avançar na coleção. Com o início da Copa, o álbum passou a ocupar espaço nas conversas sobre seleções, jogadores, apostas e expectativas para o Mundial. A coleção lançada pela Panini chega em um momento histórico para o futebol mundial. A Copa de 2026 é a primeira disputada com 48 seleções, ampliando o número de participantes e também o tamanho do desafio para os colecionadores. O álbum reúne 980 figurinhas, tornando-se o maior já produzido para uma Copa do Mundo. Mas a força do álbum não está apenas nos números. Há mais de cinco décadas, ele acompanha o principal torneio do futebol mundial e se tornou uma tradição que atravessa gerações. Há adultos que retomam o hábito ao lado dos filhos ou netos, enquanto crianças e adolescentes vivem a experiência pela primeira vez. A cada edição da Copa, o fenômeno se repete. O álbum cria uma agenda própria onde grupos de troca se organizam nas redes, encontros tomam os fins de semana e colecionadores desenvolvem estratégias para completar páginas específicas. Uma movimentação que acontece fora dos estádios e das transmissões, mas que faz parte da Copa tanto quanto os jogos. AS REPETIDAS A própria dinâmica da coleção incentiva esse comportamento. É praticamente impossível avançar sem acumular figurinhas repetidas. Com o passar das semanas, elas deixam de ser apenas peças excedentes e passam a funcionar como moeda de troca entre os colecionadores. Quem tem uma figurinha procurada consegue negociar por outras que ainda faltam, criando uma movimentação que mistura sorte, estratégia e convivência. Em uma época marcada pelas conexões digitais, o álbum continua criando algo simples e cada vez mais raro, os encontros presenciais entre pessoas que compartilham o mesmo interesse. Enquanto a Copa acontece nos estádios, outra disputa segue em andamento nas escolas, nos grupos de troca e nas mesas onde as figurinhas são organizadas uma a uma. Completar o álbum segue sendo uma tradiçãoFoto: Divulgação QUANDO A FIGURINHA ENTRA NA CONTA A abertura de cada pacote dura poucos segundos. O impacto no orçamento, porém, pode se estender por semanas ou meses. Com 980 figurinhas distribuídas em pacotes de sete unidades, a edição de 2026 também trouxe uma pergunta que acompanha praticamente toda coleção da Copa do Mundo. Quanto custa completar o álbum?Em teoria, seriam necessários 140 pacotes para completar a coleção caso nenhuma figurinha viesse repetida. Na prática, um colecionador que dependa apenas da compra de pacotes pode precisar de quase 1.000 — a explicação para essa diferença está na matemática. A resposta varia de acordo com a estratégia adotada por cada colecionador. Há quem compre apenas alguns pacotes por semana, quem estabeleça limites de gasto e quem participe ativamente de grupos de troca para reduzir a necessidade de novas compras. Em comum, todos convivem com um elemento inevitável: as figurinhas repetidas. Na prática, são elas que transformam o álbum em algo mais complexo do que uma simples coleção. À medida que as páginas vão sendo preenchidas, aumenta a dificuldade de encontrar figurinhas inéditas. O resultado é um crescimento gradual no número de figurinhas sobrando e uma busca cada vez mais intensa pelas que ainda faltam. Esse processo criou uma pequena economia paralela em torno da coleção. Pacotes são comprados individualmente ou em grupo. Colecionadores organizam listas de necessidades e disponibilidades. Trocas acontecem entre familiares, colegas de escola, amigos e desconhecidos que compartilham o mesmo objetivo. Em muitos casos, a capacidade de negociação se torna tão importante quanto a sorte ao abrir um envelope. Foto: Divulgação O impacto também chega ao comércio local. A cada Copa do Mundo, a procura pelos pacotinhos movimenta bancas, papelarias, mercados e outros pontos de venda. O álbum deixa de ser apenas um produto e passa a gerar fluxo de pessoas, conversas e novas relações entre consumidores que, muitas vezes, retornam ao mesmo local diversas vezes ao longo da coleção. Para muitos participantes, completar o álbum é um objetivo importante. Mas existe um consenso entre os colecionadores mais experientes, onde quem depende apenas da compra de pacotes tende a gastar muito mais do que quem constrói uma rede de trocas. É justamente dessa necessidade que surgem os grupos organizados que se multiplicam a cada edição da Copa. A explicação para isso não está apenas na sorte. Ela também pode ser encontrada na matemática. O ÁLBUM QUE APROXIMA PESSOAS A COLEÇÃO QUE REUNIU A FAMÍLIA O que começou como uma brincadeira para Beatriz e Antônio (foto) acabou envolvendo toda a família. Em casa, o álbum da Copa passou a fazer parte da rotina dos pais, que acompanham cada nova página preenchida e cada troca realizada pelos filhos. “Aqui em