Chega um momento em que as vidas delas adquirem mais um significado. Podem ser, já, mulheres felizes, mas se descobrirão radiantes. Podem estar inconscientemente buscando um novo sentido, e o descobrem pulsando em seus ventres. Podem receber a dádiva de se tornarem mães de maneira planejada ou pelo acaso, com ou sem companheiros ou companheiras para ajudá-las na criação. Podem gerar um filho em um lar repleto de amor e conforto ou em um ambiente não tão favorável. Podem, muitas, desafiar o calendário biológico e ver a barriga crescer tempos após o período da vida em que teriam uma gestação mais segura. Podem, se o passar dos anos ou o corpo não permitirem, praticar o ato sublime de adotar. Tudo elas podem, quando são mães. Aquele misto de ternura e força, aquela mão que acaricia mas se torna uma garra de leoa para proteger o filhote. Nas páginas a seguir, exemplos de mulheres que, após a maternidade, passaram a dividir-se em muitas, a nunca mais serem as mesmas. LIÇÃO DE AMOR ATÍPICA Liz Pimentel é uma paulista de Itapira que realizou, com o atual companheiro, o sonho de morar em Canela, depois de residir em diversos lugares do Brasil. É pedagoga, bacharel em Administração e Enfermagem, hoje trabalhando na saúde pública após aprovada em concurso. A história de Lizena é pontuada por dificuldades, desafios, provações até, mas também por alegrias de uma mulher vencedora. Escreveu uma bela obra, Se os olhos falam, em que conta na terceira pessoa muito do que viveu e como sobreviveu à violência doméstica e ao relacionamento abusivo. Uma autora que cria um livro que ajuda muitas mulheres a abrirem os olhos para o que realmente estão sofrendo entre quatro paredes e a darem a volta por cima, só podia ter o perfil e a força para criar um encantador casal de filhos atípicos. Carolina, Liz e FelipeFoto: Claiton Saul Ela própria uma pessoa que se descobriu autista após muito tempo, Liz e o esposo Antonio chegaram em Canela trazendo Felipe e Carolina Lúcia, filhos do primeiro relacionamento dela. Felipe, o primogênito de oito anos, é autista com paralisia cerebral. Já Carolina é uma menina que demanda ainda mais cuidados, pois além da paralisia cerebral tem microcefalia. Os problemas de Carol, nascida após apenas 29 semanas de gestação, decorreram de uma infecção hospitalar, contraída durante o período na UTI neonatal, que a levou a uma parada cardíaca. “O futuro deles vai sempre depender de nós, pois as suas cabecinhas serão, de certa forma, sempre de crianças” diz Liz Pimentel. Mas nada que o carinho e uma dose de organização no dia a dia não façam tornar absolutamente normal. Cadeirantes, Felipe e Carolina são conduzidos, segundo os pais, com bastante dificuldade pelas calçadas de Canela, ainda muito precárias no que se refere à acessibilidade. Problema que aos olhos da comunidade passa despercebido, o deslocamento trabalhoso não impede a rotina das crianças, que frequentam a Escola Especial Rodolfo Schlieper e fazem terapias na Apae de Canela (também na de Gramado). “A gente até entende que algumas pessoas sintam por eles uma certa “pena” ao vê-los, mas a verdade é que a gente os aceita e ama como são, gostamos que os vejam e temos muito orgulho deles”. Se Liz é considerada, também, uma mãe atípica, muito mais que pelo autismo, que seja pelo amor incondicional que dedica a quem vive com ela. A família completaFoto: Arquivo Pessoal ENTRE A LAVOURA E SER MÃE, UMA HISTÓRIA DE GERAÇÕES Criada no mesmo lugar onde hoje cria a própria filha, a agricultora Patrícia Macedo de Oliveira, 40 anos, carrega na rotina do interior uma herança construída ao longo de três gerações de mulheres da família. A avó viveu nos Bugres, localidade em Canela, a mãe nasceu e cresceu lá e agora ela mantém viva uma relação com a terra que mistura trabalho, memória afetiva e tradição familiar. Para Patrícia, existe um significado especial em ver a filha Mel Oliveira Port crescer cercada pelas mesmas paisagens, costumes e experiências que marcaram sua infância. “É uma alegria e um orgulho muito grande poder criar minha filha no interior, no mesmo local em que eu vivi uma infância tão boa”, afirma ela. As lembranças estão diretamente ligadas à vida na lavoura. Quando pequena, acompanhava diariamente os