Ainda o 3º Encontro
Como na edição passada, seguimos a resumir a temática abordada no 3º Encontro da Memória de Canela, que o Memorial Canela realizou nos 5, 6 e 7 deste mês. Realizado pelo terceiro ano consecutivo, neste 2026 repetimos a fórmula bem sucedida dos anos anteriores, abordando o passado, o presente e o futuro da nossa terra – mas também trouxemos como novidade a emissão de um documento final, apresentado na última noite: a Carta de Canela.
Carta de Canela
O documento se dirige à comunidade e às autoridades, na ideia de que história é um patrimônio sob construção coletiva, de que cultura se constitui das múltiplas contribuições da sociedade e de que políticas públicas, como atribuições dos poderes constituídos e surgidas a partir das expectativas do povo são essenciais à circulação de conhecimento e à preservação – de lugares, de objetos, de documentos, de bens materiais e imateriais, enfim: da memória.
Falha coletiva
A Carta alerta a comunidade para a inexistência de um espaço específico de culto à história de Canela: “Não temos um museu histórico municipal, sequer um arquivo público municipal; falta-nos um local de armazenagem e de exposição de acervos; não há uma iniciativa de prestação de informações históricas elementares”.
Pauta pública
Dirigindo-se às autoridades, a Carta apela para que sejam incluídas nas pautas e iniciativas do Executivo e do Legislativo canelenses temas de valor histórico-cultural.
Sugestões
O documento prega: 1) o culto ao passado e aos que o fizeram, como um procedimento regular e não esporádico; 2) o realce do presente, com qualidades ressaltadas e defeitos corrigidos; 3) o planejamento como ferramenta de culto à história local; 4) a instalação de um museu histórico municipal, sob gestão pública, com guarda, preservação e mostra sob curadoria oficial; 5) a instituição de um calendário histórico de Canela (para o qual o Memorial de dispõe a pesquisar), como fonte de informações sobre fatos e pessoas e como base para tomada de decisões por parte do poder público.
Disposição
Tanto para o que a Carta reivindica quanto para o que sugere, o Memorial se coloca à disposição da comunidade, “como organização independente, democrática e plural”, que existe para “valorizar Canela, os canelenses por nascimento e adoção, seus visitantes e simpatizantes” e para “contribuir no que fortalecer a nossa história e a nossa cultura e auxiliar na formação de nossa identidade como lugar e como coletividade”.
Mostras
Duas mostras fizeram parte do 3º Encontro: “Linha do Tempo da Família Urbani e o Mundo a Vapor”; e “Memória sobre Trilhos”, ambas gentilmente cedidas, respectivamente, pela Família Urbani e pela Estação Campos de Canella.
Mediações
O 3º Encontro da Memória de Canela trouxe como novidade as presenças de profissionais da Comunicação como mediadores das palestras que se realizaram nos dias 5, 6 e 7 deste mês. O Memorial registra sua gratidão e seu reconhecimento a Bráulio Ricardo, Cesar Cliquet, Fernanda Fauth, Letícia Lima, Lucas Dias, Márcio Cavalli, Marina Gil e Moisés Souza. Idêntica manifestação faz ao empresário e ex-vice-prefeito de Canela, Jorge Brussius.
Conteúdo
Assim nas edições passadas, a redação desta coluna é de autoria do jornalista Nikão Duarte.





