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SAIBA O PERFIL DO ELEITORADO DE CANELA
Nas próximas eleições municipais em 6 de outubro, 35.384 eleitores estarão aptos para irem às urnas e votarem em prefeito e vice e também vereador. A campanha eleitoral inicia em 16 de agosto. Conforme dados estatísticos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres formam a maioria do eleitorado canelense. Elas representam 53% dos votantes, enquanto os homens constituem 47%. Essa distribuição equilibrada sugere que as campanhas eleitorais devem considerar as necessidades e interesses de ambos os gêneros de maneira equitativa. Porém, a presença significativa de mulheres no eleitorado pode indicar uma maior sensibilidade a temas como saúde, educação e políticas de igualdade de gênero. Por outro lado, a participação masculina, que também é expressiva, aponta para a importância de abordar questões como emprego, segurança e infraestrutura. Portanto, os candidatos devem adotar uma abordagem inclusiva, que contemple as demandas de toda a população. A análise por faixa etária revela uma população eleitoral diversificada, com mais votantes jovens e de meia-idade. Neste sentido, eleitores com 45 a 59 anos, são a maioria e representam 25.6% do total de eleitores. Em seguida vem as faixas de 35 a 44 anos (20.7%) e de 25 a 34 anos (19.9%). Esse perfil etário indica uma população ativa e engajada, com uma ampla gama de experiências e perspectivas.Os eleitores mais jovens, entre 16 e 24 anos, representam cerca de 11.7% do eleitorado. Este grupo tende a ser mais conectado e informado, utilizando amplamente as redes sociais e outras plataformas digitais para se engajar politicamente. As campanhas que desejam alcançar este público devem investir em estratégias digitais inovadoras e em propostas que abordem temas como educação, emprego e sustentabilidade. Os eleitores de meia-idade, que compõem a maior parte do eleitorado, estão em uma fase da vida em que questões como estabilidade econômica, saúde e a educação dos filhos são prioritárias. Propostas que ofereçam soluções práticas e eficazes para esses desafios têm grande potencial de ressonância.Por fim, os eleitores acima de 60 anos, que representam 22.2% do total, são um grupo importante que não pode ser negligenciado. Este segmento valoriza políticas de saúde, segurança e bem-estar social. A experiência de vida e o envolvimento cívico desses eleitores fazem deles um grupo influente e decisivo nas eleições. GRAU DE ESCOLARIDADE A educação é um fator crucial que influencia o comportamento eleitoral. Em Canela, 43.6% dos eleitores possuem ensino médio completo ou superior, refletindo um eleitorado com um nível educacional diversificado. A maior parte dos eleitores tem ensino fundamental incompleto (26.5%), seguido por aqueles com ensino médio completo (23.4%). Esses dados indicam que os candidatos devem considerar propostas que atendam a uma ampla gama de necessidades educacionais e profissionais.Os eleitores com ensino superior completo ou incompleto, que representam cerca de 17.3% do total, tendem a ser mais críticos e informados sobre as políticas públicas e as propostas dos candidatos. Este grupo valoriza a transparência, a ética e a inovação nas campanhas eleitorais. Propostas que incentivem o desenvolvimento profissional e a educação continuada podem ser particularmente atraentes para este segmento.Por outro lado, os eleitores com ensino fundamental incompleto ou completo, que constituem a maior parte do eleitorado, podem estar mais preocupados com questões práticas e imediatas, como emprego, segurança e serviços públicos de qualidade. Políticas que promovam a inclusão social e a melhoria das condições de vida são essenciais para conquistar o apoio deste grupo. ESTADO CIVIL A análise do estado civil dos eleitores de Canela revela que a maioria é solteira (61.2%), seguida por casados (28.6%). Divorciados, viúvos e separados judicialmente compõem 4.9%, 3.2% e 2.0% do eleitorado, respectivamente. Este dado é relevante para entender as diferentes dinâmicas familiares e sociais que podem influenciar as prioridades e preocupações dos eleitores.Os solteiros, que formam a maioria, podem estar mais focados em questões como oportunidades de emprego, educação e lazer. Já os casados, que representam uma parcela significativa, podem valorizar propostas que beneficiem a família, como saúde, educação e segurança. Por sua vez, os divorciados, viúvos e separados judicialmente podem ter preocupações específicas relacionadas à estabilidade financeira e apoio social. IMPLICAÇÕES PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS O perfil do eleitorado de Canela em 2024 é marcado por uma diversidade de gênero, idade e grau de instrução. As mulheres constituem a maioria do eleitorado, e há uma presença significativa de eleitores de meia-idade. Em termos de educação, uma grande parte dos eleitores possui ensino médio completo ou superior, o que sugere um eleitorado bem informado e com expectativas elevadas em relação às propostas dos candidatos.Para os candidatos, entender essas características é fundamental para desenvolver campanhas que ressoem com as necessidades e aspirações dos eleitores. Propostas que abordem questões de educação, saúde, emprego e qualidade de vida serão essenciais para conquistar o voto desse eleitorado diversificado e engajado.O Jornal Nova Época continuará a acompanhar de perto o cenário eleitoral, fornecendo análises detalhadas e informações atualizadas para nossos leitores. À medida que nos aproximamos das eleições de 2024, nosso compromisso é manter a comunidade bem informada e engajada, promovendo um processo eleitoral transparente e democrático.