pais no trabalho, ao lado da irmã. Enquanto os adultos cuidavam da produção, as meninas improvisavam brincadeiras em acampamentos montados perto da plantação. Patrícia tem apoio familiar para criar a filha MelFoto: Arquivo Pessoal “Guardo lembranças maravilhosas das brincadeiras e das artes que aprontávamos”, recorda Patrícia. Outra figura marcante foi a avó, que mesmo já idosa mantinha uma pequena lavoura próxima de casa. Plantava diferentes culturas e demonstrava orgulho pelo cuidado com a terra. Apesar das mudanças trazidas pelo tempo, Patrícia acredita que parte da essência da vida no interior permanece a mesma. Ela cita o sossego, a tranquilidade e o prazer de colher o próprio alimento como valores que continuam presentes no cotidiano das famílias agricultoras. Ao mesmo tempo, reconhece as transformações que facilitaram a vida no campo ao longo das gerações. “Hoje temos energia elétrica, acesso à internet, carro para deslocamento e para escoar a produção. a vida melhorou bastante.” Conciliar maternidade, trabalho e os cuidados da casa seguem sendo um dos grandes desafios. Patrícia afirma que a rede de apoio da família faz diferença para manter a rotina organizada, especialmente com o apoio do esposo e dos pais. Entre os ensinamentos herdados da mãe e da avó, ela destaca a fé, a dedicação ao trabalho e a esperança no futuro. “Ter fé sempre, trabalhar com dedicação e acreditar que o melhor ainda está por vir.” Na visão dela, as mulheres têm papel central na preservação das tradições do interior. São elas que compartilham receitas, experiências, saberes e hábitos que atravessam gerações dentro das famílias. “A mulher se desdobra entre o trabalho, o amor e o cuidado com a família. Isso aparece no cheiro da comida, no cuidado com a casa, nas flores do pátio
Dia das Mães:
Castelinho Caracol – Canela CINCO PROPOSTAS PARA CELEBRAR QUEM SEMPRE CUIDOU ATRAVÉS DA COMIDA Existe uma linguagem silenciosa no amor de mãe. Ela está no cheiro do bolo saindo do forno, na mesa posta mesmo nos dias difíceis, no café servido antes da gente pedir, na receita preparada “do jeitinho que você gosta”.Talvez por isso o Dia das Mães tenha tudo a ver com gastronomia. Porque poucas pessoas demonstram tanto afeto através da comida quanto elas. E talvez a melhor forma de retribuir esse cuidado seja justamente proporcionando uma experiência pensada para fazê-las se sentirem especiais sem pressa, apenas vivendo um momento que combine com a sua personalidade.Alguns restaurantes conseguem transformar uma refeição em um momento que fica na memória, especialmente em datas especiais como essa. Por isso, decidi escolher cinco lugares onde arquitetura, atmosfera, serviço e sabores são muito diferentes entre si, e justamente por isso, perfeitos para diferentes estilos de mães. Inspirem-se! A MÃE AFETIVA E TRADICIONAL: CASTELINHO CARACOL Existe um tipo de mãe que se emociona com histórias, tradições e memórias. Aquela que guarda receitas da família, valoriza objetos antigos e acredita que os melhores momentos acontecem ao redor de uma mesa cheia de sabores e significado. Para ela, o Castelinho Caracol é perfeito. O ícone dessa mesa é o tradicional Apfelstrudel, servido ainda quente, acompanhado do delicioso chá de maçã da casa. A receita, preparada há décadas, carrega exatamente aquilo que o Dia das Mães representa: aconchego e afeto. O Castelinho Caracol é o lugar ideal para mães que preferem conversas longas, ambientes acolhedores e momentos singelos que expressam amor. A MÃE SAUDÁVEL E CONTEMPORÂNEA: SEVEN GOURMET Seven Gourmet – Gramado Algumas mães vivem em movimento. Cuidam da alimentação, gostam de leveza, valorizam ingredientes naturais e entendem que o bem-estar precisa fazer parte da mesa. Para elas, o Seven Gourmet é uma escolha extremamente acertada. Reconhecido pela proposta de gastronomia saudável em Gramado, o restaurante trabalha com pratos equilibrados, ingredientes frescos, temperos naturais e uma apresentação delicada e contemporânea. A minha escolha para representar essa experiência seria um bowl autoral da casa, daqueles que combinam proteínas leves, vegetais frescos, grãos e molhos equilibrados, entregando sabor sem excessos. Porque existe um novo luxo na gastronomia: sentir-se