Agora, enquanto escrevo esta coluna, está começando a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de futebol. Olimpíadas e Copa são os dois grandes eventos esportivos mundiais. Eu, particularmente, coloco a Copa do Mundo um patamar acima; afinal, o futebol é o esporte mais popular do planeta. Guerras já foram suspensas por conta dele, e a atmosfera que envolve o torneio é única.
A Copa de 2014, no Brasil, trouxe-me um gostinho da grandiosidade desse evento. Foi insano poder assistir aos jogos em Porto Alegre. Tive a felicidade de ver Messi e a seleção alemã — que viria a ser campeã daquele torneio — jogarem no estádio do clube do meu coração.
Minhas primeiras lembranças de Copa são de 1986, quando o México sediou o mundial pela segunda vez. Tenho bem vivas na memória as imagens da fatídica decisão nos pênaltis contra a França. Lembro-me também de quando nos reuníamos no salão da Escola Danton para assistirmos aos jogos.
Finalmente, em 1994, pude assistir ao primeiro título mundial da Seleção Brasileira que testemunhei — na verdade, o tetra. Eu estava prestes a embarcar para um intercâmbio nos Estados Unidos, país-sede daquela Copa. Lembro-me, como se fosse hoje, de que quando Baggio chutou o pênalti para fora, agarrei a bandeira brasileira e saí correndo em direção à praça aqui de Canela. A festa daquele dia foi inesquecível.
Copas marcam pelas emoções, unem amigos e familiares em torno da TV, e deixam algumas das melhores (e piores) lembranças na memória do povo brasileiro. Portanto, esqueçamos a política e aquilo que nos chateia, e vamos focar na alegria, na diversão e na paixão. A Copa une os povos, proporciona momentos de emoção genuína e deve ser uma oportunidade para fomentarmos o amor pelo nosso país e o espírito cívico.
Espero que, assim como em 1994, nossa seleção chegue desacreditada e traga a taça. Desejo muito que meu filho testemunhe esse momento e sinta essa mesma alegria!









