VAI UM PANETONE AÍ?

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Dentre as inúmeras criações em panetones à venda no Festival, o Panetone de Queijo e Nozes da Queijaria Missioneira (à direita) é um saboroso exemplo

REALIDADE EM CANELA

Integrando a programação do 38º Sonho de Natal, o 1º Festival do Panetone, que se iniciou na quinta- feira (20) e vai até o domingo (23), é uma celebração do produto especial da panificação que, de uns dez anos para cá, não sai mais das prateleiras das padarias e supermercados, o ano todo. Caiu no gosto de mais e mais gente, principalmente quando surgiram marcas mais em conta que as duas ou três até então disponíveis (dentre estas, a Bauducco, que parece de origem italiana mas é brasileira e uma das maiores fabricantes mundiais). Aposto que na casa de muitos leitores tem aquela lata de panetone, reaproveitada para alguma coisa.

O interessante (e saboroso) do Festival do Panetone é a variedade e originalidade de muitas receitas. Algumas empresas daqui, grandes como a Dauper ou pequenas como a Ginger House e a Z Art´s Doces, estão tateando nesse mercado, ma já pisando com o pé direito da excelência. Há que se valorizar também a iniciativa de produtores do interior, como a Agroindústria Canela Sabor Rural, em fazer um panetone diferente de tudo. Adoradores do panetone, todos à praça, então! Nunca provei ele salgado, é a chance. Durante o Festival haverá apresentações musicais e artísticas no Multipalco.

FICÇÃO NA HISTÓRIA

A versão mais conhecida sobre a criação do panetone diz que ela teria autor, data e local. Seria um tal Toni, ajudante do cozinheiro chef do duque de Milão Ludovico Sforza. Na véspera do Natal de 1495, a corte se empanturrava num banquete. Na cozinha, o chef, ocupado com a preparação de diferentes iguarias, pediu a Toni que vigiasse o forno onde grandes biscoitos estavam sendo assados – estes seriam o gran finale do banquete. Muito cansado, pela trabalheira, Toni cochilou e os biscoitos queimaram. Temeroso do que aconteceria com ele, o ajudante decidiu usar a massa de fermento que estava reservada para o pão de Natal. Misturou farinha, ovos, açúcar, passas e frutas cristalizadas, obtendo uma massa macia muito fermentada, que conseguiu assar em tempo e finalizar o banquete. O resultado foi um sucesso e o duque Sforza decidiu chamar esse doce de “pão Toni”, em homenagem ao seu criador. Em italiano, pane di Tone, logo popularizado como panettone.

Massimo Montanari, professor de História da Alimentação na Universidade de Bolonha, na Itália, afirma que isso aí, acima, é balela. Segundo Montanari, devemos distinguir o que são produtos que têm data de nascimento e um inventor claro, e aqueles que não têm. Na primeira categoria, por exemplo, está o pandoro (que no dialeto veneziano significa “folha de ouro”), cuja receita foi registrada no escritório de patentes em 1894 pelo padeiro de Verona Domenico Melegatti. Já o panetone, é uma receita de tradição coletiva e, assim, não se pode determinar com precisão absoluta seu lugar e data de nascimento. Embora a relação entre panetone e a cidade de Milão seja inegável, não é exclusiva, pois também existem registros em outras partes do norte da Itália. (No site www.bbc.com/portuguese/internacional-50913022, onde pesquisei, tem mais sobre o assunto).


Filme canelense de animação conquista prêmio no Festival Internacional de Cinema de Carazinho

Em março deste ano, quando fomos a uma das primeiras exibições do curta-metragem de animação O Armário Interior, realizado com a técnica do stop motion por um coletivo de dez batalhadores da cultura e da arte de Canela e da região, surpreendeu a originalidade e emocionou o enredo. Na reportagem, previmos que quanto mais exibições houvesse, mais reconhecimento e elogios O Armário Interior receberia. Na terça-feira (18), a produção da Miraceti Projetos Culturais, com direção de Joni Neto e Amallia Brandolff, adaptação de roteiro de Fernando Gomes, vozes de Potira Moura e Enio Martins (in memorian) – que assinou o sound desgn juntamente com Fernando Martinotto –, cenografia de Potira Moura e personagens criados em feltragem por Lana Rosa, ganhou um prêmio de grande importância, o de Melhor Animação no Festival Internacional de Cinema de Carazinho.

Críticos de cinema seriam mais indicados para apontar as qualidades do filme de oito minutos, que demandou oito meses de intensas atividades, entre adaptação de roteiro, confecção de cenários e personagens, captação e edição. A nós, leigos que estavam na avant premiere em Canela, ficou a sensação de que víramos uma pérola, um trabalho artesanal que tocou, de forma inédita, num assunto que cala fundo a muitos: o tratamento aos idosos. Lana Rosa comentou comigo, na ocasião, que ao confeccionar com afeto o personagem do protagonista, um senhorzinho, pensava no seu pai. Parabéns ao pessoal, novamente, por este grande pequeno filme!

Na premiação em Carazinho, Amallia Brandolff, Lana Rosa e Joni Neto


ACESSIBILIDADE E RITMO

Cadastrado na Política Nacional Aldir Blanc, o projeto Bloco Sebo nas Canelas, que desenvolve ações em prol da arte, da cultura e das manifestações populares, convida interessados para duas atividades formativas em Canela. Aline Mariot ministrará Oficina de Acesssibilidade, na sexta (21), às 14h, no Espaço Sicredi da rua João Pessoa.

Já no sábado (22), Alan Lima será o instrutor na Oficina de Percussão no Centro Social Padre Franco, às 10h, e no Parque do Lago, às 15h.

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