A Grande Festa da Comunidade Rural
Foto: Rita Souza Iniciou na sexta-feira, 12 de julho, a 30ª edição da Festa Colonial de Canela. O evento é uma vitrine do trabalho desenvolvido ao longo do ano pelos agricultores e produtores das comunidades rurais da cidade.Durante a festa, o público pode degustar ou comprar para levar para casa, uma variedade de produtos que incluem doces geleias, chimias, pastéis, massas, pães e cucas assadas na hora, além de uma deliciosa comida caseira. Foto: Rita Souza Este ano, a Festa Colonial conta com sete tendas, quatro bancas, dois restaurantes e duas famílias que trabalham nos fornos, tudo isso bem no Centro, na Praça João Corrêa.Na edição deste ano, os sabores da colônia estão nas tendas das famílias Faes (Morro Calçado); Moraes (Rancho Grande); Schein (Morro Calçado); Livi (Bugres); Livi (Rancho Grande), Abreu (Morro Calçado) e Faes (Morro Calçado); além das bandas da Agroindústria Sítio das Goiabeiras (Linha São Paulo); Família Chaulet (Morro Calçado); Família Lídio (Morro Calçado); Queijaria Alvorada Missioneira (São João); dois restaurantes da Casa das Massas (Bugres) e Família Chaulet (Morro Calçado). Os fornos são comandados pelas famílias Chaulet (Rancho Grande) e Schillreff (Morro Calçado). Foto: André Fernandes O objetivo do evento é integrar a comunidade rural ao turismo local, promovendo a geração de renda para as famílias que vivem da produção colonial e valorizando o trabalho, a cultura e a gastronomia típicas do interior. Foto: Cleiton Thiele A 30ª Festa Colonial acontece até o dia 28 de julho, na Praça João Corrêa, das 10h às 22h, com entrada gratuita. A festa é promovida pela Prefeitura de Canela, por meio das Secretarias de Turismo e Cultura e Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, com apoio da Emater e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.Durante o evento, a rainha Tainara Oliveira e as princesas Larissa Machado, Vitória Rodrigues e Gabrieli Poletti interagirão com o público e participarão da programação artística dia 22 de julho com a Banda Cavalinho e dia 29 de julho com a Banda Rainha Musical. Foto: Divulgação A Festa Colonial de Canela acontece de até 30 de julho, das 10h às 22h, com entrada gratuita, na Praça João Corrêa e é uma realização pela Prefeitura de Canela, através da Secretaria de Turismo e Cultura – e Secretaria de Obras e cooperação Emater e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Programação Musical 19/7 – Sexta-Feira 19h30 às 21h30 Felipe Mosquem e Banda 20/7 – Sábado 17h às 19h Kerolin Acordeonista e seu pai 19h30 às 21h30 Jeito Serrano 21/7 – Domingo 17h às 19h Grupo Surungaço 19h30 às 21h30 Grupo MLG 22/7 – Segunda-Feira Eder de Castro e show Alison Muniz 23/7 – Terça-Feira 19h30 às 21h30 Trio Som de Cristal – Marquinhos 24/7 – Quarta-feira 19h30 às 21h30 Amaranto e seu conjunto 25/7 – Quinta-Feira 19h30 às 21h30 Porto do Som 26/7 – Sexta-Feira 19h30 às 21h30 Tiago W. e Banda 27/7 – Sábado 17h às 19h – Grupo Tutti Italiani 19h30 às 21h30 Banda ACR3 28/7 – Domingo 17h às 19h Os Louco do Caticoco 19h30 às 21h30 Corpo e Alma
SOCIAL DA SAMANTA – 633
Na quinta-feira, 11 de julho o time da Vivaz Comunicação Criativa recebeu seus clientes para um bate papo muito bacana para falar sobre a economia da experiencia! Foto: Divulgação Marcos Santuário, curador do Festival, e Rosa Helena Pereira Volk, presidente da Gramadotur na coletiva de imprensa do Festival de Cinema de Gramado! Foto: Édson Vara A viagem anual das Manas Anas ocorreu em junho. Desta vez o destino foi Porto de Galinhas. Ali se realizava a Festa Junina. Na ordem, Glenda, Gioconda, Margia, Rebecca e Sara Foto: Divulgação Ainda sobre o lançamento do Grupo Canela Hotéis e Pousadas, marcaram presença Vilmar Boniatti, da Blumen, Claudia Hof, da Posada do Bosque e Paula krause Correa, do Grande Hotel Foto: Marina Gil Sue Tatsch da Vinícola Bebber, a qual localizada em uma área com Identificação Geográfica IG para seu terroir, participou da Coletiva de Imprensa do Connection Terroirs do Brasil que acontece em Agosto, em Gramado! Foto: Divulgação A Bunny Bear participou no último final de semana do Express Publishing Summit, em POA. Eloisa Damião, Daniel Torres, Anelise Salgado, Victoria Boysen e Márcia Ferrari estiveram presentes no treinamento para professores de língua inglesa, sobre aspectos pedagógicos para enriquecer a prática em sala de aula! Foto: Divulgação
