Danúbia Schaulet e Bianca Carneiro, da Pauta Conexão e Conteúdo, assessoria de imprensa do Space Adventure, com o “Dukinho”, mascote do parque. Foto: Divulgação A Osteria di Lucca, localizada no Hotel Valle D’Incanto, acaba de conquistar um reconhecimento extraordinário no Travellers’ Choice. Os Melhores dos Melhores 2026, do Tripadvisor: 13º melhor restaurante do mundo e 2º melhor do Brasil na categoria de restaurantes finos. Parabéns a Cris Endres, Fábio Noel, chef Rodrigo Rauth que está na foto e toda a equipe por levarem a excelência da nossa região para o mundo. Foto: Divulgação Simone Martins, Jones Valduga e Adriana Haigert durante a palestra que trouxe um pouco da trajetória e do legado dos 150 anos da Família Valduga no Brasil. Foto: Luísa Rodrigues Leticia Swaroviski e Bernardo Guedes conferiram de perto a chegada do McFish ao McDonald’s de Gramado. Entre boas conversas e uma experiência deliciosa, a dupla aproveitou para conhecer a novidade que promete conquistar os fãs do clássico sanduíche de peixe. Foto: Isa Guedes Fernanda Schonardie e a pequena Sophia esbanjando beleza, carinho e muito charme pelas ruas da cidade. Uma dupla linda demais, daquelas que deixam qualquer cenário ainda mais especial! Foto: Divulgação
Social da Samanta
No dia 18 de setembro a Poções completou 29 anos. Vivi e Dai que estão a frente da gestão com a equipe de atendimento e laboratório registraram o momento! Parabéns! Foto: Divulgação O belo casal Lucas Severgnini e Isadora Reis nos festejos Farroupilhas no CTG Querência de Canela. Foto: Divulgação Selfie linda das Férias em Família! Mariana Barbas, Silvano Oliveira, Íris Barbas e Marina Barbas Oliveira curtindo as belezas do nosso Brasil! Foto: Divulgação O patrão do CTG Querência, Marcelo Fogaça Rodrigues, ao lado do patrão do CTG Tropeiro Serrano, Everton Borges, em um registro que simboliza respeito, reconhecimento e união em torno do tradicionalismo de Canela. Um momento especial da cerimônia do 29º Campeonato Municipal de Laço, que neste ano prestou sua homenagem ao CTG Tropeiro Serrano. Foto: Divulgação Paula da Luz, gerente de Marketing do Space Adventure e Guilherme Masi, diretor de Marketing do Grupo DCSet. Foto: Cris Filmes
ENTRE OS MELHORES DO MUNDO
A gastronomia de Gramado ganhou destaque internacional no ranking Travellers’ Choice 2026, do Tripadvisor. Dois restaurantes da cidade aparecem entre os melhores do mundo na categoria de restaurantes finos. O Catherine Restaurante conquistou o primeiro lugar no Brasil e a sétima posição no ranking mundial.Outro representante de Gramado que aparece entre os destaques é a Osteria di Lucca (foto), localizada no Hotel Valle D’Incanto. O restaurante ficou na décima terceira colocação no mundo e em segundo lugar no Brasil.Foto: Divulgação RUA COBERTA O prefeito de Gramado, Nestor Tissot (PP) anunciou a abertura do edital para a revitalização da Rua Coberta. Segundo Nestor, dentro de 45 dias será conhecida a empresa vencedora que irá bancar os R$ 10 milhões da reforma, em troca de espaços de publicidade no local. NEGÓCIO (1) Conhecida pela produção de chimias e geleias e outros produtos como conservas, cremes e recheios, a Bom Princípio Alimentos entra em uma nova fase com a criação do Grupo BPA. A mudança amplia a estrutura da empresa que passa a reunir também a marca Cacau Gramado. Ela foi incorporada ao grupo como parte de um movimento de diversificação do portfólio e entrada em novos segmentos de consumo.A Cacau Gramado é ligada ao segmento de chocolates artesanais, e vai permitir a o Grupo BPA alcançar novos consumidores e explorar diferentes canais de comercialização.As estrutura da empresa adquirida pelo Grupo BPA será mantida. O parque industrial do GPQA, com mais de 22 mil metros quadrados, fica em Tupandi, no Vale do Caí. NEGÓCIO (2) Depois de nove anos, o empresário Eduardo Kny está deixando a sociedade da pizzaria Kongo, fundada há sete anos. À frente da administração da empresa desde sua