Antes de receber centenas de milhares de visitantes, a Festa Colonial nasceu para um público bem menor, mas com um propósito que permanece atual. Em novembro de 1993, quando Canela realizou sua primeira edição, o objetivo não era criar um grande evento turístico. A proposta era abrir espaço para que as famílias do interior mostrassem à cidade aquilo que produziam ao longo do ano. Em cada pão assado, cada cuca, cada salame, cada geleia e cada peça de artesanato havia uma história construída nas propriedades rurais do município. CENTRO DE FEIRAS em 1993, palco da 1º edição da Festa ColonialArquivo Jornal Nova Época Naquele tempo, Canela vivia uma realidade diferente. O turismo já ocupava espaço na economia local, mas a agricultura seguia essencial para dezenas de famílias espalhadas pelas comunidades do interior. Faltava, porém, um lugar onde esse trabalho pudesse ser visto, reconhecido e valorizado. A Festa Colonial nasceu para preencher essa lacuna, reunindo produtores rurais, Prefeitura, Emater e Sindicato dos Trabalhadores Rurais em um projeto que aproximava o campo da cidade. A primeira edição foi realizada entre 27 de novembro e 5 de dezembro de 1993, no antigo Centro de Feiras de Canela, que hoje desativado. Participaram exclusivamente produtores rurais da cidade. As bancas reuniam pães, cucas, queijos, embutidos, geleias, hortaliças e artesanato. A programação também incluía almoços e jantares típicos da culinária alemã e italiana, exposição de pequenos animais, máquinas e implementos agrícolas, além de apresentações de grupos folclóricos e bandas. As famílias rurais passaram a ocupar um espaço que até então não existia. Durante alguns dias, deixaram suas propriedades para apresentar a produção no Centro da cidade, aproximando consumidores e produtores em um encontro que rapidamente conquistou a comunidade. Não foram localizados registros oficiais sobre o público da primeira edição. Naquele momento, a preocupação não estava nos números. O desafio era fazer a ideia dar certo. E deu. A CONSOLIDAÇÃO O resultado apareceu rapidamente. Em 1994, a segunda edição já refletia a confiança conquistada no ano anterior. A estrutura foi ampliada, novos fornos de barro foram construídos e mais comunidades decidiram participar. A programação ganhou força com 14 grupos folclóricos, bandas, corais, danças típicas e a participação oficial do primeiro grupo folclórico de Canela. NA PRIMEIRA FESTA, fornos foram feitos com barro amassado pelos pésArquivo Jornal Nova Época Oito comunidades rurais levaram seus produtos e costumes ao antigo Centro de Feiras. A expectativa da organização era receber um público três vezes maior do que o da estreia. Ao final da programação, cerca de sete mil pessoas passaram pelo evento apenas no último fim de semana. A Festa Colonial deixava de ser uma experiência para tornar-se um compromisso do calendário de Canela. UM NOVO CALENDÁRIO As quatro primeiras edições aconteceram entre novembro e dezembro. Em 1997, na quinta edição, o evento passou definitivamente para julho. A mudança tinha duas razões. O Sonho de Natal crescia rapidamente e concentrava boa parte da programação turística do fim do ano. Ao mesmo tempo, o inverno já atraía milhares de visitantes para a Serra Gaúcha. Levar a Festa Colonial para julho significava oferecer aos produtores rurais um público maior justamente no período de maior movimento turístico. A decisão deu resultado. A festividade ampliou sua estrutura, incorporou novas atrações e consolidou-se como um dos principais eventos do inverno canelense. O crescimento aconteceu sem alterar sua principal característica: colocar as famílias agricultoras no centro da programação. NA 2ª FESTA COLONIAL, grupo folclórico alemão foi atração artísticaArquivo Jornal Nova Época Desde sua criação, a Festa Colonial foi realizada praticamente todos os anos. A única interrupção ocorreu em 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou o cancelamento do evento. Em 2021, a festa retornou em formato adaptado, respeitando as restrições sanitárias ainda vigentes. Nos anos seguintes, retomou gradualmente seu formato tradicional. Ao longo de pouco mais de três décadas, a Festa Colonial acompanhou as