SOCIAL DA BINA – 633
Any Brocker recebeu o jornalista Felipe Machado, para um entrevista sobre as promoções e ações do Bustour Foto: Divulgação CORAÇÃO GAÚCHO A Cristais de Gramado anunciou a continuidade da campanha Coração Gaúcho. O pingente símbolo da reconstrução do RS, lançado no final de maio, tem 50% das vendas revertidas para as ações em prol da retomada no Estado. A peça está disponível no showroom em Gramado ou pode ser encomendada pela loja virtual. RSNASCE Ao adquirir o Coração Gaúcho pelo valor de R$ 69, nesta segunda fase da campanha, a pessoa contribui para as ações solidárias conduzidas pelo Instituto RSNasce, movimento de empresas, profissionais, entidades e parceiros da economia de turismo e eventos do RS. Feijoada no Caracol Neste sábado rola no Parque do Caracol a Feijoada da Dilce, no Restaurante Sabor de Mel. A atração gastronômica faz parte da programação de inverno do Parque e ocorre neste sábado (20) e também no dia 27. Lucas Dorneles é o artista de flamework que faz o Coração Gaúcho da campanha da Cristais de Gramado Foto: Gustavo Merolli Eufrázia Covalski e Carolina Covalski Porsch no lançamento do irreverente Tour de France Restaurant em Gramado Foto: Inventário Audiovisual Marta Rossi, Eduardo Zorzanello e Gustavo Reck, gerente regional do SEBRAE Serra Gaúcha na coletiva de imprensa do Connection Foto: Rafael Cavalli Isadora Guedes e Letícia Swarovski subiram a Serra e foram até o Acquamotion para conhecer a coleção Hellen Carolina, marca de beachwear que aterrisou no parque Foto: Divulgação
O VENTO INDOMÁVEL DA PATAGÔNIA
A Patagônia é uma extensa área de terras planas localizada ao sul da Argentina, comandada por fatores ambientais específicos e severos. Por ter sido, em um passado geológico distante, fundo de mar, mostra frequentemente fósseis de animais marinhos, muita areia e lagoas salgadas e a presença de ventos fortes, modeladores da forma e comportamento do local. Em dias de ventanias, que são muitos, tudo se complica no campo, nas cidades e povoados. O açoite é constante e, em algumas localidades, derruba a internet e outros serviços captados de satélites por antenas, por oscilarem e perderem o sinal. É o elemento ancestral sempre presente, afetando a vida e as tecnologias modernas. A fauna está adaptada a esta situação adversa, abrigando-se em depressões do terreno e alimentando-se de plantas, sementes ou predando. Na Ruta 3, uma longa estrada iniciada em Buenos Aires, que segue pelo litoral até o Ushuaia, na Terra do Fogo, vi fauna atropelada nas estradas, atestando a boa diversidade de animais destas planícies, apesar do rigor do clima. Graxains, zorrilhos, tatus, emas pequenas (choiques), lebres, coelhos, corujas e guanacos foram os frequentes. As emas e guanacos são grandes e podem provocar acidentes quando colidem com os veículos. As plantas daqui são pequenas e arredondadas nas suas copas em função do vento, da baixa fertilidade dos solos e da pouca água disponível. Se fossem muito altas, seriam derrubadas ou arrancadas, então se adaptaram, reduzindo o tamanho. Até os cata-ventos de bombar água para reservatórios, são baixos para não serem arrancados. Como o solo é pobre, arenoso e seco, as plantas mantém-se separadas umas das outras, buscando diminuir a competição entre elas. Os rios e arroios são, muitas vezes, temporários. Passei por inúmeras pontes com leitos secos e apenas os maiores rios daqui, como o Grande, o Chubut, o Negro e o Deseado, são perenes e com boa quantidade de água o ano todo. Nas margens destes rios se desenvolve uma vegetação exuberante que