origem, Tauana Cordeiro Olczevski está assumindo o controle acionário do empreendimento, e no dia 27 deste mês anunciará formalmente a alteração e os novos planos da Kongo.Eduardo Kny é o criador e sócio da pizzaria Hector, da Hamburgueria Hector, do restaurante A Era do Fogo e do Castelo de Gelo, entre outros empreendimentos.Inaugurada em 2017, a pizzaria temática construiu uma proposta própria, inspirada no universo da selva. O rodízio reúne mais de 100 sabores de pizzas em um ambiente imersivo, com música, dança, acrobacias e personagens que fazem parte da experiência. Para as crianças, a Casa da Árvore oferece diversão com monitoria, complementando a proposta voltada para toda família. JOVENS E EXPERIENTES Construir uma carreira na hotelaria pode começar cedo e também continuar por muitos anos. Na rede Laghetto essa visão se traduz em iniciativas que buscam abrir portas tanto para quem está dando os primeiros passos no mercado de trabalho quanto para profissionais que acumulam experiência e desejam seguir ativos. Os programas Jovem Aprendiz e 60+ fazem parte dessa estratégia de valorização de pessoas e de formação de equipes com diferentes gerações.Voltado a adolescentes que ainda estão na escola e buscam a primeira oportunidade profissional, o Programa Jovem Aprendiz prepara os participantes para os desafios do mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, apresenta a eles o universo da hotelaria. Anualmente, a Laghetto forma uma turma exclusiva em parceria com o Senac, aproximando os jovens da cultura, dos valores e da rotina da empresa. Em média, são contratados 40 jovens aprendizes por ano.Na outra ponta da trajetória profissional está o Programa 60+, iniciativa que reconhece o valor da experiência acumulada ao longo dos anos. A proposta é oferecer oportunidades para profissionais com mais de 60 anos que desejam permanecer ativos e contribuir com seus conhecimentos, vivências e competências. Entre os benefícios oferecidos aos participantes está o custeio integral do plano de saúde, além do acesso ao refeitório da rede. R$ 7 BILHÕES A Sicredi Pioneira alcançou, em julho, a marca de R$ 7 bilhões na carteira de crédito. O resultado representa um crescimento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2025 e evidencia a capacidade da cooperativa de disponibilizar recursos para diferentes necessidades dos associados. Além disso, o montante ajuda a dimensionar a presença da cooperativa nos 21 municípios de sua área de atuação.Na prática, o montante representa a soma dos empréstimos e financiamentos que estão em andamento junto aos associados, ou seja, são R$ 7 bilhões em recursos utilizados por pessoas, empresas e produtores rurais para diferentes finalidades, impactando diretamente a economia e o desenvolvimento regional. Esse movimento pode ser percebido, por exemplo, quando uma empresa utiliza o crédito para adquirir uma máquina, ampliar a produção e, consequentemente, gerar empregos. AR DE DECISÃO A partida contra o Grêmio Bagé, sábado, às 15 horas, no Estádio da Pedra Moura, será jogo de seis pontos para o Gramadense. Isso porque o adversário está com 11 pontos e o Trem da Serra tem apenas 8 pela Série A1 do Campeonato Gaúcho. O Bagé, aliás, é inimigo na Zona da Degola, e a torcida invadiu o vestiário no último fim de semana, entrando em confronto físico com os jogadores. Ou seja, o adversário vem pressionado. ÔNIBUS Com o objetivo de organizar a mobilidade urbana e aprimorar a previsibilidade das chegadas dos veículos, a Prefeitura de Gramado passou a adotar, desde segunda-feira (14), um cadastro prévio obrigatório para veículos de excursão turística. LEILÃO A área onde se encontra o posto Abastec e uma loja de sapatos, na avenida das Hortênsias, no bairro Avenida Central, em Gramado, irá a leilão em outubro. O primeiro leilão ocorre no dia 14, e tem preço inicial de R$ 20,1 milhões, enquanto a segunda praça acontece no dia 28, com lances a partir de R$ 10,1 milhões.
