Você consegue administrar bem isso em família? Em primeiro lugar temos que quebrar o tabu de falar de dinheiro, pois isto impede de você ter uma boa e clara relação com as finanças. Muitas famílias entram em crise por falta de diálogos sobre o dinheiro, tem a omissão, que gera desconfianças e as discussões. E muitas vezes vão literalmente cavando um poço de dúvidas e dívidas, começam a culpar um ao outro pela situação financeira, e aí vem as discussões e a crise financeira e conjugal se instala.

Quando duas pessoas resolvem se unirem para viverem juntas, uma educação financeira, deveria ser uma das prioridades, alinhar como cada um pensa e age com o dinheiro, evitaria muitas dores de cabeça, e desperdício de tempo e dinheiro. Falo com propriedade para você leitor deste assunto, pois vivi estas situações difíceis no meu casamento a nos atrás, e só começamos a crescer financeiramente quando entendemos que o dinheiro “é nosso”, assim como as responsabilidades. Presenciei centenas de situações de famílias, como bancária e agora como mentora e consultora financeira. Muitos problemas financeiros começam com: esconder do conjugue qual é a sua verdadeira renda, fazer compras escondidas, fazer planos e compromissos sem compartilhar e sem ouvir a opinião do outro, ou investimentos “secretos”, e uma série de outros comportamentos, os quais em uma vida a dois não deveriam existir. Muitos casais não entendem por que não prosperam, mas cada um tem a sua vida financeira independente do outro, e muitas vezes cada um começa a trilhar um caminho solo, e vai ficando cada vez mais distante do outro, o cordão que os uniu começa a esticar e uma hora pode até romper. Não percebem que quando somos dois somos mais fortes, caminhamos mais rápido em direção aos nossos objetivos, o que quero dizer com isso é que cada um pode ter sim seus projetos individuais, mas o apoio e a cumplicidade do outro, nos dá um gás para avançarmos, sem falar na paz que isso proporciona.
A minha sugestão de como lidar com o seu, o meu e o nosso dinheiro é essa: começar pelo diálogo e a clareza, tanto em valores de receitas e despesas, e dívidas. Mesmo que tenhamos sonhos e objetivos individuais, devemos ter os em conjunto também, e conversar sobre sonhos, os objetivos e planejamentos para realizarmos.
Agora trazendo para a prática: dividir as despesas proporcional a renda de cada um, é uma maneira justa de não ficar pesado para ninguém, e os filhos que tem renda própria e residem com os pais, devem sim participar desta divisão proporcional de despesas.
Durante a pandemia no banco pude ver muitas famílias ficarem sem ter como se manterem, por não ter uma conta conjunta, então neste quesito, minha sugestão é ter todas as contas em conjunta com o seu conjugue, para uma emergência, mas cada um ter a sua que movimenta individual, para não ter confusão. Por exemplo: eu tenho a minha conta de movimento no banco A, e meu marido movimenta no banco B, mas ambas são conjuntas. Isso falo para as contas da pessoa física, as contas da empresa é outro assunto. Uma família onde há diálogo sobre o dinheiro, e as receitas e despesas são claras, o casal planeja juntos, há cooperação e cumplicidade. Quando compartilhamos sonhos e projetos, as coisas fluem, os problemas ficam mais leves e a vida financeira começa a prosperar.









