ETFs na prática: alguns dos principais disponíveis no mercado

Depois das três colunas de maio falando sobre o que são ETFs, quais riscos eles possuem e como podem ser utilizados na construção de patrimônio, recebi diversos pedidos para trazer exemplos concretos de ETFs disponíveis para os investidores.

Quando falamos em ETFs, estamos falando de uma categoria enorme de investimentos. Existem produtos que acompanham ações brasileiras, bolsas internacionais, renda fixa, ouro, dividendos, tecnologia, inteligência artificial e até criptomoedas.

Por isso, em vez de listar dezenas de alternativas, selecionei alguns dos ETFs mais conhecidos e representativos para que você entenda a lógica por trás deles.

No Brasil, talvez o ETF mais tradicional seja o BOVA11. Ele replica o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. Em uma única compra, o investidor passa a ter exposição às maiores empresas negociadas no país.

Para quem quer investir no mercado americano um bastante utilizado é o IVVB11, que acompanha o S&P 500, índice composto pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos. É uma forma simples de investir em gigantes como Apple, Microsoft, Amazon, Nvidia e Google sem precisar abrir conta no exterior.

Para quem busca geração de renda, ganharam espaço recentemente os ETFs de dividendos, como o NDIV11. A proposta é reunir empresas com histórico de distribuição de lucros e transformar essa característica em uma estratégia de investimento.

Na renda fixa, produtos como o B5P211 permitem acesso a títulos públicos indexados à inflação de forma simples e diversificada, algo que até poucos anos atrás exigia muito mais trabalho do investidor.

Uma novidade no mercado são os ETFs lançados pela XP Asset que replicam os títulos do tesouro (Inflação, Pós fixado e pré fixado): LTBX11, LFTX11 e PREX11 uma boa opção para o cliente conservador.

Já nos Estados Unidos, o mercado é muito mais desenvolvido e oferece milhares de alternativas.

Entre os mais conhecidos está o VOO, da Vanguard, que também replica o S&P 500 e é considerado por muitos investidores como uma das formas mais eficientes de investir no mercado americano.

Outro gigante é o QQQ, que acompanha o índice Nasdaq-100. Sua carteira possui forte presença de empresas de tecnologia e inovação, como Microsoft, Nvidia, Amazon, Meta e Netflix.

Para quem busca renda, um dos ETFs mais populares é o SCHD, focado em empresas americanas com histórico consistente de pagamento de dividendos.

Já investidores interessados em exposição global costumam utilizar o VT, um ETF que investe simultaneamente em milhares de empresas espalhadas pelo mundo, reduzindo a dependência de qualquer país específico.

Sempre lembrando um ponto importante falado nas colunas anteriores: nenhum desses ETFs é melhor ou pior de forma absoluta. O melhor ETF é aquele que faz sentido dentro dos seus objetivos, do seu horizonte de investimento e da sua tolerância ao risco.

Um ETF de tecnologia pode ser excelente para um investidor e completamente inadequado para outro. Um ETF de dividendos pode fazer sentido para quem busca renda, mas não necessariamente para quem está na fase de acumulação de patrimônio.

Investir bem não depende de encontrar o produto perfeito. Depende de entender onde você quer chegar e utilizar os instrumentos corretos para percorrer esse caminho. O sucesso dos investimentos não está na complexidade da estratégia, mas na capacidade de mantê-la por muitos anos.

*Importante: Os ETFs citados nesta coluna foram utilizados apenas como exemplos para fins educacionais e ilustrativos. A menção a qualquer ativo não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de investimentos. Toda decisão de investimento deve considerar os objetivos, o perfil de risco e a situação financeira de cada investidor.

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