Sinal digital dos tempos
Nos últimos 20 anos vem se acentuando a queda na procura pela informação na forma impressa. Uma das principais causas tem relação direta com a busca pelo imediatismo proporcionado pelos canais da internet. A primeira vez que vi o site Google, numa tela de computador, acho que por volta de 1998, foi na sala de um professor amigo meu, numa visita à Unisinos. Que maravilha, aquele oráculo! Você digitava o assunto de interesse e surgiam respostas, referências e dados. Junto com a admiração por aquele passo gigantesco no processo de pesquisa, e com o que ele significava em termos de economia de tempo, muitos já começavam a se perguntar sobre as consequências. Para novas gerações, significaria o afastamento das bibliotecas, livrarias e das bancas de jornais e revistas, já se percebia que os livros iriam parar no ambiente digital. A grande maioria dos terráqueos das chamadas gerações Z e Alfa (nascidos de 1997 em diante), considerados nativos digitais e hiperconectados, de fato vieram a se comportar assim. Mas deixemos de tristes constatações, porque o que uma geração pode lamentar, para outras é absolutamente normal. Se jornais e revistas (físicos) perderam assinantes e receitas, a lógica da rapidez dos cliques passou a imperar. Dá-se prioridade aos conteúdos enxutos, as leituras de fôlego passam para segundo plano. Ressalte-se que a internet permite gigantesca circulação de escritos e ideias, em formatos outros que o impresso e pode oferecer espaço para textos longos. Mais autores e leitores podem se aproximar, agora, através de blogs, podcasts, lives e perfis nas redes. Há milhares de lugares no Brasil sem uma boa livraria, e livro é investimento não ao alcance de muitos. Na semana em que nosso Nova Época passou a chegar aos leitores exclusivamente através das telas e telinhas, essa transformação se deu porque os produtos jornal e revista, no papel, foram os mais atingidos. No tocante aos livros impressos, boas notícias: este mercado está reagindo bem. Diz a pesquisa realizada pela Nielsen BookData para a Câmara Brasileira do Livro, tendo por base o ano de 2025, que houve crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2024, com o montante de consumidores passando de 16% para 18%, o que equivale a 3 milhões de novos consumidores. 56% dos consumidores de livros compram através das redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos representam 76% das consumidoras e 26% do total de consumidores de livros que compram por essas plataformas. Mas ressalte-se que ainda há os 44% de leitores que preferem ir às livrarias. Para a maioria deles, diz a pesquisa, a livraria é um espaço para relaxar e explorar sem pressa (53%), se conectar com cultura e conhecimento (46%), passear e descobrir novidades (39%). Por fim, o estudo aponta que livros impressos (e digitais, vá lá!) são o quinto produto de maior procura, atrás de roupas, celulares, ingressos para cinema e brinquedos. Cada um a seu gosto, enfim, é importante que, mesmo quem não folheia, leia.
A conta que mostra onde você já chegou
Nas últimas duas colunas, falei sobre um problema que vem atingindo os investidores nos últimos dois anos de juros nas alturas: a ansiedade de ver uma carteira montada para o longo prazo perder, no curto prazo, para qualquer fundo “mequetrefe” do bancão. Como já falei aqui, meu papel como planejador financeiro é fazer com que, no meio de toda essa turbulência, o cliente mantenha a calma e siga o plano definido, entendendo que essa fase vai passar e que, no futuro, colheremos os frutos das decisões tomadas hoje. Mas o excesso de informação, assunto da última coluna, gera uma ansiedade descomunal. Um imediatismo sem tamanho e um medo constante do que o futuro pode trazer. Já perdi as contas de quantas pessoas vi presas em jaulas que elas mesmas construíram, enquanto a chave está no bolso delas. Tenho tirado algumas horas da minha semana para ter conversas, do meu ponto de vista, libertadoras com os clientes. Pessoas que muitas vezes têm bons salários, construíram um patrimônio respeitável, conseguem investir valores todos os meses e, ainda assim, continuam