bem depois da refeição. O Seven combina perfeitamente com mães conectadas ao autocuidado e que entendem que alimentação saudável não precisa abrir mão do sabor. A MÃE APAIXONADA POR MESA FARTA: CASA 197 GALETERIA Casa 197 Galeteria – Canela Existe aquela mãe que transforma almoço em celebração. Acredita que comida boa precisa ser compartilhada. Que reúne a família inteira ao redor da mesa e mede felicidade pela quantidade de risadas durante a refeição. A Casa 197 Galeteria conversa exatamente com esse espírito. Inspirada na tradição italiana, a casa resgata a essência dos imigrantes e transforma em símbolo da gastronomia regional. O prato que melhor representa isso é o galeto al primo canto, servido com acompanhamentos típicos como massas, polenta, saladas e sabores que despertam a sensação imediata de fartura e acolhimento. O ambiente acolhedor reforça essa ideia de encontro familiar. Um lugar onde o almoço se prolonga naturalmente porque ninguém tem vontade de ir embora. É a escolha perfeita para mães que enxergam a mesa como ponto de conexão e alegria. A MÃE VIBRANTE E MODERNA: HARD ROCK CAFE GRAMADO Hard Rock Cafe – Gramado Nem toda mãe espera por uma celebração tradicional no Dia das Mães. Algumas gostam de energia, música, atmosfera vibrante e experiências que fogem do óbvio. Para elas o fator surpresa conta muito, e o Hard Rock Cafe Gramado entrega exatamente o que promete: uma celebração a grandes artistas que embalaram diversas épocas e uma gastronomia de padrão mundial. Entre os pratos da casa, o lendário Legendary Burger talvez seja o símbolo perfeito dessa proposta: intenso, marcante, generoso e impossível de passar despercebido. Mas Hard Rock Cafe Gramado não oferece apenas uma refeição, oferece um palco com shows memoráveis. O lugar é ideal para mães jovens de espírito, modernas ao seu estilo, divertidas e cheias de personalidade. A MÃE CURIOSA E EXPLORADORA DE SABORES: GALANGAL Restaurante Galangal – Canela Algumas mães gostam de viajar através da gastronomia. São curiosas e apreciam sabores complexos, ingredientes diferentes e experiências sensoriais inéditas. Para elas, o Galangal é obrigatório. Referência em culinária asiática na Serra Gaúcha, o restaurante trabalha influências japonesas, tailandesas, chinesas e indonésias em criações extremamente elaboradas. O prato que melhor traduz essa ideia talvez seja um combinado especial de sashimis, uramakis e tartares delicados visualmente, intensos em sabor e cheios de contrastes interessantes. O Galangal tem aquele tipo de atmosfera que transforma o jantar em descoberta. Luz baixa, serviço cuidadoso e sabores que estimulam atenção aos detalhes.
Social da Samanta – 726
Carlos e Kátia Crispim em recente cruzeiro da MSC, em roteiro pela Europa e África Foto: Divulgação Na 6ª Festa Campeira do CTG Querência, filhos e neto de João Wender recebem a homenagem ao Patrão de Honra, João Wender. Na foto, Ari, Tito e João Carlos Wender, João Rodolfo Schlieper e o Patrão Marcelo Rodrigues Foto: Divulgação O enófilo canelense Jadir Engers (à esquerda) foi distinguido na França. em abril, com mais uma comenda do mundo do vinho, a de Maître de La Commanderie de Bordeaux Foto: Divulgação Marcus Rossi subiu ao palco da nona edição do Gramado Summit que reuniu mais de 25 mil participantes e novamente foi um sucesso! Foto: Divulgação Ritiele Benetti entusiasmada com a primeira corrida com o filho Davi Benetti Zonta! Arrasaram! Foto: Divulgação A Chef Arika Messa foi prestigiar as mulheres na Parrilla, evento promovido pelo Tango no último dia 27 Foto: Divulgação Rui e Mateus garantiram noite de casa cheia no Boteco do Bill, em Canela Foto: Divulgação Joana Pierre e Lucas Castilhos festejaram 5 anos do João Miguel, com muita alegria! Parabéns!!! Foto: Divulgação
A ESPERA DA NEVE