casa, o álbum da Copa virou uma diversão para toda a família. A Beatriz e o Antônio adoram conferir as figurinhas, e nós acabamos entrando na brincadeira junto com eles”, contam Eveline e Igor Becker. Segundo o casal, os pontos de troca se tornaram parte importante da experiência. “Além de ajudar a completar o álbum, eles permitem conhecer outras famílias e compartilhar a emoção da Copa”, resume o casal. O BAZAR DAS FIGURINHAS Na família de Andressa e Djeremi Lírio (foto), o álbum da Copa entrou na rotina pela filha Júlia, mas logo envolveu todos em casa. As trocas, a busca por cromos difíceis e a organização das repetidas viraram oportunidades de convivência. Comerciante, Djeremi vê o fenômeno também no bazar da família. Nas tardes de sábado, quando acontecem as rodadas de troca, a loja reúne colecionadores “de absolutamente todas as idades”. Entre listas, repetidas e negociações improvisadas, ele observa crianças, pais e avós em busca das figurinhas que faltam. Em alguns momentos, a cena
NA MESA DE CENTRO DA SERRA GAÚCHA, O BRASIL SERVIDO PELA SUA ORIGEM
Degustações guiadasFoto: Adriana Silveira Nesta semana, fui prestigiar mais uma edição do evento que transforma Gramado em uma grande vitrine dos produtos de origem brasileiros. Caminhar pela Rua Coberta, seguir pela praça Major Nicoletti e chegar na Rua Pedro Benetti percorrendo os espaços que integram a programação é como trilhar um mapa afetivo do país. A cada estande, uma história. A cada produtor, um território. A cada degustação, a confirmação de que o Brasil possui uma riqueza que desconhecemos. Costumo dizer que Gramado se transformou na mesa de centro desta nossa casa chamada Serra Gaúcha. E, durante o Connection Terroirs do Brasil, essa mesa recebe convidados vindos de todas as regiões do país, trazendo consigo saberes, tradições, técnicas, memórias e sabores que ajudam a contar quem somos enquanto nação. Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento tem como foco principal valorizar os produtos com Indicação Geográfica (IG), selo que reconhece itens cuja qualidade e identidade estão diretamente ligadas ao território onde são produzidos. Mais do que um certificado, a IG representa a relação entre pessoas, clima, solo, cultura e conhecimento acumulado ao longo de gerações. Arena GastronômicaFoto: Adriana Silveira FEITO COM ALMA, A MUITAS MÃOS A edição de 2026 chega embalada pelo conceito “Feito com alma, a muitas mãos”, uma definição que sintetiza com precisão o que encontrei por lá. Afinal, nenhum produto de origem nasce sozinho. Existe sempre uma rede de produtores, famílias, comunidades e tradições que sustenta aquilo que chega à mesa. Entre arenas de conteúdo, palestras, painéis, rodadas de negócios e espaços de degustação, o evento reúne produtores, especialistas, chefs, empresários e visitantes em torno de um mesmo propósito: compreender que valor e autenticidade são ativos cada vez mais relevantes em um mercado dominado pela padronização. E eu me junto a eles por completo neste pensamento. GASTRONOMIA LOCAL COM INGREDIENTES IG Uma das novidades desta edição está justamente na ampliação da conexão entre os produtos de origem e a gastronomia local. Restaurantes da cidade foram convidados a desenvolver pratos utilizando ingredientes certificados, criando um circuito gastronômico que leva os terroirs brasileiros para além da feira e os coloca diretamente nos menus dos estabelecimentos participantes. Para quem vive a gastronomia, o Connection possui um significado ainda mais profundo. Nenhuma cozinha relevante nasce apenas da técnica. Grandes pratos são construídos a partir de ingredientes que carregam identidade. O terroir não pertence somente ao universo dos vinhos. Ele está presente no café, no mel, nos queijos, nas frutas, nas ervas, nos embutidos, nos chocolates, nos artesanatos alimentares e em tantos outros produtos que expressam a singularidade de seus territórios. Foto: Divulgação 3 RECOMENDAÇÕES PARA QUEM VISITAR O CONNECTION Alameda dos Produtos de Origem Reserve tempo para conversar com os produtores. As histórias que acompanham cada produto costumam ser tão interessantes quanto os sabores apresentados. O verdadeiro valor do evento está justamente nesse contato direto com quem produz. Degustações guiadas Cafés especiais, produtos certificados e demonstrações sensoriais ajudam a compreender, na prática, como clima, território e métodos de produção interferem no resultado final. É uma verdadeira aula de gastronomia aplicada. Circuito gastronômico Os restaurantes participantes criaram pratos utilizando ingredientes com Indicação Geográfica. É uma oportunidade rara de perceber como produtos de origem ganham novas interpretações quando chegam às mãos de chefs e cozinheiros da Serra Gaúcha.
