Nossa viagem pela Itália começou em Fiumicino, cidade localizada na costa do Mar Tirreno, onde fica o aeroporto de Roma. Com um Fiat 600 híbrido, seguimos em direção aos Apeninos, de onde avistamos o Gran Sasso d’Italia, o maciço montanhoso mais alto da cordilheira e de toda a península italiana. Ali também está uma curiosidade histórica: foi nesse local que Mussolini permaneceu preso até ser resgatado por tropas alemãs, em 1943. O Gran Sasso abriga ainda o Laboratori Nazionali del Gran Sasso (LNGS), do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, instalado a 1.400 metros no interior da montanha.

Ainda nos Apeninos, passamos por Amatrice, cidade devastada por uma sequência de terremotos entre agosto de 2016 e janeiro de 2017. Apesar dos intensos trabalhos de reconstrução, as marcas da tragédia continuam visíveis na cidade e nas localidades vizinhas.
Depois de cruzar a cadeia de montanhas, chegamos à costa do Mar Adriático. Em poucas horas, atravessamos a península italiana de oeste a leste.
Ao entardecer, surgiu diante de nós o Monte Titano, com as famosas três torres de San Marino. Subimos os quase 700 metros da serra por uma estrada sinuosa até chegar próximo ao hotel. A cidade impressiona pela conservação das construções históricas e pela vista espetacular para os dois lados do monte.
Mas é a história de San Marino que mais chama a atenção. A república independente foi fundada em 301 d.C. pelo pedreiro cristão Marinus (São Marino), que fugiu das perseguições romanas e se refugiou no topo do Monte Titano. É considerada o Estado soberano mais antigo do mundo ainda em existência.
E por que San Marino permaneceu independente durante a unificação da Itália? Porque Giuseppe Garibaldi, o mesmo que participou da Guerra dos Farrapos, encontrou abrigo no Monte Titano quando era perseguido pelos exércitos francês, austríaco, espanhol e napolitano. Em reconhecimento, teria influenciado o rei Vítor Emanuel II a preservar a independência do pequeno país.
Uma história curiosa que, de certa forma, aproxima gaúchos e os titani, como os sanmarinenses gostam de ser chamados.
Nossa viagem continua…
Até a próxima, amigos!