A aparição da neve sempre foi um fator de atração para Canela. Com a temperatura mínima chegando a 4 graus na próxima semana, não custa sonhar com uma paisagem de conto de fadas, como mostra a foto de Leonid Streliaev. HOSPITAL A construção do Hospital Pompéia Pryme vai mais além.O bairro Serra Life, prevê a construção de um senior living com 171 apartamentos. Quem vai gerir é o San Pietro, empresa especializada na área. “As famílias poderão vir para cá para ficarem junto com seus pais”, destaca o CEO da San Pietro, Luciano Zucco, ao falar sobre os diferenciais do empreendimento, que prevê a hospedagem de familiares. “O hospital é um dos pilares para as pessoas com mais de 60 anos escolham o local”, pontuou Zucco.O Serra Life terá também um centro clínico com 47 salas. Os profissionais já estão sendo selecionados.Quatro mil metros quadrados de área serão destinadas para lojas e serviços. Será um complemento para todas as atividades do bairro, que também contará com apartamentos e casas com áreas entre 200 e 300 metros quadrados.Também está prevista a construção de um hotel e de uma escola com mais de dois mil alunos, informa Fernando Bassani, diretor da Novalternativa. Ele estima que todo o complexo levará seis anos para ser construído. A primeira etapa deverá ser concluída em dezembro de 2027, com a entrega do Pompéia Pryme para a gestora de saúde. PEC DO TURISMO Foi aprovado na última segunda-feira (5), em primeiro turno, um projeto que deve dar maior autonomia para os recursos estaduais destinados ao turismo, o que é altamento positivo para Canela e região. É a proposta de Emenda à Constituição que insere o turismo na Constituição Estadual e estabelece diretrizes estruturantes para o desenvolvimento do setor. Entre os principais pontos está a previsão de destinação de recursos fixos do orçamento, garantindo maior previsibilidade e segurança jurídica para investimentos. HARD ROCK Previsto para abrir as portas em outubro de 2028, o Hard Rock Hotel Gramado deverá ser o único da marca no Brasil nos próximos anos. Isso porque, recentemente, a matriz americana rompeu com uma representante que construiria três hotéis, motivada por atrasos e dificuldades na execução do projeto. As três unidades estão na Ilha do Sol (PR), outra em Fortaleza e uma terceira, ainda não iniciada, em Jericoacoara (CE). RECURSO NEGADO Uma pendência da eleição municipal de 2024, em Gramado, foi resolvida na semana passada, com o julgamento de um recurso pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O PSDB pedia a anulação da votação obtida pelo União Brasil, alegando que uma das candidatas, Eloísa Marlene Haack, teria concorrido apenas para preencher a cota de gênero. Ela obteve 7 votos.O TRE julgou improcedente o recurso do PSDB, que alegava cerceamento de defesa pelo indeferimento de requisição de prontuários médicos e sustentava a configuração da fraude com base na Súmula 73 do TSE.O União Brasil sustentou que a candidata não conseguiu fazer plenamente a sua campanha em virtude da situação de saúde de seu companheiro.Em seu relatório, o Desembargador Leandro Paulsen, relator do recurso, sustentou que o registro e o início do período eleitoral antecederam o agravamento crítico comprovado nos prontuários. “Assim, o que os autos evidenciam é uma candidatura inicialmente séria e possível, posteriormente atravessada por evento grave, superveniente e de impacto direto no desenvolvimento da campanha, e não uma candidatura fabricada para contornar a regra de gênero”, resumiu o desembargador. Ele foi acompanhado de seus colegas no seu voto, e a decisão foi unânime. SEM OPOSIÇÃO O julgamento do recurso era aguardado com expectativa no meio político, já que uma decisão pela retirada da votação do União Brasil faria com que o PSDB assumisse uma vaga na Câmara de Vereadores, instalando a oposição na sua atual composição. FEIRINHA Neste sábado (9) acontece uma nova edição da Feira Canela + Verde, no Parque do Lago, das 9h às 12h.Na programação está confirmada a distribuição de mudas de plantas nativas, o recolhimento de resíduos eletrônicos e a feira com produtos dos agricultores e dos artesãos locais. A feira de adoção de animais, organizada pelo Centro Municipal de Proteção aos Animais (Cempra), com o objetivo de incentivar a adoção responsável, é outra iniciativa que acontece durante o evento. FERIADO O feriado municipal religioso da Ascensão do Senhor, em Gramado, terá sua celebração alterada. Conforme estabelecido pelo decreto nº 2483/2025, a data litúrgica originalmente celebrada na quinta-feira (14) terá seus efeitos transferidos para a sexta-feira, dia 15 de maio, sendo esta a data de observância oficial em todo o município.
