Quase dois anos após o início da operação, os patinetes praticamente desapareceram das ruas de Canela. A JET afirma que a redução é temporária e decorre de uma reavaliação logística e operacional.
Quando começaram a circular pelas ruas de Canela, no fim de outubro de 2024, os patinetes elétricos rapidamente passaram a fazer parte da paisagem urbana. A proposta era oferecer uma alternativa para deslocamentos curtos e ampliar as opções de mobilidade na cidade. Na época, a JET implantou uma frota de 130 patinetes distribuídos em 90 pontos de retirada e devolução.
No entanto, quase dois anos depois, o cenário mudou. Os equipamentos praticamente desapareceram das ruas de Canela. Leitores do Jornal Nova Época passaram a questionar se a empresa havia encerrado as atividades no município.
Por isso, a reportagem entrou em contato com a JET para esclarecer a situação.
Segundo Victor Coelho, gerente de Relações Públicas da empresa para a América Latina, a operação em Canela não foi encerrada. Atualmente, a empresa realiza uma reavaliação logística e operacional, o que reduziu temporariamente a presença dos patinetes na cidade.
Enquanto isso, em Gramado, a operação segue normalmente. A JET informa que monitora continuamente a demanda e ajusta a frota de acordo com a necessidade de cada município.
Além disso, a empresa afirma que mantém diálogo permanente com o poder público das cidades onde atua. Também reafirma o compromisso com a região e com a expansão responsável de suas operações.

Do entusiasmo inicial à redução da frota
Quando iniciou a operação em Canela, a JET explicou que escolheu o município pelo potencial turístico, pela economia local e pelo fluxo de visitantes. A empresa apresentou os patinetes como uma alternativa de micromobilidade para moradores e turistas. Naquele momento, a implantação da frota fazia parte da expansão da companhia no Brasil.
Agora, a redução dos equipamentos muda o cenário registrado no início da operação e desperta dúvidas sobre o futuro do serviço em Canela.
Por isso, o Nova Época também encaminhou questionamentos à Secretaria Municipal de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização. A reportagem perguntou se o Município foi comunicado sobre a redução da operação, se existe algum instrumento vigente entre a Prefeitura e a empresa e como a administração municipal avalia a experiência dos patinetes elétricos na cidade.
O Nova Época atualizará esta matéria assim que a Prefeitura encaminhar seu posicionamento.