Social da Luísa Rodrigues
Entre boas conversas, muitas histórias e momentos de pura leveza, o apresentador Ratinho e o querido Lord Krony, mostraram que grandes personalidades também sabem aproveitar os melhores momentos da vida com simplicidade e bom humor Foto: Divulgação Prestigiando a reinauguração do Toda Hora Prime, Jean Machado e Zeca Zenner marcaram presença em um dia especial para a gastronomia e o entretenimento da região Foto: Luisa Rodrigues Jonas Amaral e Emanuele Kaipper celebram a inauguração da Mont Suisse Cookies, no coração de Gramado, que está fazendo sucesso entre os visitantes e moradores Foto: Luísa Rodrigues Naila Gonçalves e Carol ATZ Haas prestigiaram a inauguração da nova loja da Florybal. Em um ambiente repleto de magia, sabor e experiências únicas Foto: Luísa Rodrigues Sempre em sintonia e marcando presença nos principais acontecimentos da região, MC da Nota e Maiara foram destaque em mais um evento da cidade Foto: Luísa Rodrigues Em clima de celebração, Emillyn Martins, Tiago Schuler, Keven Marcos, Mari Martins e Gustavo Callaso prestigiaram o lançamento da temporada de inverno na Villa Santa Claus Foto: Luísa Rodrigues
Social da Samanta
Acic prestigiou o evento em prol da instituição Padre Franco, representada por Aline Schimanoski, Simone kunz e Milena Correia Foto: Divulgação DIA DOS NAMORADOS Neste Dia dos Namorados, mais do que presentes ou grandes surpresas, vale celebrar aquilo que realmente sustenta uma relação: o carinho, a parceria, a cumplicidade e os momentos compartilhados no dia a dia. Que os casais meus leitores aproveitem a data para renovar os laços, criar novas memórias e lembrar que o amor se fortalece nos pequenos gestos, nas conversas sinceras e na escolha diária de caminhar juntos. Feliz Dia dos Namorados a todos que encontraram no amor uma razão a mais para sorrir. Renato Fensterseifer Junior, CEO do Alpen Park premeou o guia vencedor do projeto de incentivo de vendas - Meta Parceiro – Aventureiro com Lúcio Albuquerque recebendo o primeiro lugar! Foto: Cleiton Thiele Simone Brentano e Guilherme Francischelli no lançamento da nova identidade visual do Alpen Park, desenvolvida pela Coletivo Yes Foto: Cleiton Thiele Lorena Fernandes da Costa festejou no último dia 5, seus onze anos! Parabéns, Lolo! Foto: Divulgação Em momento relax entre amigas, Aline Schimanoski, Uxa Fortes, Bruna Rodrigues e Juliana Azevedo na Costa do Sauípe Bahia Foto: Divulgação
HOTELARIA RECONHECIDA
A centenária qualidade hoteleira de Canela acaba de conquistar uma láurea importante. O Laghetto Canela foi classificado pelo Travellers’ Choice do TripAdvisor como o 13º melhor hotel do Brasil.Considerado o principal prêmio concedido pela maior plataforma de viagens do mundo, o Travellers’ Choice é baseado em milhares de avaliações e opiniões espontâneas de viajantes de diversos países.Foto: Divulgação/Laghetto CONTENÇÕES (1) O governo do Estado realizará mais de 120 contenções para estabilização de encostas e taludes na Serra como parte do pacote de R$ 1 bilhão destinado à recuperação da infraestrutura viária da região. Com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), as obras incluem ainda intervenções em nove rodovias estaduais e a construção de uma ponte.Gramado receberá R$ 19,35 milhões para recuperação de um trecho de 6,5 Km da RS-373, entre a Várzea e a Serra Grande, além de obras de contenção em seis trechos que registraram queda de barreiras. CONTENÇÕES (2) A pergunta que não quer calar: a Estrada Panorâmica ficará de fora da recuperação com recursos do Funrigs? SEGURANÇA REFORÇADA A Brigada Militar (BM) lançou a Operação Convergência – Batalhão Escola, que atuou junto ao 41º Batalhão de Polícia Militar, na Região das Hortênsias. As ações ocorreram ao longo do feriadão de Corpus Christi, reunindo alunos soldados e alunos oficiais dos cursos da Corporação, reforçando a prevenção e repressão à criminalidade em Gramado e Canela.Na prática, durante a operação, dois alunos oficiais do Curso Superior de Polícia Militar e 120 alunos soldados do Curso Básico de Formação Policial Militar, atuaram nas ruas. A ação combina o aprendizado teórico com a prática cotidiana do policiamento, estreitamento