Tem gente que corre por saúde. Outros, por desafio. Há quem encontre na corrida um espaço de silêncio, de organização mental, de equilíbrio. O fato é que correr deixou de ser apenas uma prática esportiva e passou a ocupar um lugar mais amplo na vida de milhares de brasileiros Nos últimos anos, a corrida de rua cresceu de forma consistente no país. O aumento no número de provas, grupos de treinos e praticantes indica uma mudança de comportamento. Não se trata apenas de desempenho ou competição. Para muitos, correr virou hábito — e, em alguns casos, necessidade. Esse movimento chegou com força também em Canela. Na manhã do domingo 19 de abril ocorreu a 1ª Rústica de Canela, reunindo mais de 550 atletas pelas ruas do Centro. A prova, promovida pela Prefeitura, aliou esporte e solidariedade, com a arrecadação de três toneladas de alimentos destinados a famílias em situação de vulnerabilidade. Mais do que os números, o evento revela um cenário em construção. A presença crescente de corredores nas ruas, a formação de grupos e a adesão de novos praticantes mostram que a corrida está se consolidando como parte do cotidiano local. A prática tem características que explicam esse avanço entre elas o baixo custo, flexibilidade de horários e possibilidade de adaptação a diferentes níveis físicos. Ao mesmo tempo, entrega resultados rápidos na percepção de quem pratica — mais disposição, melhora no condicionamento e impacto direto no bem-estar. Em Canela, o ambiente favorece. O clima, as paisagens e a própria dinâmica da cidade contribuem para a adesão. Mas o que sustenta esse crescimento vai além das condições externas. Está na experiência individual de quem corre. Para entender esse movimento, o Nova Época ouviu três corredores da cidade, com trajetórias diferentes, mas um ponto em comum: a corrida passou a ter papel relevante na vida de cada um. Martina Bethge Corrêa, 46 anos – Academia ONFIT e STREET RUNNERS Martina iniciou na corrida a partir de uma adaptação. Jogadora de tênis, precisou interromper a prática por dores no ombro e encontrou na musculação um novo caminho. Foi ali que surgiu o incentivo para correr. “Por incentivo dos professores comecei a correr e a treinar para uma prova de corrida do Noel, em Gramado em 2022”, lembra ela. Com o tempo, a corrida ganhou outro significado. “Quando percebi que não era só sobre condicionamento físico. A corrida virou um momento de clarear a mente, aliviar o estresse e até organizar pensamentos. Ali ela deixou de ser só exercício e passou a ser uma ferramenta de equilíbrio”. Segundo Martina, a sua evolução foi progressiva. No início, não passava de três quilômetros. Hoje, já completou uma meia maratona. “Comece devagar, caminhadas, trotes, corridas, respeitando sempre o seus limites e com o passar do tempo verá a evolução”, recomenda. Para ela, os benefícios da corrida são diretos. “Melhorou o condicionamento físico ajudou no controle do estresse e ainda trouxe uma sensação de bem-estar. É um hábito simples, mas com um retorno muito grande tanto físico quanto mental”, destaca. Jorge Moreira, 61 anos – bombeiro civil e socorrista Começou a correr há 11 anos, incentivado por um amigo. A primeira tentativa foi simples, cerca de 500 metros. A partir dali, a prática evoluiu até se tornar rotina. Hoje, ele treina três vezes por semana e percorre entre 50 e 60 quilômetros semanais. Já completou um desafio de 67 quilômetros em um único dia, em Canela, e mantém uma rotina disciplinada, com treinos iniciando ainda antes das 6h da manhã. “A corrida é um vício, no bom sentido. Ela me estimula, me desafia e me faz bem” relata Moreira. Além do aspecto físico, ele destaca o ambiente da corrida. “A gente cria amizades, conhece pessoas, viaja para provas. É um mundo diferente”, resume ele. Entre os objetivos atuais, está a preparação para a meia maratona de Porto Alegre e o desejo de participar da Corrida de São Silvestre. Para Moreira, a evolução vem com constância. “Eu já fiz dez quilômetros em uma hora e quinze. Hoje faço em menos de 51 minutos. É o treino que faz a diferença”, afirma ele. Gabriel Vinagre, 44 anos – Assessoria 040 Vinagre começou a correr a partir de um incômodo. Em um período sedentário, sentiu dificuldade física ao ajudar um colega em uma mudança, enquanto outras pessoas mantinham o ritmo. “Aquilo