Desde 1997, quando surgiu como uma iniciativa pioneira na Região das Hortênsias, a Semana do Meio Ambiente de Canela se consolidou como um marco no calendário local. O evento, que acontece anualmente em sintonia com o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), evoluiu de simples gincanas ecológicas para um programa de Educação Ambiental que mobiliza toda a cidade. Para 2025, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, preparou uma programação especial que coloca os estudantes no centro das discussões sobre sustentabilidade. O destaque será o “Painel Ecocidadania – Olhares da comunidade escolar”, marcado para sexta-feira (6), às 9h, no CIDICA, ocasião em que alunos e professores irão compartilhar suas percepções e propostas para os desafios ambientais locais. O Programa Ecocidadania, carrochefe da iniciativa, mobilizará 18 escolas municipais durante toda a semana, de 3 a 7 de junho. Estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental participarão de oficinas de reciclagem, apresentações temáticas e dinâmicas de sensibilização ambiental. A programação inclui oficinas de reciclagem onde os alunos irão aprender a confeccionar brinquedos e utensílios com materiais recicláveis, apresentações temáticas sobre questões ambientais locais e dinâmicas de sensibilização. ATIVIDADES TEÓRICAS E PRÁTICAS Na terça-feira (3), a palestra sobre o Programa Ecocidadania com o tema “Agenda 2030 e os 17 ODS: Caminhos para um futuro sustentável”, ministrada pelo secretário do Meio Ambiente, Carlos José Frozi, e pela secretária de Educação, Maria Gorete Rodrigues da Silva abriu a programação. Entre os principais assuntos abordados, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como a erradicação da pobreza, energia limpa e acessível, água potável e saneamento, vida na água e outros objetivos que visam a sustentabilidade do planeta. Na quarta-feira (4), aconteceu no Cidica a Atividade Educação Ambiental – A gestão dos resíduos sólidos domiciliares na prática, promovida pela Acic, OAB e CDA e a palestra “Mudanças Climáticas: Desafios e estratégias para o município”, ministrada pelo secretário adjunto do Meio Ambiente, Esthalin Moreira. O evento segue com atrações como roda de conversa, plantio de mudas e uma edição especial da Feirinha Canela + Verde que acontecerá no sábado (7), das 9h às 13h, no Centro de Feiras (Espaço Canela Rural). Além de atividades voltadas ao tema, que serão realizadas nas escolas integrando o Programa Ecocidadania. As escolas também realizarão visitas à RPPN Bosque de Canela, promoverão a troca de materiais recicláveis por mudas nativas, organizarão gincanas ecológicas e participarão de mutirões de limpeza em áreas públicas. A abordagem integrativa, que alia teoria e prática, tem se mostrado uma estratégia para engajar os alunos nas atividades. Quando uma criança participa ativamente de ações como plantio de árvores ou mutirões de limpeza, estabelece uma conexão mais direta com as questões ambientais. PROGRAMA ECOCIDADÃO A iniciativa busca ir além da simples conscientização, focando na formação de cidadãos críticos e proativos. Os participantes são incentivados a desenvolver conhecimentos práticos sobre gestão de resíduos, conservação da água e preservação da biodiversidade local. Canela tem buscado alinhar suas ações às estratégias de sensibilização ambiental contemporâneas, adaptando-as às particularidades do território local. O município se posiciona como um exemplo de prática pedagógica e mobilização comunitária em prol do meio ambiente. A curto prazo, espera-se maior engajamento dos alunos em práticas sustentáveis no ambiente escolar. A médio e longo prazos, o objetivo é consolidar uma cultura de sustentabilidade que transcenda os muros das escolas e reflita nas famílias e nos espaços públicos da cidade. Em relação à capacitação dos professores para abordarem temas de sustentabilidade e Meio Ambiente em sala de aula, a secretária de Educação, Maria Gorete destaca algumas ações. “Realizamos mensalmente um encontro de professoras e alunos de todas as escolas, onde compartilhamos experiências e discutimos o tema, embora não seja uma capacitação especificamente, é também um momento de troca de