transformações de Canela. O que começou reunindo exclusivamente produtores rurais em um antigo pavilhão tornou-se um dos principais eventos do calendário de inverno da cidade. A estrutura cresceu, a programação foi ampliada e a festa passou a ocupar o coração do município, sem perder o vínculo com suas origens. ESSÊNCIA DO EVENTO SEGUE A MESMA A gastronomia continua sendo o grande ponto de encontro entre o campo e a cidade. Pães, cucas, bolos, bolinhos, embutidos, queijos, geleias, schmiers, massas e pratos típicos preparados pelas próprias famílias permanecem como a principal atração para quem visita a festa. Ao longo dos anos, novos produtos foram incorporados ao evento, acompanhando a diversificação da produção rural de Canela. Hoje, queijos premiados dividem espaço com receitas tradicionais que atravessaram gerações. Outro aspecto marcante foi a renovação das próprias famílias expositoras. Muitos agricultores que participaram das primeiras edições passaram a dividir os balcões com filhos e netos. Em diversos casos, novas gerações assumiram a produção sem abandonar os métodos artesanais que deram identidade à Festa Colonial. Famílias tradicionais seguem presentes, enquanto novos produtores incorporam mercadorias e técnicas que ampliam a diversidade da feira. A programação também ganhou novas dimensões. Além da gastronomia colonial, a festa passou a reunir shows, apresentações folclóricas, espetáculos teatrais, desfiles temáticos, oficinas, feira de artesanato e, mais recentemente, os Jogos Coloniais. A cultura do interior passou a ser apresentada não apenas pela culinária, mas também pela música, pelo teatro, pelos costumes e pelas histórias das comunidades rurais. A transferência para a Praça João Corrêa consolidou outro avanço importante. Ao levar a Festa Colonial para o Centro, o evento ganhou visibilidade e aproximou ainda mais moradores e visitantes da realidade das comunidades rurais. Durante mais de duas semanas, o espaço transforma-se em uma vitrine da produção agrícola e artesanal de Canela, fortalecendo a geração de renda para dezenas de famílias e valorizando um patrimônio cultural construído ao longo de gerações. A FESTA no noticiário local de 1994Arquivo Jornal Nova Época A 32ª EDIÇÃO No próximo 17 de julho, a Praça João Corrêa voltará a receber a Festa Colonial para sua 32ª edição. Serão 17 dias de programação com shows, desfiles temáticos, espetáculos teatrais, jogos
Esquina Bar e Cozinha: o novo ponto de encontro da gastronomia para compartilhar
Espaço reúne gastronomia, arquitetura e arte contemporâneaFoto: Paula Vinhas A gastronomia vive um momento curioso. Em um tempo em que tantos restaurantes disputam atenção por meio da criatividade dos pratos, alguns projetos começam a investir também naquilo que não cabe no cardápio: a construção de ambientes capazes de gerar identificação e desejo. O Esquina Bar e Cozinha, recém-inaugurado em Canela, nasce alinhado a esse movimento. Sua proposta não está apenas na cozinha autoral, mas na forma como arquitetura, arte, coquetelaria e hospitalidade se unem para transformar uma refeição em momentos descontraídos de convivência. Instalado em um casarão histórico na esquina das ruas Augusto Pestana e a Borges de Medeiros, o restaurante provoca curiosidade antes mesmo de cruzarmos a porta. A fachada inteiramente preta preserva a imponência da construção, mas esconde um contraste surpreendente. Lá dentro, o ambiente ganha cor, personalidade e movimento. Gabriel Souza assina esse projeto arquitetônico cheio de personalidade. Como a casa que abriga o restaurante é ampla, oportunizou a criação de um espaço capaz de receber mostras e atividades culturais. A estreia apresenta a arte de Carlinhos Volk revelada em quadros, ampliando seu olhar para além do projeto feito em parceria com o designer de interiores Gabriel Souza. CULTURAS NO PRATO Idealizado pelos mesmos sócios do Containner Bistrot, Graziela Franzen e Gabriel Souza, o Esquina nasce sem a pretensão de ser protocolar. A proposta segue por outro caminho, apresentando uma gastronomia cosmopolita e construída para aproximar pessoas. O talento da chef Graciela Martins se revela em todo o cardápio, com criações que percorrem