Entramos em setembro e já começa a contagem regressiva, afinal, são quatro meses para o final do ano. Em um ano eleitoral em que o horizonte se mostra tão incerto, o sinal de alerta precisa estar ligado e o modo ação ativo. Na prática significa focar no que realmente pode trazer resultados. Então vamos analisar: só existe capacidade de conversão econômica quando indentidade, produto e circulação de pessoas se encontram. Esse é o nosso grande desafio na Serra.
Movimento é diferente de resultado
No turismo, o fluxo impressiona. Mas na empresa, é o caixa que sustenta o negócio. Movimento na rua não significa automaticamente venda. A lotação do destino não garante rentabilidade individual. Restaurantes, lojas, hotéis, parques e prestadores de serviços precisam acompanhar menos apenas o número de pessoas que entram e mais indicadores como ticket médio, taxa de conversão, recompra, origem do cliente e margem por produto.
Setembro e Outubro
Não vai dar para esperar pela temporada de Natal para resolver o ano. Setembro e outubro não podem ser considerados uma ponte para chegar até novembro e dezembro, pois essa ponte pode se desfazer e a gente nem chegar lá do outro lado. Tenho conversado com clientes e ouvido muitas pessoas sobre o “estranho ano de 2026″ no qual o movimento existe, mas é diferente. O cliente mudou. Com a informação na palma da mão, seu poder de escolha está diretamente relacionado ao que consome no universo digital. Quando está presente fisicamente, que manter este poder de escolha. E é aí que estão escondidas as oportunidades.
Venda é narrativa
A inteligência está em apresentar produtos e serviços específicos para cada contexto. Como? Venda o que você já tem, mas mude a narrativa. Construa caminhos diferentes na cabeça do cliente. Seja por curiosidade, provocação, desejo, impulso ou pela necessidade, ele precisa chegar até você. Cada atendimento deve ser uma pequena campanha de marketing involuntária. E ela precisa acontecer todos os dias – online e offline.
Mas não basta contar uma história, é preciso ser de verdade
Até o Natal chegar é preciso organizar a casa construindo um banco de reputação da sua marca. Milhares de avaliações são publicadas no Google, TripAdvisor, Booking e diversas redes sociais. Milhões de fotografias e vídeos são compartilhados. Não adianta fazer o marketing construir essa narrativa se não formos “de verdade”, se as avaliações feitas pelos clientes contam outra história. O efeito dessa incongruência pode ser devastador.
A importância das pessoas
Isso modifica uma questão importante na gestão de negócios. Treinamento de equipe é para ontem. O operacional só vai funcionar bem se o emocional estiver sendo nutrido. É necessário preparar continuamente as pessoas para lidar com volume, pressão, expectativas elevadas, conflitos, recuperação de falhas de serviço, clientes exigentes (e também os abusados). Se precisamos de pessoas para nossos negócios andarem – e precisamos – não existe outro caminho senão o de construir cultura de marca. Por que o marketing promete, mas a operação precisa entregar. E reputação nasce justamente na distância entre essas duas coisas.
Sua vez
Os temas que trago aqui são fruto de muitas conversas que tenho com clientes, amigos e com o mercado como um todo. Então não deixe de enviar a sua sugestão ou reflexão também. adriana@ateraz.com.br