me marcou e foi quando decidi mudar de vida”, afirma ele. Começou com caminhadas, bicicleta e ajustes na rotina. A mudança do Rio de Janeiro para a Serra Gaúcha também fez parte desse processo. A corrida entrou nesse contexto, não como algo isolado, mas como parte de uma reorganização da rotina, física e mental. “Quando o corpo cansa a mente descansa. A corrida passou a ser um espaço de organização mental, disciplina e conexão comigo mesmo”. Pratica a modalidade há cerca de quatro anos. No início, tentou avançar rápido demais e sofreu uma lesão, o que o levou a rever a forma de treinar. “Foi um verdadeiro banho de realidade. A partir dali, passei a dar mais atenção ao reforço muscular e a levar a saúde com mais responsabilidade”, garante. Atualmente, relata mudanças concretas no dia a dia. “A corrida contribui diretamente para o meu bem-estar físico e mental: o corpo responde com mais resistência e energia, enquanto a mente desacelera, organiza os pensamentos e traz mais clareza. No fim, ela se tornou um norteador de equilíbrio que impacta em todas as áreas da minha vida”, finaliza. Por que correr e como começar Por que correr Como começar
Clube Serrano – 100 anos
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Mulheres na Parrilla: Tango Restaurante promove evento internacional inédito
Tango: ponto de encontro que celebra a gastronomia e a cultura argentina Uma noite. Seis mulheres. Uma experiência única na parrilla. No dia 27/04, a partir das 19 horas, o Tango Restaurante & Parrilla realiza um encontro especial que promete marcar a Serra Gaúcha. Seis mulheres, representando cinco países, assumem a parrilla desse que é um dos endereços gastronômicos mais prestigiados de Canela para criar uma experiência única, cheia de personalidade, técnica e sabor. CINCO PAÍSES E UMA MESMA VOCAÇÃO Tendo como anfitriã a brasileira e canelense Carola Heckmann, as parrilleras Ita Pereira (Uruguai), Mafer Ruiz (Equador), Ahinela Errecartt (Uruguai), Vanessa Murillo (Peru) e Fran Cortés (Chile) irão preparar cortes de carnes na parrilla em uma noite que promete ser surpreendente, pois cada uma carrega suas referências e imprime sua personalidade neste ofício, todas com a mesma vocação: enaltecer e valorizar a carne. VALORIZAÇÃO DA MULHER Elas estarão no Estado para o Expochurrasco, evento que irá destacar a força feminina no universo churrasqueiro e promover o protagonismo das mulheres. O festival, que acontecerá em Porto Alegre no dia 25/04, busca fortalecer a valorização da mulher em espaços historicamente masculinos, alinhando-se a temas de valorização e respeito. Dessa forma, o evento contará com o apoio da Polícia Civil, por meio da Central de Polícia Preventiva (antigo posto para mulher), conforme explica a Inspetora de Polícia na Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Silvia Berro. “Nos alinhamos com essa proposta de responsabilidade social, reconhecemos a importância desse tipo de ação, e por isso consideramos apropriado fortalecer essa ideia e celebrar o protagonismo feminino em nosso evento. E também podermos contar com o apoio da inspetora Silvia e da Polícia Civil é algo muito significativo para nós ”, destaca Rafael. CONFRATERNIZAÇÃO EM TORNO DA PARRILLA A proposta do Mulheres na Parrila é proporcionar a interação dos clientes com as parrilleras convidadas durante o preparo das carnes, transformando a noite em uma grande confraternização que celebra a força feminina, a gastronomia e a paixão pelo fogo. “Sermos o restaurante escolhido por representantes da Associação Internacional das Parrilleras é algo que nos enche de orgulho, afinal, será um evento internacional. Estamos muito felizes e preparando tudo com muito carinho para entregarmos um grande evento gastronômico aos nossos clientes”, destaca o proprietário, Rafael Vinícius da Silva. SERVIÇO O QUÊ: Mulheres na ParrillaQUANDO: 27/04, segunda-feiraONDE: Tango Restaurante & Parrilla (Praça João Corrêa, 277, Centro, Canela)HORÁRIO: A partir das 19hPROPOSTA GASTRONÔMICA: Cardápio aberto
UMA ESTAÇÃO ESPECIAL
