Foto: Leonid Streliaev
O outono é uma estação especial. Não só por suas temperaturas amenas, mas pelas belas paisagens que proporciona em Canela e região. A rua Osvaldo Aranha é um bom exemplo, com as folhas de seus plátanos sobre as calçadas. O fotógrafo Leonid Streliaev retratou um pouco da beleza da estação em Canela.
UM INÍCIO
O Hospital de Caridade de Canela alcançou um importante marco em sua trajetória: a obtenção do alvará sanitário, documento fundamental para o pleno funcionamento e regularização de instituições de saúde. O fato em si pode parecer banal, mas havia mais de 20 anos que o único hospital de Canela não tinha esse documento básico.
Aliás, o prefeito Gilberto Cezar (PSD) negocia com cuidado a transferência do Hospital de Caridade para uma instituição com tradição em saúde hospitalar. Vai conseguir o feito antes de seu colega de Gramado, Nestor Tissot (PP), enredado em um edital mal feito, buscando uma Organização Social (OS), depois de pagar R$ 180 mil para uma consultoria.
Boa parte das OSs, aliás, vivem enredadas em denúncias de corrupção. Incluindo uma que ficou em primeiro lugar para administrar o Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado, no início do ano.
BOA NOTÍCIA
A grande notícia da semana foi que o Oásis Santa Ângela não vai fechar, e que não surgirá nenhum empreendimento imobiliário no local. O grupo liderado pelo médico Marcelo Weber, promete fazer um facelift no prédio, antes de reabrir com o nome de Vallena Living & Care, um projeto mais amplo de lar de longa permanência.
Vale ressaltar que, em poucos anos, Canela será líder no atendimento a idosos na região. É que a poucos metros do Oásis Santa Ângela, vai surgir um moderno lar de longa permanência, com nada menos do que 171 apartamentos. O empreendimento fará parte do complexo do Pompéia Pryme, e será administrado pelo grupo San Pietro, de Porto Alegre.
RÚSTICA
A realização da 1ª Rústica de Canela, no último domingo (19), mostrou o potencial que Canela tem para a realização de eventos ao ar livre, unindo o esporte às suas belezas naturais.
Foram 550 participantes. Só não foi mais, porque havia um limitador.
MORATÓRIA
Seguindo o mesmo caminho adotado para frear a construção de grandes hotéis, o prefeito Nestor Tissot (PP) assinou no dia 14 de mês o Decreto 2599/2026, que suspende por 180 dias o recebimento de projetos de fábricas e lojas de chocolates. Também ficam suspensas a concessão de novos alvarás de localização e funcionamento para estabelecimentos de fabricação ou comercialização.
De acordo com o decreto, não estão incluídos no decreto a emissão de alvarás para lojas de chocolates dentro de hotéis, parques ou atividades de recreação.
Na justificativa, o prefeito disse que a medida visa “assegurar o desenvolvimento ordenado e sustentável do município”. Cita, ainda, o aumento expressivo do número de estabelecimentos voltados ao setor de chocolates, “demandando análise quanto à capacidade de suporte da infraestrutura urbana.
SACOLAS PLÁSTICAS
Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Estado e declarou inconstitucional a Lei Municipal nº 4.452/2025, do Município de Gramado, que acabou com a proibição da distribuição gratuita de sacolas plásticas no comércio local, prevista em norma anterior. O julgamento ocorreu em sessão virtual finalizada na quinta-feira (16).
O relator do processo, Desembargador João Barcelos de Souza Junior, considerou que a extinção da Lei Municipal nº 3.808/2020, sem a edição de uma nova norma que mantivesse ou ampliasse o nível de proteção ambiental, configurou retrocesso ambiental, em afronta às Constituições Federal e Estadual.
Segundo o magistrado, a legislação que deixou de vigorar representava um avanço significativo na proteção ao meio ambiente, ao proibir a distribuição de sacolas plásticas e instituir o Programa Municipal de Conscientização e Redução do Plástico. A simples eliminação dessa política pública, sem a adoção de medida equivalente, permitiu o retorno imediato da distribuição gratuita das sacolas, com impacto direto no aumento da geração de resíduos e em prejuízos ambientais de longo prazo.
PROMESSA
A revogação da Lei das Sacolas Plásticas – que na verdade era um projeto mais amplo de política ambiental, foi uma promessa de campanha do prefeito |Nestor Tissot (PP), na eleição de 2024, quando o adversário era Renan Sartori (MDB), autor do projeto original em 2020, junto com o vereador Professor Daniel (PT), hoje no PSD.
O fato foi lembrado pelo promotor Max Roberto Guazzelli, na ação para buscar a inconstitucionalidade do ato que revogou a lei.