diferentes culturas gastronômicas. As referências orientais, mediterrâneas, espanholas e coreanas convivem naturalmente porque existe uma linha condutora muito clara: preparar comida generosa, saborosa e pensada para circular pela mesa. Entre os pratos que mais traduzem o espírito da casa está o Cordeiro sem Cerimônia. O próprio nome antecipa aquilo que chega à mesa. O corte, lentamente cozido em cerveja preta até desfiar, é servido ao lado de pão de fermentação natural tostado, convidando o cliente a esquecer os talheres por alguns instantes e aproveitar o prazer quase intuitivo de compartilhar. Outro prato que chama a atenção é o delicado Bao de Barriga de Porco, que impressiona pela maciez do pão cozido no vapor. O recheio traz uma barriga de porco equilibrada pela acidez dos picles artesanais, criando um contraste elegante entre untuosidade e frescor. Já o Pan Tumaca demonstra como a simplicidade, quando executada com precisão, continua sendo uma das maiores virtudes da gastronomia. Pão rústico, tomate maduro, alho, azeite e jamón dispensam excessos quando cada ingrediente cumpre exatamente o seu papel. Essa liberdade aparece em praticamente todo o menu. A opção Mesa da Esquina, inspirada no churrasco coreano, convida cada pessoa a montar seus próprios rolinhos. DESCOBERTAS NO BAR Sob consultoria de Fred Müller, um dos principais nomes da coquetelaria contemporânea do Rio Grande do Sul, a carta de drinks autorais e mocktails (sem álcool) do Esquina foi criada para ocupar legitimamente seu espaço à mesa. A adega também segue esse raciocínio. Com curadoria dos sommelières Graziela Franzen e Wesllen Romero, a seleção privilegia uma ampla oferta de vinhos em taça, permitindo que cada etapa da refeição seja acompanhada por um rótulo diferente, sem qualquer formalidade, incentivando a descoberta de novos sabores e harmonizações, uma proposta muito atraente para apreciadores e estudiosos de vinhos como eu. PONTO DE ENCONTRO E assim, o Esquina Bar e Cozinha cria condições para que cada encontro aconteça da maneira mais natural possível. Famílias, casais, grupos de amigos ou pessoas que chegam apenas para um bate-papo acompanhado de um drink despretensioso encontram um ambiente acolhedor onde arquitetura, arte e hospitalidade contam a mesma história permeada por muitos sabores. SERVIÇO O QUÊ: Esquina Bar e Cozinha ONDE: Esquina das ruas Borges de Medeiros e Augusto Pestana em Canela HORÁRIOS: Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 17h às 23h Sábados, das 11h30 às 15h / das 17h às 23h Domingos, das 11h30 às 18h
Social da Luísa Rodrigues
Patrícia Zanotelli, Tela Tomazeli, Tita Ecker, Laura Silveira e Tábatha Colla reuniram-se no Il Piacere para conhecer e saborear as novidades do cardápio Foto: Luísa Rodrigues Hotel Valle D’Incanto abriu a temporada de inverno com o evento Tra vino e Fuoco, realizado em seu prestigiado restaurante, Osteria di Lucca. O encontro gastronômico contou com a presença ilustre do renomado chef Nico Acosta, do restaurante da Bodega Garzón. Na foto Chef Executivo Rodrigo Rauth, Sous Chef Fernando Costa, Cozinheira Odorica Rodrigues, Cozinheira Alexandra Américo e Chef Bodega Garzon – Nicolas Acosta Foto: Divulgação Leonardo Hauser Duarte e Márcia Rocha em recente inauguração da belíssima loja Beagle em Canela Foto: Luísa Rodrigues Luiza Canali e Eduarda Cardoso prestigiando a inauguração da clínica de endocrinologia e metabologia integrativa da Dra. Michele Lara Lopes Foto: Divulgação Eliezer Lima, Mari Martins, Antony Alysson, João Neto, Juliethy Ramos e Tiago Schüller prestigiaram a Festa de São João em Gramado, aproveitando uma noite de muita alegria, comidas típicas, música e o clima acolhedor que faz desta celebração uma das mais queridas da região Foto: Divulgação
Social da Samanta
