(Entre a cultura e o humor…)
As famosas adivinhas (ou charadas) populares, pode-se dizer, se situam na ancestralidade do folclore… Na verdade, suas raízes estão na antiguidade e até os dias de hoje, divertem “ensinando”.
O folclorista Hélio Moro Mariante em seu livro “Santa Bárbara, São Jerônimo”, falando de astros e fenômenos atmosféricos, traz alguns exemplos… Além de outros, colhidos ao acaso!
– O que é, o que é: quanto mais se olha, menos se vê?
(O sol!)
– O que é, o que é: curral grande, gado miúdo; moça bonita e homem carrancudo?
(O céu, as estrelas; a lua e o sol!)
– O que é, o que é: que a gente sente, mas não vê?
(O vento!)
– O que é, o que é: cai de pé e corre deitada?
(A chuva!)
– O que é, o que é: o maior pé do mundo?
(O pé-de-vento!)
– O que é, o que é: quando o marido chega, a mulher sai?
(O sol e a lua!)
– O que é, o que é: levanta molhado e deita seco?
(O sol!)
– O que é, o que é: não tem asas, mas “avoa”; não tem boca, mas assobia?
(O vento!)
– O que é, o que é: tem a idade do mundo, mas nasce todos os meses?
(A lua!)
– O que é, o que é: quanto mais lava, mais suja fica?
(A água!)
– O que é, o que é: passa diante do sol e não faz sombra?
(O vento!)
– O que é, o que é: entra na água e não se molha; entra no fogo e não se queima?
(A nuvem!)
– O que é, o que é: somos dois irmãos, um branco e outro preto?
(O dia e a noite!)
– O que é, o que é: que uma árvore diz para a outra?
(Nos deixaram aqui plantadas!)
– O que é, o que é: respira, sem ter pulmões; tem pés, mas não anda?
(A árvore!)
Tudo isso e muito mais, nos traz o folclore, hoje pouco lembrado, a comparar com as crianças de ontem!
Essas adivinhas, muito comuns e correntes em todo o mundo, se encontram vivas – principalmente – no interior do Rio Grande do Sul… a nossa terra!