Foto: Leonid Streliaev O outono é uma estação especial. Não só por suas temperaturas amenas, mas pelas belas paisagens que proporciona em Canela e região. A rua Osvaldo Aranha é um bom exemplo, com as folhas de seus plátanos sobre as calçadas. O fotógrafo Leonid Streliaev retratou um pouco da beleza da estação em Canela. UM INÍCIO O Hospital de Caridade de Canela alcançou um importante marco em sua trajetória: a obtenção do alvará sanitário, documento fundamental para o pleno funcionamento e regularização de instituições de saúde. O fato em si pode parecer banal, mas havia mais de 20 anos que o único hospital de Canela não tinha esse documento básico.Aliás, o prefeito Gilberto Cezar (PSD) negocia com cuidado a transferência do Hospital de Caridade para uma instituição com tradição em saúde hospitalar. Vai conseguir o feito antes de seu colega de Gramado, Nestor Tissot (PP), enredado em um edital mal feito, buscando uma Organização Social (OS), depois de pagar R$ 180 mil para uma consultoria.Boa parte das OSs, aliás, vivem enredadas em denúncias de corrupção. Incluindo uma que ficou em primeiro lugar para administrar o Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado, no início do ano. BOA NOTÍCIA A grande notícia da semana foi que o Oásis Santa Ângela não vai fechar, e que não surgirá nenhum empreendimento imobiliário no local. O grupo liderado pelo médico Marcelo Weber, promete fazer um facelift no prédio, antes de reabrir com o nome de Vallena Living & Care, um projeto mais amplo de lar de longa permanência.Vale ressaltar que, em poucos anos, Canela será líder no atendimento a idosos na região. É que a poucos metros do Oásis Santa Ângela, vai surgir um moderno lar de longa permanência, com nada menos do que 171 apartamentos. O empreendimento fará parte do complexo do Pompéia Pryme, e será administrado pelo grupo San Pietro, de Porto Alegre. RÚSTICA A realização da 1ª Rústica de Canela, no último domingo (19), mostrou o potencial que Canela tem para a realização de eventos ao ar livre, unindo o esporte às suas belezas naturais.Foram 550 participantes. Só não foi mais, porque havia um limitador. MORATÓRIA Seguindo o mesmo caminho adotado para frear a construção de grandes hotéis, o prefeito Nestor Tissot (PP) assinou no dia 14 de mês o Decreto 2599/2026, que suspende por 180 dias o recebimento de projetos de fábricas e lojas de chocolates. Também ficam suspensas a concessão de novos alvarás de localização e funcionamento para estabelecimentos de fabricação ou comercialização.De acordo com o decreto, não estão incluídos no decreto a emissão de alvarás para lojas de chocolates dentro de hotéis, parques ou atividades de recreação.Na justificativa, o prefeito disse que a medida visa “assegurar o desenvolvimento ordenado e sustentável do município”. Cita, ainda, o aumento expressivo do número de estabelecimentos voltados ao setor de chocolates, “demandando análise quanto à capacidade de suporte da infraestrutura urbana. SACOLAS PLÁSTICAS Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Estado e declarou inconstitucional a Lei Municipal nº 4.452/2025, do Município de Gramado, que acabou com a proibição da distribuição gratuita de sacolas plásticas no comércio local, prevista em norma anterior. O julgamento ocorreu em sessão virtual finalizada na quinta-feira (16).O relator do processo, Desembargador João Barcelos de Souza Junior, considerou que a extinção da Lei Municipal nº 3.808/2020, sem a edição de uma nova norma que mantivesse ou ampliasse o nível de proteção ambiental, configurou retrocesso ambiental, em afronta às Constituições Federal e Estadual.Segundo o magistrado, a legislação que deixou de vigorar representava um avanço significativo na proteção ao meio ambiente, ao proibir a distribuição de sacolas plásticas e instituir o Programa Municipal de Conscientização e Redução do Plástico. A simples eliminação dessa política pública, sem a adoção de medida equivalente, permitiu o retorno imediato da distribuição gratuita das sacolas, com impacto direto no aumento da geração de resíduos e em prejuízos ambientais de longo prazo. PROMESSA A revogação da Lei das Sacolas Plásticas – que na verdade era um projeto mais amplo de política ambiental, foi uma promessa de campanha do prefeito |Nestor Tissot (PP), na eleição de 2024, quando o adversário era Renan Sartori (MDB), autor do projeto original em 2020, junto com o vereador Professor Daniel (PT), hoje no PSD.O fato foi lembrado pelo promotor Max Roberto Guazzelli, na ação para buscar a inconstitucionalidade do ato que revogou a lei.
