(Quem cochicha, o rabo espicha…!)
Com a proximidade do Dia da Criança, lembramos as parlendas e os trava-línguas da infância de todos nós. Elas, mesmo sem o notarmos, ainda despertam uma certa nostalgia que nos remete àqueles tempos…
Essas, e outras brincadeiras, eram comuns no dia a dia de várias gerações, e muitas ainda nos acompanham, por mais que sigamos em frente. Em especial os “trava-línguas”, quando geralmente era pedido: “diga correndo”, “fale bem depressa”, “repita três vezes”, etc…
Que tempos, seu!
“Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro.
O sapo batendo o papo e o papo soltando vento”.
“A chave do chefe Chaves, está no chaveiro”.
“Iara amarra a arara rara. A rara arara de Araraquara”.
“O peito do pé do negro Pedro, é preto”.
“No vaso tinha uma aranha e uma rã”.
A rã arranha a aranha e a aranha arranha a rã”
“Bagre branco, branco bagre”.
“Aranha, ararinha, ariranha, aranhinha”.
“Quando toca a retreta na praça repleta,
Se cala o trombone, se cala a trombeta”.
“Tigelinha de água fria, que caiu da prateleira,
Foi nos olhos de Maria, que chorou segunda-feira”.
“O tempo perguntou pro tempo, quanto tempo o tempo tem;
o tempo respondeu pro tempo, que o tempo tem tanto tempo,
quanto tempo o tempo tem”.
“Embaixo da pia, tem um pinto; quando a pia pinga, o pinto pia!”
Repita rápido, várias vezes (se puder!): “Porco preto, toco crespo…”.
E essa, então?
“Quem cochicha, o rabo espicha… Quem reclama, o rabo inflama… Quem se importa, o rabo entorta…”. Realmente, que tempos!
Difícil imaginar nos dias de hoje, tais brincadeiras numa fria noite de chuva, ao redor do fogão.
Vários autores se debruçaram na pesquisa dessas preciosidades, entre eles Câmara Cascudo em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, onde vemos muitas manifestações que falam da cultura, dos usos e costumes de muitos povos, como vemos aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!