abriga, naturalmente, uma maior diversidade de fauna.As estâncias daqui criam ovelhas para extração de lã e produção de carne, de onde vem um famoso prato regional típico – o cordeiro patagônico, servido em praticamente todas as cidades por onde passei. Viver na Patagônia exige adaptação e determinação, tanto da fauna e da flora, como dos nativos existentes antes dos espanhóis chegarem e colonizarem o lugar. O nome da região é derivado de uma tribo de índios de grande estatura, naturais destas planícies, considerados gigantes com dois metros de altura. Seus pés grandes, segundo os relatos dos exploradores, originaram o nome Patagônia, ou terra dos índios de pés grandes. Hoje, extintos, os patagones deixaram para os conquistadores a mesma terra hostil, difícil de ser domada mesmo com a tecnologia atual. Interromper a comunicação, determinar o tamanho e a forma das plantas, exigir adaptação do homem e da fauna é ainda atribuição do vento, mais velho que todos, mandando seu recado: nesta terra eu sou o comandante e jamais serei colonizado.
COMO LEVAR UMA BANDEIRA DO CTG QUERÊNCIA À ANTÁRTIDA
Pedro Oliveira, um dos guardiões do patrimônio material e imaterial de Canela, conseguiu o feito de visitar a Estação Antártica Comandante Ferraz (que depois viria a incendiar e foi reconstruída) no final de julho de 1992, e dá as instruções: 1) Seja um adorador da nossa cultural local e gaúcha.2) Agarre a chance de pedir às pessoas certas a oportunidade para fazer o que parece impossível. (Pedro entregou ofício ao então Ministro das Relações Exteriores Francisco Resek, quando da vinda dos presidentes dos países do Mercosul a Canela em 1992).3) Faça fé que seu pedido será atendido. (Dez dias depois de solicitado, veio o sim, autorizado por Fernando Collor de Mello).4) Prepare-se mentalmente para sentir um frio dezenas de graus inferior ao nosso no pior inverno.5) Use as roupas de frio fornecidas e obedeça disciplinadamente todas as determinações de superiores em uma estação comandada em regime quase militar.6) Procure não se afastar do grupo estando em meio a tanto gelo. (Pedrinho fez isso por alguns momentos e quase entrou em pânico).7) Leve chimarrão, lógico! (O na época Deputado Federal Wilson Muller não levou o seu e com isso“ficou grudado” em Pedro Oliveira e na cuia o tempo todo do voo no Hércules C 130 e da visita à Estação).8) Prepare-se para divulgar Canela, a tradição gaúcha e leve chocolate daqui. (Mais um requisitocumprido à risca por Pedrinho). Pedro no lançamento de seu ultimo livro, com Mona e Clayton Oppitz e com cartaz de Canela dentro da Estação Com a bandeira, Pedro está à direita. Embarcando em Punta Atrenas, Pedro e a mateira. NATAÇÃO, A ESCOLHA DE SOFIA Ela ainda é pequena mas é determinada. Sofia Boff Brock, aluna da Coopec em Canela, com apenas dez anos dedica-se à natação com uma disciplina de fazer inveja a muitos adultos. O mesmo rigor com que ela divide seu tempo entre escola, piscinas e descanso, ela aplica na alimentação balanceada.Sofia começou a praticar natação em janeiro de 2019 na Escola de Natação Raia 7, em Gramado, com a professora Karla, onde atualmente treina três vezes por semana. Em apenas cinco anos suas braçadas tem rendido tempos e resultados na água que já estão levando-a para competições longe de Gramado.Em 2023, treinando no Grêmio Náutico União, tornou-se atleta federada (pela Federação Gaúcha de Desportos Aquáticos).Lógico que Sofia passa horas e horas por semana dentro d’água porque adora, mas os prêmios que está começando a receber são um grande estímulo, para ela e para a família, incansável no leva e traz para treinos e disputas.Resultado: competindo na categoria Mirim, ela já está criando currículo. Já participou de três edições do Campeonato Sulbrasileiro de Clubes e recentemente (julho de 2024), repetiu um grande feito de 2023, a conquista de campeã estadual 50 metros costas na sua categoria. No Estadual de Inverno de 2024, etapa capital, em seis competições, seis medalhas.
