A poeira, o ronco de motores e o calor grego foram o cenário que vivemos no EKO Acropolis Rally of Gods, etapa grega do Campeonato Mundial de Rally – WRC.

O Campeonato Mundial de Rally reúne os melhores pilotos do mundo em carros especialmente construídos para estas provas.
As etapas do WRC são disputadas em estradas fechadas, com largadas a cada 2 ou 3 minutos: vence quem somar o menor tempo em todos os trechos. O campeonato tem provas disputadas em diferentes tipos de piso, e, na Grécia, predominam estradas de terra e cascalho.
Meus filhos e eu já havíamos assistido a uma prova válida pelo WRC na Argentina e, agora, tivemos a oportunidade de assistir a essa etapa da Grécia.
O programa começa na noite anterior, com o preparo de sanduíches e bebidas para enfrentar um dia de beira de estrada.
No dia da prova, levantamo-nos cedo para nos deslocarmos até a SS (Special Stage), trecho cronometrado. Geralmente não se consegue chegar de carro aos melhores lugares — curvas de alta velocidade, curvas fechadas, saltos. Então, alguma caminhada sempre é necessária. Chegamos ao local escolhido e aguardamos a hora da passagem dos carros. E aí é adrenalina pura.
Nesta prova da Grécia, as estradas passam pelas montanhas, com muitas curvas, em subida ou descida. Piso pedregoso, escorregadio e muita poeira. A habilidade dos pilotos é inacreditável. Controle absoluto sobre derrapagens, frenagem e aceleração. Vale destacar que eles fizeram levantamento prévio dos trechos e seus copilotos (navegadores) têm tudo anotado e vão “cantando” os detalhes para os pilotos.
Agora, imagine andar ao redor de 180 a 200 km/h numa reta e preparar o carro para fazer uma curva fechada, numa estrada escorregadia, cheia de pedras soltas. E fazê-la com uma leve derrapagem, mantendo o carro sob controle. É simplesmente sensacional.
A experiência na Grécia foi especialmente feliz, porque foi possível assistir a 5 SS, entre largadas, chegadas, curvas de 180 graus e curvas de alta velocidade. E, ainda, no último dia, fomos ao parque de apoio, vimos os pilotos bem de perto e, inclusive, trocamos algumas palavras com eles.
A prova teve uma disputa sensacional entre Thierry Neuville, que liderou a maior parte do tempo, e Sébastien Ogier, que acabou vencendo o rally. A disputa foi tão acirrada que, na SS 15, de 16,61 km, ambos fizeram exatamente o mesmo tempo.
Ao final de cada dia, estávamos cobertos de poeira, cansados, mas felizes. Como estava muito quente e o local onde estávamos hospedados era próximo ao mar, o primeiro banho era de água salgada.
Foram três dias excepcionais. Quem, em algum momento, puder acompanhar uma prova dessas não deve perder a oportunidade. Temos provas no Paraguai (27 a 30 de agosto) e no Chile (10 a 13 de setembro), relativamente próximas daqui.
Até a próxima, amigos!