das relações entre os novos policiais e as comunidades atendidas, além de ampliar a percepção dos alunos em relação a capacidade de planejamento, fiscalização, execução e avaliação das funções. “Reforça o compromisso da BM em garantir a segurança da população e em formar policiais militares capacitados e preparados para os desafios da profissão”, resumiu o Comandante Regional da Brigada Militar, coronel Luís Fernando Becker. NOVA ESTRADA O motorista que vai de Canela a Caxias do Sul sente o perigo quando chega na BR-116, que liga Nova Petrópolis até a Pérola das Colônias. Além da sinuosidade do traçado, há duas interrupções em função de obras de contenção de encostas, que fazem a viagem ter duração de duas horas.A partir de março de 2027, a distância será encurtada em cinco quilômetros. A melhoria será viabilizada pela pavimentação e ampliação da Estrada Caminho dos Pomeranos, que fica na localidade de São José do Caí. A via tem aproximadamente um quilômetro, mas será ampliada em mais 3,7 quilômetros.A construção da estrada é resultado de um trabalho iniciado ainda em 2025, quando o prefeito Daniel Michaelsen (Republicanos), assumiu o compromisso de buscar uma solução definitiva para os desafios de mobilidade enfrentados diante as interrupções da BR-116, principal via de ligação entre a Região das Hortênsias, a Região da Uva e Vinho e Vale do Caí.A empresa Ponto Obras Pavimentadora será responsável pela obra, que custará R$ 13,6 milhões. POLTRONA VIP Reconhecido como um dos principais prêmios de design internacional, o SIT Furniture Design Award 2026 concedeu uma menção honrosa à Poltrona Blanc criada pela designer Marta Manente para a Sierra Móveis. O prêmio celebra a união entre a criatividade autoral brasileira e a alta movelaria.A Poltrona Blanc nasceu da inspiração nos vinhos Blanc de Blancs, conhecidos por sua elegância, leveza e sofisticação. Como designer e profundamente conectada à cultura italiana e ao universo do vinho da Serra Gaúcha, a designer buscou traduzir essas sensações em uma peça de mobiliário.A SIT Furniture Design Award 2026 foi realizado na Suíça, e reuniu mais de 450 projetos. SUSPENSA LICITAÇÃO A segunda licitação para a escolha do novo gestor do Hospital Arcanjo São Miguel está suspensa.Segundo o promotor Max Guazzelli, técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) estiveram em Gramado durante três dias, inspecionando as contas do hospital, e recomendaram ao Município que suspendesse o certame. O Ministério Público também fez a mesma recomendação.“Será feito um acordo para regularizar tudo isso”, disse o promotor. “Será uma modelagem nova, que dê mais segurança. Queremos atrair um hospital de ponta, embora nenhuma modelagem seja 100% segura”, afirmou, refutando a busca por uma Organização Social (OS), que, segundo ele é “mais complicada”.Max Guazzelli previu que o acordo será assinado “com valores justos, reais de repasse para a instituição que fará a gestão”.O promotor também denunciou que o Município está com R$ 4 milhões em caixa, repassados pelo Governo do Estado no dia 15 de novembro do ano passado, para a reforma do bloco cirúrgico e para o setor de hemodiálise, e que até o momento não aplicou os recursos. “Ou seja, é o município prejudicando o seu único hospital”, finalizou. AGÊNCIA FECHADA Entre o final de maio e o início de junho, 11 agências dos Correios foram fechadas no Rio Grande do Sul. Entre elas está a agência da rua Faustino Rissi, no bairro Várzea Grande, em Gramado.Com o fechamento, os moradores do Várzea Grande e regiões próximas terão que utilizar a agência central do Correios, localizada na rua Garibaldi. CPI CANCELADA A Presidência da Câmara de Vereadores de Gramado decidiu pelo indeferimento do requerimento que solicitava a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar questões relacionadas ao abastecimento de água e ao saneamento básico no município.A decisão foi fundamentada na análise dos requisitos previstos pela Lei Orgânica e pelo Regimento Interno da Câmara, que estabelecem critérios obrigatórios para a criação de uma CPI. Conforme o despacho, o requerimento apresentado não atendeu integralmente às exigências legais necessárias para sua instauração.