Você acorda às 3h da manhã e não dorme mais? Entenda esta insônia:
Marianne de Souza – Nutricionista Há duas formas de insônia, uma só acontece com mulheres: A primeira forma ou tipo de insônia é aquela que a pessoa não consegue pegar no sono, é meio da madrugada e ela ainda está acordada sem conseguir dormir. Geralmente, o que leva uma pessoa a ter dificuldade de dormir é desordem do cortisol. O cortisol aumentado no horário da noite tem como origem algum estresse grande que a pessoa está passando na vida, uma preocupação, alguma tensão. A outra forma de insônia, a que acontece só com mulheres, chega pra ela a partir dos 40 e tem relação com o começo do declínio hormonal. Esta insônia se manifesta da seguinte maneira: a mulher pega no sono bem, horas depois, perto das 3h da manhã, acorda e a partir deste momento o sono fica diferente, não volta a ser profundo, as horas seguintes são de sono leve e muitas vezes a mulher desperta às 3h e não consegue mais dormir! O que está acontecendo? A explicação é a seguinte: a saúde da mulher é regida pelos hormônios estrogênio e progesterona, todos os sistemas do corpo feminino têm receptores para estes hormônios, a função do estrogênio e da progesterona, diferente do que se pensa, não é apenas programar o sistema reprodutivo para a gestação. No sistema nervoso central, que é onde estão as engrenagens do sono, há uma regulação feita pela progesterona sobre o neutrotransmissor do sono – ele se chama GABA. A progesterona é, através do GABA, responsável pelo sono da mulher. Isso explica porque grávidas no início da gestação dormem muito: a gravidez é o ápice da progesterona na mulher. O oposto também tem consequência no sono: a baixa progesterona, a partir dos 40 anos, faz a mulher dormir mal. Como resolver: se você é uma mulher com mais de 40 anos e está tendo esta forma de insônia, você precisa conversar com uma ginecologista com abordagem de menopausa. Ela saberá indicar fitoterápicos com ação no GABA, melatonina e até reposição da própria progesterona na forma bioidêntica que significa molécula idêntica à progesterona do corpo.
O mais importante é… Ter sangue no olho
João RichaSócio diretor da Black Investimentosjoao@escritorioblack.com.br “A bolsa brasileira está muito barata!!!” – esta é a frase mais ouvida nos últimos tempos. Há rumores de que o verdadeiro autor desta frase é Pedro Álvares Cabral (contém ironia). Particularmente, tenho a tendência de concordar. Desde 2008, quando atingiu a cotação máxima de 44 mil pontos (em dólar), o Ibovespa encontra-se estagnado. Para se ter uma ideia, a cotação hoje dolarizada está na faixa de 23,7 mil pontos. Quando levamos em conta o “P/L” da Bolsa, métrica bastante popular do mercado que ajusta o preço da bolsa pelo lucro conjunto das empresas, o IBOV também encontra-se abaixo da sua média histórica. Muitos investidores brasileiros se consideram arrojados, porém se incomodam, e muito, quando seus investimentos não rendem mensalmente o que desejam. Vale lembrar que dificilmente você vai comprar uma ação hoje e a partir de amanhã ela vai subir para o resto da eternidade. Muitos ainda não descobriram que é por isso que o investimento em ações é chamado de “renda variável”: é pelo simples fato de que ocorrem variações (tanto positivas quanto negativas). Mas para quem não tem “estômago”, existe a renda fixa, que também não por coincidência é chamada de fixa, pois seus rendimentos são “fixados” no momento da aplicação. Quando algum cliente me pergunta se estamos em um momento oportuno de entrar na bolsa, cito a fala de nosso saudoso ex-ministro da fazenda, Paulo Guedes: “A maior commodity do Brasil não é petróleo, minério ou soja, é juro!”