experiências e de atualização. Temos previsto, também, incluir nas reuniões pedagógicas nas escolas momentos de capacitação”, conta ela. “Temos em vista, ainda, incluir na programação de trabalho um intercâmbio com outras cidades próximas, com objetivo de conhecer suas experiências, especialmente, nesse contexto, a ideia do coletivo educador ambiental, os quais são espaços permanentes de capacitação dos professores da rede municipal. Esse contato com outros municípios surgiu, justamente, durante cursos de formação de abrangência regional e nacional”, completa Gorete. A secretária também ressalta os planos para expandir e aprimorar o Ecocidadania nos próximos anos. “Estabelecemos os grupos de trabalho envolvendo todas escolas, com comunicação constante e encontros periódicos, criamos, assim, um espaço de avaliação permanente do Programa. A forma de permanência e aprimoramento do Programa ao longo do tempo deverão se tornar política municipal, revela. DESAFIOS E PERSPECTIVAS A Semana do Meio Ambiente de Canela continua a ser uma força transformadora na comunidade, inspirando engajamento e conscientização ambiental. A cada edição, o evento se fortalece, promovendo práticas sustentáveis e formando cidadãos mais conscientes e proativos. Com um compromisso renovado com a Educação Ambiental, Canela não apenas fortalece a cidadania local, mas também pavimenta o caminho para um futuro mais sustentável. A cidade se destaca como um exemplo de mobilização comunitária eficaz, mostrando que, juntos, podemos construir um mundo mais equilibrado e consciente. O entusiasmo e a participação ativa de estudantes, educadores e moradores são testemunhos do impacto positivo e duradouro dessa iniciativa, que continua a inspirar e a cultivar esperança para as gerações futuras
CINEMA PARADISO
Nova experiência gastronômica na rua coberta de Gramado Referência em gastronomia no Sul do Brasil, o Grupo JPLP celebra mais um passo com a inauguração do Cinema Paradiso, restaurante que homenageia o clássico da sétima arte e une a tradição italiana a toques contemporâneos e artísticos. Localizado na charmosa Rua Coberta, em frente ao tapete vermelho do Festival de Cinema de Gramado e próximo ao Palácio dos Festivais, o novo empreendimento promete ser um marco na cena gastronômica da cidade,reconhecida como a Capital Nacional do Cinema. O Cinema Paradiso é a realização de um antigo sonho da família Cavichioni, fundadora do grupo, e chega para completar um portfólio de sucesso que já inclui a tradição do Mamma Mia, o sabor do El Fuego e o charme do Neni. A nova casa mergulha na memória afetiva com a Itália e na paixão pela sétima arte, traduzindo essas conexões em pratos autorais, ambientação contemporânea e uma atmosfera imersiva e elegante. “O Cinema Paradiso é a soma do melhor que desenvolvemos ao longo de 40 anos de história, com um conceito novo, contemporâneo e cheio de respeito pela nossa trajetória”, afirma Julinho Cavichioni,fundador do Grupo JPLP. O cardápio foi elaborado após meses de pesquisa e experimentações, inspirados por viagens à Itália em busca de aromas autênticos, sabores marcantes e receitas clássicas, muitas delas resgatadas de antigos livros da família. Sob o comando do chef Edy Lopes – também responsável pelo restaurante Neni – o Cinema Paradiso apresenta uma proposta de gastronomia italiana contemporânea, com entradas, saladas, risotos, carnes, massas e sobremesas que são verdadeiras obras de arte. Um dos pontos altos são as massas frescas, preparadas ao vivo por uma chef pastaia- especializada no preparo e criação de massas artesanais – com ingredientes nobres e técnicas artesanais. Na carta de bebidas, uma curadoria cuidadosa reúne vinhos nacionais e internacionais, além de coquetéis clássicos e criações exclusivas. Entre as novidades, destacam-se o autoral Passione, perfeito para o clima da serra gaúcha, e o leve e aromático Hugo Spritz, ideal para momentos ao ar livre. O projeto arquitetônico é assinado por Lorenzo Muratorio Cavichioni e respira arte em cada detalhe como na imponente estrutura do bar central de dois andares composta por 1.500 garrafas iluminadas de Campari, que é o elemento estrutural e simbólico da casa. A decoração traz peças