EM BUSCA DA LUZ PERFEITA
Foto: Yas Almeida Profissional dividido ente duas paixões, a imagem e o meio ambiente, Gustavo Closs De Marchi (fotos ao lado) sempre deseja o máximo em relação a ambas. Como fotógrafo, tem a técnica e a paciência para esperar o momento e escolher o enquadramento que vão gerar o clique esperado. Depois, se for o caso de uma dentre as muitas capturas que ele faz em máquina analógica, vem a magia de comandar o processo da revelação. Como biólogo, ele trabalha em projetos de gestão ambiental e monitoramento de flora para que a natureza continue sendo fonte de vida e lhe abastecendo de imagens belas. Porto-alegrense que reside em Gramado, antes de se formar biólogo (em 2000), Gustavo já se dedicava à fotografia na maneira que gerou muitos dos maiores fotógrafos conhecidos: a analógica. Teve uma primeira mestra em casa, sua avó, cuja técnica lhe surpreendia por produzir fotos com fundo desfocado e tema extremamente nítido. Sua primeira câmera, em 1991, veio em troca de uma guitarra. Trabalhou como fotógrafo desde jovem. Inicialmente fazia fotografia de produtos, depois de moda, montou laboratório e estúdio. Clicando, pagou o curso de Biologia. Nas muitas saídas de campo da faculdade, levava a câmera e fotografava as paisagens, seu tema preferido. Gustavo aprendeu a canalizar sua arte, além de para o belo, para o registro do antigo, das coisas que estão para desaparecer.O biólogo que morou fora do Brasil em alguns períodos não é (longe disso) refratário à tecnologia. Rapidamente se adaptou quando surgiram as primeiras câmeras digitais, então de qualidade inferior às boas de filmes negativos. Amor antigo, no entanto, também utiliza câmeras muito velhas, algumas com mais de 100 anos. De Marchi chegou a ser um professor que, segundo ele, “aguentou pouco em sala de aula”, mas hoje gosta de desenvolver trabalhos de educação ambiental para crianças e adultos, dando aulas dentro do mato. Foto: Renan Sandi Uma grande realização, para o entrevistado, tem sido trabalhar no Gramado Natural (leia na matéria abaixo), onde pode desenvolver amplamente todas suas expertises. Para fotografar em meio a artistas, estabeleceu novos protocolos (buscou alternativas) para uma fotografia analógica barata, dado o alto custo e escassez dos filmes, dos insumos e equipamentos de revelação.Em poética analogia, Gustavo diz que a fotografia é o registro de uma cicatriz da luz sobre uma emulsão ou o sensor digital de uma câmera, deixando marcada ali a sua presença. Cabe ao fotógrafo organizar como será essa mancha deixada para sempre. PINCÉIS AO VENTO Foto: Divulgação Iniciativa de um coletivo de artistas coordenada por Luana Müller, o projeto Gramado Natural estimula talentos – de trajetórias consolidadas ou não – e iniciantes a pintarem em comunhão com a natureza. Já aconteceram saídas de campo no interior da cidade e em parques, quando o grupo, sempre aberto a simpatizantes, incursiona por belas paisagens, algumas de acesso mais difícil, em busca de ângulos singulares. O resultado são belíssimas telas, incluindo imagens de um fotógrafo. O projeto também promove encontros de trocas de experiências com convidados de renome, assim como foi criado o Eixo Formativo, para estímulo de jovens. Em parceria com a Sicredi Pioneira, nos meses de junho, julho e agosto de 2026 acontecerão exposições de artistas participantes, nos Espaços Sicredi de Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café e Canela. A primeira mostra inaugurou no Sicredi do Centro de Gramado no dia 8 de junho, com obras de Sônia Schlee, Lana Rosa, o fotógrafo Gustavo de Marchi e Alessandro Müller (nesta ordem, na foto ao lado). O Gramado Natural tem programado outro Encontro Mensal de Pintura ao Ar Livre no dia 20 de junho, na Vinícola Casa Seganfredo. LEITURA AO PÉ DA MONTANHA A foto marca o reencontro de uma história verídica com o seu cenário. Gilberto Thoen, montanhista canelense adotivo e protagonista da biografia Faltam Apenas 25 Passos – escrita por este colunista narrando suas ascensões a grandes montanhas do mundo – deu para seu amigo e guia de montanha Ryan Waters (na foto) um exemplar do livro. Mais uma vez