. Com alguns anos de experiência de mercado e depois de conviver com centenas, talvez milhares, de investidores, posso dizer que existe um número mágico na cabeça da maioria deles: o famoso 1% ao mês. Já ouvi cliente me dizer que se eu garantir uma rentabilidade de 1% ao mês ele vende o carro, a casa e até o cachorro para aplicar. Sempre lembro que, no mundo dos investimentos, se você ouvir a palavra “garantia” a chance de você estar sendo enganado é perto de 100%, isso eu posso “garantir”. A boa notícia que trago para esses investidores é que, mesmo com as quedas recentes na taxa Selic (hoje em 10,50% ao ano), ainda existem muitos investimentos que conseguem entregar o tão sonhado 1% ao mês, não nos “bancões”, é claro, mas nas plataformas abertas sim. Na semana retrasada, no auge do stress de mercado, quando o dólar bateu R$ 5,70, tínhamos disponíveis em nossa plataforma CDBs de bancos médios, com 3 anos de duração, pagando taxas de 14,35% ao ano. Isso representa um ganho (líquido de impostos) acima de 40% no período. “O paraíso dos rentistas” (parafraseando Paulo Guedes novamente). O que quero dizer com isso é que, mesmo achando que a bolsa está barata, quando um novo cliente nos procura e se mostra disposto a arriscar, apresento a ele uma forma de investir que apelidei de “sangue no olho”. Isso nada mais é do que um portfólio com risco significativamente mais baixo que a renda variável e que busca render o tão desejado 1% ao mês. Parece pouco para quem espera surfar uma alta do mercado de ações, mas pensem no seguinte: se o investidor conseguir uma remuneração neste nível, em pouco mais de 5 anos o capital investido dobra, em menos de 9 anos triplica e em 13,5 anos quintuplica. Esta é a famosa mágica dos juros compostos, mas infelizmente, como diz Warren Buffett, “ninguém quer ficar rico nos investimentos de forma devagar” – mesmo que seja a maneira mais fácil e menos arriscada.
MEMÓRIA E VOCAÇÃO
Sexta-feira fui no lançamento do livro do meu amigo e irmão Pedro Oliveira. Do Campestre à Cidade das Hortênsias é um resgate histórico de memórias e também de nossas vocações. Para entendermos o que somos e para onde podemos ir, precisamos entender de onde viemos. Faz décadas que nossas memórias estão esquecidas. Esquecidas não, mas guardadas na cabeça de uns poucos abnegados que insistem em não deixar com que elas se apaguem. O Pedro, o Sr. Olmiro dos Reis, Marcelo Veeck, Rodrigo Azambuja, entre outros, persistem em uma inglória luta para manter e resgatar as memórias de nossa cidade de Canela. Quando viajamos para outros lugares turísticos, parte do passeio e do prazer é buscarmos a história e a origem daquele povo e do lugar. Compreender a vocação daquela terra, nos faz disfrutar de maneira mais profunda a experiência turística. Hoje, se algum turista quiser saber mais sobre nossa cidade, ele não tem um Museu que mostre o que nossos antepassados construíram e os principais acontecimentos históricos que definiram nosso destino. Por isso, movimentos como o livro do Pedro e os filmes que o Lucas Dias produz, intitulados de Canela 90 Segundos, são essenciais e eternizam nossas memórias. Eu me permito sonhar com o dia em que teremos um museu sobre Canela. Local onde estas pessoas que hoje guardam a nossa história em suas mentes e em itens colecionados ao longo de anos, possam eternizar essas memórias e expor elas para nossa população e para os turistas. Iniciativas como a Associação Memorial Canela parecem estar nos deixando cada vez mais próximos deste dia. No momento que nossa comunidade discute um novo plano diretor e que nos deparamos com a dificuldade de termos uma única matriz econômica (o turismo) que pode, por fatores externos, travar suas engrenagens, resgatar essas memórias é essencial. Só acharemos alternativas econômicas e de bem-estar se olharmos para o futuro com os olhos do passado, entendendo e aprimorando aquilo que somos vocacionados.