Modos e modas do Rio Grande do Sul (final)

(Lembrando Barbosa Lessa…)

No ano de 1985, a Prefeitura Municipal de Canela (Adm. Ernani da Silva Reis / Jorge Luiz da Silva), através de sua Secretaria Municipal de Educação (Secr. Júlio Anacleto Zulian) imprimiram – na época, com auxílio de um mimiógrafo –, um “Boletim do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha”.

Uma bela encadernação – hoje com valor histórico – de 51 páginas “mimeografadas”. com pesquisa e montagem de Tânia B. Reis Franco e Fernanda Cislagui Stürmer, da equipe da Secretaria Municipal de Educação de Canela.

E, às vésperas das comemorações farroupilhas, destaco aqui um texto do referido volume (final):

(…………………….)

Ele dança. Danças que só virão quando são de “par” – homem e mulher trocando afeto ao ritmo da “Tirana”, do “Anu”, da “Chimarrita” – enquanto o resto do Brasil é um carnaval de homens soltos onde a mulher pouco importa. É nessas danças que melhor se pode observar a sua indumentária campeira: esporas, um poncho-pala de seda, cortante faca à cintura, no pescoço um lenço que tanto serve para pensar ferimentos como para o requinte de um minueto caboclo.

Ele crê. Em seu altar primitivo há lugar para dois santos: Negrinho do Pastoreio e São Sepé Tiaraju.

O primeiro, humilde escravo. Morreu dos maus tratos de um sinhô; hoje intercede junto à Nossa Senhora em favor daqueles que, com humildade, lhe acendem um toco de vela.

O outro, foi guerreiro índio. Morreu lutando com prepotência, ressuscitou para morrer de novo em defesa de seu povo. São Sepé nunca se curvou e em seu culto só há lugar para quem grita com altivez.

Que o devoto escolha o melhor rumo, na dualidade dessa religião…

Eis o gaúcho. Mais que um homem, ele é um mito; assim confunde-se a fisionomia viril do Rio Grande.

Entre os principais livros escritos por Luiz Carlos Barbosa Lessa, podemos citar “O crime é um caso de marketing”, “Problemas brasileiros – 2 volumes”, “Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo”, “República das Carretas”, “Mão gaúcha – 2 volumes”, “O boi das aspas de ouro”, “Nativismo, um fenômeno social gaúcho”, “Os guaxos”…

E falando em música, podemos citar “Balseiros do Rio Uruguai”, Hino Tradicionalista”, “No bom do baile”, “Quero-Quero”, “Negrinho do Pastoreio”… essas duas últimas, músicas que se confundem com a nossa própria história.

Aliás, para não passar em branco, seu livro Os Guaxos lhe rendeu o prêmio da Academia Brasileira de Letras, em 1959, falando justamente sobre os usos e costumes do homem simples do interior do Rio Grande do Sul… a nossa terra!

Edições impressas

Segue a gente:

SALADA CULTURAL

  • All Post
    •   Back
    • No Ponto
    • Gastronomia
    • Salada Cultural
    • Folcloreando
    • Miron
    • Social
    • Economia
    • Andando por aí
    • Saúde
    • Conexão Punta - Serra Gaúcha
    • Renato Fensterseifer
    • Happy Wine
    • Chef Glau
    • Gastronomia & Turismo

Categorias

Tags

  • Agenda Cultural (2)
  • Além do Papel (1)
  • Colunistas (0)
  • Andando por aí (55)
  • Conexão Punta - Serra Gaúcha (12)
  • Economia (105)
  • Folcloreando (134)
  • Gastronomia (102)
  • Chef Glau (11)
  • Gastronomia & Turismo (35)
  • Happy Wine (10)
  • Miron (28)
  • No Ponto (135)
  • Salada Cultural (111)
  • Saúde (58)
  • Social (252)
  • Entrevistas (5)
  • Geral (289)
  • Impressos (1)
  • Matéria de Capa (129)
  • Publieditorial (8)
  • Viva Cidade (28)

Autores

André Aguirre

Jornalista

Claiton Saul

Publicitário

Adriana Silveira

Jornalista

Luísa Rodrigues

Comunicação e Marketing

Samanta Vasques

Relações-Públicas

Renato Fensterseifer

Empresário

Lisiane Berti

Atriz e produtora cultural

Felipe Oiveira

Dentista

Estevan Blankenheim

Oficial de Justiça

Pedro Oliveira

Pesquisador Folclorista

Edit Template

Av. Júlio de Castilhos, 990 | Canela - RS

Nunca perca nenhuma notícia importante. Entre no nosso grupo do WhatsApp

...

© 2024 Desenvolvido por EssencialMedia