Um nome que saiu de Canela
A Antes do Brasil conquistar o tricampeonato mundial, em 1970, um canelense esteve muito próximo de fazer parte daquela história. Conhecido como Picasso, Ronei Paulo Travi nasceu em 7 de maio de 1939 e construiu carreira sólida como goleiro no futebol brasileiro.

DO SERRANO AO CENÁRIO NACIONAL
Revelado no Serrano, iniciou no futebol local antes de ganhar projeção no Cruzeiro de Porto Alegre. No Palmeiras, entre 1963 e 1965, disputou cerca de 46 partidas e conquistou o Campeonato Paulista de 1963, integrando um elenco forte do futebol brasileiro da época.
PASSAGEM POR GRANDES CLUBES
Depois, seguiu para o São Paulo, onde teve uma das fases mais consistentes da carreira, com mais de 150 jogos e títulos estaduais no início dos anos 70. Em 1970, atuando pelo Bahia, viveu grande fase e foi eleito o melhor goleiro do país com a Bola de Prata da revista Placar. Também defendeu Atlético Paranaense e Grêmio, entre 1973 e 1975.
A SELEÇÃO E A LESÃO
Na virada dos anos 60, passou a integrar convocações da Seleção Brasileira e chegou a vestir a camisa do Brasil. Naquele período, seu nome aparecia entre as opções para o gol no ciclo que antecedeu a Copa do Mundo do México. Mas uma fratura no pé, sofrida durante uma partida em 1968, o afastou das convocações no momento decisivo.
A VAGA QUE FICOU PELO CAMINHO
Sem Picasso, o goleiro Félix ganhou espaço e assumiu a posição na campanha do tricampeonato. A Seleção de 1970 entraria para a história como uma das maiores de todos os tempos, enquanto a trajetória do goleiro canelense ficaria marcada por uma proximidade rara com aquele grupo.
UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU AQUI
Picasso não disputou uma Copa do Mundo, mas esteve muito perto dela. Sua trajetória, iniciada em Canela, o levou ao mais alto nível do futebol brasileiro e segue como um registro importante da presença da cidade na história do esporte.