únicas, garimpadas em antiquários do Brasil, e quadros desenvolvidos exclusivamente para o Cinema Paradiso, em uma fusão de cinema clássico, arte contemporânea e cultura pop. O restaurante possui 560m² e capacidade para 270 pessoas, distribuídas em três ambientes que se integram, ideais também para eventos de grande porte. O espaço conta ainda com uma charmosa varanda frontal e mesas ao ar livre na própria Rua Coberta. Na área externa, um exuberante jardim com teto retrátil e mais de 60 limoeiros sicilianos cria um ambiente acolhedor, que contará com exibições de filmes clássicos, conectando gastronomia e cinema de forma única. “Estar na Rua Coberta é sempre motivo de orgulho. Valorizamos profundamente essa conexão com o coração de Gramado e com os eventos artísticos da cidade”, destaca Marcelo Borba, CEO do Grupo JPLP. O Cinema Paradiso funciona diariamente das 11h às 23h e reforça a proposta do Grupo JPLP de unir excelência gastronômica, memória afetiva e momentos inesquecíveis. CINEMA PARADISO Rua Madre Verônica, 50 – Lojas 03 e 04 – Gramado – RSHORÁRIO: Diariamente, das 11h às 23h@cinemaparadisogramado
Social da Samanta – 679
No evento do Grupo RBS, conhecendo as novidades para a região das hortênsias, Manoela Theisen, Jéssica Ramos, Milena Correia Parmegiani e Ana Lara De Marchi Foto: Divulgação CASTELO SAINT ANDREWS Entre 12 e 14 de junho o destaque no único hotel de montanha do sul do país a fazer parte do seleto grupo Relais & Châteaux, um selo de excelência reservado apenas aos melhores do mundo é para o Jantar com Fondue Suisse e Champagne Moët & Chandon. Outra experiência imperdível é o piquenique montado nos jardins do Castelo, com delicias para compartilhar a dois no dia dos namorados. CONTAINNER BISTROT O Containner preparou um menu especial para o dia dos namorados! Entrada, prato principal, sobresa e muito amor envolvido. Reservando até dia 8 os casais ganham duas taças de espumante para brindarem o momento! Renan Pacheco e Paula De Stefani prestigiando a Gramado Summit e os eventos que acontecem em paralelo. Foto: Samanta Vasques Um grupo de amigas e familiares de algumas, estiveram no Santuário de Aparecida em agradecimento pela saúde de uma das amigas. Foram dias de muito louvor a Nossa Senhora Aparecida. Na foto o grupo em frente ao Santuário. Foto: Divulgação Raquel Coelho conferindo as tendências na programação intensa da Gramado Summit! Foto: Samanta Vasques Rui e Mateus celebram amanhã à noite, no Clube Serrano, 18 anos da dupla. A noite promete muitas emoções e músicas para beber e sentir saudade! Ingressos disponíveis na hora! Foto: Divulgação
Social da Bina – 679
Sabrina Vigo Foto: Bárbara Ribeiro CINEMA PARADISO Passada quase uma semana da abertura do Cinema Paradiso na Rua Coberta, eu continuo impactada com a perfeição arquitetônica e gastronomia do mais novo restaurante da família Cavichion. Com projeto assinado pelo filho mais velho – Lorenzo, Julinho e Patrícia Cavichioni, mostraram aos convidados como abrir um empreendimento autêntico, genuíno, sofisticado e sem perder o toque tão característico das demais casa do Grupo JPLP (Mamma Mia, El Fuego e Neni). REQUINTE A decoração garimpada em antiquários dá um ar antigo e requintado ao Cinema Paradiso. A mistura de cores, texturas e acabamentos remetem a cafés italianos e filmes de época. O cardápio, como era de se esperar, está impecável e tem foco nas pastas e molhos. Pode colocar na sua lista de lugares para conhecer em Gramado. Helena Piaia Foto: Bárbara Ribeiro João Vítor Pereira e Júlia Fernandes Foto: Bárbara Ribeiro Pati com os filhos Lorenzo e Pablo Cavichion Foto: Bárbara Ribeiro Ivan Bertoldi e Venivian Mazzardo comemoram os 10 anos da Maria Flor Leather. A marca conquistou o coração das mulheres com suas roupas em couro com caimento perfeito, atemporais e que vestem com elegância Foto: Bina Santos Férias para Ré Willrich e a mãe Joanete. Elas passaram por Porto Seguro, Coroa Vermelha, Arraial D’Ajuda, Trancoso e Praia do Espelho Foto: Divulgação
COM ELA NA GARUPA FOI MAIS FÁCIL
