(Tal qual me contaram…)
São muitas as expressões do Folclore Brasileiro, comuns a vários Estados, se não a todos.
Na verdade, em cada canto desse Brasilzão de Deus há os ditos, ditados e demais expressões de que se utiliza o Folclore para eternizá-los.
Vamos a alguns exemplos:
O Cordão
Grupo de foliões, geralmente com uma fantasia, que se divertem no Carnaval, incentivando a alegria e “puxando” para o salão os mais indecisos. São grupos menores que um “Bloco”, não raro formado entre familiares e parentes. Há, também, o Cordão em festas de São João ou outro santo, apesar de ser com menor intensidade. Comum em todo o Brasil.
As Ladainhas
Podem ser de Nossa Senhora, do Sagrado Coração de Jesus, de Todos os Santos, etc. São as “tiradas” – cantadas ou declamadas – durante os Terços, Novenas, Tríduos. Parece ser, mais comum no Nordeste.
O primeiro de abril
É o dia da mentira, do engano. Segundo Câmara Cascudo, durante o século XIX “os jornais anunciavam festas, recepções, acontecimentos sensacionais inexistentes, atraindo a curiosidade ou presença dos crédulos toleirões, furiosamente desapontados, quando verificavam a inexatidão”. Comum em todo o Brasil.
O grude
É uma espécie de bolo de goma ou massa de mandioca, com açúcar e côco. Em geral assado envolvido em folha de bananeira. Mais comum no Nordeste, porém com grande presença em outros Estados.
O pé-quebrado
Uma disposição rítmica muito comum nos antigos versos satíricos, paródias de oração política, poemas cômicos e, raramente, descritivos ou mesmo líricos. Comum em todo o Brasil e usado, propositadamente, em versos de “meia-canha” no RS:
“Atirei um limão verde, / por cima da Sacristia;
Deu no cravo, deu na rosa, / e… em outros também!”
O Terno
Reunião de três objetos. Terno de roupa, de cama, de mesa, de música. Componentes do grupo que celebra o Natal com cantorias (Terno de Reis).
Comum em todo o Brasil, há uma certa decadência em alguns Estados. No RS, ainda existem os Ternos de Reis, os Ternos de São João, etc.
Usos e costumes que falam da cultura, da identidade e da própria alma do brasileiro do interior em todo o Brasil, inclusive do interior do Rio Grande do Sul… a nossa terra!