no Everest em maio deste ano, Ryan fez questão de levar a obra, onde ele figura várias vezes ao lado de Gilberto, inclusive atingindo a mais alta montanha do mundo. O livro está à venda na Livraria Bambu, na rua João Pessoa, em Canela. BONECOS CONTAM HISTÓRIAS Começou no dia 10 de junho a última oficina de confecção de bonecos do projeto Bonecos Contam Histórias – Jornada do Conhecimento, na Escola Estadual Dante Bertoluci, onde os alunos estão dando vida desta vez, por meio da arte e da criatividade, ao patrono da instituição, o ex-prefeito de Canela, Dante Bertoluci. A oficina trabalha técnicas como modelagem, papietagem, desenho e pintura, incentivando a expressão artística e o desenvolvimento de habilidades manuais. Após a criação dos bonecos, será gravado um vídeo curto em que o personagem confeccionado assumirá o papel de narrador. Em agosto, o foco será a cultura gaúcha, com espetáculos de teatro de bonecos e bate-papos temáticos que irão abordar tradições e aspectos culturais do Rio Grande do Sul. A programação prossegue em setembro. Historiando com Bonecos faz parte do projeto “Bonecos Contam Histórias – Jornada do Conhecimento” aprovado no Edital de Chamamento Público nº 02/2025, criado e produzido pela Cia. Daiene Cliquet Artes, com apoio do Dep. de Cultura e da Prefeitura Municipal de Canela e recursos oriundos de emendas da Câmara de Canela.
ETFs na prática: alguns dos principais disponíveis no mercado
Depois das três colunas de maio falando sobre o que são ETFs, quais riscos eles possuem e como podem ser utilizados na construção de patrimônio, recebi diversos pedidos para trazer exemplos concretos de ETFs disponíveis para os investidores. Quando falamos em ETFs, estamos falando de uma categoria enorme de investimentos. Existem produtos que acompanham ações brasileiras, bolsas internacionais, renda fixa, ouro, dividendos, tecnologia, inteligência artificial e até criptomoedas. Por isso, em vez de listar dezenas de alternativas, selecionei alguns dos ETFs mais conhecidos e representativos para que você entenda a lógica por trás deles. No Brasil, talvez o ETF mais tradicional seja o BOVA11. Ele replica o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. Em uma única compra, o investidor passa a ter exposição às maiores empresas negociadas no país. Para quem quer investir no mercado americano um bastante utilizado é o IVVB11, que acompanha o S&P 500, índice composto pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos. É uma forma simples de investir em gigantes como Apple, Microsoft, Amazon, Nvidia e Google sem precisar abrir conta no exterior. Para quem busca geração de renda, ganharam espaço recentemente os ETFs de dividendos, como o NDIV11. A proposta é reunir empresas com histórico de distribuição de lucros e transformar essa característica em uma estratégia de investimento. Na renda fixa, produtos como o B5P211 permitem acesso a títulos públicos indexados à inflação de forma simples e diversificada, algo que até poucos anos atrás exigia muito mais trabalho do investidor. Uma novidade no mercado são os ETFs lançados pela XP Asset que replicam os títulos do tesouro (Inflação, Pós fixado e pré fixado): LTBX11, LFTX11 e PREX11 uma boa opção para o cliente conservador. Já nos Estados Unidos, o mercado é muito mais desenvolvido e oferece milhares de alternativas. Entre os mais conhecidos está o VOO, da Vanguard, que também replica o S&P 500 e é considerado por muitos investidores como uma das formas mais eficientes de investir no mercado americano. Outro gigante é o QQQ, que acompanha o índice Nasdaq-100. Sua carteira possui forte presença de empresas de tecnologia e inovação, como Microsoft, Nvidia, Amazon, Meta e Netflix. Para quem busca renda, um dos ETFs mais populares é o SCHD, focado em empresas americanas com histórico consistente de pagamento de dividendos. Já investidores interessados em exposição global costumam utilizar o VT, um ETF que investe simultaneamente em milhares de empresas espalhadas pelo mundo, reduzindo a dependência de qualquer país específico. Sempre lembrando um ponto importante falado nas colunas anteriores: nenhum desses ETFs é melhor