Crenças limitantes e o dinheiro
Quantas crenças limitantes sobre o dinheiro você acredita ter? Ou será que ainda não reconhecemos que somos seres na maioria lotados de crenças limitantes, e sobre o dinheiro a lista pode ser ainda mais extensa. Infelizmente a maioria dos brasileiros nega e ou tenta ignorá-las. E enquanto isso o tempo passa e a situação financeira não muda, só tende a piorar. Pois a melhor solução é reconhecer e ressignificar, procurar entender de onde elas vieram: pais, avós, ou do meio em que vivemos, para logo colocarmos outras crenças positivas no lugar das negativas. E você pode estar se perguntando, o que isso tem a ver com as finanças, com a minha situação financeira? Tem tudo a ver, com as nossas atitudes em relação ao dinheiro, as decisões financeiras, e a nossa situação financeira atual diz muito sobre as nossas crenças. E a minha intenção hoje aqui meu caro leitor é ajudá-lo a identificar algumas das suas crenças limitantes sobre o dinheiro, e deixar a proposta para que você ressignifique: Aqui acima temos algumas crenças limitantes sobre o dinheiro, e por incrível que possa parecer elas são as grandes vilãs escondidas por de trás de nossas atitudes, de nossa procrastinação, pois geralmente são crenças que até então inconscientes, mas que tem o poder de nos paralisarem diante de questões que nos levariam a ter dinheiro e a prosperar.Você já teve a sensação de se auto sabotar em algum negócio, no trabalho, em uma promoção, e não conseguiu entender o porquê? Uma das respostas está aqui: alguma crença limitante no seu subconsciente lhe dizendo que aquilo não seria bom, ou que você não daria conta. A melhor coisa a se fazer é ter uma “conversa” de frente com as suas crenças limitantes e tentar encontrar qual a sua origem, e se isso realmente faz sentido hoje, verificar o quanto elas estão afastando você de seus objetivos, de seus sonhos. Quando ressignificamos, temos a sensação de controle sobre seus pensamentos e atitudes, e como consequência sobre os nossos resultados, perdemos o medo, as ideias ficam claras, sem ter uma nuvem que embaraça nossos . E eu posso falar disso com propriedade, pois já ressignifiquei muitas crenças e ainda tem algumas que estou trabalhando nelas, pois é um processo, imaginem, vivemos uma vida inteira aceitando ideias sugestionadas como nossas verdades. Dizer não para essas crenças limitantes, é dizer não para aquelas “verdades” que não nos servem mais. Como se você andasse caminhando com um par de “sapatos apertados” que até um certo tempo serviu, pois não machucava, mas a partir do momento que começaram a restringir seus passos e limitar seus caminhos, se descalçar é libertador.
EVERALDO, O GAÚCHO DO TRICAMPEONATO
DO GRÊMIO À SELEÇÃO Quando se fala na Seleção Brasileira de 1970, os nomes mais lembrados são Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivelino. Mas aquele time também precisava de equilíbrio defensivo — e um dos responsáveis por isso era um gaúcho: Everaldo Marques da Silva. DO OLÍMPICO AO MÉXICO Nascido em Porto Alegre, em 1944, Everaldo construiu sua carreira ligado ao Grêmio. Depois de passagem pelo Juventude, voltou ao Olímpico e se firmou como lateral-esquerdo. Em 1970, chegou à Copa do Mundo do México como titular da Seleção Brasileira. O EQUILÍBRIO DEFENSIVO Enquanto o ataque brasileiro encantava o mundo, Everaldo garantia segurança pelo lado esquerdo. Sua função era dar sustentação ao time e permitir liberdade aos jogadores ofensivos. Em uma seleção repleta de craques, tornou-se peça importante pela consistência e disciplina tática. O PRIMEIRO GAÚCHO CAMPEÃO A conquista do tricampeonato colocou Everaldo definitivamente na história do futebol gaúcho. Ele foi o primeiro jogador atuando por um clube do Rio Grande do Sul a conquistar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. O feito fez o Grêmio eternizar a estrela dourada em sua bandeira. LEGADO E MEMÓRIA Everaldo morreu em 1974, aos 30 anos, em um acidente de carro. Mesmo com carreira curta, deixou seu nome ligado a uma das maiores seleções de todos os tempos e se tornou símbolo da presença gaúcha na história das Copas. HISTÓRIAS DA COPA I O TORNEIO QUE NASCEU DE UM ROMPIMENTO A Copa do Mundo surgiu após divergências entre FIFA e Comitê Olímpico Internacional. Enquanto os Jogos Olímpicos defendiam o amadorismo, a FIFA queria liberar atletas profissionais. Sem acordo, criou seu próprio torneio. Em 1930, no Uruguai, nascia a primeira Copa do Mundo. UMA FINAL COM DUAS BOLAS Na decisão de 1930, entre Uruguai e Argentina, cada seleção levou sua própria bola. Sem consenso, o primeiro tempo foi disputado com a bola argentina e o segundo com a uruguaia. O Uruguai venceu por 4 a 2 e entrou para a história como o primeiro campeão mundial. A COPA PAROU POR 12 ANOS As edições de 1942 e 1946 não aconteceram por causa da Segunda Guerra Mundial. O torneio ficou 12 anos sem ser disputado e só voltou em 1950, no Brasil.