Amanda Wingert e Jeferson Berti trocaram alianças no dia 26 de junho. O registro lindo conta com a amada pet Cookie! Foto: Camila – Nômade Fotografia O artista Iury Simões esteve em Gramado, a convite da Secretaria de Turismo. Durante uma semana eles pintou aquarelas, registrando em traços e cores a Gramado – Feita de Histórias Foto: Divulgação Angelita Ecker prestigiou a inauguração de endocrinologia e metabologia integrativa da Dra Michele Lara! Foto: Briana Dalpiaz Da esquerda pra direita: Paulo Piva, Cleo Port, Jackson Feldmann, Jorge Vasques, Normélio Hofmann, Bira Gil, Dé Zanatta, Julio Arsand, André Cavalli, Paulo Zini e Alvaro Borer, em jantar entre amigos de longa data! Foto: Divulgação Melissa Hugentobler, Bianca Carneiro, Gabriel Souza, Gabriela Franzen, Danúbia Schaulet e Vera Carneiro na inauguração do Esquina Bar e Cozinha! Foto: Paula Vinhas
NOVO COLÉGIO
Um projeto que nasceu de um sonho de famílias de Canela e Gramado se transformou em escola oficialmente credenciada e pronta para iniciar suas atividades. A Escola Araucárias anuncia a abertura das matrículas para o ano letivo, com vagas para o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, além de uma programação de atividades extracurriculares voltadas ao desenvolvimento integral dos alunos.Foto: Divulgação ALERTA Com a previsão de chuva para os próximos dias na região de Canela, a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil orienta a comunidade a respeitar a interdição do trecho da Rota Panorâmica entre o entroncamento com a Usina da Canastra e a antiga Barragem das Laranjeiras. O bloqueio foi determinado pelo Decreto nº 10.586/2025, após os deslizamentos provocados pelas enchentes de 2024, e permanece em vigor. DOIS ANOS DEPOIS A Prefeitura de Gramado assinou quarta-feira (1), o contrato com a empresa GEOX Geotecnia e Engenharia de Obras para a reconstrução de três ruas do bairro Piratini, destruídas pela crise climática de maio de 2024. Orçada em R$ 13,6 milhões, a obra terá investimentos de repasse do Governo Federal, por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, no valor de R$ 12,9 milhões, tendo uma contrapartida do município de R$ 759,9 mil. As intervenções contemplam a reconstrução de trechos das ruas Henrique Bertoluci, Guilherme Dal Ri e Afonso Oberher, com fornecimento de material, totalizando uma área de intervenção de 13,5 mil metros quadrados GRANDE DESFILE No lançamento da edição do Natal Luz de 2026, a GramadoTur confirmou a informação dada por este colunista: o Grande Desfile de Natal volta para o ExpoGramado. Nesta temporada, contará com 39 apresentações, acomodando 3.640 espectadores por sessão. Na justificativa para tirar o espetáculo do Centro, a autarquia municipal de turismo argumentou que serão realizadas obras na avenida das Hortênsias para a instalação de fiação elétrica subterrânea. O município precisa realizar a obra o mais breve possível, sob pena de perder recursos federais. A decisão, no entanto, leva em consideração as previsões da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), agência científica do governo dos Estados Unidos, que informa que o fenômeno El Niño deve alcançar o seu ápice no hemisfério sul entre novembro de 2026 e 2027, exatamente no período do Natal Luz. CENTRO DE FAUNA A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado e a Prefeitura de Gramado formalizaram a assinatura do termo de convênio para a instalação, operacionalização e gestão compartilhada do Centro de Triagem e Reabilitação de Fauna Silvestre (SETAS), no Parque Natural Municipal dos Pinheiros. A iniciativa amplia a capacidade de atendimento especializado aos animais silvestres provenientes de resgates, apreensões e ações de fiscalização, que necessitam de cuidados e reabilitação antes de eventual retorno à natureza. O convênio prevê o repasse de R$ 9,46 milhões, distribuídos ao longo de cinco anos. QUE VERGONHA! Gramado é um município que terá uma arrecadação superior a R$ 600 milhões este ano, mas não tem dinheiro para dar conforto e bem estar aos mais de 120 cachorros que vivem no canil municipal. A situação das baias precárias, embarradas, e dos animais aparentando falta de alimentação adequada, foi objeto de críticas desde a semana passada no Instagram. A vereadora de Santa Cruz do Sul, Bruna Molz (Republicanos), veio a Gramado e percebeu a ONG Mãos Dadas Patas Salvas fazendo um brechó para comprar casinhas para os cães para o canil municipal. Sim, muitos deles dormem ao relento, sem cobertura. Com quase 400 mil seguidores no Instagram, e vídeo com 19 milhões de visualizações, Bruna fez severas críticas ao estado