O jogo de xadrez existe há centenas de anos. É um jogo de tabuleiro com peças denominadas de peões, torres, cavalos, bispos, reis e damas. Cada peça executa um movimento e tem uma função. É um jogo de estratégia, raciocínio e concentração, simulando uma batalha cujo objetivo é capturar o rei adversário. Muitas vezes o jogo é usado como analogia para as mais diversas situações cotidianas, onde é preciso desenvolver a capacidade de analisar e de resolver problemas.
O período eleitoral se encerra neste domingo. Então podemos usar o jogo para analisar essa reta final das eleições. Assim como no jogo, nossas eleições estão polarizadas. Após o encerramento do primeiro turno, foi possível verificar os seguintes movimentos: houve um avanço de candidatos de partidos de direita que se elegeram em vários cargos nos Estados e no Congresso Nacional. Diante dessa situação os partidos de esquerda tentam se reorganizar para evitar uma maior perda de eleitores, buscando atrair os indecisos. Em observação, nesse jogo, estão os partidos ditos de centro, sendo que uns já manifestam apoio, enquanto que outros aguardam mais movimentos no jogo.
Como expectador dessa partida está o mercado financeiro que também observa o andamento, esperando para reagir de forma positiva ou negativa, dependendo do que ocorre na partida. E quando uma disputa fica tensa, os jogadores às vezes acertam, em outras erram e muitas vezes ficam em dúvida. O jogo de xadrez, por ser estratégico, exige que jogador preveja os movimentos seguintes do adversário. A falta dessa previsão pode dar ao jogo um rumo inesperado. O tempo passa e o jogo do xadrez eleitoral se encaminha para o final.
O jogo de xadrez admite o empate, mas o xadrez eleitoral não. Terminada essa partida haverá um declarado vencedor. Mas independente de quem “vença” é preciso lembrar o seguinte. Não haverá vencedores, nem vencidos. E assim como jogo de xadrez, no final da eleição, reis e peões, de ambos os lados, voltarão para a mesma caixa.




