VIDA LONGA AO LIVRO DE PAPEL

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Passado mais um vendaval, todos à Feira do Livro na Praça, nestes últimos dias. Há uma boa programação de encontros, bate papos, música e sempre tem algo a adquirir, das novidades àqueles clássicos que ainda não lemos. E viva o ciclo leia – recomende – troque com algum amigo.

Por falar em livros…

Quanto mais se fala sobre o fenômeno nocivo da hipnose das telas rolantes de celulares, mais a gente se pega pensando no quanto seria bom poder pegar essa multidão de devoradores destas instantaneidades e colocá-la diante de um livro. Claro que, mesmo na turba que para pra ver as abobrinhas há bons leitores, mas este aspecto ruim destes tempos modernos não inspira uma esperança de melhora. Sem falar na Inteligência Artificial, esse mastigador de conteúdos compilados sabe-se lá de onde, que entrega em menos de um minuto o que deveria ser pesquisado com critérios próprios que cada um de nós tem. Provem-me que a IA não é mais uma barreira a separar livros e leitores que deveriam deixar de ser potenciais.

Trocando ideias com meu filho de 20, fruto de uma geração que criou hábitos próprios de leitura, surgem luzes de fim de túnel. Ele cita alguns formatos alternativos, além do insosso e-book, que têm conquistado e ampliado público. Trata-se da apresentação de obras no papel, em formato de mangás e HQs (quadrinhos). Concordando com o ditado “quem só quer o ótimo nunca tem o bom”, vale dar um crédito a estas iniciativas, um passo é melhor que a inércia.

A SUBCULTURA DOS MANGÁS

O prefixo “sub” parece pejorativo, mas aqui serve para explicar a proliferação, no Brasil, desta forma de arte desenhada japonesa secular. O sucesso do mangá é a alocação de uma cultura oriental, reinterpretada dentro da cultura brasileira. É uma forma de literatura? Há quem negue mas tem como uma virtude revolucionar na formação de leitores.

Observe nas bancas de feiras e nas livrarias como há espaços cada vez maiores para estas publicações de leitura “de trás para diante” que combinam narrativas envolventes, personagens humanizados e diversidade temática. Mérito maior dos mangás: despertar o entusiasmo pela leitura, o que poucas políticas nacionais de incentivo conseguem.

HQ NÃO É LITERATURA. E DAÍ?

De cara, o termo HQ remete a gibis, as histórias em quadrinhos que a cultura americana introduziu em 1894 e que ganharam impulso gigantesco com a Disney a partir da década de 1930. Há um consenso de que HQ não é literatura, o que não é contestado porque ela não precisa estar atrelada a nenhuma outra arte para existir.
Hoje há uma variedade de obras que tomaram emprestada a linguagem da arte sequencial (como classificou a HQ um de seus mestres, Will Eisner), e títulos interessantes vão parar nas estantes de muita gente pelo interessante resultado dessa apropriação.
Recentemente o escritor paulista Pedro Bandeira (83), conhecido nos bancos escolares pelos clássicos que emplaca há décadas junto aos jovens, festejou o lançamento de seu consagrado e premiado A droga da obediência em história em quadrinhos. Aproveitou para defender as HQs: “O gibi é uma arte especial maravilhosa. Ela induz você a entender a história através dos balõezinhos e prepara você a ler um texto que só tem o texto e não precisa do desenho para explicar. Aí você imagina o que está sendo dito ali.”


TI JAGTÃ TAG TY KANHGÁG VI RA RÁN – PARTE 2

Não entendeu? Ficou curioso? Então vá ao espaço da Feira do Livro, na Praça João Corrêa, no domingo (14), às 15h30, para constatar a importância de um fato que começou a ser sacramentado em 19 de setembro passado, honrosamente em Canela. Trata-se da cerimônia de oficialização da tradução da 2ª parte da Constituição Federal para a língua Kaingang, com autoridades do Governo Federal. A ação, promovida pela Advocacia Geral da União com o auxílio da Adicuca – Associação de Difusão Cultural de Canela, visou verter, dentro do Programa Língua Indígena Viva no Direito, a nossa lei máxima para as três línguas indígenas mais faladas no país.

A entrega da primeira parte da tradução ocorreu na própria área de retomada Kaingang em Canela (com representantes dos 50 mil indígenas desta etnia), agora será no recinto da Feira do Livro.

KAINGANGS dançaram na primeira entrega em setembro.


MEMORIAL CANELA

Na manhã da quarta-feira (10), a direção e membros da Associação de Desenvolvimento e Preservação da Memória e Cultura de Canela, mais conhecida como “Memorial Canela”, reuniu convidados e imprensa na Pousada do Bosque para relatar as atividades da entidade em 2025, um ano marcado por realizações e apontado, pelo presidente Paulo Drechsler, como sendo o da popularização do Memorial.

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