do canil municipal. A crítica repercutiu em todo o Brasil Quem não gostou foi o secretário da Saúde, Jeferson Moschen (PP), que, na tribuna da Câmara, acusou Bruna de usar estas críticas como trampolim político, já que a santacruzense é pré-candidata a deputada estadual. Segundo Jeferson, todos os animais estão tratados, vacinados e com os vermífugos em dia. Lembrou, ainda, que o município está construindo um Centro de Bem Estar Animal. A polêmica fez com que o prefeito Nestor Tissot (PP), convidasse Bruna para visitar o canil municipal. Ela veio e constatou a precariedade do local, na rua Elvira Benetti, entre o bairro Avenida Central e a Linha 28. Enquanto isso, campanhas de arrecadação de alimentos e roupas vem sendo feitas por defensores da causa. Como se Gramado fosse um município pobre e não tivesse condições de bancar uma vida mais digna para os pobres animais. Isso é uma vergonha! PRORROGAÇÃO A Prefeitura de Gramado prorrogou até o dia 8 de janeiro de 2027, a suspensão para o recebimento e análise de novos protocolos voltados à instalação de grandes empreendimentos nos setores de gastronomia e hotelaria no município. VALE MUITO! Se empatar ou vencer o Bagé, domingo (5), na Vila Olímpica, o Gramadense garante vaga na Copa Sul-Sudeste de 2027. Se vencer a Copa FGF, vai para a Série D do Brasileiro. POMPÉIA PRYME Em ritmo acelerado, o Pompéia Pryme reúne 40 médicos neste sábado (5) para esmiuçar o projeto do hospital, e informar as novidades.A previsão de abertura é janeiro de 2028.
SÃO CHICO DA DIVERSIDADE
A imensidão das paisagens dos Campos de Cima da Serra, com a vegetação penteada pelo vento, com o verde claro ocasionalmente manchado de preto nas queimadas e com as araucárias pontuando a topografia levemente sinuosa como pináculos naturais, tudo leva a crer que na pequena zona urbana de um extenso município encravado nesse bioma, São Francisco de Paula, essa placidez se repete. Mas São Chico tem surpreendido. Resposta às décadas em que o tempo parece ter andado mais devagar, a cidade adquiriu um dinamismo que não é paradoxal, é sintoma de pressa. Pressa em oferecer opções de lugares prazerosos de visitar além do Lago São Bernardo, das cachoeiras e de proporcionar lazer e entretenimento diverso das atividades ligadas à tradição. Correndo para se igualar às outras cidades da Região das Hortênsias em atrações, surgiram o Mátria Parque das Flores e um calendário de eventos mais robusto, pautado muitas vezes pela música. Um encontro de bandas cover de Beatles cresceu muito e a cidade se identifica tanto com os Quatro de Liverpool que o fato motivou a ida do Museu dos Beatles para lá. O pioneirismo na região em outro tipo de evento está se manifestando em São Chico, voltado para uma comunidade muito expressiva no Brasil. Neste sábado, 4 de julho, a partir das 21h, um recinto em São Francisco vai abrigar um encontro de simpatizantes da causa gay, o São Chico in Pride (pride = orgulho). O que poderá parecer um evento modesto em tamanho, será talvez o embrião de uma festividade a cada ano maior. O local será o bar de cerveja artesanal Carapina, na Júlio de Castilhos 411, coração da cidade. À frente da iniciativa estão Milena Poliana Fritzen (@milena_fritzen) e Maxwell Prates de Oliveira (@ooliveira_max), já contentes pelo fato de o número de presentes confirmados superar as melhores estimativas deles. O que não vai faltar é animação e música boa. Evento organizado por Milena Poliana Fritzen e Maxwell Prates de Oliveira (acima) terá atrações convidadas MULTIDÕES NAS PARADAS É sabido que o movimento LGBTQIA+ promove eventos e paradas que movimentam enormes somas. A Parada do Orgulho LGBT+, de São Paulo, é a maior do mundo no gênero e um dos eventos que mais trazem adeptos para aquela capital. Na edição de 2026, realizada em 7 de junho, cerca de 37.000 pessoas lotaram a Avenida Paulista para celebrar seu modo de vida com artistas e 14 trios elétricos. Outras cidades icônicas para o movimento gay no mundo são San Francisco (EUA), Madri, Tel Aviv e Montreal. ELAS TAMBÉM QUEREM TAÇA Júlia Basei (de cachecol) e as seis atletas Em plena efervescência da conquista da grande taça do futebol, Canela vai em busca de uma em Santa Catarina, neste