Social da Samanta – 724
Da esquerda para a direita: Major Maldaner, Juíza de Gramado Aline Rissato e a delegada de Gramado, Fernanda Aranha na Feijoada da Solidariedade que novamente foi um sucesso! Foto: Cleiton Thiele No aniversário de um ano da Central de Negócios com o lançamento do livro da Marca desenvolvido por Jean Moreira, Juliana Alano e Mariane Urbani Foto: Divulgação Coordenadora do curso de direito da UCS núcleo Hortênsias Isabel Nadel Rodrigues e a diretora da Storia Eventos Beatriz Moraes no VI Congresso de Direito Eleitoral do RS que aconteceu em Canela! Foto: Divulgação Jéssica Ramisch e Flávia Indart em um momento de troca repleto de energia boa! Foto: Divulgação Em Lugano, na Suíça, este registro cheio de amor da dona Lola, com a filha Shana Lima e o neto lindo, Kimi! Foto: Divulgação No pódio do primeiro torneio feminino de vôlei de praia do Curta, Júlia Lírio e Marcela da Veiga emplacaram o primeiro lugar! Foto: Divulgação Leandro Oliveira proprietário do Lá Estacion e Lucas Teles Casarin consultor cheff da casa, felizes com o sucesso do empreendimento! Foto: Divulgação Marcando presença na Ugart Giordano Moura, Manoela Thiesen e Iuri Schmitt! Foto: Divulgação
Solidariedade ponto a ponto
Marina e Giane, à frente do Tricô Solidário Há quatro anos está em atividade um projeto que ajuda pessoas de uma grande variedade de faixas etárias. Algo do tipo “de zero a sessenta, ou mais”. Explicação: tricotando, um grupo de mulheres entusiasmadas pratica o bem através de suas habilidades com as agulhas.Essa ação recompensa, em primeiro lugar, elas próprias, tricoteiras, que viram nessa iniciativa uma forma de sociabilizarem. De quebra, aprendendo ou aprimorando a arte do tricô. Em segundo lugar (daí a faixa etária zero) os favorecidos são os recém-nascidos de famílias em situação econômica desfavorável, que recebem todo tipo de roupinhas, reunidas em forma de enxovais. Centenas de crianças já receberam as confecções, fruto desse trabalho abnegado e, por que não, prazeroso, a começar pelo local de execução, que começa a sair da sala fechada. As tricoteiras, aproveitando o outono O projeto Tricô Solidário, criado em maio de 2022, tem a chancela do Lions Clube de Canela, por iniciativa de sua atual presidente, Marina Susin Siota, que convidou para ser ministrante a sua companheira de Lions Giane Rockembach. Funciona em parceria com a UCS – Campus Hortênsias, dentro do Programa UCS Senior. É lá que as aulas de tricot ocorrem às quartas-feiras.Sobre a origem da arte do tricot, há registros de que foram encontradas evidências de tecidos de fios trançados, em forma de meias, em túmulos do Egito datando de cerca de 1.000 a.C.. O resto é história, vem a evolução da técnica, a popularização no mundo e o surgimento das máquinas. Bem… a partir daí, se o tricô perdeu um pouco da graça, sempre haverá quem resgate o seu valor (quando manual) terapêutico e como instrumento de cooperação. E sempre haverá grupos como o Tricô Solidário do Lions de Canela. O prazer de fazer e entregar pessoalmente “Pelo que lembro, comecei aos 12 anos a me aventurar em fazer peças de tricô para mim. Eu aprendi os pontos básicos em um daqueles clubes de mães que tinham antigamente e me enfiei para aprender com elas, mesmo sendo adolescente”. Quem lê essas palavras de Giane Rockembach, residente em Canela, pode imaginar que ela viria a ter um futuro profissional ligado a tecidos, moda, confecções… algo, enfim, associado a roupas.Uma prova da diversidade das aptidões e das decisões que se toma na vida, Giane se tornou, por anos, a diretora da casa prisional de Canela. A menina das agulhas comandou (e muito bem) aquele ambiente muitas vezes hostil. Ela disse à coluna que, no entanto, se apoiava no amor pelo tricô para varar noites inteiras no interior do presídio. O tricô é a única terapia que sempre fez parte da sua vida.O que a fez voltar com força total ao manuseio das lãs foi a descoberta do trabalho voluntário do Lions Clube – ela adora o slogan “Onde há uma necessidade, há um Leão -, e pôde então usar a sua expertise para ensinar a tricotar, dentro do projeto Tricô Solidário.