ou pior de forma absoluta. O melhor ETF é aquele que faz sentido dentro dos seus objetivos, do seu horizonte de investimento e da sua tolerância ao risco. Um ETF de tecnologia pode ser excelente para um investidor e completamente inadequado para outro. Um ETF de dividendos pode fazer sentido para quem busca renda, mas não necessariamente para quem está na fase de acumulação de patrimônio. Investir bem não depende de encontrar o produto perfeito. Depende de entender onde você quer chegar e utilizar os instrumentos corretos para percorrer esse caminho. O sucesso dos investimentos não está na complexidade da estratégia, mas na capacidade de mantê-la por muitos anos. *Importante: Os ETFs citados nesta coluna foram utilizados apenas como exemplos para fins educacionais e ilustrativos. A menção a qualquer ativo não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de investimentos. Toda decisão de investimento deve considerar os objetivos, o perfil de risco e a situação financeira de cada investidor.
Temporada de Inverno
Durante décadas, o frio funcionou como um diferencial quase automático para Canela e Gramado. Hoje, ele é apenas o ingresso para participar do jogo. O visitante continua buscando o charme da estação, mas já não decide sua viagem exclusivamente pela temperatura. A disputa passou a acontecer em outro campo: relevância. Em um cenário onde hotéis, parques, restaurantes e lojas compartilham o mesmo pano de fundo climático, a preferência nasce da capacidade de construir significado. O frio atrai, mas isso está longe de bastar. Férias escolares Há alguns anos, as famílias organizavam suas viagens em torno do destino. Hoje, organizam em torno do tempo. Trata-se de uma mudança sutil, mas profunda. O visitante administra agendas fragmentadas, excesso de opções e atenção limitada. Nesse contexto, as marcas escolhidas são as que reduzem a complexidade da escolha. Clareza tornou-se um ativo econômico. Quanto mais fácil for compreender o valor de uma marca, maiores são suas chances de ocupar espaço na agenda da família. Atenção, a nova moeda Os indicadores de fluxo continuam relevantes, mas escondem uma transformação importante. Nunca houve tantas oportunidades de contato entre empresas e consumidores. Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil conquistar atenção genuína. O visitante percorre Gramado exposto a centenas de estímulos diariamente. Vitrines, anúncios, redes sociais, influenciadores, atrações e eventos competem pelo mesmo recurso escasso. Nesse ambiente, a disputa já não acontece apenas por vendas. Ela acontece pela capacidade de ser lembrado. A armadilha da alta temporada Os meses de maior movimento costumam produzir uma leitura otimista dos negócios. Filas, ocupação elevada e vendas aquecidas podem transmitir uma sensação de solidez que nem sempre corresponde à realidade. O problema aparece quando a temporada termina. Empresas verdadeiramente fortes utilizam os períodos de alta demanda para fortalecer relacionamento, ampliar base de clientes e consolidar reputação. Afinal, o valor de uma marca não se mede apenas pela sua capacidade de vender quando a cidade está cheia, mas pela sua relevância quando o fluxo diminui. Ser referência para ter a preferência Destinos turísticos funcionam como sistemas vivos. O desempenho de uma marca influencia a percepção sobre as demais. Restaurantes, hotéis, parques, comércio e serviços compartilham a responsabilidade pela reputação coletiva da cidade e da própria região. Negócios que entendem essa dinâmica costumam construir algo mais valioso do que vendas imediatas: tornam-se referências. E referência, em qualquer mercado, continua sendo uma das formas mais sofisticadas de ocupar a preferência do consumidor. Agora é a sua vez Os temas que trago aqui são fruto de muitas conversas que tenho com clientes, amigos e com o mercado como um todo. Então não deixe de enviar a sua sugestão ou reflexão também. adriana@ateraz.com.br
VINTE E QUATRO ANOS DEPOIS