final de semana, mas não é rente ao chão. Estamos sendo muito bem representados por meninas atletas da Academia Neusa Martinotto, na Taça Brasil de Aéreos e Pole Sports 2026. A competição acontece de 3 a 5 de julho no Ginásio de Esportes João Mario Canella, em Araranguá.Organizada pela Liga de Aéreos e Pole Sports, classifica os três primeiros colocados para o Mundial da Aerial & Pole Sports World League na Cidade do México. As seis alunas da Academia participarão da competição nacional na modalidade tecido acrobático, estilo em que a “academia da Neusa” tem uma expertise de décadas, sendo uma das pioneiras na região nas apresentações nos tecidos, em que atletas impressionam nas descidas em velocidade e nas evoluções em altura. As atletas que integram a delegação são Anita Vasques dos Santos, Bella Bigonha, Betina Lazaretti, Martina Bered, Olívia Dalcortivo e Tannat Peccin. Todas os movimentos no tecido acrobático são coreografias desenvolvidas sob a orientação da professora Júlia Basei. UMA GRANDE FEIJOADA O centenário Grande Hotel Canela promove feijoada neste sábado, 4 de julho, do meio-dia às 16h. Excelente oportunidade para agradar o paladar e a mente, só por percorrer aquele lugar icônico para Canela. Além do cardápio, terá música ao vivo de Margarida & Cris e recreação infantil.Reservas pelo Sympla ou pelo WhatsApp 3282 1285. PARA VER MARIA CASSOLA Continuam os interessantes encontros da série Narrativas, conduzidos pelos psicólogos Camila Heidrich e Marco Aurélio Alves. Nesta quarta, 8 de julho, o foco estará em Maria Cassola, que falará sobre a sabedoria da natureza. Acesso gratuito, é no Espaço Sicredi da rua Dona Carlinda, às 19h30.
A Copa que confundiu paixão com planejamento
Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014, parecia que o país receberia uma segunda chance. A lembrança de 1950 ainda existia, mas agora o roteiro parecia outro: estádios modernos, obras pelo país, seleção jogando em casa e a esperança de conquistar o hexacampeonato diante da própria torcida. Havia motivos para acreditar. O Brasil vinha do título da Copa das Confederações de 2013, tinha Neymar em grande fase, Thiago Silva como capitão e Luiz Felipe Scolari no comando. A confiança era enorme. O Brasil, porém, parecia depender muito de suas principais lideranças. Neymar era o centro técnico e emocional do time. Thiago Silva era a referência defensiva. Felipão representava a memória vencedora de 2002. A sensação era de que o caminho estava pronto. Não estava. Enquanto o Brasil carregava tradição, pressão e esperança, a Alemanha chegava como resultado de uma reconstrução iniciada anos antes. Após fracassos no início dos anos 2000, o futebol alemão reformulou a formação de atletas, investiu na base, qualificou treinadores e criou um modelo mais contínuo de desenvolvimento. No dia 8 de julho, no Mineirão, essa diferença apareceu de forma brutal. A Alemanha abriu o placar aos 11 minutos. Entre os 23 e os 29, marcou mais quatro gols, na sequência mais rápida da história das Copas do Mundo. O placar de 7 a 1 tornou-se a maior derrota da Seleção Brasileira em Mundiais. Mas aquele jogo representou mais do que um resultado histórico. Mostrou que camisa pesa, mas não organiza uma equipe. Que torcida empurra, mas não corrige um time em colapso. E que talento individual não substitui uma estrutura coletiva quando tudo sai do controle. A Copa de 2014 foi preparada como uma grande vitrine nacional. Foram bilhões em investimentos, estádios novos ou reformados e a promessa de apresentar ao mundo um país moderno. Dentro de campo, porém, a lição foi outra: estrutura de concreto não garante estrutura de futebol. O Brasil queria vencer em casa. A Alemanha mostrou que vencer começa muito antes: na base, nos clubes, nos treinadores, na leitura do jogo, na formação emocional, na capacidade de reagir sob pressão e na construção de uma ideia coletiva. O 7 a 1 não apagou a história do futebol brasileiro. Mas derrubou uma certeza perigosa: a de que tradição, sozinha, ainda bastava. Paixão move o futebol. História inspira. Camisa pesa. Mas títulos não são conquistados pela memória das vitórias anteriores. São construídos muito antes do apito inicial.