“A maravilha do grupo é que eu não só ensino, como também aprendo e, assim, umas ajudando as outras, vamos montando os enxovais com peças lindas, confeccionadas com carinho”. Giane acha marcante o momento em que uma mãe (ou futura mãe) vem até o grupo para retirar um kit completo para o bebê. É quando essa mãe consegue olhar nos olhos de quem fez, ponto a ponto, o enxoval que ela está levando. Segue a jornada do conhecimento O projeto “Bonecos Contam Histórias – Jornada do Conhecimento”, que está contando a história de Canela por meio dos bonecos, já passou pelas escolas Severino Travi, Dante Bertolucci e João Alfredo. Focou recentemente na cultura dos povos originários de Canela. Entre as atividades realizadas estiveram a contação de história “A Lenda da Gralha Azul” e oficinas de artesanato, proporcionando uma experiência educativa.As atividades de contação de histórias e as oficinas de artesanato foram ministradas pela comunidade Kaingang, residente em Canela, gerando atenção para os saberes e tradições deste povo.“A ideia é aproximar os alunos da história e da identidade local, pois Canela tem uma história muito rica que não podemos deixar de registrar para não ser esquecida”, destaca Daiene Cliquet, proponente do projeto. Pra correr em gramado A dica boa do fim de semana, para o pessoal do suor que faz bem, é a corrida de 6km Live Run XP Gramado. Com largada no domingo (26), às 7h, o cenário será as ruas de plátanos do Bairro Planalto, com uma esticada até o Lago Negro. Entre no sitewww.liverun.com.br, se der sorte talvez ainda haja inscrições abertas.
Dar ou não dar a mesada para o seu filho?
Não apenas “dar” uma mesada, mas ensinar a criança a administrá-la ajuda em muito a criar hábitos saudáveis, que irão acrescentar na educação e formação do caráter dela. É uma oportunidade de educá-los com noções básicas de organização, planejamento e de persistência quanto aos seus desejos e objetivos, mas tudo de acordo com a idade e a maturidade deles, é claro. Além de criarmos mais um vínculo e um momento especial de interação com o seu filho, de entender como ele pensa sobre o dinheiro, sobre fazer compras ou adquirir coisas, aprender a lidar com o “não” e como esperar o tempo certo. Não posso deixar de salientar que a melhor maneira de ensinar qualquer coisa é através do exemplo. Mas temos que ter o cuidado também quanto a valores determinados, valores que sejam dentro da realidade deles, como, por exemplo: um lanche na escola, ir ver um filme no cinema, ter o seu próprio valor para comprar algo em uma viagem; cada idade e realidade tem o “seu valor ideal”. Uma criança não pode ter uma meta muito longa, pois a percepção de tempo delas é diferente da nossa. E o que costuma funcionar muito bem, se o valor de um jogo, por exemplo, é alto em relação à mesada, é você complementar o que falta, ou a metade. Uma técnica usada são os 4 potinhos, tipos cofrinhos, nominados: 1 – Gastos livres2 – Desejos: ex.: um jogo, um tênis3 – Galinha dos ovos de ouro: poupança4 – Doação É muito importante, sim, termos um momento com os nossos filhos para ajudá-los a lidar com a mesada ou semanada, ajudá-los a organizar como pretendem gastar e/ou poupar aquele valor. Esse tipo de planejamento é muito mais saudável do que possa parecer, pois nos ajuda a ouvi-los e observá-los, a percepção que eles têm do dinheiro, pois assim poderemos saber qual é o perfil do meu filho quanto ao dinheiro e às compras. Se é o imediatismo, temos que trabalhar isso, o saber esperar, e aprender a lidar com frustrações e os “não” da vida, e com o valor do dinheiro em si. Ao dar uma mesada, estamos dando uma oportunidade de aprendizado, tanto para nossos filhos como também para nós, como pais. Porém, a mesada não pode ser usada como “prêmio” ou como um “castigo”.E a escola também começa a ganhar espaço para sua participação na vida do aluno, neste universo financeiro. Pois hoje podemos contar com a Educação Financeira com inteligência emocional para as escolas. Aprender a planejar, por mais simples que seja, a separar para gastos imediatos e/ou para adquirir um jogo, por exemplo, que requer mais tempo e paciência. Sem falar que, cada vez mais cedo, vemos crianças empreendendo, e a mesada vai ajudar nisso também. Enfim, saber planejar o tempo ideal necessário para adquirir determinado produto. Como também saber a importância de guardar, de ter uma reserva sempre, e isso com certeza vai virar um hábito saudável para toda a sua vida, e gerar uma experiência rica entre pais e filhos.