Canela na História – 6
Barreira quebrada Mês de reverência ao trabalho e às mães no calendário brasileiro, maio também é tempo de lembranças importantes para nossa cidade. O quinto mês do ano traz à memória o fato histórico da escolha da representante de Canela e do Rio Grande do Sul, Deise Nunes, como Miss Brasil, em 1986. Sua vitória, em 17 de maio de 1986, significou a quebra de uma barreira até então inalcançável: uma afrodescendente eleita como a mais bela brasileira. Beleza reconhecida “Mostrei ao Brasil e ao mundo que a minha raça é linda”, avalia a Miss Canela que se tornou Miss Brasil 40 anos atrás. Representar Canela, aliás, já havia sido um fato significativo, na sequência de dois outros igualmente importantes: 1) a escolha de Deise Nunes como representante do Sport Club Internacional no Concurso Rainha das Piscinas e 2) sua retumbante vitória nesse então tradicional certame, promovido pela Empresa Jornalística Caldas Junior. De Canela, seguiram-se suas consagrações como Miss Rio Grande do Sul e como Miss Brasil 1986. De volta a Canela Vitoriosa, trabalhadora e mãe, Deise Nunes estará de volta à cidade que representou, para falar de sua trajetória: ela participará de um dos Encontros com a Memória, iniciativa já tradicional que o Memorial realiza desde 2024. Os contatos estão sendo mantidos com a Miss Canela, Rio Grande do Sul e Brasil, pela vice-presidente do Memorial, Ana Glenda Viezzer, para definir a data – a ser oportunamente divulgada.Cine Casa de PedraEm 31 de maio de 2001, começou a funcionar o Cine Casa de Pedra, de efêmera existência, com a apresentação do filme “O Conde de Monte Cristo”, baseado na obra de Alexandre Dumas. O Memorial lamenta que a Casa de Pedra, erguida em 1953 e que já abrigou representação sindical, Prefeitura e Câmara, além de cinema e teatro, hoje esteja reduzida a um mero cenário, sem outras das utilidades que tão bem poderiam servir à comunidade. Representação O historiador Marcelo Wasem Veeck representou Canela no II Sarau Literário da Academia Serrana de Letras, realizado em São Francisco de Paula, que reuniu autores da região. Sócio fundador do Memorial e autor de diversos títulos, ele também palestrou sobre a História de Canela a integrantes da Pastoral da Pessoa Idosa, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Gaita, acordeon, sanfona Seja qual for o nome dado a esse instrumento da musicalidade brasileira, o certo é que ele tem um íntimo vínculo com a história de Canela. Para lembrar essa referência histórico-cultural, o Memorial realizará na noite de 22 deste mês, no Espaço Sicredi João Pessoa, o primeiro Encontro com a Memória deste ano. O convidado é o músico e diplomata Jean-Pierre Bianchi, profundo conhecedor do tema e curador do acervo da Sonelli, fábrica de instrumentos fundada em Canela pela família Oppitz em 1953. Canela na História Esta edição teve por fontes diversas publicações sobre Canela e região, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.
