DO GRÊMIO À SELEÇÃO

Quando se fala na Seleção Brasileira de 1970, os nomes mais lembrados são Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivelino. Mas aquele time também precisava de equilíbrio defensivo — e um dos responsáveis por isso era um gaúcho: Everaldo Marques da Silva.
DO OLÍMPICO AO MÉXICO
Nascido em Porto Alegre, em 1944, Everaldo construiu sua carreira ligado ao Grêmio. Depois de passagem pelo Juventude, voltou ao Olímpico e se firmou como lateral-esquerdo. Em 1970, chegou à Copa do Mundo do México como titular da Seleção Brasileira.
O EQUILÍBRIO DEFENSIVO
Enquanto o ataque brasileiro encantava o mundo, Everaldo garantia segurança pelo lado esquerdo. Sua função era dar sustentação ao time e permitir liberdade aos jogadores ofensivos. Em uma seleção repleta de craques, tornou-se peça importante pela consistência e disciplina tática.
O PRIMEIRO GAÚCHO CAMPEÃO
A conquista do tricampeonato colocou Everaldo definitivamente na história do futebol gaúcho. Ele foi o primeiro jogador atuando por um clube do Rio Grande do Sul a conquistar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. O feito fez o Grêmio eternizar a estrela dourada em sua bandeira.
LEGADO E MEMÓRIA
Everaldo morreu em 1974, aos 30 anos, em um acidente de carro. Mesmo com carreira curta, deixou seu nome ligado a uma das maiores seleções de todos os tempos e se tornou símbolo da presença gaúcha na história das Copas.
HISTÓRIAS DA COPA I
O TORNEIO QUE NASCEU DE UM ROMPIMENTO
A Copa do Mundo surgiu após divergências entre FIFA e Comitê Olímpico Internacional. Enquanto os Jogos Olímpicos defendiam o amadorismo, a FIFA queria liberar atletas profissionais. Sem acordo, criou seu próprio torneio. Em 1930, no Uruguai, nascia a primeira Copa do Mundo.
UMA FINAL COM DUAS BOLAS
Na decisão de 1930, entre Uruguai e Argentina, cada seleção levou sua própria bola. Sem consenso, o primeiro tempo foi disputado com a bola argentina e o segundo com a uruguaia. O Uruguai venceu por 4 a 2 e entrou para a história como o primeiro campeão mundial.
A COPA PAROU POR 12 ANOS
As edições de 1942 e 1946 não aconteceram por causa da Segunda Guerra Mundial. O torneio ficou 12 anos sem ser disputado e só voltou em 1950, no Brasil.