sofrendo com o curto prazismo. Então faço perguntas simples: “Onde você está hoje e aonde quer chegar? Quanto esforço realmente falta para isso?” Muitas vezes, a resposta é um silêncio de quem nunca parou para fazer essa conta. E é justamente aí que entra uma das partes mais importantes do meu trabalho: o planejamento financeiro. Essa talvez seja a conta mais importante que existe. Mais importante do que escolher qual ação comprar, qual CDB rende mais ou se a Selic vai subir ou cair. É a conta que mostra não apenas onde você quer chegar, mas principalmente onde você já chegou. E, muitas vezes, essa distância é muito menor do que imaginamos. Em muitos casos, o dinheiro que a pessoa já acumulou comporta exatamente a vida que ela diz querer viver, ou pelo menos boa parte dela. Ela já chegou lá. Em outros, ainda não chegou, mas o caminho já está muito bem trilhado. O problema é que ela não sabe disso. E, por não saber, continua estressada com o curto prazo, preocupada com cada oscilação da carteira, se privando de coisas que gosta e adiando a vida, como se ainda estivesse muito distante do objetivo. Isso acontece com frequência quando o planejamento financeiro é realizado. A conta que deveria ser ensinada nas escolas é relativamente simples: liberdade financeira não é apenas o tamanho do seu patrimônio. É o quanto esse patrimônio rende acima da inflação, o famoso juro real, comparado com o quanto você gasta. Se suas retiradas cabem dentro do juro real, o dinheiro pode nunca acabar: você vive dos frutos sem “comer a árvore”. Se gasta mais do que isso, está “comendo a árvore”, e é questão de tempo até ela não dar mais frutos. Por isso gosto de traçar dois planos: o do “dinheiro infinito”, em que não comemos a árvore, e o “Morra sem nada”, inspirado no livro de mesmo título de Bill Perkins, em que comemos a árvore de forma planejada ao longo do tempo, aproveitando ao máximo o esforço feito durante a vida para acumular aquele patrimônio. No final, quem decide é o cliente. Muitas vezes ele não precisa de mais dinheiro, nem se estressar tanto com o andamento da carteira. Precisa apenas visualizar essa conta. Saber quanto já acumulou, quanto ainda precisa acumular e, principalmente, perceber que o caminho já percorrido pode ser muito maior do que imaginava. A liberdade dele pode estar ali o tempo todo, escondida atrás de uma pergunta que ele nunca tinha feito. Isso é mais comum do que se imagina. Pessoas brilhantes, profissionais e empresários de sucesso que cuidam do próprio negócio, mas nunca rodaram a planilha da própria vida financeira. É a conta mais barata que existe. Pode mudar o jeito de aproveitar o que lhe resta de vida. Não saber o resultado dessa conta pode custar muito caro.
SOMOS O QUE VOTAMOS
Há algo curioso nas eleições. Durante alguns meses, todo mundo parece especialista em política. O vizinho sabe quem vai salvar o país, o colega de trabalho sabe quem vai destruí-lo, a família se divide na mesa do almoço, amigos deixam de se falar e nas redes sociais, o argumento muitas vezes desaparece e sobra apenas a torcida. E assim chegamos a 2026! Mais uma vez, o Brasil vai às urnas. No dia 4 de outubro, escolheremos presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Se houver segundo turno para presidente ou governador, ele acontecerá em 25 de outubro. Mas será que sabemos, de verdade, o que estamos escolhendo? Porque eleição não é apenas escolher um presidente. Nós falamos muito do presidente, mas pouco falamos de quem estará sentado no Congresso. O deputado federal trabalha na Câmara dos Deputados. São eles que discutem e votam projetos de alcance nacional, participam da elaboração do orçamento e fiscalizam o Executivo. O deputado estadual atua na Assembleia Legislativa do estado, tratando de leis e questões que dizem respeito à realidade estadual. Ou seja, quando escolhemos um deputado, não estamos escolhendo simplesmente alguém para “representar nossa cidade”. Estamos escolhendo alguém que vai participar das decisões que podem afetar nossa vida durante anos. E é por isso que a polarização é tão perigosa, porque ela simplifica aquilo que é complexo, transformando