DEFESA CIVIL
Há dois anos ocorreu a tragédia das enchentes aqui no Rio Grande do Sul. Nesse período pouco foi feito para amenizar os efeitos de novos desastres. Alguns municípios até criaram seus departamentos de Defesa Civil, com pessoal e equipamentos. Contudo, essas ações enfrentam somente as consequências e não as causas. Quase nada se vê na questão de recuperação de áreas atingidas ou ações de contenção e prevenção de novas ocorrências. Os meteorologistas já começaram a emitir alertas de chuvas intensas entre os meses de maio e outubro, com especial atenção aos meses de agosto e setembro. A Defesa Civil não pode se resumir a um órgão emissor de alertas e as administrações públicas precisam realizar as ações de prevenção e recuperar os estragos que ocorreram. Não basta buscar recursos, é preciso que sejam aplicados. Relatório do Tribunal de Contas do Estado fez uma análise da Defesa Civil em todos os municípios e as conclusões são preocupantes. Nos orçamentos os recursos são insuficientes e alguns municípios nem tem verbas para a Defesa Civil. Pontes continuam caídas, rios estão assoreados, estradas precisam de reparos, etc. Neste ano teremos eleições e possivelmente também as chuvas. É lamentável ver que as tragédias virem palanque eleitoral, quando deveriam ser ações. Infelizmente os políticos se valem da memória curta de seus eleitores. Assim foi na pandemia, assim foi nas enchentes e assim sempre será enquanto não houver cobrança por melhorias. Por enquanto, só nos resta rezar para que as previsões do clima severo não se confirmem, pois se depender da estrutura e das ações, poderemos ter consequências tão graves quanto às que ocorreram há dois anos.
Falando em identidades
(Por outros fogões…) Onde quer que se vá, sempre encontramos uma referência, um detalhe, um fato, que identifica o lugar como único ou, no mínino, diferenciado. Nesse ínterim, nada melhor que a culinária, ao se apresentar e se “mostrar” como um símbolo e, muito mais, como “identidade” de um país, estado ou região. Nesse “Brasilzão” de Deus, temos muitos exemplos… Macarrão de Comitiva (Pantanal Matogrossense) Também conhecido como “Macarrão de Boiadeiro” ou “Pantaneiro”. Muito prático e rápido, esse prato é feito com carne de sol. A novidade (ou curiosidade) fica pelo fato de, primeiro a massa ser frita ainda crua, e só depois cozida. Pode ser feito também com linguiça. Feijão de Leite (Bahia) Ingredientes: 2 ½ xícaras de feijão preto (lavado e escorrido). 1 xícara de leite de côco. 3 colheres (sopa) de açúcar. 1 colher (sopa) de sal. Preparação: 1 – Na véspera, coloque o feijão de molho em uma tigela, cubra com água e deixa de molho. No dia seguinte escorra, coloque na panela de pressão, cubra com água, leve ao fogo, deixando ferver por 30 minutos. Retire do fogo. 2 – Coloque o feijão com o caldo no liquidificador e triture tudo, mas sem deixar com consistência de purê. 3 – Passe para uma panela, junte o leite de côco, o açúcar e o sal, e leve ao fogo alto. Cozinhe, mexendo sempre até ficar quente. 4 – Passe para uma travessa de servir e leve à mesa. Arroz com Pequí (Tocantins) Ingredientes: 1/4 de xícara de chá de óleo ou banha de porco, 1/2 litro de pequi lavado, 2 dentes de alho espremidos, 1 cebola grande picada, 2 xícaras de chá de arroz, 4 xícaras de chá de água quente, sal, pimenta de cheiro (ou malagueta) e tempero verde, à gosto. Preparação: 1 – Coloque o pequi no óleo ou gordura fria (com o fruto inteiro, não é preciso cortar e cuide o caroço). 2 – Acrescente o alho e a cebola e refogue em fogo baixo, mexendo sempre com uma colher de pau; e respingue um pouco de água se necessário. 3 – Quando o pequi estiver macio e a água secar, acrescente o arroz e deixe fritar um pouco. Junte a água e o sal. 4 – Com o arroz quase pronto, coloque a pimenta. 5 – Na hora de servir, polvilhe o arroz com salsa, cebolinha e um pouco de pimenta. Esses pratos típicos “identificam” seus Estados, como o churrasco e o arroz de carreteiro identificam o Rio Grande do Sul… a nossa terra!