Encontro
O Memorial realizou na quinta-feira passada, dia 22, o quarto de seus Encontros com a Memória deste ano, com o tema “Os fotógrafos na história de Canela”. A iniciativa uniu uma homenagem aos profissionais que têm registrado o cotidiano local e a lembrança aos 200 anos de realização da primeira fotografia no mundo.
A primeira imagem
Examinada ao olhar atual, a façanha do francês Joseph Nicéphore Nièpce (1765/1833), obtendo a imagem impressa da vista de uma janela no interior de seu país mais parece um borrão. Mas seu feito tem enorme valor histórico, por ser o primeiro – e ponto de partida para a evolução que se seguiu: o daguerreótipo, a gravação em filme para múltiplas cópias, a popularização dos equipamentos e, portanto, da prática e, afinal, o trânsito do analógico para o digital.
Pioneiros
Erny Zimmermann, Nelson Henck e Orquísio Hahnel, que em seu tempo fizeram da prática fotográfica o seu meio de vida e, por ela, os necessários registros de Canela ao longo do tempo, foram os nomes abordados durante o Encontro – por seus descendentes Leci Renck, Maria de Lourdes da Silva, Marcos Zimmermann e Jaqueline Hencke Hahnel. A apresentação contou, também, com a importante participação de João Mendes Neto, o Joni, professor de Fotografia da Universidade de Caxias do Sul.
Mostras
Simultaneamente, foi montada uma sala escura, em simulação às atividades relacionadas ao processo de revelação e fixação de fotografias no modo analógico. E mantida no saguão do Espaço Sicredi João Pessoa a exposição “Meu lugar no mundo”, com fotografias produzidas por assistidos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Canela,participantes de oficina conduzida pela professora e terapeuta Cristina Freitas Strich.
Mais dois
O Memorial terá ainda mais dois Encontros com a Memória em 2026. Em novembro, sobre o comércio da Rua Júlio de Castilhos, com a lembrança de antigos estabelecimentos e empreendedores. Em dezembro, abordará a trajetória do Sonho de Natal. Os Encontros com a Memória, realizados pelo Memorial desde 2024 com seis edições anuais, têm o patrocínio do Fundo Social Sicredi e o apoio da Água Mineral Hortênsias e da Dauper. São gratuitos e abertos ao público.
Em busca de conhecimento
De 10 a 12 de novembro o Memorial empreenderá viagem de estudos a Piratini, significativo sítio histórico urbano do Rio Grande do Sul; e a Pedras Altas, sede do castelo erguido no início do século 20 pelo estadista brasileiro Joaquim Francisco de Assis Brasil (1857/1938). Verdadeiro museu a céu aberto, Piratini foi a primeira capital da República Rio-grandense, proclamada pelo movimento farroupilha (1835/1845). E em meio ao Pampa, o castelo de Assis Brasil mantém-se como monumento-símbolo de um gesto à mulher amada (foi construído para a esposa Lídia) e de que a vida rural não significa isolamento (a confortável construção sedia uma das mais importantes bibliotecas brasileiras, com exemplares raros e únicos).
Percurso histórico
De Canela a Pedras Altas, o grupo percorrerá um trajeto de relevância histórica – a incluir, ainda, Pinheiro Machado (onde recentemente foi recuperado e reinaugurado um teatro municipal), Bagé (cidade com inúmeros equipamentos histórico-culturais) e Aceguá (divisa com sua equivalente uruguaia de mesmo nome).
Conteúdo
Informações colhidas e redigidas pelo jornalista Nikão Duarte.




