(Falando de costumes…)
Entre os moradores do interior, muita coisa difere do que vemos na cidade. Assim, vale conferir alguns dados sobre a medicina caseira no interior, mais especificamente nas colônias alemãs…
Sobre a enurese (urinar na cama):
– uf dea Stein pisse (urinar em um tijolo quente);
– dea hot ‘n schwach Bloos (criança com bexiga fraca);
– sitsbaad (banho de bafo, de assento).
Quando há febre:
– Tomar cafiaspiriin (cafiaspirina);
– Usar algunskaldewickele (panos molhados em água fria), enrolados nas pernas).
Em caso de feridas:
– Usa-se um pedaço dekrautplatt (folha de couve) aquecida na chapa do fogão.
Para rachaduras de pés e mãos:
– Recomendava-se dud Talch schmiere dass die Haut weich wat (esfregar sebo, aquecido no fogão, para a pele ficar macia).
O tal do bicho de pé:
– O dea Sandfloh. Inimigo número um das colônias. A cura surgia com técnicas nada recomendáveis: Zicaasch (cinza de cigarro), Seifeplaste (emplastro de sabão), também usado para o Geschwie (furúnculo).
Para a tosse:
– Havia o Mainzettroppe (famoso bálsamo alemão, cujo vidrinho – quadrado, era inconfundível). Era pingado umas três gotas em uma colher de açúcar, deixando-se derreter na boca.
Ficou famoso, entre os remédios para a tosse – e não só nas colônias alemãs, um bálsamo vindo da Alemanha, Mainz – Renânia, (lembro-me bem, quando criança!): Bálsamo Alemão Noaschek (alt medicine!!!). Cujo gosto, guardo até hoje na memória da boca (que tempos!).
Os livros do historiador Telmo L. Müller nos leva a uma viagem pela história d e gente como o imigrante alemão, que fez das suas histórias, a própria história do Rio Grande do Sul… a nossa terra!