Em 30 de junho de 2002, o Brasil conquistava seu quinto título mundial. Em Yokohama, no Japão, a Seleção derrotava a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, e encerrava uma campanha que entrou para a história do futebol brasileiro. Mas o caminho até aquela conquista começou quatro anos antes, de forma bem diferente. Na França, em 1998, o Brasil chegou à final como favorito. Horas antes da decisão, porém, a Seleção viveu um momento de tensão. Ronaldo, principal jogador da equipe, sofreu uma convulsão na concentração. A incerteza sobre sua condição física abalou o ambiente do grupo e alimentou dúvidas que permaneceriam por muitos anos. Em campo, a França venceu por 3 a 0 e conquistou seu primeiro título mundial. Em 2002 veio a resposta. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Brasil encontrou equilíbrio e confiança. Ronaldo voltou a ser protagonista, Rivaldo viveu uma grande Copa e Ronaldinho Gaúcho mostrou ao mundo seu talento. O trio conduziu a Seleção até a final e ajudou a construir uma das campanhas mais consistentes da história brasileira em Mundiais. A imagem mais lembrada daquela conquista foi a do capitão Cafu erguendo a taça do pentacampeonato. Era o encerramento de uma trajetória iniciada com o tetra de 1994 e a confirmação do Brasil como a única seleção pentacampeã do mundo. Agora, 24 anos depois daquele título, uma nova Copa começa. Hoje, o Brasil estreia no Mundial de 2026 diante do Marrocos. Será a primeira Copa disputada simultaneamente por três países — Estados Unidos, México e Canadá — e também a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. Desde 1930, a Seleção Brasileira participa de todas as edições do torneio. Mudam os jogadores, os técnicos e as gerações de torcedores. O que permanece é o mesmo sonho. A busca pelo hexa começa hoje. Brasil x MarrocosSábado, 13 de junho, às 19hNova Jersey (Estados Unidos) HISTÓRIAS DA COPA VI A COPA MAIS LONGA E MAIS CHEIA A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções, 104 jogos e sede em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O novo formato amplia o número de participantes e torna o caminho até a final mais longo. O BRASIL EM TODAS AS COPAS Desde 1930, o Brasil é o único país presente em todas as edições da Copa do Mundo. Em 2026, a Seleção iniciará mais uma campanha e manterá uma marca que atravessa toda a história do torneio.
É Copa do Mundo!
Agora, enquanto escrevo esta coluna, está começando a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de futebol. Olimpíadas e Copa são os dois grandes eventos esportivos mundiais. Eu, particularmente, coloco a Copa do Mundo um patamar acima; afinal, o futebol é o esporte mais popular do planeta. Guerras já foram suspensas por conta dele, e a atmosfera que envolve o torneio é única. A Copa de 2014, no Brasil, trouxe-me um gostinho da grandiosidade desse evento. Foi insano poder assistir aos jogos em Porto Alegre. Tive a felicidade de ver Messi e a seleção alemã — que viria a ser campeã daquele torneio — jogarem no estádio do clube do meu coração. Minhas primeiras lembranças de Copa são de 1986, quando o México sediou o mundial pela segunda vez. Tenho bem vivas na memória as imagens da fatídica decisão nos pênaltis contra a França. Lembro-me também de quando nos reuníamos no salão da Escola Danton para assistirmos aos jogos. Finalmente, em 1994, pude assistir ao primeiro título mundial da Seleção Brasileira que testemunhei — na verdade, o tetra. Eu estava prestes a embarcar para um intercâmbio nos Estados Unidos, país-sede daquela Copa. Lembro-me, como se fosse hoje, de que quando Baggio chutou o pênalti para fora, agarrei a bandeira brasileira e saí correndo em direção à praça aqui de Canela. A festa daquele dia foi inesquecível. Copas marcam pelas emoções, unem amigos e familiares em torno da TV, e deixam algumas das melhores (e piores) lembranças na memória do povo brasileiro. Portanto, esqueçamos a política e aquilo que nos chateia, e vamos focar na alegria, na diversão e na paixão. A Copa une os povos, proporciona momentos de emoção genuína e deve ser uma oportunidade para fomentarmos o amor pelo nosso país e o espírito cívico. Espero que, assim como em 1994, nossa seleção chegue desacreditada e traga a taça. Desejo muito que meu filho testemunhe esse momento e sinta essa mesma alegria!