Faturamento e crescimento não são sinônimos
Muitas empreendedoras, profissionais liberais e empresariais, me perguntam: Por quê já aumentei o meu faturamento, mas mesmo assim não consigo ver o dinheiro sobrar ou ao menos consigo cobrir as despesas? Fazendo uma análise podemos ver que as respostas são as mais diversas como: Temos que ter a consciência que tudo muda muito rápido hoje em dia, e o que era bom ou dava certo para minha empresa a dez ou vinte anos atras, hoje pode não servir mais, por isso temos que buscar inovar sempre, mas com base em planejamentos consistentes, ou seja com os pés no chão. E quando pensamos em inovar ou reavaliar o processo é que buscar conhecimentos e profissionais competentes para nos auxiliar, é uma decisão sábia e necessária. Pois ao contrário que muitos pensam. É ganho decisão sábia e necessária. Pois ao contrário que muitos pensam, é ganho de tempo e não perda, é um investimento que com certeza te trará bons resultados, e uma nova visão do seu negócio. Muitos empreendedores confundem faturamento com lucro líquido, e acabam prejudicando a empresa com isso, e consequentemente o seu real crescimento, pois é uma ilusão aumentar as minhas despesas pessoais porque a empresa está faturando bem. Pois a análise da saúde da empresa vai muito além. Outro termômetro importante que precisamos ter é quanto a hora certa para investir em crescimento, pois e nesse momento que muitas empresas dão um passo largo, que as leva ao desequilíbrio financeiro. Fatores importantes a serem avaliados e que não podemos desprezar é medir os custos variáveis, saber qual é o seu ponto de equilíbrio, focar na venda de produto ou serviço com maior margem de contribuição e saber quanto vale a sua hora. Quando você começa a trabalhar focado no lucro, aliado a todos estes fatores acima, perceberá o crescimento real e a evolução da sua empresa, não descuidando é claro do que te diferencia no mercado hoje que é o atendimento e a qualidade de produtos e serviços. Você já se perguntou se tem um modelo de negócio escalável, pois se tens podes usar as estratégias certas considerando todos os fatores acima para o crescimento saudável do seu negócio. E envolver as pessoas que trabalham com você, nos planos e projetos, fazerem elas se sentirem parte importante, pois são, e incentiva-las a comprarem a ideia e quererem crescer junto com a empresa. Mas não se deixe levar pelas emoções, nessas horas os números são nossos aliados, organizar as despesas e receitas, planejar olhando para sua realidade é a coisa mais certa para se fazer, pois a maioria das pessoas bem sucedidas, partiram de um planejamento estratégico, independente da área de atuação. E nada melhor para potencializar esse planejamento é contratar uma mentoria de gestão estratégica, uma consultoria, pois no momento que você tem um outro olhar além do seu, ou seja de um especialista, a visão se aprofunda até em detalhes que passam despercebidos muitas vezes, mas que fazem muita diferença. Como também a visão do seu negócio se expande, olhando para novas oportunidades, baseada em dados reais e projetáveis, e com estratégias assertivas para o seu negócio.
