Não apenas “dar” uma mesada, mas ensinar a criança a administrá-la ajuda em muito a criar hábitos saudáveis, que irão acrescentar na educação e formação do caráter dela. É uma oportunidade de educá-los com noções básicas de organização, planejamento e de persistência quanto aos seus desejos e objetivos, mas tudo de acordo com a idade e a maturidade deles, é claro. Além de criarmos mais um vínculo e um momento especial de interação com o seu filho, de entender como ele pensa sobre o dinheiro, sobre fazer compras ou adquirir coisas, aprender a lidar com o “não” e como esperar o tempo certo. Não posso deixar de salientar que a melhor maneira de ensinar qualquer coisa é através do exemplo. Mas temos que ter o cuidado também quanto a valores determinados, valores que sejam dentro da realidade deles, como, por exemplo: um lanche na escola, ir ver um filme no cinema, ter o seu próprio valor para comprar algo em uma viagem; cada idade e realidade tem o “seu valor ideal”. Uma criança não pode ter uma meta muito longa, pois a percepção de tempo delas é diferente da nossa. E o que costuma funcionar muito bem, se o valor de um jogo, por exemplo, é alto em relação à mesada, é você complementar o que falta, ou a metade. Uma técnica usada são os 4 potinhos, tipos cofrinhos, nominados:

1 – Gastos livres
2 – Desejos: ex.: um jogo, um tênis
3 – Galinha dos ovos de ouro: poupança
4 – Doação
É muito importante, sim, termos um momento com os nossos filhos para ajudá-los a lidar com a mesada ou semanada, ajudá-los a organizar como pretendem gastar e/ou poupar aquele valor. Esse tipo de planejamento é muito mais saudável do que possa parecer, pois nos ajuda a ouvi-los e observá-los, a percepção que eles têm do dinheiro, pois assim poderemos saber qual é o perfil do meu filho quanto ao dinheiro e às compras. Se é o imediatismo, temos que trabalhar isso, o saber esperar, e aprender a lidar com frustrações e os “não” da vida, e com o valor do dinheiro em si. Ao dar uma mesada, estamos dando uma oportunidade de aprendizado, tanto para nossos filhos como também para nós, como pais. Porém, a mesada não pode ser usada como “prêmio” ou como um “castigo”.
E a escola também começa a ganhar espaço para sua participação na vida do aluno, neste universo financeiro. Pois hoje podemos contar com a Educação Financeira com inteligência emocional para as escolas.
Aprender a planejar, por mais simples que seja, a separar para gastos imediatos e/ou para adquirir um jogo, por exemplo, que requer mais tempo e paciência. Sem falar que, cada vez mais cedo, vemos crianças empreendendo, e a mesada vai ajudar nisso também. Enfim, saber planejar o tempo ideal necessário para adquirir determinado produto. Como também saber a importância de guardar, de ter uma reserva sempre, e isso com certeza vai virar um hábito saudável para toda a sua vida, e gerar uma experiência rica entre pais e filhos.