Na terra do Elvis, Memphis, Tennessee Reincido no assunto moto, estrada & felicidade enquanto tiver amigos fazendo as viagens que eu gostaria de fazer. Escrevemos na coluna em abril, e uma vez depois, que um casal deles estava partindo para (depois, curtindo) uma jornada de muitos dias e muitíssimos quilômetros. Glaiton e Cristiane Cunha, “a bordo” da indefectível BMW GS, retornaram na terça-feira (3) sãos, salvos e falando um pouquinho melhor o inglês depois de rodarem muito pelos Estados Unidos do Trump. O plano foi cumprido, diga-se, porque a experiente copilota de Glaiton, navega e orienta seu motorista, então ele se mantém sereno e focado – numa moto pesada rodando a 120 numa pista, é importante. Do dia 25 de abril, quando subiram novamente na Jojô (que ficara na Califórnia na última viagem, ao Alasca) até se separarem dela em Miami (virá de navio até o Paraguai) em 2 de junho, foram 41 dias percorrendo o país de oeste a leste, de norte a sul. Abrindo o álbum… No Deserto do Arizona Entrando em N. York No Texas Em Nova York O MEIO AMBIENTE, BONITO POR INTEIRO Cinco de junho é data para lembrar que o meio ambiente está de aniversário. Como ele nasceu junto com a Terra, é difícil precisar quanto anos ele completou nesta quinta-feira. Ele está meio judiado, poderia estar melhor se recebesse mais cuidados, mas nós (falo por mim), principalmente os que moramos em lugares abençoados, somos filhos ingratos que não retribuem à altura as dádivas do ar puro, das quatro estações, do verde. Mas há exceções, dentre elas as pessoas que homenageiam o meio ambiente da maneira plasticamente mais bonita. Falo dos pintores que retratam a natureza. Em Gramado há um projeto chamado Gramado Natural – Encontros de pintura ao ar livre*, desmembrado nos eixos de criação artística, formação, mostra de arte e intercâmbio cultural, que reúne artistas plásticos em encontros periódicos en plain air em praças e pelo interior do município. No dia 2 de junho um grupo partiu para uma saída de campo (a 11ª), para a Linha Caboclo, para tomar emprestada um pouco daquela beleza. *Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei Nº 14.399/2022), por meio do Edital Nº 26/2024 Descentralização da cultura – Gramado e edital SEDAC n° 27/2024 PNaB RS – Artes Visuais. Na Linha Caboclo, o biólogo Gustavo de Marchi, as pintoras Lana Rosa, Samara Barros, Sonia Schlee e o pintor Alessandro Muller. ROSA HELENA, ARTISTA PLENA A artista plástica Rosa Helena Teixeira (fotos acima), conhecida como Lana Rosa, de Lavras do Sul e morando em Canela, participa de forma mais efetiva neste segundo ano do Gramado Natural, integrando o coletivo. Com a mesma singularidade de suas criações, ela escreve sobre a experiência da saída de campo: “Além de observar e registrar a paisagem, interagimos com moradores e sua lida diária. A natureza exuberante com suas formas típicas, em mínimas e grandes dimensões encantam nosso olhar, assim como o pousar da luz solar sobre cada canto destes lugares preciosos, muitas vezes escondidos da vista humana, e que provavelmente será modificada na evolução dos dias.”
O som das panelas
A arte de cozinhar requer de nós o uso de todos os sentidos. Muitas vezes acreditamos que basta nariz e boca para prepararmos sabores surpreendentes. Agora vamos pensar na importância da textura dos ingredientes: folhas verdes são macias, mas firmes; legumes são ásperos, mas firmes; proteínas são tenras, mas firmes. Imagine uma cenoura amolecida, uma hortaliça murcha, um peixe que se desmancha ao toque das mãos. Concordam que a textura é parte fundamental do processo de escolha? É inevitável admitir que o primeiro dos sentidos será a visão. A cor dos alimentos vai despertar o desejo de vê-los entrando nas panelas. Uma feira livre é um parque de diversão para quem gosta da cozinha; são tantas cores que confundem seus gritos com os dos feirantes, um arco-íris despertando nossas sensações. A paixão do tomate, a alegria da bergamota, a intensidade do mirtilo, a magia eufórica de uma experiência sensorial por meio dos olhos. Claro que não devemos desconsiderar a importância do nariz. Ele vai “do campo à mesa”. Na horta ou na barraca da feira, encontro a salsinha de mãos dadas com o coentro — quem é quem? Mas levar seus cheiros para dentro de mim não deixa dúvida alguma. Também o nariz estará atento a todos os aromas que serão produzidos na cozinha, já