política em campeonato. De um lado, os “bons”, do o outro, os “maus”. De um lado, os que “salvarão o Brasil”, do outro, os que “acabarão com o Brasil”. E nós, cidadãos, vamos sendo convidados a escolher não necessariamente pelo que acreditamos, mas pelo medo que sentimos do outro. A política brasileira parece ter adquirido uma estranha necessidade de inimigos. Já não basta discordar, é preciso desqualificar, não basta defender uma ideia, é preciso destruir quem pensa diferente, e democracia não nasceu para que todos pensem igual. Nasceu justamente para que pudéssemos pensar diferente sem precisar nos destruir. “Ah, mas se eu não quiser votar em ninguém?”Pode votar em branco ou nulo, mas é importante saber o que isso significa.O voto em branco acontece quando o eleitor escolhe a opção “Branco” na urna. O voto nulo ocorre quando o eleitor digita uma combinação que não corresponde a um candidato e confirma. Para efeito do resultado, ambos não são contabilizados como votos válidos e isso muda tudo! A eleição continua e nós entregamos poder através desses números. Quando for votar pense: “Quem você vai escolher para ocupar cada espaço de poder?”Temos liberdade para escolher e, ao mesmo tempo, vemos crescer a hostilidade contra o próprio sistema que nos permite escolher.É como reclamar da existência da porta enquanto se discute quem pode entrar.Democracia não é perfeita, nunca foi!Somos o que votamos!E, depois de apertar “CONFIRMA”, começa a parte mais difícil:conviver com aquilo que escolhemos e continuar cuidando da democracia que nos permitiu escolher. Portanto, pesquise e vote consciente!
Um Rio Grande do Sul bem brasileiro!
Epopeia. Gesta. Façanha! A Revolução Farroupilha foi além fronteiras. E, como era de se esperar, os “farrapos” ou “farroupilhas” deixaram um rastro não só de glória, mais uma imagem que marcou fundo na história brasileira: o “Decênio Heroico”. O professor Mário Gardelin, numa citação sobre o tema, trouxe à luz um pequeno impresso de ninguém mais, ninguém menos, que Ruy Barbosa onde, sob o título de “Culto Cívico”, nos diz: “Terra de tantas qualidades excelsas, privilegiada pela sua inesgotável maternidade de talentos, virtudes e heroísmos, o Rio Grande tem no tesouro incalculável de seus merecimentos, glórias para encher a paz e a guerra, cimo de luz para se medir com as mais altas grandezas, imprevistas sobras de magnificência para se lembrar até dos mais pequeninos e lhes deixar cair um pouco do que lhe transborda dos seios opulentos. De coração e com amor lhe rendo aqui este preito………….”. Ao comentar esse trexto, o saudoso professor Mário Gardelin, relata: “Não é nenhum favor afirmar que o RS, entre todos os Estados ou Províncias do Brasil, foi um dos que, popularmente, conquistaram o maior prestígio. Quem residiu fora de nossas fronteiras, sabe que a palavra ‘gaúcho’ tem algo de especial, de nobre e de representatividade………”. Outro brasileiro – esse, poeta – contado e cantado em prosa e verso – chamado Olavo Bilac – assim falou: “FARRAPO! Este nome criado pelo desprezo foi nobilitado pela glória; a inevitável glória da justiça do tempo transformou o epíteto injurioso em título de suprema honra. Eram desgraçados, sim; eram pobres; eram maltrapilhos, aqueles guerreiros que, para não morrer de fome, contentavam-se com um bocado de carne crua; acampavam e dormiam ao relento, com a face voltada para as estrelas; não tinham dinheiro, nem uniforme, e não podiam renovar as botas e os ponchos que o pó da estrada, as balas, as cutiladas, as chuvas estraçalhavam e apodreciam; – mas, prezavam o seu nome de ‘farrapos’ e tinham orgulho de sua pobreza; e eram mais ricos assim, possuindo apenas o cavalo, a sua garrucha, a sua lança e a sua bravura…”. Mas, sem sombra de dúvidas – e ao meu ver – a maior prova de “brasilidade” do povo gaúcho está em sua bandeira: a cor vermelha, entre o verde e amarelo. O sangue aqui derramado, a unir as cores da nossa pátria. A bem da verdade, a Revolução Farroupilha (sem falar em vitória ou derrota) mostrou ao Brasil que aqui no “garrão” sul-brasileiro está, de pé e à ordem, o Rio Grande do Sul… a nossa terra!