Barreira quebrada
Mês de reverência ao trabalho e às mães no calendário brasileiro, maio também é tempo de lembranças importantes para nossa cidade. O quinto mês do ano traz à memória o fato histórico da escolha da representante de Canela e do Rio Grande do Sul, Deise Nunes, como Miss Brasil, em 1986. Sua vitória, em 17 de maio de 1986, significou a quebra de uma barreira até então inalcançável: uma afrodescendente eleita como a mais bela brasileira.
Beleza reconhecida
“Mostrei ao Brasil e ao mundo que a minha raça é linda”, avalia a Miss Canela que se tornou Miss Brasil 40 anos atrás. Representar Canela, aliás, já havia sido um fato significativo, na sequência de dois outros igualmente importantes: 1) a escolha de Deise Nunes como representante do Sport Club Internacional no Concurso Rainha das Piscinas e 2) sua retumbante vitória nesse então tradicional certame, promovido pela Empresa Jornalística Caldas Junior. De Canela, seguiram-se suas consagrações como Miss Rio Grande do Sul e como Miss Brasil 1986.
De volta a Canela
Vitoriosa, trabalhadora e mãe, Deise Nunes estará de volta à cidade que representou, para falar de sua trajetória: ela participará de um dos Encontros com a Memória, iniciativa já tradicional que o Memorial realiza desde 2024. Os contatos estão sendo mantidos com a Miss Canela, Rio Grande do Sul e Brasil, pela vice-presidente do Memorial, Ana Glenda Viezzer, para definir a data – a ser oportunamente divulgada.
Cine Casa de Pedra
Em 31 de maio de 2001, começou a funcionar o Cine Casa de Pedra, de efêmera existência, com a apresentação do filme “O Conde de Monte Cristo”, baseado na obra de Alexandre Dumas. O Memorial lamenta que a Casa de Pedra, erguida em 1953 e que já abrigou representação sindical, Prefeitura e Câmara, além de cinema e teatro, hoje esteja reduzida a um mero cenário, sem outras das utilidades que tão bem poderiam servir à comunidade.
Representação
O historiador Marcelo Wasem Veeck representou Canela no II Sarau Literário da Academia Serrana de Letras, realizado em São Francisco de Paula, que reuniu autores da região. Sócio fundador do Memorial e autor de diversos títulos, ele também palestrou sobre a História de Canela a integrantes da Pastoral da Pessoa Idosa, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Gaita, acordeon, sanfona
Seja qual for o nome dado a esse instrumento da musicalidade brasileira, o certo é que ele tem um íntimo vínculo com a história de Canela. Para lembrar essa referência histórico-cultural, o Memorial realizará na noite de 22 deste mês, no Espaço Sicredi João Pessoa, o primeiro Encontro com a Memória deste ano. O convidado é o músico e diplomata Jean-Pierre Bianchi, profundo conhecedor do tema e curador do acervo da Sonelli, fábrica de instrumentos fundada em Canela pela família Oppitz em 1953.
Canela na História
Esta edição teve por fontes diversas publicações sobre Canela e região, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.









