Há dois anos ocorreu a tragédia das enchentes aqui no Rio Grande do Sul. Nesse período pouco foi feito para amenizar os efeitos de novos desastres. Alguns municípios até criaram seus departamentos de Defesa Civil, com pessoal e equipamentos. Contudo, essas ações enfrentam somente as consequências e não as causas. Quase nada se vê na questão de recuperação de áreas atingidas ou ações de contenção e prevenção de novas ocorrências. Os meteorologistas já começaram a emitir alertas de chuvas intensas entre os meses de maio e outubro, com especial atenção aos meses de agosto e setembro. A Defesa Civil não pode se resumir a um órgão emissor de alertas e as administrações públicas precisam realizar as ações de prevenção e recuperar os estragos que ocorreram. Não basta buscar recursos, é preciso que sejam aplicados.
Relatório do Tribunal de Contas do Estado fez uma análise da Defesa Civil em todos os municípios e as conclusões são preocupantes. Nos orçamentos os recursos são insuficientes e alguns municípios nem tem verbas para a Defesa Civil. Pontes continuam caídas, rios estão assoreados, estradas precisam de reparos, etc. Neste ano teremos eleições e possivelmente também as chuvas. É lamentável ver que as tragédias virem palanque eleitoral, quando deveriam ser ações. Infelizmente os políticos se valem da memória curta de seus eleitores. Assim foi na pandemia, assim foi nas enchentes e assim sempre será enquanto não houver cobrança por melhorias.
Por enquanto, só nos resta rezar para que as previsões do clima severo não se confirmem, pois se depender da estrutura e das ações, poderemos ter consequências tão graves quanto às que ocorreram há dois anos.