CANELA NA HISTÓRIA – 5
Cultura em pauta O Memorial Canela recebeu Mauro Gomes, idealizador da Sonarte Company, que anunciou da preparação de uma ópera com temática e elenco locais e reforço de orquestra visitante. Mauro revelou ainda a intenção de promover anualmente em Canela uma Semana da Cultura. Bonecos na história Daiene e César Cliquet também mostraram ao Memorial seu projeto “Historiando com bonecos”, explicando o objetivo central de “levar a história local aos moradores de Canela”, e muito especialmente aos estudantes, por meio de “jornadas de conhecimento”. Aproximação institucional O Memorial entende que cultura, história e preservação, que estão na sua razão de existir, são temas e práticas desenvolvidas por várias outras instituições e pessoas. E que essa multiplicidade será tanto mais eficaz quanto mais próximos estiverem os seus agentes. Também os considera elementos próprios a todas as atividades e instituições, sejam privadas, não-governamentais, públicas. Hino de Canela O Memorial se fez presente à audiência em que Susana Maria Marques levou ao prefeito Gilberto Cezar as certidões da Biblioteca Nacional e do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) que a reconhecem como autora da letra do “Hino de Canela”. Escrito na década de 1950, como poema, foi musicado por Dilmo Oppitz e incorporado como canção oficial do município. Esse débito moral e ético à autoria também está sendo absorvido pela Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Lucas Dias, que apresentou projeto alterando a lei que instituiu o hino, para que passe a inserir o nome de Susana. Indígenas Como cada um dos municípios brasileiros, Canela também teve os indígenas como seus primeiros habitantes. Vem de sua contribuição, por exemplo, a palavra saiqui, entre tantas incorporadas à língua brasileira no seu convívio com outros povos. De origem caingangue, significa pássaro novo, filhote de ave. No território canelense, dá nome a um arroio afluente do Rio Santa Cruz e ao bairro na direção de São Francisco de Paula. Sítios arqueológicos Nas proximidades do Saiqui e do Banhado Grande, foram localizados vestígios arqueológicos da remota presença indígena. São resquícios de casas subterrâneas, assim construídas para abrigo ao clima, e objetos em pedra, provavelmente talhados para corte. O dia 19 de abril É dedicado aos povos originários, instituído em 1943 pelo governo Getúlio Vargas – à época, como “Dia do Índio”. Em 2022 nova lei federal passou a denominar a data como Dia dos Povos Indígenas. É uma referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940 em Patzcuaro, no México. Correção Em nota sobre a residência de verão do governo estadual, na edição passada desta coluna, cometemos um erro de digitação, ao indicar o ano de 1957 como o de seu estabelecimento. O correto é 1954. Pedimos desculpas pelo equívoco. “Canela na História” Esta edição teve por fonte o livro “Canela por muitas razões”, de Antônio Olmiro dos Reis, Marcelo Wasem Veeck e Pedro Oliveira, além de cobertura das atividades do Memorial, com redação do jornalista Nikão Duarte.
