Quando aceitei ocupar este espaço, minha ideia era escrever sobre assuntos leves e curiosos, até para proporcionar uma leitura agradável, aos sábados, aos leitores do Nova Época. Mas, diante do momento importante que vamos viver nos próximos dias, resolvi abrir uma exceção e falar sobre as eleições.
Novamente, ao que me parece, nesse ambiente polarizado, a intenção de voto não é para o candidato que consideramos seja o melhor, e sim contra o candidato que não queremos que se eleja. Antilulistas votam em Bolsonaro e antibolsonaristas votam em Lula. Como se não houvesse outras opções. Inclusive, na minha modesta opinião, nenhum dos dois seria a melhor opção para o País.
Não é coincidência que os países com melhor qualidade de vida tenham, em seus governos, elementos de centro, longe dos extremos.
O mesmo vale para as eleições de governador. A polarização estreita o debate e esconde alternativas.
Mas há, também, uma eleição tão ou mais importante que a eleição para o Executivo. É a eleição de deputados, federais e estaduais, e senadores. Nos dias atuais, no Brasil, esses legisladores estão definindo a pauta governamental e se apoderando do orçamento da Nação e dos Estados.
Então, a escolha de em quem votar deveria ser motivo de uma avaliação criteriosa de seus currículos, seus antecedentes e de suas propostas. Existem opções bastante interessantes em todos os espectros, mas precisamos ter cuidado para não cair em armadilhas retóricas e falácias impossíveis de cumprir.
Meu desejo é que cada eleitor pesquise bastante, não pensando apenas em quem não eleger, mas considerando a real qualidade e capacidade de cada candidato. No primeiro turno, isso deveria ser levado muito a sério. Avalie os candidatos, seu passado, seu currículo, sua experiência na vida pública e até sua honestidade, e vote no que considerar melhor para o futuro de nosso Estado e País.
Boas eleições a todos e até a próxima, amigos.