convidando todos a deleitarem-se naquela refeição. Cuidado! Eles também despertarão o desejo dos vizinhos, mas, principalmente, os cheiros tomam conta do controle da chama; eles não deixam nada, nadinha, queimar em cima do fogão. Agora lá vai o meu segredo: meus ouvidos. O som das panelas, esse sim me mostra a hora exata em que elas pedem a adição de líquidos para deglacear o sabor marcante que fica lá no fundinho da panela. O tilintar do alho fritando me diz se ele está querendo caramelizar ou ficar douradinho como quero em cima daquele filé de bacalhau à lagareiro. Para mim, o som das panelas é meu maior aliado: ele pede, eu faço. Agora sim, hora de arrumar uma linda mesa, espalhar as travessas e chamar: o jantar está “na mesa” e bon appétit! Chef Glau
Brasil 2025: tudo muda, mas tudo igual
Comprovando a velha máxima de que, no Brasil, tudo muda em dias, mas nada muda em 10 anos, encerramos o mês de maio com grandes emoções. As tão esperadas medidas de contingência de gastos do governo vieram com “surpresas”: a principal delas foi o aumento do IOF sobre operações cambiais, interrompendo a redução iniciada em 2022 e reacendendo dúvidas sobre a previsibilidade da política econômica brasileira. A alíquota subiu para 3,5% em diversas transações, como compras internacionais e remessas ao exterior. O objetivo? Reforçar a arrecadação — estimada em R$ 20 bilhões — e cumprir metas fiscais. Mas o impacto foi mais simbólico do que efetivo diante de um déficit que se aproxima de R$ 1 trilhão. A reação negativa foi tamanha que, poucas horas depois, o governo voltou atrás e reduziu o IOF para 1,1% no caso de investimentos no exterior. Só tem um detalhe: antes, a taxa era de 0,38%. Ou seja, o “não é aumento” virou “aumento disfarçado”. Quem assistiu à entrevista do ministro da economia anunciando essa “redução” ficou perplexo, ou ele não sabia o que estava falando ou realmente acha que somos idiotas. Em um país em que tudo muda de repente, mas o improviso fiscal permanece como constante, o aumento do IOF é mais um episódio do eterno retorno da instabilidade e incerteza. Mais grave ainda foi o ruído institucional. A medida afeta diretamente o mercado cambial, mas foi tomada sem coordenação com o Banco Central, que se manifestou contrário. Afinal, elevar o IOF em operações cambiais funciona, na prática, como controle de capitais — algo incompatível com o regime de câmbio flutuante e com a autonomia operacional do BC. Quando política fiscal e monetária operam em desarmonia, o resultado é ruído, ineficiência e perda de credibilidade. Em regimes de metas de inflação, como o brasileiro, o BC calibra juros com base em expectativas ancoradas — algo que decisões unilaterais podem desestabilizar. Mesmo com a revogação parcial da medida, o estrago estava feito. Para o mercado, o que importa é o sinal. A disposição de interferir vira precedente, e a reversão não apaga a memória institucional. Como naquela frase que diz: “cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça”. Essa incerteza se traduz em prêmio de risco, câmbio mais volátil e custo mais alto para rolar dívida. Em um momento em que o Brasil poderia se beneficiar do apetite por emergentes, o gesto atravessado tirou o brilho da vitrine. O pior é a insistência do governo em justificar que estes aumentos de impostos são apenas para os “mais ricos”, uma clara justificativa ideológica e populista que vem se criando ultimamente. Qualquer economista — ou dona de casa — sabe que aumento de imposto vira custo para todo mundo. Efeito cascata é real, não é teoria. E o investidor? A canetada que elevou o IOF de 0,38% para 3,5% — e depois para 1,1% — escancara o que os mais experientes já sabem: no Brasil, a imprevisibilidade é a regra. E o impacto vai além da alíquota. O verdadeiro risco está na instabilidade institucional e na falta de previsibilidade. Por isso, investir no exterior deixou de ser uma estratégia “sofisticada” para virar uma necessidade. Atrelar parte do patrimônio a moedas fortes, como o dólar, é uma forma de proteger a liberdade financeira contra decisões que fogem totalmente do seu controle. Afinal, no Brasil, até o passado é incerto. Mas seu futuro não precisa ser. Run Forest, run!