TURISMO CINEMATOGRÁFICO
O gosto por viagens, aliado ao gosto por cinema, já nos levou a muitos sets de filmes famosos. Na Toscana, fomos ao local exato da célebre cena de abertura do filme Gladiador, de Ridley Scott, onde o general Maximus (Russell Crowe) caminha por um campo de trigo dourado. Em outra oportunidade, estivemos nos Atlas Studios, em Ouarzazate, no Marrocos, onde também foram filmadas cenas do mesmo filme. Na época em que estivemos lá, estavam sendo preparados os cenários para Gladiador II. Nos Atlas Studios, é possível fazer visitas guiadas, onde se percorrem vários cenários de filmes como Lawrence da Arábia, A Última Tentação de Cristo, Game of Thrones, e muitos outros. Ainda durante nossa passagem pelo Marrocos, tentamos localizar a construção da arena para Gladiador II, em Aït-Ben-Haddou, a 30 km de Ouarzazate. Chegamos muito próximo de ver a arena, mas havia um guarda que não nos deixou prosseguir por aquela estradinha no meio do nada. Em Aït-Ben-Haddou, cidade turística de Marrocos, também foram filmadas cenas de Jesus de Nazaré, de Franco Zefirelli, Conan, o Bárbaro, Gladiador, entre outros. Em Dubrovnik, na Croácia, fomos até a escada que ficou famosa por Game of Thrones. Mas foi na Espanha, no deserto de Tabernas, próximo a Almería, que tivemos uma experiência diferente. Fomos visitar o Fort Bravo, ou Texas Hollywood, onde foram filmados os icônicos filmes de Sergio Leone, Por um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais e O Bom, o Mau e o Feio, muitos Spaghetti Westerns, além de produções famosas como Lawrence da Arábia, Indiana Jones e a Última Cruzada, Death Rides a Horse e Conan, o Bárbaro. Chegamos no meio da manhã de um dia ensolarado, porém ventoso. Em um dos cenários, que recriava um saloon, estavam rodando um western. Até hoje não descobri o nome do filme, mas se tratava de uma produção com poucos recursos financeiros. Minha esposa já estava querendo ir embora, mas eu estava curioso para ver ao menos uma tomada. O ambiente era típico de um bom western. O vento levantando poeira, só faltava aquele arbusto rolando pela rua. E eu, firme, câmera na mão. Até hoje minha esposa fala que eu havia me apaixonado pela mocinha. Sim, era uma mocinha a protagonista do filme. Diz que eu queria ficar só para vê-la. Mas, com minha lente zoom de 300mm, pude provar que era a mocinha que me olhava. A foto dela, olhos fixos para a lente, é fatal. Aí começaram os preparativos para a próxima tomada. Seria uma cena que começaria no alto, com a câmera descendo e se aproximando da cena. Foi construída uma rampa de madeira, meio precária, partindo de uma pilha de caixotes e descendo em direção à cena, no meio da rua. Um duelo entre a mocinha e, certamente, o bandido. Imaginem o cameraman, segurando aquela parafernália para que a câmera não oscilasse, descendo a rampa meio bamba, correndo e sendo segurado por uma corda, pelo ajudante que vinha atrás dele. Temi pelo acidente. Não sei se a tomada deu certo, porque tive que ceder e fomos embora. Até hoje rimos daquela aventura inusitada e poeirenta, que só acabou após um bom banho e um belo jantar, já em Marbella. Até a próxima, amigos!
Clube Serrano – 100 anos
(Falando de histórias e tempos…) Naqueles tEmpos, sim!… O ano? – 1926.O dia?– 27 de abril! O 6º diStrito de Taquara – recém elevado – já ganhava um Clube com oesPorte futebol de objetivo. Em seguida, construção da sede para Os encontros, reuniões e… bailes. Muitos bailes! Logo a modesta Rua, sem calçamento, é batizada de Rua “Do Desporto”. E, com muito Trabalho, o Clube se estruturou promovendo o bem-estar, o progresso E a cultura na pequena Vila do Canela, quase cidade. Canela, pequena e acolhedora, era outra, naqueles tempos! Eaquele CLube recém fundado, começa a praticar outros esportes: Uns, ”de olho” no tiro ao alvo; outros, montando pinos e equipes de Bolão; ainda outros, rolando bochas e bolins… Outros maisem várias mEsas de bilhar e cartas… Troféus e alegrias ao Clube. E, também, oS grandes bailes (aniversário, fim de ano, “da saudade”…), além de sEr palco do melhor carnaval,sob a batuta da Bandinha FloR da Serra – “Quanto riso, oh, quanta alegria…”! E hoje, Relembramos: quanta saudade!Que teu maior troféu continue sendo A alegria e o aplauso do associado. Assim, votos de vida loNga ao nosso Clube Serrano. E que venham outros 100 anos! E tudO começoucom um sonhado time de futebol!Quetempos!!! Os acrósticos (forma apresentada no texto acima), também conhecidos por abecedarius, são um jogo literário, uma arte criativa e, pelo que se sabe, muito antigos e comuns já na época medieval. Hoje praticamente em desuso e total esquecimento, os acrósticos foram uma atividade pedagógica havendo, inclusive os “mestres” desse ofício, sendo requisitados para os mais diversos eventos. Nesta página, arrisquei trazer à luz essa atividade, numa pequena homenagem ao Clube Serranoque tem na sua história, a própria história de Canela… a nossa terra!