EVENTOS
As cidades de Canela e de Gramado tem sua economia focada no turismo. Já disse em outras oportunidades que deveria haver uma diversificação na economia, para que as cidades não fiquem dependentes de uma atividade econômica. É um processo lento, mas vital para fortalecer a economia. Cito como exemplos as cidades do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos, que diversificaram suas economias diante das recorrentes crises da atividade coureiro-calçadista. Tivemos os exemplos na pandemia e das enchentes, cujos problemas começaram a aparecer neste ano. Algumas empresas conseguiram se manter e outras começaram a fechar as portas. Alto custo dos aluguéis, encargos tributários e trabalhistas, falta de mão de obra, altos juros bancários, etc. São muitas as dificuldades do empreendedor. Enquanto as cidades não pensam em diversificar suas economias, então devem procurar alternativas para fomentar sua principal atividade, o turismo. Isso passa por ter locais adequados para receber eventos de médio e grande porte. Gramado tem os pavilhões da Expo Gramado e do Serra Park para receber eventos diversos, como feiras e congressos. Tem o Ginásio Perinão e a Vila Olímpica para receber eventos esportivos. em Canela? Onde fazer eventos? Não é de hoje que faltam locais para receber eventos. Isso é uma constatação já de muitos anos. Passaram anos de administrações públicas de vários partidos políticos, sem nada de concreto. Só planos e projetos. Com isso, cada vez mais nos tornamos uma “cidade-dormitório”, dependente de eventos de outras cidades. Isso precisa mudar. Canela foi protagonista de grandes eventos como os festivais de teatro, entre outros que não temos mais. Em 1992 no Hotel Laje de Pedra, representantes de cinco países, sendo quatro Presidentes da República (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) mais o Ministro de Relações Exteriores do Chile, assinaram o primeiro tratado do Mercosul. Um evento político, diplomático e econômico internacional. Para lembrar isso existem as bandeiras na rodovia próximo à rotatória que vai para o Caracol. Coisas que ficaram na história de Canela. Falando em história, temos museus de quase tudo, exceto um museu de história da cidade. Se um turista quiser saber a história da cidade, vai continuar querendo. Canela e Cultura precisam se reencontrar. O protagonismo precisa retornar. Não se pode ficar sobrevivendo do turismo sem eventos próprios e sem locais adequados.
O charque na história do RS
(Simples e tradicional…) A história do Rio Grande do Sul, tem sua gênese ligada – entre outras atividades – à atividade saladeril, a indústria do charque. Inúmeras fazendas tiveram no século XIX no charque, sua principal atividade. Grandes propriedades rurais de Pelotas, no Sul do Estado, por exemplo, são testemunhas vivas dessa indústria, fator de exportação e que alavancou a economia gaúcha. Essas construções (das antigas charqueadas) são, ainda hoje, mantidas unicamente como produto de turismo regional, com visitações guiadas, contando parte da história da economia da região. O mais – ou um dos mais –tradicionais pratos da culinária gauchesca – o charque – pode ser servido de várias formas: desde cru, in natura, até nas mais sofisticadas receitas em restaurantes estrelados. Uma dessas receitas, diferente, prática e saborosa, é um encorpado molho que pode ser servido com macarrão, nhoque ou cless (também chamado de preguiça de mulher)… Vamos à receita… Nhoque com molho de charque Ingredientes: 1/2kg de charque 1/2kg de nhoque 2 latas de tomate pelado 1 dente de alho esmagado ½ cebola média Queijo ralado, pimenta, tomilho fresco, azeite de oliva (a gosto) Preparação: Cozinhar o charque em panela (de pressão, se preferir), até amolecer bem. Retirar da panela e desfiar. Refogar a carne desfiada no azeite com o alho e a cebola. Após, acrescentar os tomates, já esmagados, mais o tomilho e a pimenta, cozinhando em fogo baixo até o molho engrossar. Corrigir o sal. Cozinhar o nhoque com sal, escorrer e colocá-lo numa travessa. Acrescentar o molho e o queijo ralado. É só servir. …………………………… O charque – cantado em prosa e verso pelo nosso cancioneiro, e servido de inúmeras maneiras, é um dos mais representativos pratos da culinária típica do Rio Grande do Sul… a nossa terra!