(Simples e tradicional…)
A história do Rio Grande do Sul, tem sua gênese ligada – entre outras atividades – à atividade saladeril, a indústria do charque. Inúmeras fazendas tiveram no século XIX no charque, sua principal atividade.
Grandes propriedades rurais de Pelotas, no Sul do Estado, por exemplo, são testemunhas vivas dessa indústria, fator de exportação e que alavancou a economia gaúcha.
Essas construções (das antigas charqueadas) são, ainda hoje, mantidas unicamente como produto de turismo regional, com visitações guiadas, contando parte da história da economia da região.
O mais – ou um dos mais –tradicionais pratos da culinária gauchesca – o charque – pode ser servido de várias formas: desde cru, in natura, até nas mais sofisticadas receitas em restaurantes estrelados.
Uma dessas receitas, diferente, prática e saborosa, é um encorpado molho que pode ser servido com macarrão, nhoque ou cless (também chamado de preguiça de mulher)…
Vamos à receita…
Nhoque com molho de charque
Ingredientes:
1/2kg de charque
1/2kg de nhoque
2 latas de tomate pelado
1 dente de alho esmagado
½ cebola média
Queijo ralado, pimenta, tomilho fresco, azeite de oliva (a gosto)
Preparação:
Cozinhar o charque em panela (de pressão, se preferir), até amolecer bem. Retirar da panela e desfiar. Refogar a carne desfiada no azeite com o alho e a cebola. Após, acrescentar os tomates, já esmagados, mais o tomilho e a pimenta, cozinhando em fogo baixo até o molho engrossar. Corrigir o sal.
Cozinhar o nhoque com sal, escorrer e colocá-lo numa travessa. Acrescentar o molho e o queijo ralado. É só servir.
O charque – cantado em prosa e verso pelo nosso cancioneiro, e servido de inúmeras maneiras, é um dos mais representativos pratos da culinária típica do Rio Grande do Sul… a nossa terra!