O papel do Conselheiro Municipal
A Constituição brasileira de 1988 e o Estatuto das Cidades, sancionado em 2001, definem a participação social como um dos elementos-chave de uma gestão pública democrática e transparente. Infelizmente, em quase todo o país, os Conselhos Municipais, elementos centrais da estrutura, servem apenas para referendar aquilo que o Poder Público tem como políticas públicas. Cada conselho tem sua composição definida pela legislação municipal que cria este instrumento de monitoramento daquilo que a Prefeitura e a iniciativa privada executam nas diversas áreas que prestam serviços à população. Tudo deve estar sob o guarda-chuva de uma organização deste tipo. Por exemplo, ao Conselho de Habitação cabe monitorar a execução do Plano Municipal de Habitação, assim como propor políticas de implantação de habitação de interesse social, auxiliando a sociedade a se defender de grileiros, invasores e ocupantes de áreas públicas e privadas. Cabe estudar os condomínios, etc. É possível também entender que todas as atividades, inclusive as ações executadas pelos produtores, empresas, agentes e entidades sem fins lucrativos, devem ser monitoradas pelo conselho, a quem cabe observar se os profissionais que se autointitulam professores disso ou daquilo têm formação adequada para aquela atividade. Não deve ser atribuição de um conselho a organização de campeonatos, mas sim acompanhar a formação de atletas, a representação do município em ações intermunicipais e a oferta de atividades paraolímpicas. Os conselheiros imaginam que sua função é “fiscalizar” a Prefeitura, e aí consiste o maior dos enganos: essa é função da Câmara Municipal de Vereadores, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado. Aos conselheiros cabe sugerir, propor, indicar, realizar estudos e pesquisas e ouvir a população – e não apenas o seu partido político. O conselheiro representa seu bairro, seu segmento profissional, seu gênero ou integrantes de uma faixa etária. Conselheiros não devem representar apenas seus interesses ou a destinação dos recursos públicos. Neste momento, em que o Plano Plurianual de Investimentos é discutido, os integrantes desta esfera de representação social devem ouvir a sociedade, ler o Plano de Governo da atual administração municipal e conhecer os planos municipais de cada área para contribuir com a comunidade, propondo políticas sociais a serem implantadas nos próximos quatro anos. Depois, não adianta ficar enviando comentários maldosos através das redes sociais. A hora é agora. Objetivando instrumentalizar e habilitar os conselheiros, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Habitação está oferecendo, nos dias 18, 19 e 20 de junho, das 19h30 às 22h, no Espaço Sicredi da João Pessoa, uma formação para que todos conheçam suas funções e possam contribuir com Canela de forma eficaz e eficiente. Esta formação já foi iniciada nos dias 4 e 5, quando conselheiros de diversas áreas conversaram sobre a necessidade de intercambiar propostas para as diversas esferas.
O Meio Ambiente e o Folclore
(Uma parceria “louca de especial”…) De acordo com os dicionários, “Meio Ambiente” é o ambiente em que se vive, que está à nossa volta. É o local da residência e envolve dimensões física, social, econômica, política e cultural… Com relação ao folclore, vemos uma estreita ligação que visa, principalmente, a preservação da natureza, flora e fauna. E, neste contexto, temos as lendas, principalmente, mas também outras manifestações como os ditados e expressões populares. Nas lendas, temos o Curupira (guardião da floresta), o Mito da Gaia (mãe terra), o Boitatá (protetor das matas e campos, contra incêndios), a Lenda do Milho, do Boto Cor-de-rosa, do Pai do Mato, da Vitória-Régia, da Gralha Azul… E o homem do interior é um verdadeiro mestre nas falas com expressões e ditados. Uma espécie de meteorologia popular… – Céu pedrento, chuva e vento! – Sábado sem sol? – Noiva sem lençol. – Saracura na sanga cantando? – Chuva se aproximando. – O canto do joão-de-barro, anuncia tempo bom. – Formigas em “alvoroço”, é chuva na certa. – Ipê floriu, inverno sumiu. – Andorinhas em revoada, sinal da final de verão. – Para a madeira não “bichar”, cortar a árvore na lua minguante. – Vento Norte?… Chuva forte! Na música, também encontramos essas previsões… – “O tempo se armou de fato, lá pro lado do Uruguai; vai chover barbaridade, / e sem poncho ninguém sai…”. – “Afagar a terra / conhecer os desejos da terra, cio da terra, a propícia estação / e fecundar o chão…”. E entre os astros, com certeza a lua é a mais solicitada, cujo fascínio resiste ao longo dos séculos. O folclore se encarrega desse universo de sabedoria. – A lua influi na germinação dos vegetais, na castração de animais, no corte do cabelo (eu, só corto no terceiro dia da minguante!), na derrubada de árvores, no humor das pessoas, na gestação, no parto, etc. E um detalhe curioso: o cuidado com a lua está mais presente nas crenças do que nas superstições. Ou seja, mais naquilo que o homem acredita, e menos no que ele teme. O folclore gaúcho (e brasileiro) deixa bem claro a preocupação do homem com seu meio, como bem podemos ver nos usos, costumes e tradições do Rio Grande do Sul… a nossa terra!