
“O ‘Quadrado Mágico’ reunia Kaká, Adriano, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Poucas seleções chegaram a uma Copa cercadas por tanta expectativa.”
Quatro anos depois de conquistar o pentacampeonato, o Brasil chegou à Copa do Mundo da Alemanha como o principal favorito ao título. Sob o comando de Carlos Alberto Parreira, a Seleção reunia uma geração que parecia capaz de superar qualquer adversário.
O destaque era o chamado Quadrado Mágico, formado por Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo. Poucas vezes uma equipe entrou em um Mundial com tantos craques em seu auge. O Brasil era o atual campeão do mundo, havia vencido a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Para muitos torcedores, o hexacampeonato parecia uma questão de tempo.
A campanha começou com vitórias sobre Croácia, Austrália e Japão. Nas oitavas de final, a Seleção derrotou Gana por 3 a 0. Apesar dos resultados, o desempenho em campo não convencia. O futebol apresentado ficava abaixo da expectativa criada em torno daquele elenco.
Nas quartas de final surgiu a França, adversária da final de 1998. Liderada por Zinédine Zidane, a equipe francesa fez uma de suas melhores atuações na competição. Com gol de Thierry Henry, venceu por 1 a 0 e eliminou o Brasil.
A derrota encerrou o sonho do hexa e marcou o fim de uma geração histórica da Seleção Brasileira. Enquanto os brasileiros voltavam para casa, a Itália avançava até a decisão. Em Berlim, os italianos empataram em 1 a 1 com a França e conquistaram o tetracampeonato mundial nos pênaltis.
Vinte anos depois, a Copa de 2006 continua sendo lembrada como o Mundial em que o Brasil parecia ter tudo para ser campeão, mas descobriu que talento e favoritismo nem sempre são suficientes para levantar a taça.
HISTÓRIAS DA COPA VII
A ITÁLIA CAMPEÃ — E AUSENTE DE NOVO
A Itália conquistou em 2006 seu quarto título mundial. O contraste é que, depois disso, a tradicional seleção viveu uma queda inesperada. Ficou fora das Copas de 2018, 2022 e também de 2026, acumulando três ausências consecutivas.
RONALDO ENTROU PARA A HISTÓRIA
Na vitória sobre Gana, Ronaldo marcou seu 15º gol em Copas do Mundo e tornou-se o maior artilheiro da história dos Mundiais naquele momento. O recorde só seria superado anos depois pelo alemão Miroslav Klose.










